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1. O escândalo do B(uíça)PN soma e segue, agora que a Comissão parlamentar de clara ocultação tornou posse para desenvolver os "trabalhos necessários" ao deslindar deste caso. Não haja qualquer tipo de ilusões quanto à descoberta da verdade, pois os trâmites que este processo sofreu, são de molde a fazer crer os mais ingénuos, no buraco negro que ali continuará. Como será possível uma Comissão de investigação ao BPN ser formada por gente dos Partidos e respectivas ramificações que criaram o próprio caso?
1.1 Ainda o B(uíça)PN. Bruxelas considera preferível a simples liquidação do BPN, evitando-se mais despesas. Todo este negócio da venda do banco ao BIC, reveste-se de características bem conhecidas, pois o pretenso investimento será propiciado através de um desatar dos cordões da bolsa da CGD. O que quererá isto dizer? Para que todos facilmente entendam, o mesmo de sempre: no final de contas, quem pagará a factura serão os contribuintes portugueses, ao mesmo tempo que não terá entrado dinheiro algum vindo de outras paragens.
2. A ameaça TGV. Foram detectadas ilegalidades no estranhíssimo contrato do TGV. Apenas por isto mesmo, não deverá haver lugar a qualquer tipo de indemnização, mas simplesmente, à declaração de nulidade sem compensações. O Tribunal de Contas declarou o processo de adjudicação da obra, como mais uma daquelas fraudes que em muito ajudaram à mutilação do país. Os empreiteiros podem agora pretender recorrer a exigências de indemnização a pagar pelo Estado, quer dizer, a mais um saque à carteira dos portugueses. Se a própria troika já tinha sugerido o simples rasgar das fraudulentas PPP - entre as quais este TGV é uma das mais ostensivas -, deverão os gabinetes de advogados do Estado estudar soluções que permitam o não pagamento de um único cêntimo aos saqueadores. Começaram a obra em plena consciência da reserva mental. Começaram a obra de forma quase clandestina. Agora, devem arcar com as consequências. Para isso mesmo serve o Estado, isto é, fazendo uso da autoridade quando ela é mais necessária. Conhecendo-se o longo historial da contínua e proveitosa dependência do sector privado em relação a benesses consentidas pelo poder, Portugal não tem hoje qualquer outra solução senão o remediar do mal, recorrendo precisamente ao desejo que alguns - ainda poucos - terão numa regeneração do modus operandi da nossa política. Que desta vez o Estado sirva para corrigir caminhos desvairados, é o que se exige. Tenham os liberais toda a paciência deste mundo, mas a realidade é bem diversa da que se verifica além-Atlântico. Tudo o mais são fantasias, ou desejos de impossível realização. É o que diz a experiência de cento e quarenta anos.
3. Despesas abusivas sob fiscalização. Um possível caso de polícia que poderá servir de exemplo para todos os governantes, unicamente se não tiver como base, a habitual guerrilha da partidocracia.
4. O caso terrorista de Toulouse. Este é um claro aviso a todos os europeus. Embora os costumeiros appeasers tenham feito rapidamente circular a sugestão de tratar-se de "uma espécie de Breivik", a verdade não tardou e aí está ela bem visível, um sinal de alerta acerca de um tempo que imperiosamente deverá chegar ao fim: o da cedência perante o inaceitável, o do compromisso que rebaixa e implica a rendição. Se do Atlântico ao Niemen partilhamos uma certa forma de organização social e conseguimos atrair gente oriunda de paragens onde a liberdade é uma miragem, não podemos então continuar a permitir que alguns desses hóspedes pretendam ostensivamente destruir dois milénios de evolução. Basta.