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O Tomás Vasques entendeu por bem criticar o CV do João Pinho de Almeida, pedindo ainda para avaliarmos "em que mãos entregamos este país". Em abono da verdade, trata-se de um CV perfeitamente normal de alguém verdadeiramente dedicado à causa pública, que apenas atesta a qualidade que qualquer pessoa minimamente letrada e de boa-fé reconhece ao João Pinho de Almeida.
Tendo eu sido colega de faculdade de vários militantes das diversas juventudes partidárias, com particular destaque para a JSD e JS, e tendo ainda conhecido mais uns quantos noutros contextos, em particular da JSD, antes de me filiar na JP, pergunto-me se o Tomás Vasques terá verdadeiramente noção do tipo de mãos a que entregamos este país. Desde verdadeiros analfabetos, que mal conseguem alinhar duas ideias e escrever correctamente um parágrafo, a brutamontes que são ou contratam gangsters para serviços de intimidação, à boa maneira da I República, passando pelos que demoraram 8 a 10 anos a terminar uma licenciatura e se encontram espalhados pelo aparelho estatal, quase todos incapazes de ter uma ideia própria e sair da demagogia partidocrática - que sabem muito bem ser uma treta, pois só se preocupam muito pragmaticamente com o tacho -, e tudo isto com impressionantes folhas de serviço, em que os golpes de secretaria, chapeladas eleitorais e compra de votos são o normal anormal, só quem anda muito distraído é que pode não estar assustadíssimo com o que espera Portugal nas próximas décadas, ao ser entregue à malta jovem do PS e PSD. Isto, claro está, se este regime de bloco central continuar.
E com tanto por onde pegar na JS e JSD, sem falar nos próprios PS e PSD, onde a quantidade de figuras menores que nos vêm desgovernando é a todos os níveis notável, o Tomás Vasques questiona a qualidade de um dos melhores deputados portugueses? De resto, ainda que mal pergunte, a geração do Tomás Vasques fez um trabalho do caraças, não fez? Principalmente o aspirante a filósofo parisiense, que tem um CV invejável, não é? E ainda se admiram com o brain drain a que vimos assistindo?
O Samuel está a desviar a questão: o João Almeida, que se goste ou não, é o típico “boy” que sempre viveu abrigado debaixo do guarda-chuva protector das juventudes partidárias e que nunca fez outra coisa na vida que não fosse o dedicar-se à intriga política (como o comprova o “curriculum” para o qual o Tomás Vasques alerta), deveria ser muito mais comedido na forma como se refere e julga pessoas que trabalham em circunstâncias muitas vezes dificílimas e que permitem que o país continue a ter uma aparência mínima de local civilizado…
Aliás, penso mesmo que serão os portugueses que estarão a precisar de rescindir com urgência o "tacho" ao João Almeida. Trabalhar a sério, submetido às leis do mercado que lhe são tão caras (ao João Almeida) em teoria e sem as cunhas das “jotas”, não lhe deverá fazer mal algum em termos práticos...