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Desfilando diante de populares, alguns dos quais mostrando a Bandeira azul e branca, os militares cumpriram mais um 10 de Junho institucional. Com a presença de Cavaco Silva e do 1º Ministro cessante, o ritual foi comedido, sem grandes exibições de uma força que em boa verdade, há muito se perdeu.
No seu discurso o Presidente apelou à união de esforços, declarando ser este o momento preciso para se ver a alma de um povo. Hoje já se viu essa manifestação de querer e de desafronta, mas num local muito afastado das rotineiras e sempre envergonhadas celebrações oficiais. No sentido daquilo que António Barreto disse, a cerimónia do 10 de Junho que a TVI transmitiu em directo, não foi pasto de ódios políticos ou egoísmo partidário. Foi uma celebração do Portugal uno.
No Mosteiro dos Jerónimos realizou-se a cerimónia do 10 de Junho histórico e bem simbolicamente, a liturgia foi presidida por D. Ximenes Belo, um herói de um Portugal maior. Cercado pelos seus antigos companheiros de armas, S.A.R. o Duque de Bragança, foi o símbolo que representa este país que teimosamente quer ser independente.
As condecorações esta manhã vistas nos Jerónimos, não são recompensa por amizades, serviços prestados a uma causa uninominal ou prémios a fidelidades de oportunidade. São medalhas merecidas no campo de honra e sem qualquer conotação de Partido ou de regime. É este, o Portugal que mais importa.
Hoje tivemos Rei.