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Coisas da campanha (3): o Dia D, o dia seguinte

por Nuno Castelo-Branco, em 27.05.11

1. Os jovens que decidiram não participar no dia da Defesa Nacional, embora estejam sujeitos a coimas, não serão penalizados. Típicas esquisitices militantes de um sistema que é por si, absurdo. Tendo abruptamente sido extinto o SMO, porque razão teriam os ditos jovens de participar nestas actividades? Sabemos que Portugal não é um país que possa dar-se ao luxo de umas Forças Armadas profissionais e para mais, a situação internacional exige a revisão do actual estado de coisas. A ver vamos se passada a data de 5, o Dia D do 6 de Junho trará novidades neste sector da frente. 

 

2. O conhecido cabeça rapada traulitanês e "malhador da direita" - colega do outro que dizia que "quem se mete com o PS, leva!" -, está indignado pelo descaramento de uma meia dúzia de contra-manifestantes. Ridículo, no preciso momento em que o seu Partido organizou formas de "segurança" ou "abafadoras de voz" que são no mínimo, abusivas. A par do "encarte" do aborto, aqui está mais um lançamento paraquedista em St. Mère Église, em vésperas do 6 de Junho, o Dia D.

 

3. Um dos eternos figurantes do sistema, diz que não devemos procurar "bodes expiatórios no passado". Convem-lhe. Interessante posicionamento no seio de um regime habituado a encontrar todo o tipo de responsabilidades, estejam estas na ascensão da nobreza durante o reinado de D. Manuel I, na "irreflectida" Restauração da Independência Nacional em 1640, nos "ouros" de D. João V, na Inquisição, na Viradeira, na "lamentável" derrota das invasões francesas, na mudança da capital para o Rio de Janeiro, em D. Miguel, na Filoxera, na Inglaterra do Ultimato, em D. Carlos I e João Franco, na Rainha Dª Amélia, em Pimenta de Castro, Sidónio, no Kaiser Guilherme II e respectiva guerra de 1914-18, na Pneumónica, em Alves dos Reis, no "feichisme/fá-sismo" de quem a 3ª República descende e é herdeira, na Sra. Merkel, etc, etc, etc. 

 

É claro que este "Conselho da Esponja" envolve a eterna questão: dinheiro! Aqui está uma atempada tomada de posição na rectaguarda, garantindo a defensiva no pós-6 de Junho, o Dia D.

 

4. Após as Ferreiraleitadas (VI), Marquesmendices (VI), Pachecopereiradas (IV), Santanarices (III) e Capuchadas (VI), o Sr. Marcelo Rebelo de Sousa  (I) chegou à campanha, pondo-se ao lado de Pedro Passos Coelho. Aconselhamos este líder a ter o máximo cuidado com os estiletes ou anéis de caixa. No tudologista-palrador de Domingo à noite, está um possível adesivo do 6 de Junho, o Dia D.

 

5. Luís Amado (V) "diz que" também estará ao lado de Sócrates no comício de Braga. Aqui vai surgindo um possível ersatz para o 6 de Junho, o Dia D.

 

6. Num súbito rebate de consciência, o sensível-social Sr. Seguro, apela ao voto útil. Faz bem, pois Portugal muito tem penado com estas omnipresentes partidárias inutilidades em S. Bento. 

 

7. A "pilota de aviões"  (II) - Pilota quase parece um nick regimental à moda da Quinta da Marinha - esclarece-nos and so what?!  que o seu voto é o segredo da sua vida. Que bom... Leiam a entrevista, vale a pena. Gostámos do toque cerzideiro neo-realista dos "fatinhos virados ao contrário, para a confecção de calcinhas e saias-evasé", vulgo saia-saco. Está-se mesmo a ver.

 

 

* "No percurso de seis meses foi nomeado conselheiro da Santa Casa (I), mordomo dos Lázaros e dito do Recolhimento das Velhas (II), fiscal das Meninas Desamparadas (III), vice-ministro da Ordem Terceira de São Francisco, prior da Venerável Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo, protector do Terço e Caridade (V), prior da Celestial Ordem Terceira da Santíssima Trindade (VI), vice-director da Irmandade da Lapa (IV)."

 

Camilo Castelo Branco, A Corja

publicado às 18:40


3 comentários

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De andresilva a 27.05.2011 às 23:51

 "Dia da defesa NACIONAL" ? qual nação? Portugal como nação já não existe.
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De David de Jesus a 28.05.2011 às 04:16

Sobre a dita "esquisitice" do Dia da Defesa Nacional, não acho nada estranho, afinal de contas Portugal é o país onde se inventou o conceito de "tolerância zero" em certas estradas no que respeitava à aplicação do Código da Estrada. O que equivaleu à institucionalização da ideia de que há leis de primeira e leis de segunda, há leis-leis, que são mesmo a sério, e há leis assim-assim, que são mais a brincar.
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De Joaquim Simões a 28.05.2011 às 13:32

O problema é que o bode, mais do que expiatório, é espirratório. Dá-se por ele constantemente e há cada vez mais gente a querer travar uma epidemia que já dura há seis anos.

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