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Muitos anos ausente dos gabinetes do poder, o PSD tem oferecido uma imagem de amadorismo que urge corrigir. Se em princípio todos somos favoráveis ao preenchimento de lugares através de concursos públicos - lugares esses que contabilizam sacas de cimento, fios de fusível, gestão de mercearias e outras coisas do género -, existem sectores onde a confiança política deverá prevalecer. Negócios Estrangeiros, assuntos militares e cultura não são "negócios", são áreas delicadas onde esta confiança política é essencial.

 

Na anunciada política de cedências cobertas pelo Guarda-Chuva da Democracia - apenas utilizável pelos "camaradas" de 68 e sucedâneos -, o PSD prepara-se para contemporizar com um sem número de situações que muito têm prejudicado o país. Para darmos um exemplo, o ensino da História é um espelho de tudo o resto. Se nada mudar, se os critérios não forem outros e concordantes com a vontade do eleitorado - num caminho cheio de alçapões, este é o único argumento que todos entenderão e não poderá ser constestado -, Portugal continuará a patrocinar "chamuceiros" que no Oriente se dedicam a cultivar uma "estória" anti-portuguesa, "pensadores" de assuntos africanos que nada mais terão para dizer, senão longamente lamentarem o túnel do embarque no Forte da Mina, ou "especialistas" em assuntos americanos que insistirão sempre na questão da "invasão" do Brasil e nas anedotas mais ou menos fantasiosas da Corte no Rio. Para nem sequer falarmos  na banda não desenhada de um tal Menzies, hoje a soldo daqueles que de olho em bico são especialistas na auto-promoção.

 

Há que afirmar basta e nisto o governo não pode recuar, até porque se trata um caso de sobrevivência. Vivemos durante décadas num autêntico sistema de terrorismo ideológico e há que ter coragem para lhe dar efectivo remédio. Basta de chantagem, olhares desdenhosos de absurda superioridade "intelectual" e de lamúrias. Inicialmente rumorejarão ódios velhos e relhos - resumindo-se estes à crise anunciada para certos bolsos e panças -, acintes televisivos - os tais parlapatões pagos ao minuto - e conversinhas em painéis de comentadores - as "amigas" e os "amigos" do conhecido círculo traficante de influências e de pecúlios -, que sempre, sempre estiveram a soldo. Não se amedrontem, pois a mudança de rumo, garante uma limpeza que urge, digam o que disserem os hoje já "fantásticos compinchas" pachecos do costume.

 

Se o PSD não entendeu, talvez lhe bastará isto: quando os seus oponentes estão (sempre estiveram onde interessa) no poder, não há lugar para "democracias", "competências", "espírito de partilha". Só eles contam, podem, querem e mandam, tudo fazendo para a sua eternização na guarita.

 

Não reconhecer esta evidência, prenuncia toda uma série de desastres que muito bem poderão ser evitados. Pior ainda, colocar em postos chave adversários políticos - imaginem um bloquista nomeado por "concurso", num departamento vital da Defesa Nacional! - , contradiz a vontade expressa pelo eleitorado. Nada democrática esta nova mania de uma pretensa e disparatada "lisura" de procedimentos. 

 

Como o meu irmão aqui diz,..."Sei que a direita prefere falar de números e negócios e considera a cultura coisa para senhoras. Um pouco de Eça e Camões fica bem para o café, mas a direita nunca compreendeu que quem constrói as imagens, os mitos de mobilização política e as referências - as melhores como as piores - é a cultura. Quem diz cultura diz propaganda. A cultura do estado é sempre propaganda. A propaganda é boa se for benéfica para a consolidação do patriotismo; a propaganda é má se servir para dividir e lembrar as divisões"

publicado às 11:14


4 comentários

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De JMB a 14.07.2011 às 14:12


De acordo Nuno, sem reservas. São tantos os anos de rebaldaria que agora se confunde tudo. No exercício da Política (c/ maiúscula) é imperativa a confiança política na cadeia executiva, sob pena de se estar a contribuir a prazo para a perenidade do compadrio, do tráfico, da apatia crítica, do declínio.  Justamente aquilo que se pretende inverter. A continuarmos neste molde e registo as agências de rating vão ter de criar uma subcategoria dentro do lixo: os biodegradáveis.

Cumprimentos,

JMB
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De Pedro Quartin Graça a 14.07.2011 às 14:29

Exactamente! Muito bem observado. Estranho é termos de ser "nós" a ensinar o Pai Nosso ao vigário!
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De Felipe de Araujo Ribeiro a 14.07.2011 às 16:17

" Para nem sequer falarmos  na banda não desenhada de um tal Menzies, hoje a soldo daqueles que de olho em bico são especialistas na auto-promoção."

Image  Esse tal de marinheiro, se nao fosse tao ridiculo, quase que seria merecedor de atencao. Quando estive na China, atraves de breves sondagens pude perceber que nem dos próprios merece qualquer interesse. É claramente uma historieta para Americano ler. Só me estranha, assim sendo, que seja o livro tao pesado! Alguém que se lembre de o passar para banda desenhada e temos festim!
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De Anónimo a 14.07.2011 às 19:44

Somos mesmo parvos. Podíamos andar por aí a dizer que tínhamos sido os inventores do avião", argumentando com a Passarola que hoje em dia os portugueses desconhecem.

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