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É certo que quando um dos principais arquitectos do euro reconhece aquilo que muitos vêm afirmando, que este é um projecto falhado desde o início, nos devemos regozijar. Mas convém ler a entrevista para perceber que os motivos não são os mesmos, e muito menos as soluções que perspectiva, ou não seja Delors um planeamentista. Para este, "It is a fault in the execution, not of the architects, which he claimed to have pointed out in 1997 when the plans for introducing the euro finally came together. At the time, he says, the best of the eurosceptic economists, whom he refers to as “the Anglo-Saxons”, raised the simple objection that if you have an independent central bank, you must also have a state." E o mesmo, como seria de esperar, pretende ver uma maior transferência de soberania dos estados nacionais para Bruxelas e não se importa com a existência de governos tecnocráticos não-eleitos. Seja como for, quando um dos míticos grandes líderes da UE, que o Dr. Soares e companhia referenciam a todo o momento, desfere um golpe tamanho no euro, pouco mais há a dizer.

publicado às 23:21


1 comentário

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De Eduardo F. a 04.12.2011 às 00:58

A característica e insuportável vaidade de Delors está bem presente nesta frase da entrevista: «This is not the first time in history that we have put in a non-political person to ensure the transition

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