Claro que Portugal só existe com portugueses. Agora aqui deixo uma questão:
Para si, quem é "mais português"?
1.
Cor. Marcelino da Mata ou Otelo Saraiva de Carvalho, Rosa Coutinho, Vasco Lourenço, etc, etc e etc?
3.
Honório Barreto ou Vasco Gonçalves?
4.
Aleixo Corte Real ou Costa Gomes?
5.
Aniceto do Rosário ou Cunhal?
Para mim, qualquer Flecha abandonado aos "turras" em 1974-75, vale 100 vezes mais que qualquer "capitãozeco do taco" que andou a acumular asneiras sobre asneiras e que hoje ainda grasna por aí as coisas do costume. Até são comendadores do 10 de Junho, essas inutilidades semi-analfabetas. É mesmo assim.
E aqueles desconhecidos que aos milhares e sendo portugueses de "5ª geração" - já muito diluídos, mantiveram firmemente a fidelidade a Portugal no Estado da Índia e no Sudeste Asiático, Ceilão, etc? Lembra-se da visita do Soares a Goa? Quando subiu a bandeira "portuguesa" no mastro do Palácio do Hidalcão, um velhote de condecoração na lapela, disse a uma encabulada RTP: há 30 anos que esperava por este momento. Portugal também é isto e como o vê, desde cedo fui contaminado pela propaganda da 2º República, acreditando num Portugal maior.
Nem sequer valerá a pena falarmos da Guerra da Restauração no Brasil, onde índios, mulatos e negros lutaram pela presença portuguesa, enquanto certos tipos "de cepa" - como o D. Francisco de Melo - se passavam totalmente para Espanha, chegando este fulano a ser governador dos Países Baixos Espanhóis. Além disso, cometeu a ignomínia de prender D. Duarte de Bragança, sendo recompensado com o governo daquela possessão que hoje dá pelo nome de Bélgica. Foi vencido em Rocroi.
Podemos também ir para os "patriotistas europeístas" da Deputação a Baiona, da Legião Portuguesa de Napoleão, de iberistas do séc. XIX, etc. A História está cheia dessa boa gente de cepa torta.