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Publicidade blogosférica.

por Cristina Ribeiro, em 02.08.09

O Nuno Castelo-Branco, o Samuel e eu, juntámo-nos a outras pessoas que, não apoiando todas o mesmo partido, têm de comum o repudiar as amarras impostas por uma Constituição, que diz a todo um povo que tem de seguir o  caminho para uma sociedade socialista, imposição essa que já provou, à saciedade, passados que são mais de 30 anos, ter como único resultado a manietação de quem procura, como é apanágio de um povo que " deu outros mundos ao mundo ", descolar do lugar sombrio que nos tem cabido em sorte.

Visitem-nos no Novo Rumo.

publicado às 15:19

Ler este artigo,

por Cristina Ribeiro, em 02.08.09

 

e lembrar o que para as crianças da aldeia, sem possibilidades económicas, e longe de tudo, significava a  biblioteca itinerante da Fundação Calouste Gulbenkian: poder ler o«  Noddy », «Os Cinco » ou o « Tintin ».

E a relação que tinhamos com o senhor Sousa era como a que os habitantes destas terras têm com o senhor Nuno: sempre pronto a aconselhar-nos, a dizer que os livros de Eça não eram ainda para a nossa idade, quando algum de nós pegava,  por exemplo n« O Crime do Padre Amaro ».

 

 

publicado às 13:16

P R A V D A!

por Nuno Castelo-Branco, em 01.08.09

 

 

Julgamos, sinceramente, que um dos maiores escolhos para a esquerda portuguesa (como para a direita) continua a ser ou santificação laica de Cunhal ou a sua demonização. Os "estudos sobre o comunismo" não lhe podem tributar a importância de ideólogo - pois nada acrescentou, inovou, modificou - no credo de Lenine. Os politólogos não mais podem fazer que a figura do pequeno burocrata de uma engrenagem que tinha sucursais um pouco por toda a geografia planetária. Neste particula, Berlinguer bate Cunhal aos pontos. Em suma, Cunhal mal existiu.

publicado às 22:02

Esta dicotomia tão simplista

por Cristina Ribeiro, em 01.08.09

que João Galamba faz entre Esquerda e Direita, lembra-me aquela patética entrevista, feita já não recordo se por Francisco Almeida Leite, se por Pedro Correia, e transcrita no Corta-fitas, a um grupo de dirigentes socialistas, penso que em Santarém, entre os quais estava Helena Roseta, em que só lhes faltou dizer com as letras todas que a Esquerda detinha o monopólio do " humano ".

Alguém dentre os entrevistados veio depois dizer, perante a  estupefacção, e indignação, que tal entrevista tinha gerado,que não tinham dito só aquilo, mas não disse que o não tinham dito.

publicado às 18:06

Esperem...

por Nuno Castelo-Branco, em 01.08.09

 Mais um tempo e isto vai!

publicado às 17:26

Todos diferentes, mas todos iguais!

por Nuno Castelo-Branco, em 01.08.09

 

 

O verão é assim a tal silly season, quando nada de especial acontece, à parte a exibição de barrigas nas praias in do Allgarve e de num ou noutro conhecido caso, surgirem periódicas proibições de circulação no espaço aéreo.

 

Assim, qualquer notícia da chamada política caseira torna-se num mero "encarte" para preencher o papel dos nossos pouco lidos jornais, concorrendo com as especializadas Olás, Flash, Nova Gente ou de forma mais escondida, da popularíssima Maria.

 

Louçã teve (!) um avô, o dr. Neves Anacleto, patriota que em Moçambique se opôs à rápida entrega do Ultramar no período dos acontecimentos de 7 de Setembro de 1974. Louçã tem um pai, antigo comandante da Marinha, pacifista tão assumido que segundo se diz "por aí", se recusou a disparar os canhões, devido às furtivas cores de um certo  pull-over em pleno Terreiro do Paço. Louçã tem um irmão que após passar um tempo infinito a forçar a prova da prosmiscuidade da transumância do ouro "judeu" entre Salazar e Hitler, decide-se volta e meia, a tecer considerações anti-sionistas que não lembrariam nem ao senhor Rosenberg. O tal Rosenberg que foi Reichsminister  e não o outro, de homónimo apelido e que foi marido de Ethel .

 

Finalmente e talvez mais relevante que o anteriormente dito, o sr. Louçã também tem mãe! O Trancão do Pensamento é assim uma criatura absolutamente normal, comum como qualquer um de nós. Presume-se que à hora de chegar a este mundo, tenha deslizado para fora do canal anatómico que a todos os humanos irmana na origem. Deve ter-se alimentado exactamente da mesma forma que tu, eu e os outros biliões de eles que povoam o planeta, uns mais sôfregos que outros. Provavelmente terá levado as mesmas palmadas no rabo por qualquer travessura praticada. Hipoteticamente terá feito birras, chorado baba e ranho, recusado comer  a sopa de feijão, ou  lavar os dentes três vezes por dia. Em tudo isto, nada fazia adivinhar a genialidade  e uma personalidade única e infalível a que com o decorrer dos anos foi habituando os portugueses. Nunca se engana, tem sempre razão e não falha. Os seus oponentes são todos burgueses corruptos, imbecis semi-iletrados, devassos morais não assumidos, vigaristas de comarca de quarta categoria, onde os laços familiares de corte mafioso se confundem com a própria identificação ideológica no espectro político. Enfim, uns degenerados que corroem o sistema e impedem o povo de calmamente gozar a sua vidinha.

 

Pelo que parece, afinal somos todos iguais e no seu caso, ainda mais igual que os demais. O senhor Louçã tem uma mãe assessora*. Que bom... Que alívio!

 

 

* Não vale a pena vir agora dizer que se chama "Noéminha"!

publicado às 16:40

O Ardil Ideológico

por Manuel Pinto de Rezende, em 01.08.09

O Tiago Ramalho teve uma "trica" doutrinária com o João Galamba, coisa pequena.

Resumindo, tudo se passou à volta de uns errozitos com as teorias contratualistas de Hobbes, e a relação do Leviatã com a dicotomia Esquerda/Direita.

 

Ao fim e ao cabo, o erro do Tiago é uma petulice insignificante. Ao mesmo tempo que é um dado muito importante.

De facto, a Esquerda Socialista não nasce com o Leviatã, mas com outra falácia contratualista - o Bom Selvagem.

Não é Hobbes que constrói o Socialismo e toda a sua faceta de exarcebação de uma Racionalidade anti-racional, não é Hobbes que lança as sementes para o Positivismo europeu, nem para o Socialismo de Estado, nem para Marx.

 

É Rousseau. Este "quase filósofo" constrói toda a mentalidade que acompanhará, do século XIX em diante, a cartilha da esquerda radical. Não se percebe Marx sem ter lido Rousseau primeiro.

 

Ora Rousseau, com todas as possíveis incongruências que posso apontar aqui (mas hoje não) sofre do mesmo mal de todos os setecentistas.

Basicamente, e porque o palavreado jurídico/teórico não me vem à cabeça de momento, Rousseau cai nessa patranhada do Contrato Social. O mínimo conhecimento de antropologia, ou pelo menos uma revisão ao manual de história do 5º ano, chegam ao cidadão mais leigo nestas coisas para reparar que, de facto, a organização social não é algo tão lienar e bonitinho. De facto, a tradição da Esquerda para as coisas lineares e bonitinhas vem desta altura.

 

Locke, que é considerado (erroneamente, como veremos) o equivalente de um Rousseau do Liberalismo, também caiu nesta armadilha contratualista. A Verdade é que, para os liberais actuais, até Aristóteles prevalece, enquanto doutrinador, em relação aos autores contratualistas liberais. A Verdade é que o Socialismo desenvolve-se como um tronco de uma linhagem de autores. O Liberalismo, que é uma doutrina viva e livre, solta de dogmatismos de academia, que são piores que os dogmas de religião e política, encontra dentro dos seus próprios especialistas (haverá "especialista" do liberalismo?) enormes dissensões, gravíssimos desvios de opinião.

 

Bastam as palavras de Ortega y Gasset para decepar este cepo podre Rousseauniano:

 

"Uma sociedade não se constitui pelo acordo das vontades. Pelo contrário, todo o acordo das vontades pressupõe a existência de uma sociedade, de gentes que convivem, e o acordo não pode consistir senão em determinar uma ou outra forma dessa convivência, dessa sociedade preexistente. A ideia da sociedade como reunião contratual, portanto jurídica, é o mais insensato ensaio que se fez, para deitar o carro adiante dos bois. Porque o direito, a realidade direito (não as ideias do filósofo, jurista ou demagogo acerca dele), é, se me permitem a expressão barroca, secreção espontânea da sociedade, e não pode ser outra coisa"

 

O Liberalismo, porque nunca desistiu do verdadeiro método de estudo e dúvida, resistiu, fortemente, e ultrapassou, o dogma do contratualismo. O Socialismo baseia-se nesta ideia perdida.

 

É esta a resposta que se deve dar ao senhor Galamba, quando escreve o que escreve no Expresso, do alto de alguma cátedra bloguística, para o seu palco adulador.

publicado às 02:08

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