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Uma espécie de Monty Python à PP

por Nuno Castelo-Branco, em 29.05.11

Lembram-se de anteontem Paulo Portas ter dito num comício do CDS que dentro em breve teria de iniciar os discursos com "meus amigos e amigas, companheiros e companheiras e... camaradas"? Pois aqui está o porquê: de visita eleitoral ao Cavaquistão, o presidente do CDS esteve na feira de Sátão. De cravo na mão, foi discorrendo acerca do seu "mais esquerda que o PSD" e culminou a acção de campanha, com uma visita a uma exposição de murais sobre o 25 de Abril. Com um bocadinho de sorte, um dia destes, Jerónimo de Sousa ainda o convida para substituir o desaparecido MDP/CDE, fazendo ingressar o CDS na CDU. Como na RDA.

 

Caramba, ainda bem que estou na lista do Partido da Terra.

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publicado às 15:00


8 comentários

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De Manuel Marques Rezende a 29.05.2011 às 16:18

f. Combater todas as formas de corrupção.
caramba, nem a corrupção das cadeiras no parlamento vai escapar.

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De Anónimo a 29.05.2011 às 17:41

Caro Nuno Castelo Branco

O MPT quer dar direito de voto  a imigrantes sem que eles sintam uma real identidade com Portugal? Mas isso, na prática, é permitir que grupos externos possam influenciar a política interna portuguesa via voto desses mesmos imigrantes. Além de que o incentivo do MPT à multiculturalidade, não facilita a integração. Este género de medidas, a prazo, degrada (ainda mais, porque já não está muito boa) a soberania portuguesa e a sua identidade cultural.

GP
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De Nuno Castelo-Branco a 29.05.2011 às 18:46

Caro GP,


O programa é mais que isso. Aliás, com os actuais dados que dizem muito acerca da redução de portugueses para o fim deste século, gostava de saber como procederiam os nacionalista. Criando um programa Lebensborn? Instalando aqui gente da Baviera, do Ruhr ou alemães do Volga? A questão da nacionalidade é um assunto para discutir. Quando cheguei à então Metrópole de 1974, fui considerado "estrangeiro". Foi isso mesmo que por duas vezes aconteceu no Arquivo de Identificação de Lisboa. Tive de provar descender de um nado no território europeu. O crime? A minha família estava estabelecida em Moçambique desde a década de 90 do século XIX. 


Qualquer pasconço espanhol, alemão ou sueco, por cá se instala com armas e bagagens. Obtém os melhores lugares, é tratado com deferência e diz o que lhe apetece acerca de Portugal. Está a ver a diferença? Bastará vermos o que foi a história portuguesa e concluirmos acerca destas amizades de ocasião.
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De Anónimo a 30.05.2011 às 16:07

Caro Nuno Castelo Branco

Compreendo a sua posição. Mas como se certificaria que esses imigrantes se identificariam a prazo com Portugal? E não seria melhor tomar medidas para promover a natalidade? Além de que, pelos vistos, o MPT está disposto a dar direito de voto a esses "palonços" estrangeiros que cá se instalam, sem lhes exigir uma identificação com Portugal. Não acha isso contraditório?


GP
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De Nuno Castelo-Branco a 30.05.2011 às 17:48

Parece que estamos a chegar a algum lado. Creio que cada caso deve ser tratado como tal, mas a Lei deve prever isso mesmo. Não se trata de um assunto fácil e qualquer decisão deve ser tomada de forma ponderada. A verdade que está hoje bem visível, é aquela que nos diz serem os interesses dos nacionalistas da Alemanha, França ou Espanha, completamente antagónicos com os nossos. Há que procurar outras soluções fora da Europa, sem que isso queira dizer dela nos desligarmos.  
Quanto à promoção da natalidade, é uma evidência, apenas contrariada pelo modelo que adoptámos, desde o consumismo egoísta, crédito fácil para inutilidades sobre rodas, às rendas de casa, maus investimentos em infra-estruturas excessivas (auto-estradas, por exemplo), etc, etc. Muito fica por dizer.
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De Causa a 30.05.2011 às 21:28

A questão não é essa, a questão, é aquilo que faz Portugal existir e isso é a sua IDENTIDADE cultural, étnica, histórica  e orgânica, com uma identidade milenar não se brinca. Se as taxas de natalidade e fertilidade dos portugueses nativos são baixas, tem que haver verdadeiros incentivos e politicas directas pró natalidade, mas NATALIDADE de PORTUGUESES e não ir buscar aos mangotes extra-europeus (africanos, brasileiros etc..) que NUNCA serão portugueses. Não temos que ir buscar alemães ao Ruhr, isso é ridículo, mas se quer saber, alemães, espanhois, italianos são povos culturalmente e racialmente irmãos dos portugueses e como tal em pequenos números são integráveis na nação portuguesa, coisa que não acontece com extra-europeus ... por questões obvias... se nada for feito daqui a 100 anos e graças á politica de portas escancaradas não haverá mais Portugal, restará uma amalgama de povos sem identidade, sem afinidades, sem orgulho e sem irmandade... Portugal só existe com portugueses, coloquem isso nas cabecinhas.
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De Nuno Castelo-Branco a 31.05.2011 às 00:07

Claro que Portugal só existe com portugueses. Agora aqui deixo uma questão:
Para si, quem é "mais português"?
1. Cor. Marcelino da Mata ou Otelo Saraiva de Carvalho, Rosa Coutinho, Vasco Lourenço, etc, etc e etc?
3. Honório Barreto ou Vasco Gonçalves?
4. Aleixo Corte Real ou Costa Gomes?
5. Aniceto do Rosário ou Cunhal?


Para mim, qualquer Flecha abandonado aos "turras" em 1974-75, vale 100 vezes mais que qualquer "capitãozeco do taco" que andou a acumular asneiras sobre asneiras e que hoje ainda grasna por aí as coisas do costume. Até são comendadores do 10 de Junho, essas inutilidades semi-analfabetas. É mesmo assim.


E aqueles desconhecidos que aos milhares e sendo portugueses de "5ª geração" - já muito diluídos, mantiveram firmemente a fidelidade a Portugal no Estado da Índia e no Sudeste Asiático, Ceilão, etc? Lembra-se da visita do Soares a Goa? Quando subiu a bandeira "portuguesa" no mastro do Palácio do Hidalcão, um velhote de condecoração na lapela, disse a uma encabulada RTP: há 30 anos que esperava por este momento. Portugal também é isto e como o vê, desde cedo fui contaminado pela propaganda da 2º República, acreditando num Portugal maior. 


Nem sequer valerá a pena falarmos da Guerra da Restauração no Brasil, onde índios, mulatos e negros lutaram pela presença portuguesa, enquanto certos tipos "de cepa" - como o D. Francisco de Melo - se passavam totalmente para Espanha, chegando este fulano a ser governador dos Países Baixos Espanhóis. Além disso, cometeu a ignomínia de prender D. Duarte de Bragança, sendo recompensado com o governo daquela possessão que hoje dá pelo nome de Bélgica. Foi vencido em Rocroi.
 Podemos também ir para os "patriotistas europeístas" da Deputação a Baiona, da Legião Portuguesa de Napoleão, de iberistas do séc. XIX,  etc. A História está cheia dessa boa gente de cepa torta. 
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De Eleitor a 30.05.2011 às 15:43

Em campanha eleitoral parece que todos os partidos vão buscar os discursos ao PCP. O CDS quando foi formado estava mais à esquerda que este PSD, até que este PS. É que os partidos do centrão decidiram canibalizar o espaço à direita. Mais à direita mesmo só alguns radicais que não percebem o problema do envelhecimento da população, e culpam os estrangeiros de tudo.
Mas reparem bem na cara do Paulo Portas a pegar no cravo, que deve-lhe ter custado tanto.... :)

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