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Geração à rasca?

por Nuno Castelo-Branco, em 15.03.11

Os jornais divulgam a notícia: os jovens portugueses são na Europa, os campeões na compra de carros novos. Aguardemos pelos resultados do estudo, naquilo que se refere a IPAD, IPHON, computadores e outras engenhocas do género.

publicado às 14:46


3 comentários

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De Marta a 15.03.2011 às 14:59

com o facilitismo dos bancos qualquer um se pode endividar até ao pescoço
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De ARF a 15.03.2011 às 23:25

Correndo o risco de ser pouco popular, aqui vai a minha visão da coisa...
Não se pode generalizar para um lado nem para o outro. De facto existe muito jovem (a depender dos pais) que tem este tipo de obsessão consumista. Que não perde um iphone ou um ipad . Ou que com um emprego mal pago e precário gasta neste tipo de coisas sabendo que tem a almofada paterna para o segurar. A compra de carros  é uma questão cultural e mais uma vez suportada pelos pais. Já no meu tempo (e vai muito tempo) dar um carro depois de tirar a carta era algo muito natural para a classe média alta. Hoje isso alargou-se consideravelmente com o acesso ao crédito e tendo os pais como avalistas (a um jovem sem rendimentos o banco NÃO dá qualquer crédito).
No resto da Europa não existe esta cultura. Nos países mais a norte o carro pessoal não é visto da mesma forma que entre nós (simbolo de status). Um holandês vive bem com a sua bicicleta. Um dinamarquês ou um sueco andam de coimboio ou autocarro, pelo que a diferença cultural explica isto em grande medida.
Mas não nos esqueçamos dos jovens que não têm acesso a nada disto (a maioria).
Portanto deixemo-nos de generalizações num sentido ou no outro. Muitos dos jovens enrascados dizem que querem a independência dos pais, não dizem que morrem à fome e que não têm um lugar onde dormir. Falta-lhes apenas aquilo que eles acham que seria  legitimo aos vinte e muitos. Para uns é serem ricos e independentes e para outros é apenas serem independentes. Não há muitos que nem um telemóvel tenham e que não gastem umas valentes dezenas de Euros por mês de comunicações.
Esta ainda não foi uma manifestação de jovens na miséria. A maior parte pagou licenciaturas (ou pagaram por eles) nas Universidades privadas ou públicas e isso são uns valentes milhares de euros. Esperavam mais? Suponho que sim, mas há 20 anos atrás quando acabei arquitectura esperava-me o desemprego. As coisas não mudaram assim tanto. Estão mais agravadas por um desemprego de 11% e por uma inflação de licenciados. Tudo junto produz isto que se vê. Mas esta geração à rasca ainda tem alguém que a ajude tal como a minha teve. Não foi por acaso que esta geração esteve adormecida mais de 10 anos e acordou num concerto dos Deolinda
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De Nuno Castelo-Branco a 16.03.2011 às 09:45

Precisamente, estou de acordo. A questão é mais funda, prende-se com costumes enraizados. Basta passarmos pela Cidade Universitária e vermos o parque automóvel. Estamos no círculo vicioso, passe a expressão.

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