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Da ignorância de Alfredo Barroso

por Samuel de Paiva Pires, em 05.12.11

Na Sic Notícias, o ignorante ou mal intencionado Alfredo Barroso lança atoardas sobre Hayek, dizendo que este achava a segurança social algo absurdo. Absurda é esta gente que fala do que não sabe do "alto da sua inteligência colocada em tábua de carroça" (expressão do meu avô). Se alguém tiver o e-mail do mencionado, terei todo o gosto em enviar-lhe algumas passagens de Road to Serfdom e The Constitution of Liberty. A começar por esta, com tradução minha: "Não há razão para que numa sociedade que alcançou o nível geral de riqueza da nossa, o primeiro tipo de segurança [económica] não seja garantido a todos sem colocar em perigo a liberdade geral. (...) Nem existe qualquer razão porque o estado não deva assistir os indivíduos na protecção daqueles perigos comuns da vida contra os quais, por causa da sua incerteza, poucos indivíduos se podem proteger adequadamente."

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publicado às 21:52


10 comentários

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De Rui Botelho Rodrigues a 05.12.2011 às 22:55

Precisamente aquilo que não aprecio no Hayek. Era melhor que o tal Barroso tivesse razão. Porque a Segurança Social... é algo absurdo.
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De Samuel de Paiva Pires a 05.12.2011 às 22:57

I beg to differ. As diferentes modalidades de segurança social é que podem incorrer em algo que seja absurdo. O conceito em si, não creio.
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De zedeportugal a 06.12.2011 às 01:11

Seria uma perda de tempo porque o dito é senhor... de uma arrogantíssima ignorância.
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De monge silésio a 06.12.2011 às 02:38


Em 89 citei Hayek num trabalho de grupo numa faculdade de direito...respondeu-me o jovem assistente da direita social "cristã" que "esse checo que você cita"...enfim. Em 95 numa escola de elite dominada pela UDP, esquerda iluminante e sociais-qualquer-coisa citei-o e levei com um elogio "vc não acredita na segurança social?" Respondi "nunca, mas olhe que Thatcher leu O caminho da servidão..." e aí aponta-se um caminho de segurança social subsidiária, e que começa a vigorar na GB, respondeu a má-fé intelectual personificada "nos reacionários não há qualquer segurança social". Percebi que nunca o leu, nem sabe o que é um reacionário, nem um liberal...A PIOR iliteracia está na elite tuga.  
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De Samuel de Paiva Pires a 06.12.2011 às 10:04

E andam os nossos impostos a pagar a esta gente! Pior que iliteracia, é estupidez crónica!
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De Rui Botelho Rodrigues a 06.12.2011 às 14:58

Se está a falar do conceito mais vasto de caridade ou de providenciar para a velhice, de forma privada e desligada de qualquer plano estatal, então claro que não é absurdo. Mas é absurdo o Estado fazê-lo. Em primeiro lugar é absurdo o Estado achar-se no direito de redistribuir riqueza, seja de ricos para pobres ou de pobres para ricos e seja qual for a razão. É absurdo que o Estado tente proteger as pessoas delas mesmas, dos erros que cometem, tal como é absurdo o Estado retirar dinheiro quando alguém é bem sucedido. As consequências, de resto, são muito más: economica e moralmente. A degeneração moral que o próprio conceito de "social safety net" traz agregado é gigantesco e pode ser conferido no nível de delinquência, criminalidade e degeneração que inunda as nossas sociedades. A partir do momento em que  se tira a responsabilidade pessoal de sofrer as consequências dos nossos erros ou infortúnios, dá-se carta branca para que se incorra em mais erros e se chamem mais infortúnios.
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De Anónimo a 06.12.2011 às 17:11

Realmente é uma coisa que nunca percebi muito em Hayek (do pouco que conheço). A sua teoria da dispersão do conhecimento é algo que continua mais actual que nunca, com o aprofundamento cada vez maior de sistemas complexos. Ele sabia perfeitamente que fixar futuros de forma pré-determinada, era de alguma forma anti-social (não sei até que ponto compreendia exactamente este ponto), logo atrasava a evolução e adaptação da sociedade aos problemas. No entanto, não levou a sua teoria às suas ultimas consequências. Acho que nesse sentido podemos citar Hayek para o refutar, particularmente nesta questão da segurança social:


"...the "data" from which the economic calculus starts are never for the whole society "given" to a single mind which could work out the implications and can never be so given."


Agora não sei até que ponto é que Hayek defendia "outra" segurança social...
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De tiago a 06.12.2011 às 17:17

Só para terminar, a segurança social, é de facto anti-social, porque concentra o conhecimento das variáveis humanas, numa forma de planeamento central. Ora, essa concentração cria vícios, privilégios, atrasos, persistência em erros já consensuais, não possibilita o surgimento de novas soluções e até mesmo de diferentes erros, e todo um conjunto de males ligados ao planeamento central. 


"This is not a dispute about whether planning is to be done or not. It is a dispute as to whether planning is to be done centrally, by one authority for the whole economic system, or is to be divided among many individuals"




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De Eduardo F. a 06.12.2011 às 17:10

Hoje, no LRC , Butler Schaffer recorda uma célebre resposta de Frank Chodorov à seguinte pergunta:


P: "But what will become of the elderly who cannot care for themselves ?"
R: "They'll be allowed to die in the streets as was done in the past ."


Curioso, dispara o interlocutor:


P: "When was that ever done ?"
R: "Precisely !"
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De Margarida a 06.12.2011 às 19:17


Samu(el)ças, esta paísa não vai a lado nenhum depois de ter vivido à custa dos outros. 500 anos a custa das colónias e ...e depois a custa do contribuinte alemão. Percebeu Samuças (el) ? 

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