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O tempo passa num instante. Quem o avisa é Marco António Costa, ex(?)-homem forte de L. F. Menezes em Gaia. Faz bem em o recordar. Marco António é precisamente um dos vários autarcas do PSD, e que, não sendo curiosamente Presidente de Câmara, está contudo "entre a espada e a parede". Ou seja, sendo apontado como um dos sucessíveis de Menezes, optou contudo pelo seguro abraçando agora a pasta da secretaria de Estado da Segurança Social. Não deixa de ser sintomático...
Mas em 2013, data das eleições autárquicas, dezenas de actuais presidentes de Câmara do PS e do PSD chegam ao limite dos seus mandatos e, como manda a lei, terão de dar o lugar a outros na gestão dos seus municípios. E é aqui que a coisa se complica para os partidos dos presidentes em funções. PS e PSD irão, entre si, perder várias câmaras, algumas de forma directa para o adversário. Outras para cidadãos independentes ou para candidaturas fora do eixo do velho Bloco Central. Daí que, atempadamente, Passos Coelho tenha aventado por escrito a possibilidade de acordo político do CDS para eleições que venham a ocorrer ao longo da legislatura. É o caso das autárquicas onde PSD e CDS se apresentam frequentemente coligados, por vezes em coligações mais alargadas com o PPM e o MPT como foi o caso de Lisboa, Faro (só a coligação PSD - CDS-MPT) permitiu a vitória de Macário Correia, por 16 votos...), Sintra (neste caso a coligação alargada, que deu a maioria absoluta a Seara, está definitivamente posta de lado para o futuro, por denúncia do acordo por parte do MPT...), entre alguns outros.
O tempo não parece todavia correr a favor de PS e de PSD e as autárquicas de 2013 podem vir a ser o início da queda autárquica destas duas formações políticas. Com cada vez menores possibilidades de coligações alargadas, PSD por um lado, PS, por outro, parecem depender cada vez mais de si e da capacidade de apresentarem nomes credíveis para o governo das cidades. O que cada vez se afigura como uma tarefa verdadeiramente intransponível. Daí a urgência com que ambos pretendem mexer na lei eleitoral autárquica...
É que 2013 é já ao virar da esquina e na falta de cão...