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Feliz Aniversário, D. Afonso

por Nuno Castelo-Branco, em 25.03.10

 

25 de Março de 2010

publicado às 22:23

Uma Salman Rushdie no feminino?

por Cristina Ribeiro, em 25.03.10

" a sociedade árabe está cada vez mais fechada em si mesma e não como era antes, quando todos eram bem-vindos".

São as mulheres quem mais sofre com o fundamentalismo na sociedade árabe, pelo que, ainda que escondida sob o niqab, é uma mulher quem o denuncia; mas homens também haverá que se dão conta desse mesmo fundamentalismo; quero crer, por isso, que a mudança partirá do seu seio, do mesmo modo que já vai surgindo entre os persas. É uma questão de tempo. Aqui e ali já há muitas que fogem para o Ocidente, mas tempo virá, em que eles farão a revolução nas suas terras. E quando ao lado, na Jordánia, têm o exemplo de um país livre, um país que vê nos seus reis um sinal de esperança e liberdade...

publicado às 19:40

Estudos e mais estudos, para quê?

por Cristina Ribeiro, em 25.03.10

A comparação é inevitável. O governo português encomenda, com o nosso dinheiro, relatórios sobre o estado da economia - a Porter mas também a Medina Carreira - ambos lhe falam na doença estrutural,  e prescrevem as medidas a tomar. O governo trata-os como Cassandras ou Velhos do Restelo, porque essas medidas não lhe trarão os votos de que necessita para voltar à cadeira dourada do poder; logo se verá, quando o futuro chegar... . O futuro chegou e agora estamos a ver e a sentir - primeiro veio o pântano, depois a tanga, sempre, sempre até ao abismo

publicado às 12:03

As pérolas da rainha Dª Amélia

por Nuno Castelo-Branco, em 24.03.10

 

 

 

Sempre que deparo com o nome de Dª Amélia numa montra de livraria, franzo o sobrolho. As más experiências que a minha curiosidade tem sofrido, ditam a desconfiança. É que não existem Corpechots, Rochas Martins e Ruis Ramos ao virar de cada esquina.

 

Acabei de ver em escaparate nas Amoreiras, o livro Dª Amélia, da autoria de Isabel Stilwell.  Apenas folheei as derradeiras e demasiadamente sucintas páginas referentes à passagem da rainha no Portugal de 1945, parecendo corresponderem à verdade histórica, embora Stilwell pudesse ter sido mais rigorosa no epílogo, quando da imponente e multitudinária manifestação de pesar popular no funeral da Grande. Mas a obra não pretende ser uma análise histórica do momento social e político do Portugal da 2ª república.

 

Há uns anos, um francês dado actualmente à frenética promoção cor de rosa da "senhora" Sarkozy, decidiu dar o  gosto ao dedinho na tecla e aventurou-se a uma espécie de "romance estórico" bastante ficcionado. Teve o descaramento de induzir milhares de leitores em erro, pois intitulou o snack de Eu, Amélia, última rainha de Portugal. Um chorrilho de lugares comuns repescados da intriga republicana, a par de inexactidões, desatentas visitas a um Portugal que conhece através de uma ida aos fados e um cocktail na Caras e pouco mais. Arrota as habituais tranches de merlan aux moules, afirma inequivocamente sem provar através da apresentação de um único fac-simile, enreda-se nos rodriguinhos próprios da mesma lenda negra que acompanha todas as rainhas dos últimos dois séculos. O pior de tudo é julgar-se cheio de talento, razão e sageza. Fazendo pela vidinha, não se preocupou minimamente em ler umas linhas, antes de decidir arrastar a memória de D. Carlos pela lama e no tradicional esbracejar chauvinista gaulês, quis apresentar o casal régio como a perfeita dicotomia sobre a Terra, numa total incompreensão pela realidade social subjacente a um contrato matrimonial - que naquele caso até envolveu uma inicialmente forte atracção física -, à postura de Estado que jamais faltou ao casal D. Carlos e a Dª Amélia. Stéphane Bern "bem serviu os republicanos" e divagou, alimentou com gosto a intrigalhada, rebolou-se em frou-frous, chocalhou braceletes e ajeitou rendas, num grotesco amontoado de folhinhas bem próprias da literatura de cordel da Belle Époque, bem na senda do Marquês da Bacalhoa. Enfim, uma pérola falsa, nem sequer digna de produção em cultura de viveiro oriental. Mau serviço fez à História, péssimo serviço póstumo fez à rainha e à sua hoje controversa famille de France. Para cúmulo e em dia de champanhada - o eterno móbil primeiro -, "monárquicos" houve que até lhe fizeram fosquinhas nas costas!

Não arriscaremos muito ao afirmar que  a rainha Dª Amélia foi até aos nossos dias e a qualquer patamar atingível, o derradeiro grande vulto da família real Bourbon (Orleães) que outrora reinou em França.

 

No ano do Centenário do desastre nacional, surge uma obra que a todos chama a atenção para uma personagem rica, multifacetada e inesquecível da História de Portugal. Oxalá Isabel Stilwell lhe faça a devida honra e evite assim, ver catalogado o livro como peça de estante giratória numa loja de revistas de um qualquer aeroporto perto de si. É que a publicação de uma bela fotografia ou a simples menção Dª Amélia numa capa, é um motivo para best-seller e aí estará o potencial perigo. Vamos ler ?

publicado às 21:57

The piece of shit-ware

por Nuno Castelo-Branco, em 24.03.10

 

"Term-shit, fuck-share, lick it, private attitude, mono-play, dollar greenfield, mafia chairman, life controller, core (hard), spitware, crooks-target, free-lunch-you pay". Se o sr. Zeinal Bava tivesse utilizado estes termos, ninguém daria pela diferença. Como diz o Miguel, é a linguagem da plutocracia, perfeitamente entendida pelos Balsemões, Cavacos, Sampaios e respectivos aficionados.

publicado às 21:16

Da fábula de La Fontaine,

por Cristina Ribeiro, em 23.03.10
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apropriadamente, fala José Mendonça da Cruz.

Muitos foram os países europeus, entre os quais ocupamos um lugar no pódio,que cuidaram que ao entrar nesse eldorado,  que imaginaram ver na UE, poderiam deixar todo o trabalho de aforro às formigas, e quando o Inverno de vacas magras lhes batesse à porta toca de bater à dos que, contra todas as rajadas de vento, trataram de não deixar emagrecer demasiado as suas crias, confiando que estes estariam sempre pelos ajustes para dividir com o gado alheio a ração que tanto lhes custou a juntar. Que não se iria pagar esse folguedo. Ledo engano.

publicado às 18:02

 

o outro é o querer de Deus- di-lo Fernando Pessoa, quando escreve « Deus quer, o Homem sonha, e a Obra nasce ».

 

Acrescenta Raúl Brandão que « o homem é tanto melhor quanto maior quinhão de sonho lhe coube em sorte »; a partir de que momento é que os portugueses deixaram de sonhar, a ponto da Obra não nascer?

publicado às 22:06

Tailândia: uma poderosa Monarquia Constitucional

por Nuno Castelo-Branco, em 22.03.10

 

Há alguns anos, encontrava-me em serviço naquele país do sudeste asiático. Em plena época da monção, todo o vale do Menão - corruptela portuguesa do rio Mae Nam, ou Chao Phraya -, foi inundado por uma massa de água de proporções bíblicas. Enquanto cidadezinhas de província, aldeias e quintas eram irremediavelmente isoladas como ilhas num oceano, o sítio histórico de Ayuthaya, bem no epicentro do desastre, assistia a uma devastação sem precedentes desde que a cidade caíra diante da fúria de ferro e fogo birmanês.

 

Aflitiva era a situação da população rural. Sem caminhos de fuga, totalmente dependente do fornecimento de víveres a partir dos grandes centros distribuidores, ficou reduzida à total impotência, esfaimada e temerosa do prosseguimento da intempérie. Pior, as quintas produtoras de bens de consumo de primeira necessidade, viram a labuta de meses desaparecer sob o lodaçal, enquanto outras, destinadas à produção de peles de crocodilos, não puderam impedir uma maciça fuga dos répteis que galgaram as cercas, em direcção ao grande rio e à miríade de canais que pontilham o mapa do velho Sião. Subitamente, deixámos de ver as crianças a exibirem as suas técnicas de mergulho à frente do Wat Phra Keaw - o Grande Palácio - , sempre à cata das moedas com que os turistas recompensavam as prodigiosas habilidades acrobáticas. Era o medo pelo choraké, o grande lagarto de dentes afiados. Alguns foram capturados, enquanto outros iniciavam uma nova vida nos klongs situados nas imediações do grande centro urbano. Era o regresso do medo de outros tempos, em que as gentes olhavam a natureza e os seus bichos como a parte integrante das suas vidas, quando não os carrascos que as cerceavam sem apelo, num necessário forçar do equilíbrio.

 

A capital dos então oito milhões de habitantes, também via as suas grandes thanon e soi transformadas em braços de rio, desaparecendo quase por completo o caótico, ruidoso e por vezes insuportável tráfego rodoviário. Contra todos os avisados conselhos, era com grande satisfação que caminhei de calções e chinelos, por locais onde a água facilmente ultrapassava a altura dos joelhos. Como visitante, tudo aquilo nada mais era senão um complemtento à aventura asiática, remetendo-me para outros horizontes perdidos pelo tempo. Gostava da sensação e a civilização do ocaso do triste século XX parecia desaparecer e dar lugar aos  barquinhos a remos, canoas e outras embarcações profusamente decoradas com ramagens, flores e laços votivos dedicados às divindades. Naquele momento, todos viam a vantagem que os antepassados encontraram na vida embarcada, nas casas sobre palafitas e imunes aos caprichos das marés.

 

Decorridos quatro dias, a apreensão substituiu o negligente prazer pelo inaudito. As imagens que os canais de televisão mostravam, eram terríveis. Centenas de milhar de pessoas apenas sobreviviam refugiadas com os seus preciosos animais, amontoando-se nos telhados das suas casas e quintas, ou em montículos de terra no meio de um deserto de água, onde os esverdeados dos limos apenas alternavam com o avermelhado castanho da terra ensopada. Uma população sem comida e sempre fustigada por bátegas de água que teimavam em não partir para outras paragens, a ameaça da fome e do surto de doenças, atemorizou o país inteiro. O governo do 1º ministro  Barnharn Silapaarcha não teve qualquer capacidade de resposta global, limitando-se a pequenas medidas paliativas, evacuando algumas localidades. Helicópteros distribuíam sacas de arroz, sem que isso significasse algo mais, senão uma patética tentativa de auto-satisfação pelo "dever cumprido" na assistência aos aflitos. O problema era vasto e de quase impossível resolução, enquanto as águas não fossem gradualmente baixando.

 

O descontentamento generalizou-se e os ataques desferidos na imprensa e na tv contra o governo, ameaçavam a tradicional pacatez da sociedade tailandesa, pouco dada a violências que se verificam noutros países da região.

 

O rei Bhumibol Adulyadej, tomou então a raríssima iniciativa de pedir a autorização parlamentar para se dirigir ao país. Monarca constitucional com os poderes materiais limitados desde 1932, dificilmente faz ouvir a sua voz nas contendas políticas que dividem as forças partidárias, sempre voláteis e ciosas da defesa dos seus interesses. Desta vez, a majestade apresentou-se à população durante o horário nobre das notícias e diante de um grande mapa de toda a região central do país, deu a sua opinião acerca dos procedimentos urgentes. Sugeriu a convocação das Forças Armadas para os serviços de engenharia imprescindíveis à abertura de canais de escoamento de água e mostrou qual a direcção que os esforços deviam tomar, tendo em atenção as cotas dos rios e afluentes, depressões no terreno e valas de retenção. O que ninguém esperava era a resposta maciça, impressionante e voluntária que a população deu ao apelo do rei. Centenas de milhar colaboraram com os soldados, sem qualquer tipo de enquadramento de "Partido". Sem rutilantes bandeiras, sem hinos de louvor à impiedosa e brutal sageza de Grandes Timoneiros. Nem um policia ou um único comissário que zelasse pela correcção processual e metódica da "Ideia", mas apenas uma enorme manifestação de trabalho em prol do bem e do interesse geral.

 

Em três dias os rios recolheram aos seus leitos e as avenidas de Bangkok voltaram à sua habitual cacofonia de buzinas, acelerações de motocicletas, tuk-tuk e ao impecável serviço de transportes públicos.

 

Bhumibol Aduliadej estava no trono já há mais de meio século e conhecia cada quilómetro do seu reino, desde as mais recônditas vilas do nordeste, até às frescas províncias do velho reino tributário do Lana Thai, a noroeste. Conhece as turbulentes províncias do sul muçulmano, assim como as paradisíacas estancias balneárias que cobrem toda a costa do Golfo do Sião e do mar de Andamão. Ao longo de décadas sentara-se no chão poeirento e falara com as populações rurais e da montanha, inteirando-se dos seus problemas e recolhendo in situ as mais diversas experiências e recomendações que dirigia ao governo central. Era o rei fotógrafo que compilava milhares de imagens e enchia cadernos com anotações. Distribuiu ou criou iniciativas reais de aproveitamento de recursos e viabilizou actividades que se consideravam em vias de extinção. Escolas, centros de saúde, quintas agrícolas experimentais, centros de artesãos que preservam o património artístico,  projectos de drenagem e irrigação. A defesa da floresta, a protecção da vida selvagem e o sempre lancinante alerta quanto à depredação que a apressada e lucrativa urbanização imposta por uma megalópole em que a capital se tornou, eram escutadas como fazendo parte das suas normais atribuições de tradicional Senhor da Terra, título honorífico que lhe chegara pelo desfiar de séculos de passadas grandezas.

 

Aquele momento de dilúvio, consistiu numa súbita tomada de consciência por parte milhões que desesperavam pela ineficácia da acção daqueles em que ciclicamente depositavam o seu sufrágio. O poder transitório e materializado pelo texto constitucional, se satisfaz o princípio do "poder do povo para o povo", não conseguiu na hora da verdade e das grandes decisões, esconder a evidência da existência de um outro, apenas moral, simbólico e de teórica união das mais díspares gentes que formal o país. O poder real era afinal aquele para o qual todos se voltaram na hora da suprema necessidade colectiva. Sem prepotência ou arremedos de liderança despótica, pediu a autorização ao povo - as instituições representativas - para falar ao próprio povo. Pairando acima dos interesses materiais dos grupos económicos e mantendo bem firme a tradição filosófica que mantém a coerência da sociedade conformada em Estado, é também o defensor a quem acorrem todas as minorias, sejam elas étnicas ou religiosas.

 

É um dos derradeiros, senão o último dos dirigentes mundiais de outros tempos. O seu poder não se cabouca nos biliões proporcionados por uma praça financeira, ou nas baionetas de milhões de soldados em pé de guerra. A bem conhecida honestidade e total assunção do dever, é a sólida base sobre a qual se ergue a generalizada confiança da Tailândia.

 

Embora não me agradem tiradas encomiásticas e muito menos ainda, panegíricos destinados a personalidades vivas, neste caso há que reconhecer a evidência:  grande homem é Rama IX, cujo nome Bhumibol (lê-se Pumipon) significa Força da Terra, enquanto Adulyadej (lê-se Aduniadet) o torna em Poder Incomparável, naquelas sugestões que só uma Ásia milenar consegue fazer perdurar como atributos históricos de uma filosofia tornada como religiosa norma de conduta geral.

 

Força de uma terra que se resume no corpo de todos os tailandeses e no incomparável poder de uma vontade que se manifesta sempre que convocada por quem de razão e de direito chama à responsabilidade.

 

Jamais teve veleidades imperialistas e quis expandir fronteiras ou ameaçar vizinhos. Não é um potentado que se exibe nos palcos cerimoniais do mundo, nem faz valer a sua presença em conferênciais ou cimeiras internacionais, raramente saindo das fronteiras do seu reino. É conhecido como um homem discreto e escrupuloso cumpridor de protocolos de antanho, agradando ás massas orgulhosas de uma pageantry que tem origem num passado que jamais se submeteu a qualquer tipo de colonização ou ditame de ocupantes, fossem eles brancos, indianos ou pardos. Amado como homem bom que jamais deixou ser, eis a síntese de uma vida já ocotogenária.

 

Os governos, os chefes de clã e de interesses e os Partidos, vão e vêem nas marés da moda, do contexto internacional e dos acasos decorrentes da crise que alterna com a prosperidade económica e financeira. De uma coisa estão todos os tailandeses certos, enverguem eles as camisetas vermelhas, amarelas ou si-chompu (rosa): o rei fica e parece ser sempre o mesmo, pouco importando o numeral.

 

Bhumibol Adulyadej, merece bem o cognome que há muito os mais humildes lhe atribuíram: o Grande.

 

 

Leia as notícias completas acerca da situação tailandesa  A Q U I

publicado às 17:48

Lisboa Arruinada: a CML ataca

por Nuno Castelo-Branco, em 22.03.10

 

 

 

 

Naquele bem conhecido processo do "tanto insistir até conseguir", a Câmara Municipal de Lisboa volta à carga com a questão do repulsivo prédio a construir no Largo do Rato, logo à entrada da Rua do Salitre.

 

É a completa cedência à destruição de todo o centro histórico de Lisboa que nas últimas décadas, viu devastadas as construções erguidas durante o século XIX. Este "projecto de arquitectura" nada mais é senão a suburbanização da capital e no eixo Largo do Rato/Alexandre Herculano, manifesta a vitória dos interesses especulativos, em detrimento daquilo que caracteriza a diversidade arquitectónica da cidade de Lisboa. Pior, consagra a quase completa terciarização de vastas zonas habitacionais.

 

Qual será a reacção da arq. Roseta e do arq. Sá Fernades?

 

Eles - os especuladores de negociatas - insistem e por isso acabarão por conseguir os seus intentos. Até quando, o crime feito lei?

publicado às 17:05

when all will be revealed

por Manuel Pinto de Rezende, em 21.03.10

 

 

publicado às 21:43

Uma natureza morta ao preço de dezenas de milhões

por Nuno Castelo-Branco, em 21.03.10

 

 

Esta entrevista é a prova cabal da inconsistência de um sistema parasitário, que como ontem dizia Rui Ramos no Expresso, parece estar a chegar ao fim.

 

Mesmo para os seus mais interessados apoiantes, este vegetalizado sucedâneo de chefe jamais convenceu alguém de outra coisa, senão a garantia de ser uma supina e oportuna nulidade que "não riscava". 

 

Um displicente embaraço para os seus próprios aliados.

 

Fraca instituição que requer sempre fortes personalidades. Não há remédio, pelo que ainda temos e vemos.

 

Se Carmona era aceitável pela presença e polidez no trato, nem estes aspectos meramente decorativos poderemos atribuir a este regorgitador de banalidades e de faltas de respeito, cujo mandato se encontra eivado de parvoíces mediáticas ou institucionais, desfaçatezes contra a própria autoridade do Estado - lembram-se da desautorização da polícia? - e claro está, pelos ostentatórios gastos sem medida. Se alguém se atrever, ainda se descobrirão algumas estorietas edificantes. Parcialidade, conluio partidista, reserva mental perante o governo "do outro" e coisas afins. É apenas uma questão de tempo.

 

Merece bem ser cognominado como o agente 00-Zero do regime. E ainda temos que continuar a pagar estas nódoas negras...

 

 

publicado às 17:23

Blogosfera e em destaque

por Samuel de Paiva Pires, em 21.03.10

A partir de agora podem encontrar duas novas secções na coluna da direita, com ligações para sites e blogs monárquicos, em Portugal e noutros países. E fica o destaque à Casa Real.

publicado às 14:44

Tem razão compadre!

por Cristina Ribeiro, em 21.03.10

 

Na Sexta-feira, ia eu carregada com vários sacos, quando um daqueles velhos lavradores de quem tenho falado, que do campo me vira pousar os ditos com frequência, a fim de recobrar forças, largou a enxada com que preparava a terra para o plantio do batatal, como me disse depois, quando inquiri,e veio perguntar-me:-" a comadre precisa de ajuda? "

Comecei por ficar perplexa com tal tratamento, vindo de alguém que não conhecia, mas logo vi da bondade do mesmo.

Depois de lhe agradecer, e dizer da não necessidade de ajuda, falei-lhe no quão bonito se achava o campo, todo aos talhões, e ele divagou sobre o tempo em que toda a aldeia era assim: " um brinco! ; agora...agora a gente moça não quer trabalho, mas emprego. " Despedi-me e vim a matutar na sabedoria deste nosso povo simples.

publicado às 14:38

« Pela noite dentro »

por Cristina Ribeiro, em 20.03.10

 

 

Recondita armonia

Di belleze diverse.

 

       «Tosca » - Puccini

publicado às 23:44

"Publi...cozinho"

por Nuno Castelo-Branco, em 20.03.10

 

 Hilariante! Um dos tais referenciais da sapiência copy-paste, "publicozinhou" um artigo, alertando que milhares de russos se concentraram em Vladisvostok, Irkutsk, São Petersburgo e Kalininegrado (Conisberga, Prússia Oriental), exigindo a demissão da dupla Putin-Medved.

 

A patetice apressada não tem limites e noticia por noticiar. Gigantescas manifestações? Vejamos essa quase "revolução de massas":

 

Vladisvostok: 500 manifestantes

 

Irkutsk: centenas de manifestantes

 

São Petersburgo: "umas" mil pessoas

 

Kalininegrado (Conisberga): "cerca de 2000" manifestantes.

 

Decerto coçando a cabeça e franzindo o sobrolho com o ar mais sério deste mundo e arredores, o escriba conclui a prosa, dizendo que ..."em Janeiro, as manifestações anti-Putin mobilizaram um número superior a dez mil russos, o que deixou o Kremlin muito inquieto." (sic)

 

Dadas as devidas proporções, seria o mesmo que em Portugal se organizassem manifs a exigir a queda da dupla Cavaco-Sócrates. Assim, teríamos uma "avassaladora mole de revolucionários", desta forma repartidos:

 

Funchal: 20 manifestantes

 

Guarda: "algumas dezenas" de manifestantes

 

Porto: "umas" 50 pessoas

 

Bragança: "cerca de 100" manifestantes

 

A vantagem de tudo isto ? Talvez assim percam o apetite pela Tailândia.

 

 

publicado às 22:32

 "Há cerca de três horas foram detonados dois engenhos explosivos, o primeiro na sede da Comissão Nacional Anti-Corrupção, a instituição que tem desenvolvido infatigável trabalho de investigação sobre os crimes cometidos por Thaksin durante os anos em que foi chefe do governo e o segundo no Ministério do Interior. As agências tailandesas informam, entretanto, que o governo estuda a possibilidade de declarar o estado de sítio e a entrada em vigor de leis de excepção."

publicado às 21:51

Tailândia: ooooh... lá se foi a "república"...

por Nuno Castelo-Branco, em 20.03.10

 

Bem procurámos em todos os órgãos de "informação de referência" onlline. Nada! Nem o DN da "situação", nem o Público, nem o i, nem a TVI. Precisamente quem mais relevo deu à "revolução vermelha de sangue"  em Banguecoque, omite agora a notícia da debandada em direcção ao Issan.  Será táctica? Esperemos para concluir.  Aliás, a única nota curiosa a retirar hoje da "informação impressa de referência", consiste na novidade estampada pelo Expresso (pág. 31), noticiando o candente assunto do "fim dos colunatos israelitas na Cisjordânia". Leu bem. Colunatos! E são relapsos e contumazes. Repetem a coisa no título e no texto. Giro.

 

"Sobretudo, vão sair derrotados em paz, sem um tiro, cobertos de vergonha. Hoje, compreendi a força tremenda de paz que o budismo carrega. Hoje, o comunismo sofreu uma derrota inapelável e os títeres da plutocracia vão inventar as mais desbocadas desculpas antes de voltarem a recobrar ânimo."

 

Leia o relato completo  AQ UI !

Abhisit, o primeiro-ministro da Tailândia

 

publicado às 18:19

A "ética republicana"

por Nuno Castelo-Branco, em 20.03.10

"Parece que só o chefe da Igreja católica tem o dever de se virar para muros e pedir desculpa ou ir para os jornais nos mesmos preparos. Em vez disto, que nem para consolo dos seus inimigos serve, a Igreja pura e simplesmente devia limitar-se a expulsar estes vermes sem mais. Se Deus lhes perdoa ou não, não é problema de intendência. Por cá, à medida que se aproxima a vinda de Ratzinger, nota-se perfeitamente o incómodo jacobino traduzido em exacerbar "casos" reais ou virtuais. Mais valia que muitos desses jacobinos se olhassem ao espelho."

 

In Portugal dos Pequeninos

publicado às 18:18

Foi-se, há anos já, a idade da inocência,

por Cristina Ribeiro, em 20.03.10

em que me punha em frente ao ecrã a beber as palavras dos congressistas. Cheguei, ainda a tempo, felizmente, àquele estádio em que achamos uma perda de tempo indesculpável gastarmos uma tarde da nossa vida  a ouvir as aldrabices dos políticos da portuga praça: bacocas, intriguistas e mentirosas: o recente congresso do PSD não seria excepção, por maioria de razão, por ter já uma opinião muito clara acerca dos elegíveis.

Mas não tendo assistido, os jornais fizeram-me saber do " caso " que marcou a integração de uma nova cláusula nos estatutos do partido.

Independentemente de qualquer juízo de valor, entendi as razões de Pedro Santana Lopes ao propô-la: não tenho memória de campanha tão suja, vinda do próprio partido, como aquela de que foi vítima. Hoje, ao ver aqui como as coisas se processaram, confirmo o que na altura pensei, como muitas outras pessoas aliás: quem lá  estava dentro tinha uma oportunidade d'ouro para pôr a boca no trombone, e não o fez, preferindo, mais uma vez, fazê-lo nos corredores.

Mais uma razão para manter a opinião de que é nesse partido em que é mais desavergonhada e encarniçada a luta de galos, não olhando a meios para atingir fins inconfessáveis.

Sobre os políticos que assim agiram, tem o povo um provérbio muito acertado " pela aragem se vê quem vai na carruagem "...

publicado às 17:03

Centenário da República: a "ética republicana"!

por Nuno Castelo-Branco, em 20.03.10

 «A cada instante o PRP forçava a legalidade estabelecida: ou seja, não se limitava a usar os seus direitos, mas sistemática e deliberadamente os transgredia. De 1903 a 1908, a imprensa republicana constantemente cresceu em brutalidade e intolerância. Em 1907, por exemplo, O Mundo fez vários apelos explícitos à revolução, lançou uma campanha contra o pagamento de impostos e chegou mesmo a incitar ao assassinio político. Depois da morte de D. Carlos, tratou os regicidas como mártires e abriu - com propositado aparato - uma subscrição a favor dos filhos de Buíça. Também no Parlamento os deputados republicanos não perdiam uma oportunidade de provocação: Afonso Costa não hesitou em ameaçar D. Carlos com o patíbulo; João de Menezes e Alexandre Braga foram suspensos por insultos ao rei; e António José d'Almeida só não os seguiu porque a Câmara não lhe quis dar esse prazer»

 

Nota: imaginem se nos passasse pela cabeça iniciar um processo semelhante? 

publicado às 17:02







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