Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]
Seja de que maneira for, pretendem abarrotar as contas virtuais, naquela prestidigitação de números de convenção. Pouco lhes importa se os seus actos levem milhões à ruína, ao desespero dos sem-abrigo, à fome. Saltos de trampolim nas compras de dívida pública, são um alto risco que parece valer a pena correr, desde que os juros subam a alturas estratosféricas.
A Alemanha sofreu ontem um revés na sua tentativa de colocação de títulos no "mercado". Os especuladores não estão minimamente interessados em juros considerados "irrisórios", pois 1,98%, mesmo que garantidos por uma economia forte, não lhes chega. Querem mais, sempre mais, mesmo que no fim o apontado "motor da Europa" gripe, levando todas as peças componentes do mesmo à sucata. Para cúmulo da infelicidade, a laboriosa Alemanha do Ruhrgebiet e das fornalhas, das linhas de montagem e da maquinaria de renome, desloca para a Ásia empresas de alta tecnologia e está a dar lugar a uma outra realidade, a dos "serviços". Uma mega-Singapurização em curso. Sabem o que isso significará?
Conhecemos o caminho onde este tipo de desvarios conduz. Como é evidente, não se esperam Duces ao estilo de Mussolini, nem paradas à luz de tochas. Os tempos são outros, a composição étnica dos países-membros da U.E. é hoje bem diversa daquela que existia há oitenta anos, assim como os meios de informação e comunicação entre as gentes. Mas há sempre a possibilidade de uma alternativa Putin na ordem política europeia.
Para os indefectíveis das soluções fortes, dos homens providenciais e da diluição dos milhões de eus num quase furtivo colectivo erguido no altar do "bem comum", a esperança renasce.
Mário Soares repesca do seu ex-camarada do PSI, Benito Mussolini, a acusação à plutocracia, mas feito o balanço nas contas finais, sabe-se quem sairá inelutavelmente esmagado: precisamente aqueles que investem na ruína dos indefesos. No louco delírio do encher de bolsos, os especuladores estão a investir num novo fascismo que os liquidará sem dó nem piedade. Lembram-se do Soros "asiático" dos anos 90? Os seus émulos de agora, nem sequer têm nome e multiplicaram-se como vírus, mas é quase certa a chegada de uma vacina para a maleita.