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Ganhar tempo

por Nuno Castelo-Branco, em 07.03.11

"Mr Cameron told the Conservative Party spring conference: When Margaret Thatcher was prime minister, this party stood by those who wanted to reject communism and embrace freedom.

And today, this party stands by those reaching for that same freedom in the Arab world."

 

Não acreditamos nem numa única palavra acerca dos "desígnios libertários" hoje propalados pelo sr. Hague no Parlamento, mas há que compreendê-lo, pois a retórica convencional a isso o obriga. Os ingleses estão mesmo empenhados neste caso, não haja qualquer dúvida quanto a isso. O silêncio de Washington é bastante elucidativo, ou então, uma vez mais e por enquanto, os americanos agem através de intermediários. De facto, já não há caminho possível para um retrocesso e esperemos que se opte pelo início de uma outra fase, mais consentânea com o profissionalismo quase unanimemente apontado aos britânicos.

 

O envio de imediata e muito discreta ajuda em "conselheiros" e algum armamento defensivo - alguns mísseis Stinger, por exemplo -, talvez não fossem más ideias. Criarão o tal espaço de manobra absolutamente necessário, darão mais confiança aos opositores e garantem a manutenção da necessária terra de ninguém, obtendo-se assim, uma situação de status quo. As últimas notícias desmentem cabalmente a propaganda kadhafista que aponta os sublevados como milicianos da Al Qaeda. O que se vê é uma situação completamente diversa, com gente que mal sabe empunhar uma arma, sem qualquer enquadramento e que apenas tem como trunfo, o entusiasmo. A luta é muito desigual, as distâncias são imensas e a logística, um "pormenor" esmagador.

 

As informações são escassas, muito parciais e de quase impossível interpretação coerente com a realidade? Não sabemos.  

 

Adenda: por "mero acaso" surgiram hoje em toda a imprensa, imagens inéditas do ataque às Twin Towers. Pelos vistos, já se está na fase da preparação mental da opinião pública euro-americana. Enfim, a coisa serve como pano de fundo, mas nem sequer seria preciso, até porque Kadhafi é em si, um argumento imbatível.

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publicado às 16:41







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