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Politicamente sinto-me órfã.

por Cristina Ribeiro, em 26.08.11

Há tempos dizia-me um amigo, nacionalista democrata como eu, que temos de encarar a realidade: não temos verdadeira alternativa na hora de votar. Ideologicamente não nos revemos no único partido assumidamente eurocéptico ( obviamente excluo à partida o PCP e BE ), e aquele com cuja ideologia inscrita nos estatutos nos identificamos é europeísta. Votou o tratado de Lisboa, essa Constituição da União Europeia, sem se bater sequer pelo referendo.

Sou europeia, não renego essa pertença, antes me orgulho, mas sou por uma Europa das Nações, que cooperem livremente entre si, sem a tutela de um directório supranacional.

Sonho com o aparecimento de um partido na linha do Conservador de Margareth Thatcher, que teve continuidade na pessoa de Nigel Farage. Mas para isso é preciso coragem.

publicado às 17:56


10 comentários

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De rui a 27.08.2011 às 00:48

somos dois. e perdemos a revoluçao conservadora dos anos 80, que alem de thatcher teve reagan. em Portugal temos a cripto-esquerda, a esquerda e o centro.
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De Cristina Ribeiro a 27.08.2011 às 01:06

Nem mais Rui. E de direita democrática nada. A correcção política assim o impõe. Falta a coragem para enfrentar o famoso Sistema, o medo de o afrontar. O oportunismo político.
 Uma coisa que me caiu muito mal foi esta http://estadosentido.blogs.sapo.pt/1579552.html.
Quando em política passa a valer tudo já não é política - é politiquice.
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De Rui Santos a 27.08.2011 às 09:10

escrevi ha dias um post assim: "Quando (Paulo Portas) era director de O Independente, tinha-lhe estima e consideração. Quando foi presidente do CDS-PP nos primeiros tempos, ainda o conseguia respeitar. Agora, dá-me asco. A Direita portuguesa pós-Abril foi traída por Spínola, Freitas e Portas."                                       Prefiria ter um partido Conservador (mas sério e respeitavel) que tivesse 5% de votos, mas com uma estratégia para 5-10 anos do que me sentir "albanizado", ou seja, direita conservadora, nacional e democratica, nem vê-la....hélas
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De Rui Santos a 27.08.2011 às 09:12

leia-se "preferia". Conservador e respeitador da língua portuguesa...
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De F. David Cruz a 27.08.2011 às 11:24

Não esquecer o Partido para a Liberdade da Holanda (PVV), o Partido Libertário da Áustria (FPO), o Partido do Povo Suíço (SVP), entre outros da mesma linha política.
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De Pedro a 28.08.2011 às 04:15

Fundemos então esse partido ora bolas!
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De Vitor Luís a 28.08.2011 às 13:27

E se nos preocupássemos em construir um «Partido de Portugal, com portugueses de Portugal» - ideologicamente situado em  torno da fidelidade ao nosso Estado-Nação e à noção de Autoridade Legítima e mobilizadora, da justiça e do pluralismo social, sem defender o monopólio partidário da Política, sem alinhar com as cliques e «barões» do sistema, capaz de defender uma Hierarquia social legítima baseada no Mérito e no Trabalho?
E se, em vez de olhar para fora do país nos dedicássemos a conhecê-lo e a compreendê-lo, no quadro de uma Condederação Europeia que garanta força e autonomia aos estados Europeus, sem cair em abstracções «federalistas» - que só beneficiam os mais fortes?
E se em vez de «complexos democráticos» e preocupações de parecer politicamente correctos, atacássemos a sério as grandes questões da Representação Nacional e da Eficácia da Decisão política, que são, respectivamente, uma fraude e uma mediocridade neste sistema - precisamente nesta «nossa Democracia», a única que existe - em vez de andar a clamar por uma «Democracia perfeita», ou uma «verdadeira Democracia» que só existe - e indefinida -  na imaginação de uns idealistas inócuos e aparentemenete bem intencionados - mas que não consideram, afinal, nada de Política, da realidade e da Natureza do Poder, da ameaça dos Interesses, convencidos ingenuamente de que a «Cidadania» é um «ajuntamento» de «boas-vontades», de «para a igualdade»,  e que tem força para valer contra a «pseudo-elite degradada», sem Princípios nem Valores que domina o Estado?

«Sol na Eira e Chuva no Nabal» não existem em simultâneo. É um «azar». Há que fazer escolhas, ser realista e não andar a suspirar por partidos ou ideologias «cortados à medida de uns desejos simpáticos e bem-parecidos»... Portugal não é uma cobaia para «experiências - da «direita» ou «d'esquêrda»...  
A realidade move-se, independente da nossa vontade. Os devaneios «individualistas» não permitem ir longe. Não há «regimes por encomenda» - Neste sentido, a Política é uma Arte do Possível, num determinado contexto e com homens concretos, com uma determinada Cultura, História e Identidade.

O que há-de vir a haver é o que pudermos fazer, erguer, conquistar - e, sem desprezar a «via heróica» e os seus contributos particulares, o que alcançarmos há-de ser um resultado intermédio entre as nossas mais justas e idealistas aspirações e o embate com o real, com o inimigo, a sério ou virtual. 

Chega um tempo de combate, em que é preciso traçar uma linha no chão - quem é pelo Portugal-Estado Nação, como foco do Poder Político, instrumento da organização e vontade dos portugueses, pela legitimidade da Representação e do Poder Político, quem é pela Vtória sobre os Interesses e sobre a Corrupção, e quem pretende continuar a
servir, consciente ou inconscientemente  este cenário nauseabundo de criaturas ignaras e medíocres a olhar para o umbigo e a saltar de Centro Comercial em Centro Comercial, cobardes e fugitivas a qualquer  confronto,  incapazes de esboçar qualquer alternativa
digna e séria para o Futuro!

È disso que temos de tratar - de encontrar a formular alternativas que possam ser funcionais e produticvas, independentemente de «pareceram bem» segundo a lógica que nos conduziu a esta porcaria.
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De Rui Santos a 30.08.2011 às 19:32


Estimado F. David Cruz
Os partidos mencionados nascem mais por questões "anti-qualquer coisa" do que numa determinação de Direita. Admito e concedo terem bastantes votantes do espectro político que perfilho, mas mais desejosos das opções securitárias propostas pelos partidos, do que pela linha ideológica, aliás bastas vezes incoerente.

Estimado Pedro

Não creio que seja fácil ou sequer exequível. Existem variadas divisões na(s) direita(s) portuguesa. Existem 2 partidos que erroneamente a tomaram no pós-25 A (um de tendência social-democrata e um centrista), não temos uma sociedade civil amadurecida, não existe obra cultural suficiente á direita, etc. Creio que o nosso ensejo permanecerá durante algum tempo na blogosfera.


Estimado Vitor Luís

Permitir-me-á discordar. "Portugueses de Portugal" leva-nos quase a questões rácicas. Adicionalmente questiono o porquê de defender algo no quadro de uma Confederação Europeia, instrumento político que nos tem retirado a réstea de soberania e alimentado um super-estado que (como aliás defende e bem) tem sido contra o nosso Estado-Nação?
Sou apologista da defesa do Estado-Nação e dos seus instrumentos de soberania (fronteiras, moeda, políticas).
Verifico nas suas palavras a preferência pela meta-política, mas questiono, qual a abordagem mais pragmática.
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De ordem detectives privados a 29.11.2011 às 01:38

Oi + thanks! gostei ler esse post foi engraçado.. conxiderome fa 100% do blog! cumprmentos

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