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Geração à rasca = geração parva

por Samuel de Paiva Pires, em 23.08.11

No DN: «Os organizadores do protesto Geração à Rasca fizeram ouvidos de mercador aos apelos de Passos Coelho para serem evitadas as convulsões sociais e já agendaram um novo protesto. A luta está marcada para 15 de Outubro, data limite da entrega do Orçamento do Estado.

Com o anúncio de cortes como nunca se viu nos "últimos 50 anos", como prometeu Passos Coelho, ficou lançado o mote para novas vagas de mobilização social. "Razões para sair à rua não vão faltar", disse ao DN João Labrincha, um dos rostos da manifestação de 12 de Março. O "programa ambicioso de cortes" e o aumento do IVA sobre o gás e a electricidade são políticas que, segundo Labrincha, vão contra a "vontade expressa de Passos de manter a coesão social".»

 

Estes jovens ainda não sabem de que cortes se trata e em que áreas serão, mas já estão a reivindicar sabe-se lá o quê. Mais, começaram nos últimos dias a ser dados bons sinais pelo Governo - extinção da Parque Expo e o fim de várias concessões rodoviárias - enquanto todos vamos aguardando pelo anunciado relatório sobre os institutos, organismos e empresas estatais a extinguir, e pelo Orçamento Geral do Estado para 2012, mas estes jovens comunistas e bloquistas (sim, só os tolos e quem não conhecesse os organizadores do protesto é que podiam achar que este não tinha orientação política) com a típica mentalidade de quem quer continuar a viver da teta do Estado - ou melhor, do dinheiro dos outros - como se esta nunca acabasse, já estão a planear protestos. Vivem alheados da realidade. Não são a geração à rasca. São mesmo a geração parva.

publicado às 13:03


11 comentários

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De ZEP a 23.08.2011 às 13:52

Samuel, irão certamente reclamar por mais direitos, direitos e direitos mas cumprir com os deveres de cidadania como votar nem pensar, isto parafraseando um dito jovem entrevistado na última manifestação. Ah e talvez continuarão a afirmar que querem aquela ilusão que ainda assiste esta nossa geração de ter logo trabalho na área em que se formaram, sem no entanto procurarem convenientemente e/ou estarem aberto a outras possibilidades de trabalho.
Isto tudo, resume-se apenas a que vai ser uma manifestação de "malta" que continua à espera que lhe apareça tudo à frente em bandejas de ouro.
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De Samuel de Paiva Pires a 23.08.2011 às 17:37

São os suspeitos do costume. Os restantes, ou vão-se virando, cá dentro ou lá fora.
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De Guerin a 23.08.2011 às 16:08

Mais nada!! Sem tirar nem por. Muito bom.
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De Rui Viana Pereira a 23.08.2011 às 17:09

Uma das coisas espantosas da Internet é a revelação do verdadeiro grau de mesquinhez e cobardia de uma boa parte dos comentadores de rodapé residentes em Portugal.
Gostava de ver o Sr. Samuel dizer cara a cara, a todas as pessoas que conheço desempregadas e que nunca pediram um tostão de subsídio do Estado, que elas apenas querem viver à custa do contribuinte.
Gostava de vê-lo dizer cara a cara, a todas as pessoas que trabalham em ramos que não correspondem à sua formação nem à sua vocação, por quantias miseráveis (que certamente não chegariam para pagar a prestação do carro de V. Exa., ou a sua renda de casa, ou...), que são uma cambada de madraços.
Aos inqualificáveis comentadores de rodapé que brincam levianamente com a desgraça alheia, que tratam de «parvo» quem luta pelo princípio primeiro de todo o estado de Direito (=dignidade humana), o que desejo do fundo do coração é que lhes aconteçam as maiores desgraças na vida, ao ponto de terem depois de vir mendigar a solidariedade alheia. Quando finalmente chegarem a esse estado de conhecimento de causa (sem o qual aparentemente a sua imaginação não alcança mais longe), voltaremos a falar.
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De Guerin a 23.08.2011 às 17:21

Caro Rui, a questão não está nas pessoas que realmente precisam e que deviam ser ajudadas porque merecem, a questão está naqueles que nada fazem por merecer e que vão para a rua por todas as razões erradas e sem qualquer convicção naquilo que estão a fazer.
Mesquinhez é o senhor desejar mal a alguém por ter uma opinião diferente da sua, além de revelar falta de carácter  Não quero com isto defender o Samuel mas não nos podemos reger pelas excepções mas sim pela regra. quem trabalha tudo merece, quem não trabalha nem quer trabalhar... pqp.
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De Samuel de Paiva Pires a 23.08.2011 às 17:55

Obrigado, Guerin mas, no que me toca, não se preocupe, nem sequer me dou ao trabalho. O comentário do Rui fala por si próprio no que diz respeito à mesquinhez, à intromissão na vida alheia, ao carácter insultuoso, e ao ler aquilo que quer ler em vez do que lá está. Já nem falo no que me deseja. Pobreza de espírito é daquelas coisas tramadas.
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De Silvia Vermelho a 23.08.2011 às 18:15

O que eu gostava era de saber como pode Rui Viana Pereira afirmar que Samuel PP tem carro, paga uma renda de casa avultada, trabalha no ramo da sua formação ou vocação e não ganha uma quantia miserável.
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De editor69 a 23.08.2011 às 20:01

Eu tb acho tudo muito justo o que foi dito pelo Rui com a excepção de que não referiu que esta malta no período dos festivais de verão (e de praia) não estão para manif´s.
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De Ativo a 24.08.2011 às 11:58

Esta manifestação representa mais do que, apenas, não aceitar as medidas a aplicar pelo novo governo. Representa o descontentamento pela situação do país, particularmente, a situação dos jovens.

Todos sabemos que o futuro de Portugal é incerto. Agora imagine a roleta russa que é ter entre 25 a 35 anos. Estamos a falar de um grande número de pessoas que nunca tiveram contratos de trabalho, pessoas que são sistematicamente substituídas por estagiários, pessoas que nunca vão ter direito a reforma (muito embora tenham sido obrigadas a descontar, agora até em impostos de subsídios que nunca receberam nem nunca vão receber), pessoas que se sujeitam a horas de trabalho insustentáveis porque, quando se tem recibos verdes, não têm vinculo com o empregador, e pode-se ser despedido de um dia para o outro, só porque sim. Podia continuar a enumerar outros fatores, mas acho que me fiz entender.

Estas pessoas não sabem, nem conseguem prever o seu futuro pessoal, porque não ter trabalho significa não ter casa (alugada ou comprada), ter uma preocupação diária de sobrevivência, não puder construir uma família, não ter férias, ter menos acesso à cultura, etc.. Podia, mais uma vez, continuar a enumerar fatores

É redutor pensar que esta será uma manifestação de birrinha, e quem o faz não anda claramente atento ao que se passa connosco (sim, eu faço parte desta geração, não pertenço a nenhum partido e não vivo à conta do Estado).

Claramente o Senhor Samuel não faz parte desta faixa etária. O problema é que, se a sua geração não se preocupa, temo mais pelo meu futuro e esta manifestação faz ainda mais sentido.


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De Samuel de Paiva Pires a 24.08.2011 às 12:04

Tenho 24 anos. Não é com esquerdismos e manifestações sem nexo que se vão resolver os problemas que enumerou que, em boa parte, resultam do chamado Estado Social. Mas façam lá outra não-manifestação deste género: http://estadosentido.blogs.sapo.pt/1466011.html e aliviem-se para aí.
Pode encontrar mais posts sobre este assunto: http://estadosentido.blogs.sapo.pt/tag/gera%C3%A7%C3%A3o+%C3%A0+rasca
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De Ativo a 24.08.2011 às 12:43

Concordo que estas manifestações não primam por uma boa comunicação no que respeita à razão do descontentamento e à apresentação de soluções possíveis. Mas é importante que comece a haver uma partilha de ideias entre pessoas que estão a passar pela mesma situação.

Esta geração está dispersa porque ainda não percebeu que, agora, somos nós o proletariado. O trabalho manual foi substituído pelo trabalho intelectual. Como tal, há que repensar e adaptar os nossos direitos aos tempos modernos.

Tenho a consciência de que posso vir aqui, depois de dia 15, dar razão à falta de forma da manifestação. Mas numa geração tão comodista, é importante que se comece a agir, só assim surgem soluções.



 

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