Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]
Com o empernado regozijo da esquerda portuguesa - que no P.E. teve cinco dos seus PS, PC e BE votando a favor -, foi chumbada a prorrogação do acordo de pescas entre Marrocos e a "U.E." Burrices como esta, pagam-se bem caro.
Ainda não recuperada do desastre da política cavaquista e sucedânea que desferiu um golpe devastador na frota pesqueira nacional, os armadores portugueses terão de enfrentar mais um desastre, desta vez habilidosamente engendrado por parte daqueles que vêem no Saara Ocidental, uma possibilidade de um ajuste de contas dos tempos da guerra fria. Fosse Marrocos uma "república islâmica" ou de camaradas do timbre de um Kadhafi, decerto a votação teria sido bem diferente. O fito do interesse destes "europeus", é a possibilidade da criação de mais um Estado sem viabilidade e totalmente dependente daquelas generosas boas vontades que de imediato aterrariam no território, paternalmente exaurindo-o dos fosfatos e dos recursos pesqueiros hoje em causa. Um golpe velho e relho.
É este o cadáver europeu a que estamos ignominiosamente amarrados, por capricho dos nossos senhores bem refastelados na vida. Dentro de pouco tempo, estaremos já a falar da anexação pura e simples da até agora bastante teórica Zona Económica Exclusiva portuguesa, para nem sequer entrarmos no assunto das Selvagens que Madrid "acha" serem suas. Um esbulho que é tão infalível como a crise do regime. Sob o pretexto do federalismo, eis o novo Mapa Cor de Rosa que a República faz de conta não ver.