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Risinhos de hiena

por Nuno Castelo-Branco, em 23.01.12

Não cabe aos monárquicos o papel de defender o Presidente da República, nem nisso temos qualquer interesse, seja ele quem for. Ninguém disso está à espera e jamais o faremos. Defenda-o quem nele confia ou quem dele dependa. Desta forma, estamos muito à vontade para opinar acerca do entusiasmado indignar e risos de hiena que andam pelas redes sociais e via alguns blogs conotados com a eleitoralmente deposta antiga maioria parlamentar.

 

Cavaco Silva cometeu uma tremenda gaffe, é verdade. O que se torna ridículo e bem sintomático do enveredar pelo "vale tudo", é este aproveitar até à exaustão e precisamente por parte daqueles que sempre andaram vendados nos tempos dos imediatos antecessores de ACS. Já se leu alguma vez, uma linha que fosse acerca das estranhas amizades e do patchwork relacionado com Macau, aliás volatilizado pela inexistente censura que existe? Este é um exemplo entre muitos outros, aos quais se somam escandalosas omissões, descarado conluio com a incompetência governamental, desleixo ou contemporização relativa a más políticas oportunamente denunciadas. Os antecessores de Cavaco, inventores dos "direitos à indignação" que tão bem lhes serviu para ocultarem as próprias pústulas, puderam sempre dormir descansados, pois os trolhas de serviço obravam judiciosamente para lhes erguer poderosa paliçada protectora. Negócios, amizades impensáveis, viagens perdulárias à conta do contribuinte, atropelos à normalidade constitucional, uma lista civil sempre em vergonhoso crescendo de mordomias, faltas de respeito para com entidades estatais que lhes garantiam a segurança e a dignidade do cargo, tudo, tudo passou em branco numa imprensa medrosa e bem controlada.

 

Devíamos estar satisfeitos por esta onda que visa achincalhar o actual Presidente, mas os monárquicos são por regra gente decente, ordeira e respeitadora da legalidade e das instituições, mesmo - como é o caso - não mercendo estas qualquer tipo de homenagem.

 

Denegrindo o titular do cargo máximo do Estado, atingindo a sua honorabilidade, arrastando-o pela lama ou encostando-lhe o canivete à jugular, os refastelados patetas estão precisamente a fazer um trabalho que parecia impossível: dão a machadada final, na única instituição que até há pouco era passível de contemporização por parte de um povo farto de abusos. Se um dia destes começarem a ouvir-se uns tiros aqui e ali, não se admirem. Uma vez mais, a responsabilidade será deles, precisamente dos herdeiros dos bandidos de 1908 e 1910. 

 

Entretando, já entrámos naquela fase do soma e segue. Ainda bem.

publicado às 23:45


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