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Mário Soares "acha" que "a Inglaterra" é a culpada pelas desventuras do imaginado projecto europeu. É certo que daquele oráculo nem um resmungo sai acerca da burocracia infrene, abuso de autoridade, desertificação das economias dos países que aderiram à UE após 1985, total desprezo pela vontade dos eleitores e outros tantos aspectos tão ou mais relevantes. Até parece que o que mais importa, será manter o status quo de uma certa classe política que contou com sumidades liberais e ultraconservadoras como o turvo Mitterrand, Prodi, Papandreu pai, Craxi, Schróder, o risonho Blair e mais uns tantos, cujos nomes é desnecessário mencionar. Um dos quatro Presidentes da República em sustento pelo O.E., acrescenta ainda que os endemoninhados ilhéus ..."sempre foram contra a Europa". Tem razão. Foram contra a União Europeia de Filipe II, Luís XIV, Napoleão Bonaparte I e III - os tais Presidentes que são mais conhecidos por Imperadores -, Guilherme II, do "Cordão Sanitário" do irmão-pedreiro Clemenceau, do Reich Europa de Hitler, do fraternalismo tanquista de Estaline, etc. Claro está, também se opõem ao claro tornear dos escolhos pelo chamado núcleo duro germano-francês . Sabemos que o Partido de M.S. sempre foi um grande beneficiário de fundos e de ajudas alemãs, embora procurasse cultivar as lendas gaulesas recebidas dos tempos da defunta 1ª República. No entanto, vir agora pugnar pela rápida implementação de um federalismo que nos transformará numa espécie de Meclemburgo sulista, parece demais. O Euro consistiu num desastre, é um desastre e durante muito tempo assim continuará para os países periféricos da Alemanha e da gigantesca Alsácia-Lorena em que a França se tornou.
O conceito de periferia pode ser encarado de várias formas. Para muitos portugueses - referindo-me aos insistentes e irritantes "talassas" -, a Alemanha e a França são países periféricos do grande espaço Atlântico. Seria excelente se as nossas autoridades pudessem ver as coisas sob este prisma.