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Um erro histórico

por Pedro Quartin Graça, em 29.12.11

 

Um erro histórico de governação com consequências, infelizmente, bem previsíveis. Ou, apenas, a triste constatação de que, no Governo, a ausência de pensamento estratégico é, não apenas parcial, mas total. Alternativamente, alguns dos ministros sofrem actualmente de manifesta capitio diminutis. Outros poderão chamar-lhe de temor reverencial. No fundo o resultado é o mesmo.

 

 

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publicado às 13:11


7 comentários

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De Nuno Castelo-Branco a 29.12.2011 às 14:10

Não tenho assim tanta certeza disso. Bem vistas as coisas, o que tivemos de proveitoso de tantos laços estabelecidos com os parceiros ocidentais? Dos americanos, nada! Da "Europa", um fechar de olhos - bastante interesseiro, diga-se - a todas as tropelias financeiras e de maus investimentos em infra-estruturas em duplicado.  Agora, parecia quererem tomar conta daquilo que se chama ZEE. Há que diversificar as nossas relações, especialmente quando os PALOP surgem no quadro geral. A China é um país longínquo e o seu regime, decerto em evolução indesejada pelo próprio, de desconfiar. mas o que fazer? Transformar Portugal numa província do rei João Carlos?
Por outro lado, os chineses pretendem agora investir extensivamente na cultura do sobreiro, por exemplo. Isso poderá ser um ponto de viragem fundamental  na "política do eucalipto-pinheiro" tão do agrado dos nossos comparsas nórdicos da "UE". Mais ainda, fala-se na construção de uma grande fábrica de automóveis em Portugal, um claro contraponto à sempre presente chantagem que chega da Autoeuropa. Enfim, veremos no que isto dá.
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De Pedro Quartin Graça a 29.12.2011 às 14:56

Refiro-me, caro Nuno, à total ignorância da candidatura brasileira a qual seria aquela que mais nos interessaria. Esta não recebeu, a fazer fé nas notícias saídas, um único voto em Conselho de Ministros. Abraço.
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De Nuno Castelo-Branco a 29.12.2011 às 15:08

Bem, a informação que me deram é que os brasileiros confiaram demais nas "favas contadas" e para ser viável, a proposta deveria ser complementar, quero dizer, devia ir mais longe. Ora, isso parece não ter acontecido e na situação em que Portugal está e dadas as tendências alemãs para verem a península como "um todo", talvez tenha sido melhor assim. Outra questão será a da solidez do nosso sistema político. Se se manifestar forte - o que neste momento é duvidoso -, pouco teremos a temer. Outro factor a ter em conta, será a evolução da própria China, onde as dicotomias são aqueles que conhecemos e que poderão significar grandes mudanças a médio prazo. Enfim, dado o estado em que o regime nos tem deixado, só nos resta esperar. 
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De Pedro Quartin Graça a 29.12.2011 às 15:03

Se não soubessemos o que eram os chineses ainda poderíamos confiar. O problema, Nuno, é que já os conhecemos bem, podemos antecipar já o final da história e como tudo acabará. E o que a sua vinda implicará também.
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De jfd a 29.12.2011 às 17:03

Meu caro, não se fie na imprensa e tenha em muita conta o comentário do comentarista. Falando apenas em valores são +156 m€ que a 2ª melhor colocada proposta, a alemã.


Esta decisão foi excelente para Portugal, mas não tome a minha palavra. A história tratará de o provar.


E este Governo felizmente, é recheado de pensamento estratégico com visão no futuro que em nada se esgota ou termina em eleitoralismo. Aliás como se pôde, pode e poderá ver.


Graças a Deus.
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De Pedro Quartin Graça a 29.12.2011 às 18:18

Caro JFD, confesso que não percebi se está a comentar o meu post, o meu comentário ou o comentário do Nuno. Falha minha porém.
Ainda assim sempre lhe direi que sou da opinião de que  nem sempre essas diferenças de dinheiro, verdadeiras, fazem contudo a diferença no final.O dinheiro não é tudo (ainda que para este Governo, o seja, ao que parece). Mas Deus queira que esteja com razão e que a decisão se venha a revelar boa. Tenho porém enormes dúvidas quanto a isso, dúvidas essas, aliás, bem cimentadas na discordância que tenho relativamente ao pensamento estratégico global do Executivo. E aqui permita-me que lhe diga que falo com conhecimento profundo de causa e de muitas das personagens da "novela". E com a experiência pessoal que acontecimentos vários dos últimos meses (que aqui não vêm ao caso) fortemente cimentaram. Na verdade à mulher de César não basta ser séria...
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De jfd a 29.12.2011 às 18:56

Meu caro,


Comentei o post , e o comentário do seu colega Nuno.
O dinheiro não é tudo, mas destaquei no meu comentário. A proposta envolve muito mais que foi considerado.


Interessante saber que discorda de um pensamento estratégico que considera inexistente ;)


Terei todo o gosto em ter razão e fico satisfeito com o seu optimismo.

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