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Naperons do passado presente

por Nuno Castelo-Branco, em 01.07.11

Além da guincharia discursiva que neste preciso momento ocorre em S. Bento, a oposição deixou alguns presentes de difícil arrumação. Se estivéssemos a falar de outras coisas, sempre poderíamos colocar sobre a geleira, aquele cão de plástico que abana a cabeça num permanente sim-sim. No caso da prendinha ser proveniente de alguém muito cioso da sua generosidade, guardaríamos o relógio-sereia em louça azul debruada a dourado, na gaveta mais próxima do centro da sala, não fosse o dador aparecer de surpresa. Kitsch por kitsch, decerto todos se lembram dos tempos em que em tantas casas se viam uns naperons nos braços das cadeiras, artefactos extremamente úteis, até porque além de protegerem os veludos do forro, alguns possuíam uns cinzeiros acoplados, numa espécie de multifunções.

 

Mas o kitsch institucional, é algo de muito mais rebuscado. Além da detenção do antigo presidente - que raio de título, será monomanía? - da Câmara dos Solicitadores, temos mais uma novidade relativa ao BPN, o banco dos amigos do outro presidente e pelo que as más línguas dizem, do próprio. Pelo que parece, o "caso BPN" ainda terá muito para contar e a coisa deve estar mesmo a caminhar com toda a normalidade, até porque o deposto governo autorizou a dita caixa-forte escancarada, a contrair mais mil milhões de dívida.

 

Quanto ao imposto de 50% sobre o subsídio de Natal, a única surpresa consiste na timidez do corte. Sempre pensei numa possibilidade mais radical, digamos, um número mais próximo de 100%. São as novas "pesadas heranças" da república portuguesa. 

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publicado às 15:45


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