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A tal pergunta pertinente...

por Nuno Castelo-Branco, em 28.01.09

 

 

Já se tornou frequente deparar com um post do Miguel e nada mais poder acrescentar, senão publicá-lo na íntegra, pois faz o pleno daquilo que julgo ser a verdade na sua forma mais cristalina, porque simples. Aqui está:


Perguntava-me hoje um amigo tailandês por que razão não tinha Portugal um Rei. Aduziu: "vocês, que tiveram o mais longo império, os primeiros e os últimos a abandonar as possessões que tinham em África, na América, na Ásia e na Oceania, gente tão orgulhosa do passado grandioso que tiveram, país tão pequeno que tem uma das línguas mais faladas no mundo, que..., que..., que....". Assim se prolongou em perífrase demonstrativa do interesse que lhe suscita o nosso país. Fiquei encantado por assistir a tal lição até que, para terminar, deixou a seguinte observação: "bem, se países tão ricos e progressivos como o Reino Unido, a Holanda, a Dinamarca, a Noruega, a Suécia, o Luxemburgo, o Japão e até a Espanha preservaram as suas monarquias, Portugal talvez a tenha perdido porque perdeu a razão e se esqueceu do que fora". Não encontrei palavras para lhe dizer que assim fora, que um grupo insignificante de pistoleiros e gente mesquinha e medíocre nos havia morto o Rei em plena rua, que desde 1910 Portugal se tinha, primeiro mexicanizado, depois cloroformizado e agora não sabia o que fazer com o futuro. Senti vergonha, confesso, por um siamês nos olhar como uma Albânia, uma Guiné Papua ou uma República Dominicana. Mas tinha razão. Deixámos que se perdesse o arrimo fundamental da autenticidade portuguesa, substituímo-lo por generais sem batalhas, almirantes sem frota, pequenos plumitivos sem obra, agitadores e homenzinhos escolhidos por paixão partidária, impostos pelas espadas ou sorteados por grupos, camarilhas e facções. Perdemos tudo, não ganhámos nada. E não somos só nós: os gregos, os romenos, os húngaros e os búlgaros queixam-se do mesmo. É fácil destruir as monarquias, mas depois fica para todo o sempre o remorso, o vazio e o sem sentido de toda uma comunidade.
 
Pois é, Miguel, alguém um dia disse que quando desaparece um rei, é todo um mundo que chega ao fim. E o pior é que esse mundo somos nós todos.

publicado às 22:54

Pronto, Nuno, conhece-me muito bem!

por Cristina Ribeiro, em 28.01.09

 

Dizia, ainda ontem, que não ia resistir a escrever qualquer coisita, por pouco que fosse :).

Porque estou indignada!  Chove, e, numa deslocação à vila vizinha vi, a passar ao longe, um  deficiente mal vestido e descalço- indignação imediata, dizendo a mim mesma que esse homem tem as mesmas capacidades de sofrer que esses políticos que se empanturram de benesses à custa dos filhos de deuses menores que, não obstante as promessas feitas há 34 anos já, continuam a proliferar, Luís.

 

 

                   Ainda a tempo: fins dos anos sessenta, inícios dos  setenta, nesta mesma terra, tantas vezes calcorreada, nunca vi nada igual- não havia luxos, mas não assisti  a miséria igual. Conta a minha mãe que viu disso durante a 2ª Guerra Mundial e ainda nos anos cinquenta. Concluo que estamos a regredir...

publicado às 12:52

Acabo de falar com o Nuno.

por Cristina Ribeiro, em 28.01.09

Contente de saber que, nas actividades desenvolvidas pela Comissão para o Centenário do Regicídio, mais um passo foi dado no desfazer da ideia bafienta, do mito há demasiado tempo alimentado, de que a Monarquia é algo de retrógado- sim ainda prevalece essa cabala há tanto tempo inculcada, e que vai beneficiando da facilidade com que nos deixamos manipular, sem curarmos de saber o que está por detrás dessa doutrinação, dessa verdadeira  lavagem ao cérebro.

 

 

 Noutro registo, agora pessoal, queria dar conta de que , por razões minhas, vou andar ausente do blogue, pelo menos da forma regular até aqui mantida, não sei bem ainda por  quanto tempo. Mas vou continuar a " andar por aí" :)

publicado às 00:35

Diplomacia portuguesa em alta

por Nuno Castelo-Branco, em 28.01.09

 

 No passado, assim foi com a Grã-Bretanha; hoje, quaisquer que sejam as nossas dúvidas e sensibilidade pessoais sobre os EUA, há que o fazer, reforçando o papel e influência de Portugal noutros dossiers e questões que se confundem com a existência de Portugal. A diplomacia é uma arte que exige maleabilidade, algum sentido do risco e decisão pronta. Os países fracos devem, pois, possuir um apurado sentido das oportunidades, permitindo-lhes aumentar o poder negocial, visibilidade e boas relações com os estados dirigentes da ordem internacional. Assim se fez. Assim se faça, sempre, no interesse último do país.

publicado às 00:20

O meu dia 27 de Janeiro

por Nuno Castelo-Branco, em 27.01.09

 

 

 A destacar neste dia 27 de Janeiro, o importantíssimo e magistral discurso pronunciado pelo Bastonário da Ordem dos Advogados, em sede do Supremo Tribunal de Justiça. Um violento bofetão sem luva branca nas boquiabertas faces das insignificantes "altas individualidades" presentes e ausentes no palacete. Vox populi, Marinho Pinto disse em alto e bom som, aquilo que o povo quer ouvir dizer, sem medos ou escusados punhos de renda. Correu o espectro todo, desde o Palácio de Belém, até à portaria de qualquer tribunal de quinquagésima instância. Um regalo.

Não nos causam admiração ou constrangimentos, as fracas palmas ouvidas após a finalização desta ora que mais soou a um Delenda Carthago! O silêncio é um bom sinal. Terão finalmente compreendido? O retrato de D. Maria II mostrava a soberana com o seu indisfarçável sorriso zombeteiro e neste caso, de aprovação. 

 

 

 

Encerraram-se hoje as actividades da Comissão para o Centenário do Regicídio. Na Universidade Católica, foi com emoção que pude deleitar-me com uma excelente Conferência de José Gil-Robles, pronunciada num português impecável, capaz de fazer inveja a muitos dos nossos tribunos parlamentares. Ficámos bem cientes da justeza das nossas certezas. A Monarquia Constitucional não é um mero objectivo para vaidosos ou saudosistas. Pelo contrário, é uma razão a considerar seriamente para o perfeito funcionamento das instituições democráticas. Só descrê quem não procura a verdade.

 

Antes do início da sessão, tive o prazer de conhecer pessoalmente SAR a Duquesa de Bragança que nos declarou - ao João Távora e a mim próprio - ser uma atenta leitora da blogosfera, especialmente do blog do Centenário da República. Esperemos que os blogues onde participam monárquicos - o Estado Sentido conta com a colaboração de alguns -, saibam estar à altura desta difícil situação  que Portugal vive. Há quem esteja atento.

publicado às 23:42

Sinal dos tempos

por Nuno Castelo-Branco, em 27.01.09

 

Paralelamente à visita do Senhor Dom Duarte decorria a visita dos Drs Manuel Pinho, Bernardo Trindade (Sec. de Estado do Turismo) e Luis Patrão (Presidente do Turismo de Portugal). Que diferença de visita meus amigos, se eu não tivesse visto não acreditava. As nossas Entidades Oficiais eram recebidas com indiferença e frieza ao passo que S.A.R., era constantemente chamado para visitar os Stands e para provar os produtos regionais. S.A.R., a todos respondia e a todos falava dizendo sempre uma palavra simpática e propositada a todos. 

publicado às 10:53

Muitos parabéns João!

por Samuel de Paiva Pires, em 27.01.09

 

É difícil estar à altura do que o João escreveu acerca da minha pessoa aquando do meu aniversário em Dezembro passado. Não sou poeta como o João, e o parco talento que tenho para a escrita resume-se ao tratamento de assuntos mais ou menos entediantes, consoante os interesses de cada qual. No entanto, vale sempre a pena o esforço, e não podia deixar passar em branco este dia em que se assinalam os seus 19 anos. 

 

Ainda me recordo da primeira vez que falámos, no bar da faculdade, sobre um assunto deveras interessante, como decerto ele se recorda... Daí em diante, temos vindo a cultivar uma amizade precisamente no sentido do que o João escreveu, sabendo “que as únicas pessoas que vale a pena ter ao nosso lado são aquelas que acrescentam alguma coisa à nossa existência, que de uma maneira ou de outra têm personalidade e carácter que permitam estabelecer uma relação de confiança e entreajuda sem qualquer interesse por trás.”

 

Sendo eu uma daquelas pessoas que considera muito poucos indivíduos como verdadeiros amigos, posso sem dúvida afirmar que o João é um desses amigos, o mais recente mas que, apesar destes poucos meses de convívio, parece que conheci desde sempre. Se, por um lado, creio ter, de alguma forma, contribuído para a sua integração nesta nova fase da sua vida, em que se mudou de corpo e alma para Lisboa para ingressar no ensino superior, uma das transformações mais radicais pelas quais um jovem português pode passar, por outro, tenho que agradecer a sua amizade e o muito que com ele tenho aprendido, nesta recíproca relação de confiança e entreajuda que a ambos tem servido. 

 

Se o João carinhosamente dizia que eu era um jovem fascista, pegando na brincadeira, fui inicialmente encontrá-lo no outro ponto do espectro, num extremo que tem mais de semelhante com o primeiro do que se possa pensar. É, portanto, de louvar que alguém a quem tinha sido incutida a cassete vermelha se tenha dessa desprendido e apercebido da distorção da realidade que essa promove, o que só demonstra a sua abertura de espírito e apetite pela apreensão do desconhecido e do conhecimento, pelo colocar dogmas em causa, e por tentar individualmente perceber-se a ele próprio e onde se encaixa, se é que se deve encaixar sequer seja no que for.

 

Não deixa de ser curioso, que o que nos aproxima seja talvez o facto de as nossas personalidades serem antíteses, sendo eu um realista por definição, ao passo que o João se assume como um idealista, com veia de poeta romântico, um jovem que vive as emoções de forma intensa, um jovem com uma capacidade intelectual acima da média, isto, apesar de eu não ser nenhum caçador de talentos, mas em quem desde logo reconheci algo de diferente em relação à maioria dos jovens da sua (nossa) idade, e foi por isso mesmo que não hesitei em convidá-lo para colaborar no Estado Sentido, onde tem dado provas de tudo (pouco) que digo em seu favor.

 

Perante mim o João nada tem a provar. Mas tenho a certeza que terá que enfrentar imensos desafios e provar perante muita gente aquilo de que é capaz, o que certamente conseguirá, com maior ou menor esforço, até porque a sua veia idealista não deixa de estar complementada com uma faceta de simultânea humildade e superioridade intelectual que, conjugada com o seu humor e simpatia, conformam uma personalidade a todos os níveis interessante e cativante.

 

Por tudo isto e muito mais que sei que és João, o meu sentido agradecimento pela tua amizade, e uns sinceros Parabéns neste dia em que celebras 19 primaveras! 

 

Um grande abraço

publicado às 00:01

90 anos da Monarquia do Norte

por Nuno Castelo-Branco, em 26.01.09

 

Muito a propósito da lembrança aqui deixada pelo João Pedro, seria interessante um estudo acerca da evolução da história portuguesa no século XX, no caso de ter vingado a restauração da monarquia em 1919. 

 

A  proclamação da monarquia no Porto (23-1-1919),  consistiu no epílogo dos acontecimentos despoletados pelo período dito sidonista, no qual a esmagadora maioria da população se revia, na sua profunda ânsia de paz, progresso e segurança. Ainda hoje a época surge como um factor de apaixonada discussão que é mais própria do âmbito da luta e da propaganda política, que da imparcial análise histórica dos eventos ocorridos e dos inerentes pressupostos ideológicos. O que foi o sidonismo? Torna-se difícil uma plena explicação que dirima toda a controvérsia que o tema implica. Não tendo um programa de acção que não fosse a ordem e a acalmia após o avassalador vendaval "democrático" do costismo, a chamada República Nova concitou o apoio conservador e pela primeira vez desde João Franco, o supremo dirigente do Estado colheu a quase unanimidade dos poderes de facto - a indústria, o comércio, as profissões liberais -, e simultaneamente surgia diante das massas, como a espada redentora de um país esmagado e humilhado pela prepotência demagógica do regime do 5 de Outubro de 1910. Sidónio foi popular e tanto os monárquicos - força poderosa onde se susteve -, como o próprio rei D. Manuel II, compreenderam as imensas possibilidades que a situação propiciava para uma natural evolução do regime em direcção a uma nova monarquia. 

 

Paradas, banquetes, inaugurações, conferências e actos de claro cariz populista, consistiram afinal, no cerne  do período em causa e durante um ano, Portugal considerou a república velha como coisa exautorada, morta e passada. Foi o tempo de todas as ilusões.

 

O assassinato de Sidónio criou uma situação insustentável de indefinição, pois o regime era o próprio homem, como os factos viriam a comprovar. A única força verdadeiramente influente sobre o qual assentava, era, para além do exército, a causa monárquica no seu sentido mais lato.  O grave problema consistiu nas clivagens internas que na altura já ruidosamente se verificavam, dada a visível cisão legitimista em torno do Integralismo, exactamente no momento em que decorrida meia década desde o consócio do rei com Augusta Vitória de Hohenzollern, o ramo liberal parecia condenado a entender-se com os seus primos banidos em 1834. De facto, os Integralistas não souberam nem quiseram aguardar a natural evolução dos acontecimentos e os prejuízos causados  às fortes hipóteses da instauração da monarquia, foram sem dúvida fatais. De nada serviu o precedente histórico do chambordismo que aconselhava a concentração de esforços e sobretudo, o saber esperar. O rei via-se desautorizado, quando as próprias forças armadas pareciam dispostas a essa aguardada outra monarquia, com uma Constituição que adequasse o poderes real aos novos tempos, garantindo-lhe a dispensa de envolvimento na organização do jogo político, indesmentível facto que originara o descalabro dos últimos anos do reinado de D. Carlos. A Carta Constitucional obrigava o monarca a essa activa participação na organização de governos e maiorias parlamentares, levando a que a frágil e volátil opinião pública, frequentemente o acusasse de comprometimento com o partido rotativo então no exercício do Conselho de Ministros. Curiosamente, muitos são os testemunhos acerca dessa disponibilidade das forças armadas em "engolir" - na saborosa expressão da condessa de Mangualde - a nova monarquia de D. Manuel II, mas a empresa era inequivocamente difícil. Difícil, porque tal pressupunha em primeiro lugar, a disciplina dentro da causa monárquica, dirimindo-se as divergências, em prol do interesse primeiro: evitar o regresso do costismo e da "república velha". Trabalho de Hércules, este, pois os sectores radicais estavam seguros do seu porvir como força hegemónica, tanto em Portugal, como noutros países europeus saídos da Grande Guerra. O conflito aniquilara a antiga Europa da Belle Époque e no continente apavorado com a bestialidade leninista profusamente relatada por refugiados e pela imprensa, parecia chegada a hora de novos condottieri. Os Freikorps na Alemanha, os Arditi italianos e os ímpetos totalitários apregoados por d'Annunzio, pressagiavam essa nova ordem emergente. Horthy esmagava a ditadura bolchevista de Bela Khun e na Baviera Kurt Eisner desaparecia de cena, tendo o mesmo fatal destino de Liebknecht e Rosa Luxemburgo. 

 

Os Integralistas não cederam e pressionaram, ao mesmo tempo que desta forma se evidenciava aos olhos da ansiosa opinião pública nacional, a profunda divisão dos monárquicos. O desrespeito pela figura do monarca que se vira apoiado e reconhecido pelo seu próprio primo D. Miguel (II), foi sem qualquer sofisma, um claro indício do fracasso ou dificuldade de uma breve restauração da bandeira azul-branca, ela própria contestada por uma parte dos defensores do realismo. Foi esta a tragédia que fez perder a Restauração.  As Forças Armadas e os seus comandos, pretendiam antes de tudo, a necessária ordem que possibilitasse a calma interna, a reorganização da economia, a preservação do Império e a normalidade do dia a dia. Eram, tal como hoje, uma força  conservadora, decorridos os anos de conflituosidade interna devido à participação de muitos dos seus elementos na guerrilha partidária e ao desastroso desempenho na Grande Guerra. Os militares quiseram apresentar-se como a reserva da nação e é neste momento que se inicia a marcha que conduziria anos depois, ao 28 de Maio de 1926.  Como poderiam então apoiar decisivamente um movimento já por si dividido? É certo que o próprio Chefe de Estado de recurso, o almirante Canto e Castro, era um reconhecido monárquico, fiel a D. Manuel II. O problema residia então, na impossibilidade de uma acção concertada iniciada pelas forças civis e logo secundadas pelo impaciente exército. 

 

Conhecem-se os consecutivos eventos que tendo início na feliz restauração no Porto - com grande regozijo popular -, foram evoluindo ao longo das semanas de duração do movimento, para a fragilização do mesmo e insucesso final. Falta de organização, descoordenação entre os Centros Monárquicos e as forças armadas, lutas intestinas, a ausência de um atractivo programa de saneamento da vida pública e sobretudo, a constante improvisação de medidas que pretendiam consolidar a nova situação, eis as causas do desastre.

 

Para grande desespero do rei que bem aconselhara a uma plena organização e conjugação de esforços, adiou-se sine die qualquer hipótese de regresso de Portugal às suas instituições históricas e naturais. Pior que tudo, a derrota dos sublevados implicou para cúmulo da infelicidade, o retorno da "república velha", facto cujas funestas consequências Portugal ainda hoje sofre. Desdita ainda evidente nas mentalidades e na hodierna total ausência do sentido do dever e do interesse colectivo. Aprendamos com a História. Para que não se repita.

publicado às 22:17

O nosso Monk?

por Nuno Castelo-Branco, em 26.01.09

 

publicado às 22:15

Há um ano,

por Cristina Ribeiro, em 26.01.09

o João Pedro escrevia isto.

Só acrescento: será que Portugal terá um dia a sorte de ter um novo D. Pedro V ( o meu modelo de Rei Constitucional ) a reinar?

publicado às 20:09

A propósito do aniversário

por Cristina Ribeiro, em 26.01.09

de Ramalho Eanes, lembrado por João Gonçalves, a ideia que hoje tenho  é diferente daquela que comecei por formar,  pelo que dele se dizia cá em casa, enquanto Presidente da República: sem idade para votar ainda quando foi eleito, lembro que os meus votaram nele, mas que depois se desiludiram. Veio depois aquela coisa de " atrás de mim virá quem de mim bom fará ".

Num outro plano sempre esteve o papel desempenhado no 25 de Novembro de 1975.

 

 

Mais recentemente fui lendo sobre o seu pensamento- como a revelação feita pelo Nuno de que era adepto da monarquia- sempre em abono do  seu carácter, mas ainda não o suficiente para formar uma opinião definitiva, confesso, tão grande tem sido o silêncio...

publicado às 19:13

Notável e realista!

por Nuno Castelo-Branco, em 26.01.09

 Para mais, não se sabe o que diria a opinião pública, que, a avaliar pelas manfiestações dos últimos tempos, tem imenso receio em afrontar os radicais islâmicos. Numa delas, aliás, ficou a imagem inquietante de uma turba em Milão, que, depois de queimar a bandeira de Israel na praça do duomo, se deitou a rezar para Meca em frente às escadarias da Catedral. Uma demonstração do despeito de certos fanáticos, mas que entretanto já teve consequências: o governo italiano proibiu manifestações frente a templos religiosos. Berlusconi sempre serve para alguma coisa. Mas se alguém se lembrasse de fazer uma missa campal em frente a uma mesquita, nem digo na Arábia Saudita, mas no Paquistão ou na Argélia, o que sucederia?

 

Apenas uma nota: como reagiriam de forma politicamente correcta, aqueles que em Portugal teriam de comentar um acto semelhante diante dos Jerónimos, por exemplo?

publicado às 18:57

Não li ainda,

por Cristina Ribeiro, em 26.01.09

mas o Diogo traz-nos uma notícia que augura mau começo, quanto a mim, claro, da nova Administração americana, no que à política de aborto se refere,

É que, de consciência, continuo a pensar como admissíveis apenas os motivos contemplados na anterior lei portuguesa.

Como digo em comentário ao post, a imoralidade náo é abolida por decreto.

publicado às 05:56

Neste fim de fim-de-semana,

por Cristina Ribeiro, em 25.01.09

passear pelas ramblas e ruelas de Barcelona, ver  os belos caminhos de Oviedo, de bicicleta, invejar a casa do pai de Juan Antonio, admirar a fibra e salero da desequilibrada Maria Helena...; é isso: o último filme do realizador que nunca mais larguei, desde que vi « Manhattan ».

Um homem que sabe captar a alma de cada terra que filma.

publicado às 22:31

CURIOSIDADES ECONÓMICAS

por Nuno, em 25.01.09

 

 

A ciência histórica sofre muito com a selecção dos factos feita por cada historiador. Esta serve geralmente os interesses de quem paga os ordenados, pelo que a objectividade fica comprometida a par da cientificidade. Isto explica que na minha opinião a “salvação” da ciência Histórica possa estar na perspectiva Braudeliana (e da historiografia americana) que tanto peso atribui à análise económica. A leitura dos números é mais incontornável que a dos factos.

O Miguel Castelo Branco recentemente citou no seu Blogue um gráfico interessante da evolução do Produto Interno Bruto per capita português em relação ao PIB médio europeu entre 1870 e 2008.

No meu primeiro curso (Geografia) na UL perdi muito tempo a fazer anaáise estatística e de gráficos desse tipo.

 

Uma leitura atenta do mesmo indica os seguintes factos curiosos:

 

-O ponto alto atingido em 1889 (64%), curiosamente só voltou a ser igualado 100 anos depois, em 1989 já dentro da CEE e no contexto da entrada maciça dos fundos de coesão.

 

-Entre 1910 e 1928 o PIB português reduziu-se aproximadamente 15%.

 

-No período do Estado Novo, entre 1928 (ascensão de Salazar) e 1973 ocorreu um aumento de perto de 30%, não obstante os constrangimentos económicos da segunda guerra mundial e da guerra colonial. Importa ter ainda em conta, o muito baixo endividamento do país na altura da revolução de 1974 e as enormes reservas de ouro (as terceiras maiores do mundo na altura).

 

-Após o 25 de Abril de 1974 até 2008 (34 anos) o PIB aumentou um pouco menos de 10%, sem o ónus da referida guerra colonial e os apoios financeiros da CEE. Actualmente o endividamento nacional aproxima-se dos 70% do PIB de um ano. As projecções para 2009 indicam que o PIB deverá reduzir-se no mínimo  –1.5% (pelo que os tais 10% passam com sorte a 8.5%).

 

Tudo isto leva a pensar acerca de qual poderia ser a situação económica portuguesa se tivessem sido mantidos os níveis de crescimento anteriores a 1974... Infelizmente estou convencido de que isso nunca teria sido possível, porque em Portugal a democracia era inevitável e ela por cá anda a par com a corrupção e ineficiência. Só se tivéssemos uma ditadura disfarçada de democracia como na Rússia de hoje.

 

Agora que cada um tire as suas conclusões.

 

O gráfico suscitou dúvidas entre os leitores pelo que passo a explicar a metodologia utilizada na sua construção.

A mesma foi a de somar todos os PIB (valores absolutos) de um ano respeitantes ao conjunto de países indicados e dividir pelo seu numero para obter a média para um dado ano.  Este PIB médio europeu corresponde sempre a 100%. Seguidamente vemos a quanto corresponde em percentagem o PIB português (valor absoluto) do mesmo ano em relação ao PIB médio europeu.

Clarificando ainda mais, se por exemplo a média do PIB europeu for 20.000 euros em 1990 e o PIB (produção de riqueza) português for 15.000 nesse mesmo ano, no gráfico aparece um ponto correspondente a 75%. O gráfico resulta pois do apuramento da relação entre o PIB português e o PIB médio europeu entre 1870 e 2008.

Obtive o gráfico no seguinte Blogue http://pedroarrojagrupofinanceiro.blogspot.com que está  mais centrado na área de economia.

 

 

 

 

publicado às 21:33

Os novos escravos

por Nuno Castelo-Branco, em 25.01.09

 

 

Portugal é um dos países com uma das legislações mais vetustas quanto aos direitos dos animais. As normas ainda consideram os cães, gatos, burros, cavalos ou vacas, como "coisas" à disposição de donos, equiparando-se a uma telha, mesa, cadeira ou penico. Se alguém solicitar a intervenção da polícia para acudir a um gato ou cão atropelado, invariavelmente terá como resposta ..."contacte uma entidade defensora dos animais"..., ou ..."não nos compete fazer algo, até porque juridicamente os animais são coisas"... etc, etc. Muito a propósito, aqui recordo a forma absolutamente criminosa como uma certa personalidade ex-detentora de elevadíssimo cargo republicano, soube contornar a Lei e à boa maneira chico-espertista própria de um qualquer mitra de subúrbio, encontrou "especificidades culturais" que permitiam num certo caso, os touros de morte em Portugal.

 

Na ânsia de obter  tilintantes recursos a qualquer preço, a Câmara Municipal de Lisboa, decidiu iniciar uma campanha de angariação de meios seja de que maneira for. Após as corridas da Renault no Marquês de Pombal e Avenida da Liberdade, tivemos a infecta, rasquíssima e terceiro mundista campanha de Natal da TMN, também na praça do Marquês. Iluminações pífias, plastificados e como símbolos da actual situação, barracas aqui e ali, fizeram o pleno do mau gosto e do vale tudo.

 

Chegou a vez do arquipélago dos Açores. Pela cidade foram surgindo outdoors, iluminações e iniciativas para a promoção da região autónoma. Muito legitimamente, incentiva-se o turismo naquela parte de Portugal. Com o que não posso de forma alguma estar de acordo, é com o desastroso e arrogante sinal de insensibilidade perante o lastimável espectáculo oferecido pelo relvado da Praça de Espanha, pretensamente transformado em campo de pastagem de vacas leiteiras. Um vendaval permanente, um frio de congelar vulcões, a poluição sonora e rodoviária 24 horas por dia. Nem um abrigo pré-fabricado para os animais poderem passar a noite?! Incrível, mas verdadeiro.

 

A desculpa explicativa do imperdoavelmente inexplicável: ..."os animais são monitorizados por tratadores e naquele sítio usufruem de um ambiente idêntico ao do local onde normalmente pastam"...


Além de deles nos servirmos muitas vezes de forma bárbara - alimentando-nos, vestindo-nos e calçando-nos -, os bichos servem para brincadeiras, umas mais tradicionais que outras. Metade do país está armado de espingardas e caça-se não se sabe bem o quê. A taxa de abandono de animais domésticos é vergonhosa. São os novos e indefesos escravos, sempre à disposição.

 

Se a tudo isto somarmos a despótica insensatez dos órgãos componentes do Estado, nada mais há para comentar, a não ser um ...que bestas!

 

 

publicado às 21:13

CINCO DE LA TARDE EN EL CAFÉ NORMAL

por João de Brecht, em 25.01.09

Imagem tirada daqui!

 

 

.Primeiro poema em castelhano que escrevo para o E.S., espero que seja do vosso agrado. 

 
El reloj se recusa
A decir las horas ciertas.
 
El pueblo sigue su vida
Conformada y definida,
En el Café Normal,
La porta se abre,
Entran los viejos,
Los chicos y
Las púberas
Que piensan ser mujeres.
 
Nadie se mueve,
Se habla de todo
Pero nadie sabe do que habla,
La bellota domina la crisis
Y nadie pide un té
A las cinco de la tarde.
 
Pobres almas que te frecuentan,
Se recusan a vivir
Para simplemente existir,
Para parecer y no ser,
Esperando el fin sin resistencia.

 

 

 

 

publicado às 15:37

Falando a mesma língua dos abandonados pela sorte

por Cristina Ribeiro, em 25.01.09

 

Porque é ele, o coração, que nos manda o não « metê-los em reservas », como Fernando Pessoa digo

 

    « E assim nas calhas de roda

       Gira, a entreter a razão,

       Esse comboio de corda

       Que se chama coração »

 

 

* Com dedicatória

publicado às 11:52

Os Portugueses perdidos do Camboja

por Nuno Castelo-Branco, em 24.01.09

 Lembro agora que a subida ao poder de um deliquente como Pol Pot foi aclamada pela UDP, pelo PC, MES e muitos devotos do actual BE como uma conquista histórica na luta pelo progresso, pelo socialismo e pela igualdade.


publicado às 21:44

« Tem defeitos.... É teimosa, isso é!

por Cristina Ribeiro, em 24.01.09

Mas  faz lembrar os gatos, no amor à casa! »

     ( Tomaz de Figueiredo, « Fim » )

 

Sinto-me a Ermelinda de Penaguda...

publicado às 15:46







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