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Este país não foi inventado numa conferência internacional. Este país não foi "libertado" pela mercê de um exército rival daquela potência que dominava o território. Este país não nasceu devido a "ventos de estórias" ocorridas numa qualquer praça parisiense dos finais de setecentos.
Portugal tem perto de 900 anos e por diversas vezes se libertou a si próprio, criou um verdadeiro Conselho de Estado que decidia o que de urgente havia a fazer e durante séculos conseguiu afastar ameaças de inimigos terrestres e marítimos.
Se o actual regime aceitasse qualquer tipo de alegado perdão, tal coisa seria deveras imperdoável. Não queremos chegar a qualquer paragem além-fronteiras e passarmos por espertos caloteiros. Se a brilhante gente que organizou este sistema não se importa com isso, será coisa do foro privado, mas o país não o admitirá. Calotes disfarçados, "renegociações e perdões" que jamais o serão, consistem em artifícios discursivos de uma certa inteligentsia contestatária, mas regalada em burguesas e imerecidas benesses auto-outorgadas. Por muito que isso custar, Portugal terá mesmo de mudar de rumo.
Não quereremos o mais que certo poder oculto desse "perdão". Nem pensar!