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Ontem, ameaçava o Ocidente com a retirada das concessões na exploração de petróleo e jogava a cartada da divisão na ONU, oferecendo-as à China, Rússia e Índia. Hoje, numa arenga televisiva, confirma plenamente aquilo que há muito se sabe. Se as suas tropas conseguirem vergar uma cidade de quase 700.000 habitantes como Bengazi, a chacina será total. Como dissemos desde os primeiros dias, os ingleses parecem estar envolvidos na muito legítima sublevação contra o ditador.
De mãos atadas por alemães, russos e chineses, do que estarão à espera americanos, ingleses e franceses? Completamente fora de si, Kadhafi também "decreta" o fim da Liga Árabe.
Nos primeiros dias da sublevação, Portugal tomou uma posição firme, mas agora, onde está ela? Porque razão o sr. Luís Amado não deixa a zona turva e faz aquilo que deve, reconhecendo a oposição ao tirano enlouquecido? Estará à espera de San Marino, da Estónia ou da Eslovénia? Pior que tudo, agora parece querer agradar a Kadhafi e pretende voltar atrás. Embora os jornais nacionais façam a censura - nenhum publica uma só linha - que lhes é típica, a Aljazeera noticia que Portugal acaba de se juntar aos alemães e África do Sul, mostrando "dúvidas" quanto à implementação da zona de exclusão aérea, aliás uma medida insuficiente.
Não há quem nos livre de vergonhas sobre vergonhas?