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A parva da Geração Parva

por Felipe de Araujo Ribeiro, em 25.02.11

Giros, os comentários que tem gerado o editorial da Isabel Stilwell. Diz a jornalista, a propósito da música dos Deolinda, que “se estudaram e são escravos, são parvos de facto”. São parvos de facto.

 

Educação é formação, não é só mandar abaixo shots de bibliografia erudita. Educação é formação de carácter, tanto mais a nível universitário. Carácter é também “estar apto a reconhecer e a aproveitar os desafios e a ser capaz de dar a volta à vida”. Educação não é, seguramente, isto.

 

Não faltaram à festa as virgens ofendidas, muito escandalizadas (com o nome da jornalista, essencialmente), a destilar o seu veneno por entre insultos gratuitos de uma grosseria inqualificável. São parvos de facto.

 

Trabalhar, lamento informar, não nos torna escravos. É a forma como se encara o trabalho que separa os homens e as mulheres das bestas infantilizadas pela resignação à vitimização. Afeminada indulgência a tão fácil tentação.

 

Proponho a leitura e meditação da seguinte passagem, de um artigo que encontrei recentemente e me pareceu interessante:

 

só há uma maneira de dizer basta: passando activamente a ser parte da solução. Acreditem que estamos à espera que apliquem o que aprenderam para encontrar a saída. Bem precisamos dela.

publicado às 21:42


2 comentários

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De Paulo a 26.02.2011 às 03:46

Caro Felipe,
não percebo como se pode solidarizar com tal artigo! acho que ainda não percebeu porque somos parvos. Eu considero-me parvo porque tenho uma dupla licenciatura e um duplo mestrado e o meu país não tem espaço para mim. o meu país não me reconhece estas qualificações. podia estar a passar fome que não poderia recorrer aos mecanismos de solidariedade estatais. Sinto-me parvo porque estudei muito, aprendi 5 línguas, viajei muito para aprender sobre coisas que não cabem dentro das paredes das Universidades. E agora?! sou parvo porque não fiz como os meus colegas do secundário: desistir no 9º ano, ir para uma fábrica têxtil e agora estar em casa a receber mais de "inserção social" do que eu recebo em estágios em full-time (os que são remunerados!).
quanto ao link que disponibiliza não vejo falta de educação. Essa veio da autora do editorial do Destak, parvo é aquele que se deixa chamar parvo. 

sugiro que ouça uma espécie de justificação aqui: http://ww1.rtp.pt/play/?prog=1651#/?prog%3D1651%26%20idpod%3D190754%26fbtitle%3DRTP%20Play%20-%20Dias%2%200do%20Avesso%26fbimg%3Dhttp%3A%2F%2Fimg0.rtp.pt%2F%20EPG%2Fimgth%2FphpThumb.php%3Fsrc%3D%2FEPG%2Fradio%%202Fimagens%2F1651_isabel_stillwell.jpg%26w%3D160%26%20h%3D120%26fburl%3Dhttp%3A%2F%2Fwww.rtp.pt%2Fplay%2%20F%3Fprog%3D1651%26idpod%3D190754
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De Felipe de Araujo Ribeiro a 26.02.2011 às 10:05

Caro Paulo,

Duas Licenciaturas, dois Mestrados, experiência internacional e domínio de cinco línguas estrangeiras?

Mande-me mas é o currículo a mim!

(Infelizmente nao consegui aceder ao link que sugeriu, tentarei outra vez mais tarde)

Um bem haja.

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