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Do Arquitecto Augusto Vasco Costa

por Nuno Castelo-Branco, em 08.02.12

Em comentário ao nosso post "C.M.L.: algo de novo no Martim Moniz", o autor do projecto que está a ser construído naquela praça, diz umas verdades que os esquemáticos negociateiros não gostam de escutar.

 

"Como autor deste projecto, gostaria de agradecer este comentário, tanto mais que, pela primeira vez, nos quarenta anos que já levo de profissão, consegui concretizar as ideias que venho expondo ao Municipio e não só, há mais de vinte:


Ao contrário do que é corrente, considero que o problema principal da nossa Cidade não são os mais ou menos metros quadrados que se constroem, mas sim o seu "desenho urbano", isto é, de como  os integramos no casco histórico da Cidade.


Assim o desafio que se põe ao municipio, promotores e arquitectos é de "construam actual, tirando partido  dos novos materiais e tecnologias, mas ao mesmo tempo, respeitando a  Cidade, a escala humana das suas ruas, praças e quarteirões".


Pensamos que o conseguimos no Martim Moniz, com  mais de 30% da construção inicialmente prevista!


Tenho pena que este exemplo não frutifique, para outras zonas da Cidade, onde estão a ser concretizados planos de urbanização, como para a zona ribeirinha do Aterro da Boavista e Vale de St. António.


Criando, ao contrário do que o Plano Director  Municipal preconiza, uma ruptura com o malha urbana histórica envolvente e consequentemente motivando a criação de clivagens sociais graves que sabemos levam à insatisfação, vandalismo e maior insegurança, quando tudo poderia ser tão bom e belo, se houvesse um pouco mais de coerência entre aquilo que dizemos pretender e o que na realidade fazemos.


Gosto tanto de Veneza como de Nova York, porque embora ambas estejam nas antípodas, são coerentes, na sua escala!


Vamos reflectir sobre isto?
Vamos finalmente conseguir que Lisboa "volte a ser uma Cidade, onde dá gosto, viver, trabalhar e investir? 


Lisboa, 8 de Fev 2012
Augusto Vasco Costa "  

publicado às 23:52







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