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Da religião de estado à verdade única e sacrossanta

por Samuel de Paiva Pires, em 29.02.12

Carl Jung, The Undiscovered Self:

 

"The dictator State has one great advantage over bourgeois reason: along with the individual it swallows up his religious forces. The State has taken the place of God; that is why, seen from this angle, the socialist dictatorships are religions and State slavery is a form of worship. But the religious function cannot be dislocated and falsified in this way without giving rise to secret doubts, which are immediately repressed so as to avoid conflict with the prevailing trend towards mass-mindedness. The result, as always in such cases, is overcompensation in the form of fanaticism, which in its turn is used as a weapon for stamping out the least flicker of opposition. Free opinion is stifled and moral decision ruthlessly suppressed, on the plea that the end justifies the means, even the vilest. The policy of State is exalted to a creed, the leader of party boss becomes a demigod beyond good and evil, and his votaries are honored as heroes, martyrs, apostles, missionaries. There is only one truth and beside it no other. It is sacrosanct and above criticism. Anyone who thinks differently is a heretic, who, as we know from history, is threatened with all manner of unpleasant things. Only the party boss, who hols the political power in his hands, can interpret the State doctrine authentically, and he does so just as suits him."

publicado às 21:30


1 comentário

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De Anónimo a 02.03.2012 às 03:26

Quanta verdade encerram estas palavras aplicadas hoje em dia aos chefes dos principais partidos que se consideram donos do sistema e da própria democracia!

Atente-se na justeza destas poucas linhas:

"... the leader of party boss  becomes a demi-god beyond good and evil..."

..."It is a sacrosanct and above criticism. Anyone who thinks differently is a heretic, who, ..., is threatened with all manner of unpleasant things".

Estes pensamentos premonitórios,  excertos de algo que foi escrito provàvelmente no final do séc. XIX ou já na primeira metade do XX, traduz ponto por ponto a realidade dos eleitos e eleitores nos regimes ditos democráticos de hoje, de ontem e de sempre.

Os vícios, aqui tão bem retratados por Jung, que enformam os sistemas, perdão, as ditaduras democráticas, com especial destaque para o  chefe máximo que as dirige e aos seus seguidores com mãos de ferro qual semi-deus (demigod, segundo Jung), podiam ser tirados a  papel químico do que se passa portas adentro a nível do poder em Portugal e que nos pesa que nem chumbo há quase quarenta anos.
Maria
 

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