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Primeiro, googlei "Solyndra" em páginas portuguesas no último mês. Não encontrei nada. Depois, tive a paciência de percorrer os vários sites dos jornais portugueses acabando por encontrar referências à Solyndra (empresa americana fabricante de painéis solares) mas datadas de 2009 (por exemplo, aqui ou aqui). Não fiquei surpreendido apesar de não se ter falado de outra coisa nos Estados Unidos nas últimas semanas. Em breves palavras: uma empresa produtora de tecnologia "verde", acarinhada pelo governo federal através de um vultuoso empréstimo, fecha ao fim de dois anos queixando-se de "concorrência desleal" chinesa. O próprio Obama visitou pessoalmente a fábrica (em Maio de 2010, onde fez um longo discurso a anunciar um sorridente futuro) sendo que o promotor do investimento visitou por quatro vezes a Casa Branca antes de obter o empréstimo. Enfim, não vale a pena prosseguir. Jon Stewart conta a história com o corrosivo humor habitual.

 

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publicado às 23:10


5 comentários

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De Samuel de Paiva Pires a 17.09.2011 às 00:18

Business as usual...
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De NanBanJin a 17.09.2011 às 03:27

Caro Eduardo:


A SOLYNDRA até pode ou podia ser mais uma insidiosa seita de malfeitores, etiquetada de "verde", empenhada em sugar fundos públicos a troco de nada.


Agora uma coisa é certa e garantida: as "solyndras" Chinesas (http://www.diytrade.com/china/4/products-list/0-k-c-1/solar_panel.html), que são já muitas — com capital de Pequim ou de outra proveniência —, laboram, produzem, vendem, exportam, instalam, expandem e estoiram com toda e qualquer concorrência num estalar de dedos. 
Qualquer um pode conhecê-las numa breve pesquisa, por exemplo, via GOOGLE — uma (http://www.china-solar-factory.com/en/index.html), duas (http://plenergy.en.made-in-china.com/), três (http://factory.dhgate.com/store-st40214901.html), quatro (http://solarone.en.alibaba.com/), cinco (http://www.hansinverter.com/), seis (http://china9agroup.com/), sete (http://www.zjcnsolar.com/plus/list.php?tid=3), oito (http://www.diytrade.com/china/4/manufacturers/546259/main/Qingdao_Sunshine_Solar_Lighting_Factory.html), nove (http://www.tradett.com/companies/u30626)...


Quem tinha para investir, apostou tudo no mesmo cavalo. E agora que fazer com os outros?
Ah pois é...




Bom fim-de-semana,


Luís Afonso, Japão
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De Eduardo F. a 17.09.2011 às 16:09

Caro Luís Afonso,


A questão que o post endereça não é a discussão sobre as sweatshops chinesas nem, sequer, o risco associado a qualquer empreendimento privado. A questão é, e só, a relativa à actuação de autoridades governamentais ao subsidiarem as actividades do tipo  'A' e não as do tipo 'B' e os empresários 'X' e não os 'Y'. Deste tipo de actuação só pode decorrer corrupção ou, no mínimo, o despilfarro dos dinheiros públicos em nome de agendas politicamente correctas, sem qualquer racionalidade económica.
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De NanBanJin a 18.09.2011 às 03:46

Esclarecido.
Talvez, efeito do estilo, tivesse interpretado por aquilo que aparenta ser o 'tom' do escrito, que este fosse mais um artigo de denúncia de negócios "eco-friendly", partindo do princípio que em geral estes são fraudulentos ou mal-intencionados por natureza.


O eco-cepticismo está hoje na ordem do dia, é certo, sobretudo desde o advento do "climategate" e do insurgimento de certas figuras da comunidade científica internacional contra aquilo que consideram ser um fomentar injustificado de 'histerias' ambientalistas.


Eu, pessoalmente, ainda que respeitando alguma da argumentação de certos meios eco-cépticos, tenho  a assinalar que as questões ambientais, e sobretudo as que se relacionam com recursos energéticos, como o Eduardo já terá notado, continuam a preocupar-me, mais que ser mero tema de interesse. 
Por outro lado, vejo com um olhar particularmente crítico o posicionamento da parte de certas pessoas que escrevem e publicam na blogosfª., que vai contra tudo e mais alguma coisa que denote preocupações com o foro ambiental, numa espécie de frente inquisitorial anti-ecologista reaccionária, e que vive à espreita de tudo quanto for escandalozinho com o termo 'green' atrelado, e a talho de foice. 
Esclareço, a este respeito, que não identifico o Eduardo ou qualquer outro dos autores do Estado Sentido, que em geral muito prezo, como simpatizantes de tais extremismos anti-ecologicos.
Em qualquer recurso, continuará, neste foro temático, a contar com as minhas intervenções, assim eu passe por cá.


Uma vez mais,
com os melhores cumprimentos,
Bom fim-de-semana 


Luís F. Afonso
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De o detective privado a 29.11.2011 às 01:43

grande malha obrgado gostei ler aquele artigo é mesmo fashion, agora já sou seguidor a 100 no website... cumprs

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