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Sobre a maçonaria

por Samuel de Paiva Pires, em 06.01.12

Não deixa de ser curiosa esta recente onda de indignação. Só me questiono de onde virá e quem andará a informar aparentemente tão bem os jornalistas. Infelizmente continuamos a ter uma sociedade com franjas de intolerância e fanatismo. Talvez seja um pouco o que Scruton denomina de ressentimento transferido (As Vantagens do Pessimismo), o que serve mais para expiar os pecados próprios de certos acusadores, sempre prontos a encontrar bodes expiatórios para explicar o que não percebem ou desconhecem. E já Popper explicou bem porque certas mentes são muito propensas às teorias da conspiração ("Towards a Rational Theory of Tradition", in Conjectures and Refutations).

 

Entretanto, a não perder este post de José António Barreiros (via João Gonçalves) e os posts do Prof. José Adelino Maltez no Facebook, precisamente no combate ao fanatismo e intolerância. Mais do que nunca, importa relembrar Fernando Pessoa: "o primeiro erro dos antimaçons consiste em tentar definir o espírito maçónico em geral pelas afirmações de maçons particulares, escolhidas ordinariamente com muita má-fé" (1935). O segundo erro "em não querer ver que a Maçonaria, unida espiritualmente, está materialmente dividida."

publicado às 14:28


10 comentários

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De Nuno Castelo-Branco a 06.01.2012 às 14:39

No caso nacional, fica o pesado legado daquilo que significou a sua acção nos final do século XIX e inicio do XX. Triste.
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De Samuel de Paiva Pires a 06.01.2012 às 14:42

Não esquecer, contudo, como lembra o Prof. Maltez, Mais, que "o GOL não começou em 1910. Foi fundado e existe continuadamente desde 1802. Já esteve em 1806-1808, na luta contra Junot, em 1817, 1820 e por aí fora. Sempre com a liberdade."
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De Nuno Castelo-Branco a 07.01.2012 às 18:57

Bem, para sermos mais correctos, o GOL "foi a correr " receber Junot às portas de Lisboa, escreveu uma carta a Napoleão a implorar um Rei - da "casa" Bonaparte ou serviçal de ocasião - para Portugal e ainda teve o topete de enviar uma deputação a Baiona e entusiasticamente arregimentar-se na Legião Portuguesa ao serviço do invasor depredador da Pátria. Isto tem um nome, vem no dicionário e a palavra começa pela letra T!


Se há quem entre para organizações destas com o fim da promoção dos grandes ideais enunciados e que  afinal podem ser resumidos a três, tal é aceitável. A partir do momento em que se conspira contra a legalidade constitucional - repito, constitucional - do Estado, promove a eliminação do soberano, a perseguição a um amplo sector da população portuguesa - a Igreja e os seus seguidores -, prende e coage aqueles que quer afastar do poder, estamos então perante uma situação bem difícil de resolver, se é que tem resolução. Neste caso que tem varrido a imprensa na última semana, as discretas entidades surgem ligadas aos interesses económicos, ao espiolhar da vida pública e privada dos cidadãos e ao claro prejuízo do interesse e dignidade do Estado. Para que seja claro quanto a um aspecto relevante, os nada discretos lesam a "concorrência" no campo da economia. Colocar amigos em lugares onde os concursos não passam de um pro forma, afastar outros em benefício da irmandade e para cúmulo, tentar obter-se o controlo das instituições públicas detentoras de armas e da informação de defesa do Estado, é demais. 
Não há exagero, não existe caça às bruxas, até porque de facto quem governa Portugal há dois séculos, é a Maçonaria. Se ela sofre lutas intestinas e rotineiramente faz cair os seus próprios regimes - nem precisamos de enumerar quais -, tal se deve em primeiro lugar, à necessidade de reciclagem para que "algo mude". Ainda ontem, o Sr. Arnaut proclamava com orgulho, os inestimáveis serviços prestados à pátria. Se assim é, qual a razão para a destruição da Monarquia, qual a razão para a queda das 1ª e 2ª Repúblicas - bem ao contrário daquilo que querem fazer crer, o Estado Novo contou com muitos e bons irmãos, a começar pelo Chefe do Estado e o Presidente da Assembleia Nacional - e o actual estado de desagregação do esquema vigente? 
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De Samuel de Paiva Pires a 07.01.2012 às 20:54

Como deves calcular, concordo com tudo. Apenas continuo a achar que não se pode tomar o todo pela parte e que como tudo o que é humano, obviamente que a maçonaria também tem imperfeições. Porque o que se pode julgar é a acção de homens individualmente, dado que os colectivos não têm personalidade nem consciência.


Entretanto fica uma boa entrevista ao Prof. Maltez, acabadinha de publicar: http://alunosdoliberalismo.blogs.sapo.pt/278281.html
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De Athanor a 06.01.2012 às 14:46

Não podia estar mais de acordo, Samuel. Excelente reflexão.
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De Anónimo a 06.01.2012 às 17:17


Mas continua a haver maçons muito ditadores, onde a ordem é, de facto, a palavra de ordem, e o desejo de dominar é aquela clássica constância.
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De Herr Flick a 06.01.2012 às 17:30

a culpa disto é das grandes superfícies, as lojas nao se aguentam com tanta concorrência.
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De Anónimo a 08.01.2012 às 14:22


os aventais são mais baratos nos supermercados, sem dúvida, como as mopas, os baldes. e depois há as lojas, onde os tipos de avental nem sabem muito bem porque andam de avental. Dizem que é «bem» e conceituado. E quando jogam à cabra - cega, é tão lindo. são tão conscientes da filantropia que penduram os aventais nos seus escritórios, onde fazem as contas da mercearia, e exibem o que conseguem comprar com os trocos do fim de dia. A irina shaek só não anda nas lojas, porque pensa que o bilha do ronaldo é o único gajo ao cimo da terra.
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De Gungunhana da Silva a 06.01.2012 às 18:35

Samuel, está a defender ou a tentar defender maçons. Todos os nomes que refere são maçons. Ora bolas.
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De zedeportugal a 06.01.2012 às 20:20

Bem a propósito:
http://umjardimnodeserto.wordpress.com/2012/01/06/a-semana-do-merceeiro-e-dos-trolhas/
(e até tem linques escondidos para aceder a belas imagens simbólicas)

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