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E que tal se falarmos dos CVs da malta jovem do PS e PSD?

por Samuel de Paiva Pires, em 20.02.12

O Tomás Vasques entendeu por bem criticar o CV do João Pinho de Almeida, pedindo ainda para avaliarmos "em que mãos entregamos este país". Em abono da verdade, trata-se de um CV perfeitamente normal de alguém verdadeiramente dedicado à causa pública, que apenas atesta a qualidade que qualquer pessoa minimamente letrada  e de boa-fé reconhece ao João Pinho de Almeida.

 

Tendo eu sido colega de faculdade de vários militantes das diversas juventudes partidárias, com particular destaque para a JSD e JS, e tendo ainda conhecido mais uns quantos noutros contextos, em particular da JSD, antes de me filiar na JP, pergunto-me se o Tomás Vasques terá verdadeiramente noção do tipo de mãos a que entregamos este país. Desde verdadeiros analfabetos, que mal conseguem alinhar duas ideias e escrever correctamente um parágrafo, a brutamontes que são ou contratam gangsters para serviços de intimidação, à boa maneira da I República, passando pelos que demoraram 8 a 10 anos a terminar uma licenciatura e se encontram espalhados pelo aparelho estatal, quase todos incapazes de ter uma ideia própria e sair da demagogia partidocrática - que sabem muito bem ser uma treta, pois só se preocupam muito pragmaticamente com o tacho -, e tudo isto com impressionantes folhas de serviço, em que os golpes de secretaria, chapeladas eleitorais e compra de votos são o normal anormal, só quem anda muito distraído é que pode não estar assustadíssimo com o que espera Portugal nas próximas décadas, ao ser entregue à malta jovem do PS e PSD. Isto, claro está, se este regime de bloco central continuar.

 

E com tanto por onde pegar na JS e JSD, sem falar nos próprios PS e PSD, onde a quantidade de figuras menores que nos vêm desgovernando é a todos os níveis notável, o Tomás Vasques questiona a qualidade de um dos melhores deputados portugueses? De resto, ainda que mal pergunte, a geração do Tomás Vasques fez um trabalho do caraças, não fez? Principalmente o aspirante a filósofo parisiense, que tem um CV invejável, não é? E ainda se admiram com o brain drain a que vimos assistindo? 

publicado às 02:54


9 comentários

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De José a 20.02.2012 às 10:02

O Samuel está a desviar a questão: o João Almeida, que se goste ou não, é o típico “boy” que sempre viveu abrigado debaixo do guarda-chuva protector das juventudes partidárias e que nunca fez outra coisa na vida que não fosse o dedicar-se à intriga política (como o comprova o “curriculum” para o qual o Tomás Vasques alerta), deveria ser muito mais comedido na forma como se refere e julga pessoas que trabalham em circunstâncias muitas vezes dificílimas e que permitem que o país continue a ter uma aparência mínima de local civilizado…


Aliás, penso mesmo que serão os portugueses que estarão a precisar de rescindir com urgência o "tacho" ao João Almeida. Trabalhar a sério, submetido às leis do mercado que lhe são tão caras (ao João Almeida) em teoria e sem as cunhas das “jotas”, não lhe deverá fazer mal algum em termos práticos...

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De Samuel de Paiva Pires a 20.02.2012 às 10:11

Não estou a desviar a questão coisa nenhuma. Antes de começar a mandar pedras aos telhados dos outros, aproveitando interesseiramente e distorcendo demagogicamente as afirmações destes, convinha começar pelos verdadeiros parasitas provenientes das jotas, que estão na JS e JSD e que não têm 1 décimo da qualidade intelectual e da ética de trabalho do João Almeida. Aqueles sim, pouco mais fazem do que intriga política.
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De José a 20.02.2012 às 10:52


Primeiro, pergunto-lhe: onde aproveitei e distorci demagogicamente o que quer que fosse? Limitei-me a fazer um juízo acerca das afirmações publicamente proferidas (essas sim, eivadas de enorme demagogia) por João Almeida acerca dos funcionários públicos.

Segundo, esclareço-o: não sou, há muito que deixei de ter idade para tal e também nunca fui membro nem da JS ou da JSD, ou de qualquer outra juventude partidária. Portanto, o que diz sobre estas organizações, que até acredito que sejam como as descreve, não me atinge minimamente, nem diminui ou afecta o que quer que seja do juízo que fiz acerca de João Almeida.
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De Samuel de Paiva Pires a 20.02.2012 às 10:54

Eu não me estava a referir a si. Quanto ao juízo, está no seu pleno direito. Assim como eu estou no meu de criticar os juízos dos outros, especialmente aquele que deu origem a este post.
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De José a 20.02.2012 às 11:08

Estou esclarecido. Quanto ao seu direito de criticar, com certeza que sim, tem todo o direito de o fazer e não o ponho obviamente em causa.
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De Paulinha Manu a 20.02.2012 às 12:32

Uhm, o Samuelzinho é supê macho!
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De Alberto a 21.02.2012 às 15:49

Samuel Paiva Pires, cada um defende os seus jotas. Os do PS os seus, os do PSD os seus, e o da JC os seus. São todos excelentes, com uma dimensão moral enorme. O Samuel Pires apenas faz o seu papel, e se ele é seu amigo ou conhecido ou do seu partido, faz o que lhe compete, acho muito bem. Eu, que não pertenço a nenhum partido, nem estive em nenhuma jota, faço a minha avaliação.  O João Almeida, jovem deputado do CDS, lá fez a sua carreira como os outros, cada um faz pela vida o que pode. Não estou a ver o que tenha ele feito de relevante ou com sucesso na vida activa, mas isso é o menos. Qualquer um chega agora a deputado ainda quase de fraldas e não tarda vai a ministro. Devia era ser mais humilde e ter menos sobranceria, é só isso que se pede. É ainda muito novo e tem muito para aprender.
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De Tomás Vasques a 22.02.2012 às 10:25

Samuel, ainda não tive tempo para lhe responder. Mas vou explicar-lhe a minha opinião sobre o assunto. Um abraço.
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De Samuel de Paiva Pires a 25.02.2012 às 14:59

Fico a aguardar, Tomás. Um abraço

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