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João,

 

Já em resposta a outro post disse quais são, para mim, os propósitos desta iniciativa. Agora se tens uma solução para iniciativas que possam ser (1) patrocinadas por uma instituição como a Causa Real, (2) que possam ser realizadas dentro das suas limitações financeiras, e (3) que ainda tenham um efeito viral, então que tal partilhar connosco?

 

Talvez algo na linha do "evento" de homenagem a Steve Jobs? Afinal estamos a falar de um “evento” criado por uma agência de comunicação moderna e de sucesso, certo? Segue então a minha visão “cinzentona” de um caso de estudo de um modelo alternativo de comunicação:

 

A eventual adesão ao “evento” é fruto do mediatismo de Jobs, transformado recentemente em herói, de acordo com os padrões da nossa ditosa modernidade.

O “evento” não refere qualquer valor ou qualquer causa que se queira entaltecer, nem sequer simbolicamente, apelando a uma acção absolutamente irrelevante, que a agência de comunicação terá decidido ser a adequada homenagem a Jobs.

Jobs, para qualquer Português, tem ainda menos “valor sentimental” do que tem, por exemplo, um Angélico.

Jobs é cool. Angélico não. Ambos, no entanto, têm buzz – partindo do princípio que eu percebi o que é o buzz.

Sendo que o valor do “evento” é absolutamente nulo, tanto em termos emocionais como em termos objectivos, conclúo que o “evento” talvez não passe de uma mera manobra de propaganda da agência de comunicação que o promove, aproveitando-se do sensacionalismo da morte de Steve Jobs.

A jeito de curiosidade, Jobs sucumbiu vítima de cancro do pâncreas, mas isso é irrelevante.

 

Ora se é este o conceito de comunicação que se quer ver exportado para a Causa Real, da minha parte: não obrigado (mas se a minha conclusão está errada, e esta é afinal uma sentida homenagem de um grupo de Portugueses muito emocionados pela morte e vida de Steve Jobs, então peço desde já que perdoem a minha falta de sensibilidade, coisa que aliás não vos deve faltar lá pelos lados da BAR).

 

De volta ao seu post: concordo, não é assim que se mudam regimes. Aparentemente só com tiros pelas costas é que a coisa lá vai.

 

Em suma: há lugar para iniciativas cinzentonas e lugar para iniciativas coloridas, sendo ambas úteis e necessárias à causa. O que devia ser óbvio é que em algumas iniciativas, quer se queira quer não, simplesmente não cabe a Causa Real. Serão estas, porventura, as que terão maior impacto junto dos Portugueses, mas isso em nada diminui o papel (às vezes mais colorido, outras vezes menos) da Causa Real.

publicado às 21:53







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