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A lontrinha e a lambisgóia

por Nuno Castelo-Branco, em 24.01.12

Uma lontra saiu esta manhã do mar e sentou-se numa cadeira de esplanada, gozando os raios deste sol de inverno. Cena adorável.

 

Uma gordíssima lambisgóia saiu de um buraco já há mais de cem anos e instalou-se aqui mesmo à beira Atlântico, sendo até agora impossível reenviá-la á origem. Uma maçada que nos tem saído bem cara.

publicado às 23:00


11 comentários

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De Nuno Castelo-Branco a 25.01.2012 às 17:52

Não valerá a pena alongarmo-nos acerca do sistema eleitoral da actualidade, completamente caduco, abusivo, destruidor da imagem da democracia e um autêntico iman para o compadrio, mediocridade, caciquismo e inoperância. Duvido muito que haja a mínima vontade em modificá-lo - pergunte ao PS/PSD -, coisa que fatalmente conduzirá o sistema vigente a uma ruptura. Veremos. 


temos agora o problema da forma republicana do Estado, aliás absoluta, sem possibilidade de discussão, imposta, profundamente elitista e completamente partidarizada. Não querendo perder tempo com capciosas formulações político-filosóficas sempre tendentes a reduzirem-se à enumeração de "grandes princípios" desfasados da realidade - esta é uma especialidade portuguesa, copiada de França -, vamos directos ao tema: não é possível qualquer tipo de verdadeira reorganização constitucional, recorrendo uma vez mais à falhada e arcaica fórmula republicana. Na verdade, as principais fontes emanadoras do poder de facto, não são eleitas, nem existe um único mortal que reivindique essa "imperiosa" necessidade. Inevitavelmente, uma reformulação da organização estatal pressupõe outro tipo de poderes para as regiões - que hoje apenas se reduzem a duas e que por sinal, exercem contínua chantagem sobre o todo, ameaçando com uma fictícia secessão! - , municípios e todo o quadro local, etc. É praticamente inevitável a aproximação das nossas regiões às suas congéneres além-fronteira, pois as realidades económicas locais e o desejo de racionalização de meios, imporá este caminho como coisa natural. Assim, para um país quase milenar como Portugal, não estranhemos se um dia o Presidente eleito pelos dois grandes centros urbanos, pouco ou nada significar para quem viva em Valença ou Estremoz, por exemplo. Por alguma razão, ACS foi eleito por ...23% do corpo eleitoral. 23%! É o PR de Lisboa e do Porto e pouco mais. Por outro lado, há que atender à profunda modificação do próprio conceito de portugalidade, hoje muito mais amplo que aquele existente em 1974, consubstanciando-se em alguns países cuja relevância e conhecida. bastará observarmos o papel do rei João Carlos nas cimeiras ibero-americanas - com os presidentes portugueses ao mesmo nível dos demais - e verificarmos o estado de profunda inferioridade anímica em que nos encontramos. Um perigo facilmente resolúvel. 
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De Nuno Castelo-Branco a 25.01.2012 às 18:05

Por outro lado e como acima mencionava, Portugal não se pode dar ao luxo de perder a soberania sobre os arquipélagos atlânticos, dada a crescente importância económica e geoestratégica daquele espaço, aliás necessário para uma futura coordenação de interesses com o Brasil. Esta é a realidade que teimam em não quer ver. Infalivelmente, tal espaço será reivindicado por uma massa anónima, estranha e prepotente que se chamará "comunidade europeia" e isto em claro prejuízo dos nossos interesses, mesmo até aqueles que se prendem com a nossa autonomia nacional, bastante reduzida a uma dimensão cultural.  Assim, será necessária a transferência de poderes para essas duas regiões autónomas, retirando o ónus "colonial" que nos é sempre apontado e as escandalosas chantagens que são constantes e rotineiras. Responsabilizará os dirigentes locais e fará com que vejam o seu interesse em permanecerem no todo nacional que por si, já é diminuto. Com uma Monarquia, teremos um caminho desimpedido e capaz de contentar o orgulho local, essa é a verdade. Por alguma razão, os mais radicais do esquema partidário catalão e basco, são curiosamente - ou não -, aqueles que exigem o fim da realeza em Espanha. Sabem o que significa e há que dar razão a essa estratégia, embora dela discordemos totalmente.
Em suma, sem Monarquia, não há reformulação do Estado e a articulação político-constitucional às necessidades económicas, hoje sempre em constante modificação, devido a uma catastrófica anarquia na "política" de desenvolvimento. Sem Monarquia, é impossível um repensar do municipalismo e das suas necessárias federações. Sem  uma Monarquia, mitigar-se-á cada vez mais o próprio posicionamento de Portugal na CPLP. Não quero falar nos gastos próprios dos dois princípios da forma do Estado - estão á vista, bastará atravessar a fronteira -, pois são coisa quase folclórica e apenas devem ser criticáveis sob o ponto de vista de visibilidade interna e externa e do prestígio da instituição que deve reflectir-se no país.


Se o Nuno quiser continuar a aturar-me, poderei continuar longamente a deixar neste espaço as minhas opiniões. Podemos mesmo passar ao actual estado de liquidação do nosso património, à educação nacional, e outros temas. Está quase tudo por fazer e a verdade é que poucos almejam a que algo evolua. 

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