Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]
"Não há dinheiro", eis a resposta do costume. Há dinheiro, está é mal aplicado em assessores, viaturas, telemóveis, cartões de crédito, despesas de representação, contratos lesivos do interesse público, betões urbanísticos, auto-estradas duplicadas, negócios esquisitos com contratos PPP, etc. Este edifício situa-se perto da Figueira da Foz e tem uma história que se confunde com o início da nossa nacionalidade. Santana Lopes comprou-o quando exerceu o seu mandato na Câmara Municipal da Figueira, mas pelos vistos, a coisa ficou por aí. Por incrível que pareça não se encontra classificado e as razões para isso, decerto terão algo em comum com aquelas habilidades que em certas cidades - como Lisboa - se praticam, chegando-se ao ponto de serem retirados imóveis do Inventário Municipal, para que do espaço surjam mamarrachos especulativos. É este o Portugal moderno, europeu, de madrugadas canoras e fortes negociatas.
Fotos feitas pelo pintor Mário Rita.