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1º de Dezembro e a gente do governo

por Nuno Castelo-Branco, em 19.01.12

Antes de tomarem a decisão final, os membros do governo tenham em boa conta as consequências de certas atitudes. Como aqui se disse, se querem uma guerra sem tréguas, tê-la-ão.

 

Ainda não sou membro da Causa Real, mas tenciono preencher a inscrição nos próximos dias. Assim que o processo esteja concluído e a confirmar-se a abolição do 1º de Dezembro, o meu primeiro acto será a proposta de expulsão de todos os membros do actual governo inscritos em qualquer uma das Reais Associações. O até agora anunciado capitular perante a máfia que impôs o cretino feriado do 5 de Outubro - sem sequer exigir uma troca compensatória -, incompatibiliza estes ainda associados, com a sua presença numa longa lista que conta com muitos milhares de filiados sem benesses, vaidades ou qualquer tipo de interesseira reserva mental. Alegarão os governamentais com uma "imposição da UGT", embora saibamos que esta UGT não acrescenta nem subtrai um único trabalhador às pouco temíveis correrias nas ruas.

 

O governo não cedeu coisa alguma à UGT, mas sim aos outros que bem sabemos quem são e se escondem atrás desta e de outras siglas.

 

Consistirá esta exclusão num acto de benemerência, pois libertos desta canga que lhes impõe uma certa moderação nos apetites, decerto poderão auferir de apetecíveis filões que o poder proporciona. A mensagem é clara: "não precisamos de Vossas Excelências e passem para a república que vos alimenta e agasalha". 

 

Aguarda-se a publicação oficial da decisão do governo e a confirmar-se a vergonha, as explicações dos até agora "realistas governamentais", sejam eles quem forem. A não serem dadas, apenas um caminho lhes resta: a imediata demissão voluntária ou a expulsão, com o irrecusável direito a lerem os seus nomes publicados num comunicado da Causa e distribuído imprensa fora, de lés a lés.

 

É o tudo ou nada.

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publicado às 08:31


8 comentários

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De Pedro Quartin Graça a 19.01.2012 às 09:06

APOIADO!
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De José Tomaz de Mello Breyner a 19.01.2012 às 10:06

Nuno,

Apoiado e divulgado. "Cheira-me" que a RAL vai perder alguns associados, mas tens toda a razão, se não defendem os nossos ideais não estão lá a fazer nada.

Enorme abraço


Zé Tomaz


P.S. Fico muito contente com a noticia da tua adesão à RAL
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De José Tomaz de Mello Breyner a 19.01.2012 às 10:10

Se bem me lembro já uma vez iamos expulsando um deputado por ter votado a ida do Aquilino Ribeiro para o Panteão. Não me lembro de quem foi, mas lembro-me que numa AG o Deputado se justificou e ficou.
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De Felipe de Araujo Ribeiro a 19.01.2012 às 10:18

Ainda tenho algumas duvidas de que o 5 de Outubro se mantenha como feriado, nao só porque já surgiram alguns "meio-desmentidos", mas também porque as consequências abrangem ainda o acordo previamente estabelecido em relaçao aos feriados de cariz religioso.
Vou aguardar a publicaçao oficial mas, a confirmar-se, subscrevo inteiramente, assino a proposta e siga para o tudo ou nada.
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De SC a 19.01.2012 às 16:03

A afronta que representaria o fim do 1º de Dezembro como dia feriado não se restringe aos monárquicos. Muita gente se sente indignada.
Neste país há uma maioria PSD CDS no Parlamento (creio que até com algum PC se poderia contar) que pode impedir, aberta ou mais discretamente, esta incrível acção.
Há numerosos meios para impedir este dislate e até para ajudar o governo a sair-se airosamente, emendando a mão se disso tiver vontade.

Deve é ficar claro que os nomes do que, podendo, nada fizerem, ficam devidamente registados.
Ultimamente temo-nos dado todos muito bem, com os resultados que estão à vista. Está na altura de nos darmos menos bem.
Por mim, não dirigirei a palavra a qualquer pessoa que, deputado, e podendo levantar a voz contra o esta vergonha, fique calado.
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De Nuno Castelo-Branco a 19.01.2012 às 16:26

Irónico, não é? Ainda ontem, no ginásio, um colega que é PC estava indignado com a abolição do 1º de Dezembro por imposição"dos mafiosos" (sic).  Isto não vai ficar por aqui.
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De Anónimo a 19.01.2012 às 16:18


Muito bem, Nuno. Assim é que se fala! Parabéns.
Maria
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De Octávio dos Santos a 20.01.2012 às 01:27

Inteiramente de acordo...

... E estou com curiosidade em saber a opinião, e a posição, de Pedro Mota Soares sobre este assunto. Ele que até também usa o «ignóbil trapo» na lapela...

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