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Os solípedes do microfone

por Nuno Castelo-Branco, em 29.04.11

Como seria normal, sentei-me diante do televisor e fui seguindo os comentários das televisões portuguesas. O zapping oferece-nos a oportunidade de avaliar o nível geral dos profissionais da comunicação e como esperava, o superlativo dislate confirmou-se. Informações erradas são uma vulgaridade nestas ilustres personagens e para quem dedica a sua vida a ler notícias e a visionar os actores políticos do planeta, tal facto é imperdoável. Passando sobre parvoíces como a confusão de dinamarqueses com holandeses, notou-se sobretudo, uma irresistível mania pela conspiração e o anúncio de um "provável" ou "possível" desastre. Neste país que há décadas vive na queda mais absoluta da sua longa história, os repórteres de serviço não fugiram à regra. O nível geral fica-se pela compra de acções subavaliadas, golpes bancários, vigarices adjudicativas e comissõezitas à conta do pagode. Enfim, a república.

 

Enquanto as imagens da sua própria estação mostravam multidões a perder de vista por avenidas, parques, praças e ruas, os  pivots da nossa informação, os tagarelas de luxo, convenciam-se acerca de um imaginado "periclitar" da Monarquia britânica. As entrevistas que de tempo a tempo iam fazendo aos entusiasmados participantes de rua, não foram capazes de os demover da sua augusta estupidez. Sempre de "república" na boca, iam justificando o irresistível contágio a que há muito se entregaram com vergonha de si próprios (1). Mas que intérpretes de gente! Habituados à solenidade das meias brancas de encavacados e outros bem conhecidos solípedes convivas de orçamento, medem o seu microcosmos à lupa, pretendendo extrapolá-lo para outras galáxias. "Se" o casamento não der certo, "se" a Monarquia ainda serve as conveniências da Grã-Bretanha, "se" a Monarquia serve a democracia - como se Portugal pudesse minimamente comparar-se à democracia britânica... - e mais outras tantas interrogações semi-imbecis, polvilharam o histerismo galinhista do todo televisivo português. Faltas de respeito, interrupções da fala de convidados que se dignaram a ajudar o canal a ser mais credível, eis tudo aquilo que se pode dizer. Cem anos "disto" e aqui temos uma anedota de Estado, uma espécie de tropa fandanga de passo desconjuntado e à espera de pré, uma gente que não lembra ao diabo. É "isto", a república portuguesa em iminente queda.

 

Muita frustração, muita inveja, burrice de estalo, uma excelsa e ignorante arrogância "militante e ajuramentada", resume o todo das pretensas reportagens nacionais.

 

Quando a noiva entrou na Abadia de Westminster, premi o botão e decidi-me pela BBC. Que pena não o ter feito logo no primeiro minuto! O maior espectáculo do mundo bem merecia.

 

A Monarquia é de facto outra coisa e aqui está a explicação.

 

(1) À tarde e já rendidos à evidência, os comentários (SIC) moderaram e são bastante aceitáveis. Há que sermos justos.

 

publicado às 15:38


25 comentários

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De Daniel Azevedo a 29.04.2011 às 17:22


A Monarquia é de facto outra coisa e aqui está a explicação (http://combustoes.blogspot.com/2011/04/hoje-e-dia-de-santa-raivinha-anti.html).


Sem dúvida que o é!
E o Sr. que tem a  lingua tão afiada quando se trata de criticar tudo o que não tem uma coroa na cabeça está aqui a "delirar" com este (histeria) evento que mais parece a estreia do último "Harry Potter" ?


Quanto à inveja:
"-E quem governa esse povo (os atenienses)? A quem chamam Rei?


-Eles não chamam a ninguém Rei - são um povo livre."


Os Persas.Ésquilo, 472 a.c 


Cumprimentos
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De Nuno Castelo-Branco a 29.04.2011 às 18:17

Pois... mas pelos vistos, deu-lhe a importância devida.
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De helena maria marques a 29.04.2011 às 19:38

Deve ser por isso que mais de 63% do povo da Grã-Bretanha continua a pensar que a Monarquia é o melhor regime para o país, segundo dados da CNN.
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De editor69 a 29.04.2011 às 20:09

Giro...tinham era logo dois...
http://pt.wikipedia.org/wiki/Rei_de_esparta
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De Daniel Azevedo a 29.04.2011 às 21:33

Caro editor69 (http://blogaleste.blogspot.com/) 


Porque não lê (bem) primeiro e depois critica? 
É o que eu faço! :o)


Atenas!  Não Esparta.


Cumprimentos 
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De editor69 a 29.04.2011 às 21:48

Same shit...gregos...toga...politica...filosofia...sexo com meninos...
http://pt.wikipedia.org/wiki/Rei_de_Atenas
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De Daniel Azevedo a 29.04.2011 às 22:19

"gregos...toga...politica...filosofia... "
São só alguns dos pilares da civilização ocidental.
Coisa pouca...



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De editor69 a 01.05.2011 às 18:56

A ver por hoje em dia...as togas certamente...ahhh e o "comer" meninos. :)
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De editor69 a 29.04.2011 às 21:50

Ahhhh...e não critiquei só constatei um facto.
Já agora...não são livres os brits?...
Somos nós certo?
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De Daniel Azevedo a 29.04.2011 às 22:16

Ironia, meu caro...
Ironia...


Respondi com aquela citação pq o autor dizia que era a inveja que movia os que criticavam a palhaçada a que hoje assistimos - diria o mesmo se fosse o casamento do Brad Pit com a Joli (que geraria a mesma folia caso tivesse acesso aos mesmos meios: dia feriado, ruas com transito cortado, infusão de detalhes idiotas durante meses para cativar, etc... )
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De BC a 29.04.2011 às 21:58

Eu vi a cerimónia, espectacular no melhor sentido. Segui-a pela BBC, os comentários ouvidos nos canais portugueses são demasiado contrangedores.
Enquanto via aquelas multidões a celebrar ia pensando que nunca conheceram ditaduras, os deputados são realmente eleitos por eles e e eles prestam contas, a democracia funciona mesmo... e mais meia dúzia de desagradáveis verdades para quem vive num país falido com um primeiro ministro perto da psicopatia e uma imprensa dependente e sem qualidade. Se a monarquia inglesa está em perigo? Está num perigo imenso. A monarquia serve a democracia? Não. Nem nasceu lá a democracia parlamentar, que é uma invenção do Dr. Afonso Costa.
Perene está a república portuguesa, tudo o resto treme.
Ah, é verdade, e os ingleses não são um povo livre, por serem uma monárquia. Livres somos nós, ora essa. A nossa liberdade impressiona persas e turcos.
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De Daniel Azevedo a 29.04.2011 às 22:33

"Livres somos nós, ora essa. A nossa liberdade impressiona persas e turcos."


Caro BC


Sejamos justos e admitamos que temos muito mais liberdade em  Portugal do que os que vivem na Turquia, para já não falar do Irão (Pérsia).


O que temos em Portugal agora é o resultado de termos andado a eleger as sopeiras (para não dizer pior) dos nossos politicos. 


Se o BC gostou da cerimónia ainda bem. 
Eu penso que é um reflexo da miséria intelectual actual que um pais pare para assistir a um casamento - de um filho de herdeiro ao trono.



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De Samuel de Paiva Pires a 29.04.2011 às 22:43

Tomara nós termos a mesma miséria intelectual dos britânicos. Já eu penso que "é um reflexo da miséria intelectual actual que um país pare" para umas eleições presidenciais que nos tornaram reféns de nós próprios durante uns meses sem que o seu resultado tenha qualquer efeito real quanto à situação que o país vive, ou para discutir a morte de um cronista social em Nova Iorque, ou ainda a candidatura de Fernando Nobre pelo PSD. Pior, que um país um PM como o que temos, enquanto o Estado está na bancarrota e arrisca arrastar todos os portugueses com ele. Enfim, são opiniões. 
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De Daniel Azevedo a 29.04.2011 às 23:00

Caro Samuel 


Pensei que pelos meus comentários daria para perceber o que eu penso dos exemplos de exposição mediática que refere. 


Aliás com  o país com os problema que tem, com as finanças em colapso, etc; não há nada melhor para passar na Televisão que uma casamento de um filho de herdeiro ao trono de um pais estrangeiro?


Não é isto pão e circo ? Sendo que o pão já está a desaparecer rapidamente?
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De Samuel de Paiva Pires a 29.04.2011 às 23:09

Caro Daniel,


Permitindo-me ressalvar que esse país estrangeiro é só o mais antigo aliado de Portugal, no que diz respeito a critérios editoriais das televisões não pretendo imiscuir-me. Se é certo que a RTP pode ser criticada por aqueles que, como o Daniel, parecem não apreciar o casamento real em causa, também me parece correcto afirmar que, quanto às estações privadas, estão no seu pleno direito de realizar a cobertura do evento. E mercado, i.e., audiências, parecem não ter faltado.


Cumprimentos 
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De Daniel Azevedo a 29.04.2011 às 23:22

Para mim o casamento não me aquece nem arrefece.
O que me repugna é a cobertura que este assunto fútil tem nos media - que como muito bem diz tem audiências. Mas isto é o mesmo que se passa com o futebol. 


O que me espanta é a reacção monarquica - é o delirio !
É a confirmação que o povo aprecia a monarquia?
Para mim é a confirmação que o povo gosta de assuntos cor-de-rosa. E repito: trocando os personagens por algum casal de superstars e o efeito seria o mesmo (em termos numéricos).
Mas claro: é apenas a minha opinião.


Cumprimentos
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De areai_do_deserto a 30.04.2011 às 01:21


Adorei o texto e o comentário do BC. Daniel, compreendendo o seu ponto de vista, a "aristocracia laica", aquela que, tantas vezes, é que elege a matriz da cabeleireira arrogante botoxizada que pisa a criadagem é que enche os produtos cor-de-rosa...Ao menos este espectáculo de massas traz um sentido de união nacional e reforça o prestígio do Reino Unido, em termos globais, traz-lhes dividendos, i.e, desenvolvimento económico, associado a uma sociedade, verdadeiramente, evoluída (nós estamos mais habituados a lidar, no Allgarve (credo!:) com os autóctones boçais e os McCann não deixaram saudades, pois pusemo-nos de joelhos e, à custa disso, a vida de um homem competente, íntegro e corajoso, que se limitou a cumprir o seu dever profissional, foi destruída (e quase que arranjaram um sem abrigo português como bode expiatório perfeito); mas comparar o Reino Unido a esta República das Bananas, este "manicómio em autogestão" com pavões em tudo que é tecnologia de ponta (é só uma chalaça :))) é a mesma coisa que comparar Shakespeare com o Cláudio Ramos :)) 
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De Nuno Castelo-Branco a 30.04.2011 às 09:28

Caro Daniel,


Ainda me lembro daqueles anos em que um certo partido acicatava para que as pessoas assistissem em directo e pela RTP, à parada da revolução soviética.Canhões, mísseis, tanques, mísseis nucleares e soldados imitando a antiga Prússia, acabaram por ser copiados em muitos países do mundo. A diferença é que esse mesmo mundo encolhia os ombros e não perdia um minuto em fotos. O espectáculo do poder soviético concitava mais animosidade e repulsa, que  o interesse daqueles a quem os sátrapas pretendiam intimidar. O que ontem vimos é algo de bem diferente e se formos analisar apenas os factores materiais, um tremendo golpe publicitário para o país. Ali o Estado funciona mesmo e é respeitado como tal. 


 De facto, os britânicos não se rendem facilmente a conveniências ditadas pelos balsemões e "interests shares" deste planeta, doa isso a quem doer. Antes pelo contrário e bem na "toca do lobo", nos sempre desdenhosos EUA que profissionalmente são os maiores inimigos das Monarquias, o interesse é enorme, pois ali está o autêntico, o respeito por uma longa história e porque não?, o olhar para o futuro. Um futuro onde a esperança não é palavra vã, tal como acontece em alguns discursos de campanha, onde um Obama ou um Bush sobem em passo elástico umas escadinhas e falam de "horizontes infindos", "grandes sociedades" e outras patacoadas - é esse o termo certo - quaisquer. Bastará verificarmos a espantosa quantidade de sociedades históricas, grupos de estudo e clubes que existem no R.U., para concluirmos acerca daquilo que é civismo. 


Creio bem que o facto de Portugal ter perdido durante 75 anos a sua vida parlamentar normal - mesmo se S. Bento fosse uma arena de confrontos escusados -, foi fatal ao nosso país. A Monarquia Constitucional foi o que se sabe e na verdade, como dizia Eça, todo o programa liberal, naquilo que respeita a liberdades públicas e, é obra do século XIX. Os republicanos utilizaram essa oportunidade da pior forma, há que dizê-lo e isso já não é um segredo. A demagogia e a iconoclastia paga-se da pior forma. 


E sim, a liberdade é mesmo muito compatível com a Monarquia.
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De Miguel Castelo Branco a 30.04.2011 às 03:52


Quem é o pândego Image

Não se pode deixar de apreciar estes desconchavos à Palito Métrico, mais as tiradas do citacionismo dos Antigos. De facto, Atenas tem as costas largas, a tal que matou Sócrates, exilou Platão e rendeu-se à doce demagogia de Péricles, antes de ter contra si toda a Hélade.
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De Daniel Azevedo a 30.04.2011 às 20:28

Caro Miguel Castelo Branco


Eu não o insultei pois não? 
Então agradecia que tivesse comigo a mesma cortesia.


Palito métrico? Deve ser algo com que o Sr. palita as presas, certo?


O que é que foi? Está com problemas que haja alguém que, como o Sr. tanto gosta de dizer: tem biblioteca e lê alguns pergaminhos,  não partilhe das suas opiniões?




Cumprimentos
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De Miguel Castelo Branco a 01.05.2011 às 14:37

Ó caro Daniel, estava a repetir, em versão monárquica, a V. "evitação" do debate, pois sempre que os monárquicos querem discutir o tema do regime, os senhores limitam-se a gracejar.
Image
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De Daniel Azevedo a 01.05.2011 às 15:09


Caro Miguel


Tenho todo o gosto de debater consigo tudo o que quiser, de uma forma séria e sem gracejos - a sua argúcia contra a minha. 
Mas continuo sem preceber em que é que as minhas considerações são "desconchavos à palito métrico" e como é que isso faz de mim um pândego.


Mas se calhar fui eu que percebi mal o seu comentário e portanto apresento as minhas desculpas.


E já agora: obrigado pela sua resposta.






Cumprimentos





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De Carlos Velasco a 01.05.2011 às 15:08

O Sr. Daniel Santos deveria ler um bocado mais as fontes primárias para evitar uma defesa tão falha do seu ídolo, a Democracia.
Em primeiro lugar, os atenienses nada tinham contra as monarquias gregas, que eram muito distintas da monarquia persa. O sentimento ateniense era negativo em relação às oligarquias e especialmente negativo em relação às tiranias. Apesar da rivalidade com Esparta, os atenienses nunca foram revolucionários que desejavam derrubar o que era visto aos olhos de todos os gregos como um regime legítimo, e até Péricles foi um amigo íntimo de um rei espartano.
Quanto ao regime ateniense em si, durante o experimento democrático, o Sr. Miguel lembrou muito bem ao que ele conduziu depois da morte de Péricles, que apesar de ser o líder democrático, era admirado pelas qualidades pessoais até por homens como Tucidides, que desprezava a democracia. Talvez por ser um homem tão excelso, Péricles confiava demais na natureza humana e não previu que após o seu desaparecimento os piores triunfariam.
Se enquanto Péricles viveu a democracia funcionou graças à fama irrepreensível deste, e aos seus excelentes dons de oratória (leiam a oração fúnebre), depois da sua morte ela degenerou por completo graças ao domínio que populistas sedutores exerceram sobre as massas, quase sempre conduzidas pelos maus instintos.
Graças a isso a política cautelosa de Péricles foi logo esquecida e aventureiros como Alcibíades, talvez o maior responsável pela derrota ateniense, puderam prosperar. Não por acaso, depois de conduzir Atenas à maldita expedição a Siracusa, ele traiu a sua pátria após ser descoberto num escândalo e serviu Esparta, dando indicações preciosas de como Atenas poderia ser destruída. Mesmo assim, quando a populaça mudou de humor, ainda voltou para Atenas e mais desesperada tornou a sua situação, graças à sua ânsia de poder e fama.
Enfim, o regime explica muito como uma cidade como Atenas, a mais rica e poderosa da Grécia, perdeu a guerra para Esparta, e o porquê dos seus aliados aproveitarem qualquer ocasião propícia para se rebelarem contra o imperialismo ateniense, alimentado pela ganância de uma populaça sequiosa de recursos materiais obtidos pela força das armas em detrimento de aliados fracos e cidades que eram livres.
Não por acaso o maior sábio da antiguidade,  o Estagirita, continuador da obra de Sócrates e Platão, nos legou na sua Política uma descrição nada abonatória do que é a democracia pura.
De resto, basta referir que os sistemas modernos são mistos, tantos os republicanos como os monárquicos, e assim tem sido desde a Idade Média. Ignorar isso é debater nas nuvens...
Portanto, estes ataques contra a monarquia não passam de uma simples expressão de paixões, não possuindo nada que se assemelhe a uma reflexão, o que é imperdoável em alguém que ainda por cima invocou o exemplo dos gregos para dar força à sua "vontade". No máximo, seria uma evocação pós-moderna da arte de enganar dos sofistas, os verdadeiros coveiros da Antiguidade. 

 
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De Daniel Azevedo a 01.05.2011 às 20:06

Caro Carlos




Acho que foi mais uma "alfinetada" a quem me estava a acusar de inveja pelo casamento (que é a origem deste post) real britânico, do que um ataque à monarquia. Mas posso ter sido mal interpretado - é um  risco que se corre...


O texto que citei provêm de uma fonte primária - uma peça de teatro, como bem sabe, e vale o que vale no contexto em que se insere. Não me viu teçer comentários comparativos entre a Atenas clássica e os sistemas modernos, pois não? 
Aliás os gregos antigos estavam bem cientes das limitações dos seus sitemas politicos. 
A monarquia decaía em tirania a Aristrocacia em Oligarquia  e a democracia em oclocracia.


Cumprimentos

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