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Da incomodidade à indignação

por Eduardo F., em 15.09.11

No dia em que Dr. Ivar Giaever, Nobel da Física em 1973, apresenta a sua demissão da Sociedade Americana de Física (APS), por não reconhecer a existência de aquecimento “global” significativo nos últimos 150 anos e, como tal, não aceitando como estabelecido que haja que tomar medidas extremas agora para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa, histórias como estas, decorrentes de um activismo político promotor, a qualquer custo, de “empregos verdes”, tornam-se terrivelmente incomodativas. A incomodidade passa a indignação quando, apesar de uma retórica tonitruante de “estímulos ao emprego” tudo se faça para impedir o surgimento de empregos reais, e não subsidiados.

 

Esta não é apenas uma história americana. É também europeia e, em particular, portuguesa, como todos iremos descobrir, brutalmente, nos próximos 2/3 anos.

publicado às 00:54


3 comentários

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De NanBanJin a 15.09.2011 às 05:46

Meus Caros Amigos:


Com o devido respeito, não vamos baralhar a necessidade urgente de energias alternativas, com a corrupção e oportunismo a que ela deu lugar. Por favor!
São coisas muito distintas.
Se todos temos necessidade de uma coisa, o facto de alguém se aproveitar dessa nossa carência de forma desonesta, não extingue a necessidade em si.


Já o disse aqui e torno a dizer: a vaca sagrada do petróleo não vai durar muito mais, metam isso na cabeça de uma vez por todas. 
Só quem nos últimos anos deixou de acompanhar a evolução da demanda dos mercados de recursos naturais, e em especial do precioso ouro negro (http://www.energyintel.com/Research/Pages/eir-reports-the-quest-for-dominance.aspx), é que ainda não percebeu. 
Assim possam, dêem uma volta por Shanghai, Pequim, Jiangsu e Hunan (com os seus imensuráveis parques automóveis de viaturas usadas importadas), Bombaim, Nova Deli, Jakarta, Kuala Lumpur, e por aí, e vão ver que percebem.


Custa acreditar, bem sei, e a aceitar que aquilo que sempre tivemos, se não a 'cent'e coroa', pelo menos a preços minimamente aceitáveis ali na bomba de serviço ao virar da esquina, esteja a ser sorvido até à última gota por gente que se está paulatinamente nas tintas para nós. 
Pois é. 
É duro, é penoso pensar sequer no assunto.  
Mas a realidade ultrapassa largo a ficção. Hélas!
É ver para crer (http://www.drxyzzy.org/prod-lindgren-oil-e.pdf).


E só a respeito de uma das partes interessadas (http://articles.latimes.com/2011/mar/09/business/la-fi-china-oil-20110310), mais  AQUI (http://online.wsj.com/article/SB10001424052748704835504576059343123653116.html), AQUI (http://www.time.com/time/magazine/article/0,9171,725174,00.html) e AQUI (http://www.brookings.edu/papers/2006/05china_downs.aspx). 


Já agora, para não me chamarem faccioso, um interessante artigo que diz que não, que ainda há recursos miridíacos por explorar em matéria de combustíveis fósseis (http://www.msnbc.msn.com/id/40011807/ns/world_news-world_environment/t/quest-oil-gets-more-remote-riskier/#.TnF7P3NqMy4) para muitos e folgados decénios — o problema é tudo o mais que está associado à respectiva exploração e posse.


A sustentabilidade energética é hoje, provavelmente, o maior desafio que qualquer economia e sociedade que se preze enfrenta. 
Cada país, cada estado, cada economia não-produtora ou largamente carente de combustíveis fósseis, ou luta por drásticas reduções face à dependência externa nesta matéria, ou enfrenta sérias possibilidades de colapso. Esta é uma guerra sem quartel. 
Mas como sempre, nestas coisas eu digo: oxalá eu esteja redondamente enganado. (mas não creio)


Meus mais amigáveis cumprimentos,


Luís F. Afonso, Fukuoka, Japão

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