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Na Edição Especial da RTPN, está um painel em animada discussão acerca das calamidades que sobre o país se têm abatido. A Tia Avilez está hoje mais moderada e compreensiva, benza-a Deus. Apesar do geral tom de resignação, um dos cavalheiros ousa afirmar que a judicialização da questão dos desvios e má administração dos dinheiros públicos consiste num "passo perigoso a dar em Portugal". Noutras palavras, isso é que não pode ser, apesar dos claros sinais de que muito mal têm ido as contas públicas, para nem sequer aventarmos a suspeita de roubo descarado. Mais de 90% dos institutos públicos jamais foram fiscalizados e se até agora viveram obcecados com a Madeira - já repararam que desde a vitória de Jardim a coisa vai desaparecendo dos noticiários? - , os feros fiscais andam sempre em cima dos privados, desde os gabinetes até ao boteco onde se servem uns cafés e umas bolas de Berlim. Não é aí que está o dinheiro e "eles" sabem-no tão bem quanto nós. por exemplo, existem por aí centenas de Madeiras que dão pelo nome de Câmaras Municipais, observatórios, institutos, PPP's que vivem do sugar do erário público, mordomias, pensões luxuosas, etc.
Em suma, é da mais elementar justiça, a própria Justiça do Estado zelar pelos interesses dos contribuintes que aos nossos senhores garantem o farto sustento. Com criminalização, doa a quem doer.