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Depois de ver por aí algumas críticas ao reconhecimento do Fado (do qual sou apreciador) como Património intangível da Humanidade pela UNESCO, desculpem-me os meus amigos liberais mas como pessoa com alguma experiência em receber estrangeiros e mostrar-lhes o nosso país, e até tendo amigos no ramo turístico que fazem roteiros onde o Fado é um dos pontos altos, tenho a certeza que isto vai servir para publicitar um pouco mais o país. Basta andar por Alfama para perceber que as casas de fado são frequentadas em larga medida por estrangeiros, que obviamente falam com família e amigos e lhes sugerem sítios a visitar em Portugal. Outros três exemplos são Sintra (também classificada como Património da Humanidade pela UNESCO), os Pastéis de Belém e o Bairro Alto, locais internacionalmente conhecidos. Vem algum mal ao mundo por isto? Claro que se pode criticar a UNESCO e dizer que não serve para nada. Mas já que lá estamos, ao menos que façamos alguma coisa pela projecção externa do país, quanto mais não seja numa lógica utilitária (mais turistas, mais dinheiro). Não deixa de ser curioso ver liberais e alguns amigos comunistas a enfastiarem-se com isto. E mais curioso é quando se trata de algo proveniente de uma ordem espontânea (o fado e o movimento que originou a candidatura). No fundo, acabam por dar razão ao que consubstancia o fado, o nosso carácter nacional melancólico e pessimista. Até para verem este carácter reconhecido internacionalmente alguns portugueses são... pessimistas.