Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




Pedaços do Minho.

por Cristina Ribeiro, em 02.06.08

Espadelada do linho numa noite de luar, no Verão.

É ao som de cantigas como "Oh, que lindo luar faz
Para colher a marcela,
Vamol-a colher ambinhos,
Fazemos a cama n'ela"

e de concertinas, que homens e mulheres vão proceder a mais esta fase do tratamento do linho, agora corado ao sol, depois de colhido e submerso em água. As sementeiras da planta já tinham acontecido na Primavera.
Nesta altura o linho, já ripado, é batido com uma espadela, instrumento de madeira em forma de cutelo, para depois ser submetido a uma espécie de crivo, que o há-de " purificar", separando-o da estopa.
Está pronto para ser fiado pelas mulheres nos serões de Outono e Inverno.

publicado às 18:05

Um blog a seguir com muita atenção

por Nuno Castelo-Branco, em 02.06.08
A lei resultante desse compromisso, publicada a 24 de Fevereiro, pouco mudou em relação às leis eleitorais de Afonso Costa. Devolvia o voto aos militares, simplificava os processos de candidatura e recenseamento e retomava, com poucas adaptações os círculos eleitorais do tempo da monarquia, que a propaganda republicana havia apodado de “ignóbil porcaria”. Na nova ignóbil porcaria, o voto democrático (urbano) seria afogado com o voto provinciano (conservador). Os unionistas e Evolucionistas ficavam dependentes da boa vontade do Governo, cuja influência era tanto maior quanto maiores eram os círculos.

publicado às 16:15

publicado às 16:03

No Combustões

por Nuno Castelo-Branco, em 02.06.08

O consumismo, o ter em formato pequenino, o querer para si como afirmação de existência, é uma praga; mais, o consumismo como entretenimento para um mundo sem alicerces, vai dar cabo de tudo. Quando o petróleo acabar - diz-se que 2/3 de tudo o que temos provém dos malditos hidrocarbonetos - vamo-nos virar outra vez para as madeiras; ou seja, acabamos com o que resta das florestas.

publicado às 13:35

As "coisas" estão como há cento e dezoito anos.

por Cristina Ribeiro, em 02.06.08
Num artigo datado de 1890, na «Revista de Portugal», Eça de Queirós escrevia: - "As lamentáveis desordens parlamentares, as violentíssimas e desmandadas polémicas, as mútuas e terríveis recriminações com que, obcecados pela paixão, os partidos se feriam uns aos outros na sua honra, deixaram no País que assistia espantado a uma tal lavagem pública de roupa suja, o sentimento desalentado que ele exprimia por esta fórmula- tão bons uns como os outros!"
E ainda dizem que a mesma água nunca passa outra vez por debaixo da mesma ponte...
 

publicado às 10:35

A não perder

por Samuel de Paiva Pires, em 02.06.08
Subscrevo na íntegra o que Sérgio Lavos escreve no Corta-fitas:

A maior conquista de Scolari? Pôr um país inteiro um mês de quarentena. Aposto: se Cristo voltar à Terra em Freixo-de-Espada-à-Cinta, bem no centro da aldeia, ninguém o notará; Portugal prepara-se para se exilar de si próprio.

Como sou do contra e não gosto muito de me deixar ir nas correntes de movimentos massificados, estou mais que farto de todo este sensacionalismo de um povo que só se parece lembrar da pátria alma lusitana quando a selecção de futebol vai ao Europeu ou ao Mundial. E o Euro 2008 ainda nem começou...

publicado às 02:20

Delicioso

por Samuel de Paiva Pires, em 02.06.08
Voltando ao início, o prémio zapping desta semana vai para o torneio hípico de saltos com obstáculos na dois, logo a seguir ao almoço. Estou a brincar. (Miss Pearls)

publicado às 02:15

Efemérides - para o Nuno e Cristina

por Samuel de Paiva Pires, em 01.06.08
Camilo Castelo Branco
(16-03-1825 a 01-06-1890)

publicado às 23:30

Mudar de canal para a RTP e ouvir logo o Professor Marcelo a debitar toneladas de verborreia futebolítica sobre a selecção, só me dá vontade de dizer "fo**-se"...

publicado às 21:29

Laranja sem mecânica

por Nuno Castelo-Branco, em 01.06.08

Desde o já longínquo dia do parto, algures em 1974, o PPD/PSD tem-nos habituado às constantes questiúnculas internas anunciadoras de irreversíveis processos de morte lenta. Nada de mais errado, pois o súbito surgimento do nada de um chefe severo e unificador de feudos que se odeiam e combatem sem quartel, apazigua tensões e prepara o regresso à área do poder. Os partidos do rotativismo não podem dispensar o seu exercício, nem deixar de almejar a partilha de cargos ou sinecuras propiciadas pela incumbência de mandar, que periodicamente lhes é confiada pelos eleitores.

O sistema partidário português, criado em torno de mesas onde os ágapes entre amigos tiveram como tema a sua organização, criaram centros onde confluíram interesses diversos, ao mesmo tempo que a consistência ideológica ou programática foi deixada ao acaso das circunstâncias do momento. O PSD, nasceu da chamada "ala liberal" do Estado Novo e o PS foi o ponto de encontro do marcelismo com os sobreviventes - e seus herdeiros familiares - do "reviralho" expulso do poder em 1926. O PREC e a pericolosidade do momento político pós-25 de Abril, em que a Direita surgia como excrescência de um novo regime em corte absoluto com o passado recente, impeliu aquela "ala liberal" a abraçar a quimera social-democrata. Esta área política, próxima dos partidos trabalhistas da Europa Central e do Norte, já era internacionalmente reconhecida como pertença do PS e assim, a contradição permanente em que o antigo PPD viveu desde o seu surgimento como partido de alternância no poder, ocasionou uma indefinição no espectro político nacional. Sabemos que é de Direita embora os seus dirigentes o neguem, mesmo estando filiados no Partido Popular Europeu, onde são companheiros da CDU alemã, dos Conservadores ingleses ou dos Populares espanhóis. Seria positiva a reivindicação de um espaço que urge preencher sem complexos, pois a democracia representativa assim o exige e o CDS não tem a expressão eleitoral que normalmente lhe pertenceria. Durante o PREC, chegou a reivindicar a condição de partido de Esquerda, provavelmente temendo a ameaça de cerco e forçada dissolução forçada pelos MFA's e companheiros do PC/MDP. Em suma, teve medo, colaborou na chamada descolonização e aceitou o assalto das nacionalizações sem qualquer oposição credível. no entanto, sobreviveu, eivado de complexos e protestando uma identidade, na qual ninguém acredita. Nem os próprios.

Em Espanha, o fim do franquismo pressupôs tal como no nosso país, um período de reformulação do quadro partidário até então confinado ao exílio e à criação das chamadas forças da Direita moderada, a UCD de Suárez e a AP de Fraga Iribarne. Não passando pelos percalços e vicissitudes da desordem económica - ocupações, nacionalização e ruína das empresas - e política - a descolonização -, a Espanha beneficiou inegavelmente da forma de regime corporizada pelos Bourbon, sem a qual seria inevitavelmente arrastada para os extremos e vários separatismos que ditariam o fim do país tal como hoje se apresenta nos mapas. As forças políticas seguiram curiosamente um modelo de organização bastante aproximado do português, mas a clarificação do espectro ficou completa, quando a UCD (o equivalente ao luso PPD) se dissolveu, abrindo o caminho ao assumidamente direitista Partido Popular que aglutinou as pequenas formações conservadoras e centristas, ao mesmo tempo que esvaziava eleitoralmente os herdeiros da Falange franquista. O resultado desta natural evolução e organização do quadro partidário, reflecte-se directamente na normal duração dos mandatos obtidos em cada acto eleitoral, oferecendo a essencial base de estabilidade política que pressupõe o progresso social e económico. Nada desdenhável será também o papel imparcial do monarca que não é suspeito de favorecimento de amigos de partido, pois a irresponsabilidade da Coroa é garantida pelo regime constitucional parlamentar. É esta uma das grandes ironias oferecida pela realidade dos dois Estados peninsulares. Um deles - Portugal - com fronteiras definidas há sete séculos e com uma poderosa homogeneidade étnica-linguística, não parece capaz de normalizar a sua sempre conturbada vida parlamentar, sucedendo-se governos, dissolvendo-se maiorias absolutas e assistindo a permanentes confrontos entre órgãos de soberania eleitos. O outro - a Espanha -, formado por vários conjuntos aspirantes ou reivindicadores da sua própria nacionalidade, consegue, apesar da multiplicidade de governos e partidos regionais, organizar maiorias que cumprem mandatos, inspiram confiança aos investidores externos e credibilizam aquilo que se entende como "alternativa". Parece assim, que o quadro político português se encontra impedido do seu normal funcionamento, devido à pouca escolha ou alternativa oferecida aos eleitores e à irritante interferência ou favoritismos de forças estranhas ao Parlamento.

As recentes eleições para a presidência do "maior partido da oposição", são afinal um mero episódio de definição de posições na agremiação, pois espelham aquilo que sempre ocorre durante períodos que perspectivam uma longa ausência do exercício do poder governamental. Se o PS se encontrasse hoje na oposição, muito provável seria o permanente conflito interno de tendências ou de personalidades, como ruidosamente se patenteou durante o governo de Durão Barroso. Hoje mesmo, o declínio que se verifica na popularidade do governo Sócrates, não deixará  - como Manuel Alegre começa a fazer sentir - de ocasionar as primeiras movimentações internas e a recente chamada ao cerrar de fileiras, evidencia o reconhecimento do mau momento político, social e económico que o país vive e a necessidade de enfrentar as pressões oriundas do PC e BE, ansiosos pela conquista de alguns pontos percentuais nas próximas eleições gerais. Desenha-se um cenário de ingovernabilidade.

O país tem a plena consciência da improbabilidade de uma reedição do Bloco Central, pois isso significaria uma irreparável usura para ambos os partidos componentes do mesmo, garantindo apenas uma muito transitória situação de governabilidade de interesses próprios que são inconciliáveis.

Manuela Ferreira Leite, teve sobre os demais concorrentes à chefia do partido, algumas vantagens que foram decerto decisivas. Tem fama de austeridade - uma qualidade amplamente apreciada pelo eleitorado -, é discreta, bem relacionada com Belém e surge como o mal menor para a conturbada situação interna do partido. É decente. Sendo ainda muito prematuro vaticinar a composição do próximo parlamento, parece contudo garantida a ausência de qualquer maioria absoluta socialista, o que decerto ocasionará mais tarde ou mais cedo, a repetição do "efeito Sampaio", desastroso precedente inaugurado pela dissolução forçada de uma maioria em S. Bento

Provisoriamente resolvida a longa crise interna que o PSD viveu desde a sua derrota de 2005, é quase certa a consolidação ou mesmo ampliação - mesmo que modesta - do número de eleitores em 2009.  Será então a vez de do PS trilhar o seu caminho sobre cacos e não poderá contar com a complacência do "Chefe de Estado de todos os portugueses", pois este gostosamente será o primeiro, no momento azado, a chamar os seus. É o hibridismo do sistema, é a "república" em toda a sua irreparável contradição.

O que ganha o país com a manutenção de um modelo reconhecidamente falido? Pouco.

publicado às 21:27

A laranja podre

por Pedro Fontela, em 01.06.08
Não segui de perto o drama da liderança do PSD. Achei exagerada a cobertura dada aos diferentes representantes – em completa honestidade achei um desperdício de papel e tempo de antena. Temos então agora Manuel Ferreira Leite como líder. Santana Lopes em mais um exílio temporário e Passos Coelho a posicionar-se para não cair na irrelevância. Os barões do partido elegeram o seu representante para perder as próximas eleições e ajudar na escolha do candidato real das eleições que se seguirem – discurso mais vácuo que o de Ferreira Leite deve ser complicado, além do momento de ironia da sua preocupação com a classe média quando o governo e o partido de que faz parte tanto fizeram para a empobrecer. Passos Coelho é um tipo que já sabia à partida que ia perder mas está simplesmente a posicionar-se a ele e ao sector ultra direitista dentro do partido, escolheu a melhor altura para vender a balela “liberal” – que os deuses nos livrem deste senhor. Santana enfim… perdeu ainda de forma mais abjecta do que já previa mas se não morreu politicamente depois da sua estadia vergonhosa no governo não vai ser agora que o vão afastar. E assim vai o futuro governo de daqui a 4 anos e tal.

publicado às 19:10

O Rio Cávado

por Cristina Ribeiro, em 01.06.08
Com nascente na Serra do Larouco, o Cávado percorre muitas povoações, antes de desaguar no mar entre Ofir e Esposende. Alguns dos locais de passagem deste rio que brotou de entre pedras de granito, encontram-se nas Serras da Cabreira e do Gerês.
É nesta que me é mais familiar, sendo "de cortar" a beleza que aí adquire, entre margens de recorte idílico.

Durante o seu curso, a caminho da Foz, passa por debaixo de algumas pontes , também elas de assinalável encanto, como a que une as margens da vila de Prado, às portas de Braga.

publicado às 15:14

...

por Cristina Ribeiro, em 01.06.08

publicado às 15:10

Pág. 8/8







Arquivo

  1. 2026
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2025
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2024
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2023
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2022
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2021
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2020
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2019
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2018
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2017
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2016
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2015
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2014
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2013
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D
  183. 2012
  184. J
  185. F
  186. M
  187. A
  188. M
  189. J
  190. J
  191. A
  192. S
  193. O
  194. N
  195. D
  196. 2011
  197. J
  198. F
  199. M
  200. A
  201. M
  202. J
  203. J
  204. A
  205. S
  206. O
  207. N
  208. D
  209. 2010
  210. J
  211. F
  212. M
  213. A
  214. M
  215. J
  216. J
  217. A
  218. S
  219. O
  220. N
  221. D
  222. 2009
  223. J
  224. F
  225. M
  226. A
  227. M
  228. J
  229. J
  230. A
  231. S
  232. O
  233. N
  234. D
  235. 2008
  236. J
  237. F
  238. M
  239. A
  240. M
  241. J
  242. J
  243. A
  244. S
  245. O
  246. N
  247. D
  248. 2007
  249. J
  250. F
  251. M
  252. A
  253. M
  254. J
  255. J
  256. A
  257. S
  258. O
  259. N
  260. D

Links

Estados protegidos

  •  
  • Estados amigos

  •  
  • Estados soberanos

  •  
  • Estados soberanos de outras línguas

  •  
  • Monarquia

  •  
  • Monarquia em outras línguas

  •  
  • Think tanks e organizações nacionais

  •  
  • Think tanks e organizações estrangeiros

  •  
  • Informação nacional

  •  
  • Informação internacional

  •  
  • Revistas


    subscrever feeds