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O fado é mesmo a canção do carácter nacional português

por Samuel de Paiva Pires, em 28.11.11

Depois de ver por aí algumas críticas ao reconhecimento do Fado (do qual sou apreciador) como Património intangível da Humanidade pela UNESCO, desculpem-me os meus amigos liberais mas como pessoa com alguma experiência em receber estrangeiros e mostrar-lhes o nosso país, e até tendo amigos no ramo turístico que fazem roteiros onde o Fado é um dos pontos altos, tenho a certeza que isto vai servir para publicitar um pouco mais o país. Basta andar por Alfama para perceber que as casas de fado são frequentadas em larga medida por estrangeiros, que obviamente falam com família e amigos e lhes sugerem sítios a visitar em Portugal. Outros três exemplos são Sintra (também classificada como Património da Humanidade pela UNESCO), os Pastéis de Belém e o Bairro Alto, locais internacionalmente conhecidos. Vem algum mal ao mundo por isto? Claro que se pode criticar a UNESCO e dizer que não serve para nada. Mas já que lá estamos, ao menos que façamos alguma coisa pela projecção externa do país, quanto mais não seja numa lógica utilitária (mais turistas, mais dinheiro). Não deixa de ser curioso ver liberais e alguns amigos comunistas a enfastiarem-se com isto. E mais curioso é quando se trata de algo proveniente de uma ordem espontânea (o fado e o movimento que originou a candidatura). No fundo, acabam por dar razão ao que consubstancia o fado, o nosso carácter nacional melancólico e pessimista. Até para verem este carácter reconhecido internacionalmente alguns portugueses são... pessimistas.

publicado às 01:24


2 comentários

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De Nuno Castelo-Branco a 28.11.2011 às 09:17

"Ainda sou do tempo" em que a bolchevistagem+afrancesados gauche caviar, quase proibiram o fado, perseguiram Amália e consideravam-no como coisa fascista. Enchiam-nos os ouvidos com vozes ranhosas como a dos Zéquinhas, dos Crreiazinhasd'Oliveira,  e outros tantos cujos nomes esqueci. Depois, acabámos por ver o chefe Jerónimo a dizer em pleno funeral da fadista, que ..."Amália tinha ajudado muitos comunistas". Como se fosse verdade?! Que gente, pá...
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De Miguel Noronha a 28.11.2011 às 12:40

Não sou grande apreciador de fado (e juro que tentei com afinco...) mas não é por aí que fundamento as minhas objecções.

O que em primeiro lugar me incomoda é mais uma vez a oficilização do fado como género musical do regime.

Em segundo lugar tenho dúvidas genuínas quanto à utilidade da distintinção. Ainda para mais quando olho para a lista dos restantes "patrimonializados" da UNESCO. Não tenho quanto a uma eventual campanha de promoção internacional do fado que me parece ter sido realizada pelos novos interpretes. Com notório sucesso e sem expensas para o contribuintes.

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