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A mulher e a república sopeiral

por Nuno Castelo-Branco, em 08.03.10

 

 

Eram muito "simpáticos e libertários", estes republicanos...

 

"As mulheres na  sua maioria são  verdadeiras crianças, com caprichos   singulares,  excêntricas exigências, são histéricas, nervosas, morbidamente tímidas, deploravelmente ignorantes. Em frente desta fotografia, o que pretendem as feministas, onde quer que elas existam?
Para disfarçar a sua infantilidade, os seus caprichos, as suas exigências, envergam um trajo tanto ou quanto possível semelhante ao do homem, para proteger o nervosismo, o histerismo, e a sua timidez, usam pistola e para acabar de vez com a ignorância, uma formatura. (…) Basta que ela saiba ser mãe para o que é preciso aprender. Uma parte desta sublime missão sabe-a ela instintivamente, outra desconhece-a geralmente - a educação dos filhos.Para isto é preciso despartilha-la; despi-la de muitos preconceitos  que a perseguem e gritar-lhe bem alto ao ouvido: não sacrifiques a tua saúde ao rigor artístico dos figurinos porque ao desenhista nada custou a manejar o lápis sobre um pedaço de papel! "

 

Leia o resto do naco  A Q U I !

publicado às 14:47

 

Hilariante!

 

Acabado de regressar ao pugilato político, antigo boxeur-ministro Morais Sarmento, declarou que quando ..."Cavaco fala sentimos um mau hálito político do lado de cá da televisão". Entre outras amabilidades que a ninguém espantam, o notável do PSD vai dizendo que o presidente  foi"cúmplice" do PS e tem-se mantido "silencioso" perante a política do governo. 

 

O sr. Sarmento já se esqueceu dos tempos em que prestou as juras da praxe diante do sr. Sampaio? Este último e bem ao contrário do sr. Cavaco, sempre foi bastante hábil em bafejar com perfume de rosas o seu próprio partido, tudo fazendo para exalar eflúvios corrosivos sobre o governo de ... Morais Sarmento!

 

O problema não reside no mau hálito de Cavaco,  nos arrotos mal postados de Sampaio, no cheiro a soufflé à Bel Canto exalado pela boca de Soares, ou na corticeira língua de Américo Tomás. O problema está na república gastadora, parcial e decadente que Portugal ainda suporta.

 

Um forte bochecho com um líquido azul e listeriniza-se logo a coisa!

 

 

«Governe-se com o Parlamento, é esse o meu maior desejo, mas para isso é necessário que ele também faça alguma coisa. É preciso obras e não palavras, bem o sabemos, está o País farto. Não quer discussões políicas das quais pouco ou nenhum bem lhe virá, o que quer é que se discuta administração, que se discutam medidas que lhe sejam úteis»

 

Carta (6.12.1906) de D. Garlos a João Franco.
(in «Cartas d?El-Rei D. Carlos I a João Franco Castello Branco, Seu Último Presidente do Conselho», Bertrand Editora, reedicção fac-similada do original de 1924, com prefácio de Rui Ramos).

publicado às 12:08

Quem quer o TGV, que os pague.

por Nuno Castelo-Branco, em 08.03.10

 

 

A grande notícia do dia: o TGV foi adiado por dois anos. O sr. Teixeira dos Santos deu a boa nova e assim, os portugueses poderão continuar a beneficiar dos tais preciosos "vinte minutos perdidos" que a agradável viagem entre Lisboa e o Porto proporcionavam. Em linguagem "luso-governês", o adiamento quer simplesmente dizer "já-mé".

 

Por outro lado, há que fazer as contas e olhar com circunspecção a histeria que vai para lá da fronteira norte. Quando há alguns dias o empresariado galego ameaçou devido ao fim das famigeradas SCUT no norte de Portugal, a pressão foi nítida e esperava-se a habitual cedência governamental, sempre receosa de tudo aquilo que aborreça Madrid. No caso do TGV Porto-Vigo, a parte a construir por Portugal representará cerca de 100Km, enquanto os espanhóis desembolsarão as verbas referentes a 25Km.  Compreende-se então a pressa toureira. Quem entra com a parte de leâo? Portugal.

 

Quem quer TGV's que os pague. 

 

Entretanto, já  temos notícias acerca do PEC: tímidos cortes nas despesas sumptuárias e de funcionamento do Estado (presidentes da república, ministros, deputados, secretários de Estado, directores e administradores do sector empresarial do Estado, comissões de estudos, Fundações, frotas automóveis, despesas de representação, etc): crescimento baixíssimo que impede a criação de emprego e esmaga as PME's através de inevitáveis aumentos de impostos, no conhecido círculo vicioso; persistência na loucura tegevista para Madrid; total ausência de um programa para a formação técnica dos desempregados, especialmente aqueles que hoje têm mais de 40 anos de idade e são mão de obra válida e desaproveitada; silêncio acerca das empresas do Estado que carecem de constantes injecções de capital público; silêncio acerca de um rápido programa de recuperação urbana, capaz de por si criar emprego, estimular a economia e não carecer de grandes investimentos públicos etc.

 

Pelo seu lado, aquele que chegou a ser apontado como futuro líder da oposição - o sr. Rui Rio -, reagiu tribalistamente à linha Porto-Galiza, atirando as sempre populistas achas para a fogueira anti-Lisboa. Não se excite o sr. Rio, porque na capital poucos quererão ouvir falar em terceiras travessias do Tejo, novas auto-estradas ou TGV para Madrid.

 

Como se esperava, este PEC fala de taxas e de despesa. Os cortes ficam para as PME's e pequenos contribuintes, ratoneiramente crismados de "médios". Esperemos pelas reacções externas.

publicado às 12:07

Um blog muito interessante

por Nuno Castelo-Branco, em 07.03.10

 Blog de História e de Estórias, de Rui Manuel C. Prudêncio.

 

Visitem-no  A Q U I

publicado às 22:30

A "União Ibérica"

por P.F., em 07.03.10
Milhares contra lei do aborto em Espanha Espanhóis protestam nas ruas madrilenas. Em causa está a recente aprovação de uma lei que permite às mulheres abortarem até às 14 semanas de gestação. !Vida sim, aborto não!, !Aborto é assassínio!" ou !Zapatero: demissão! foram frases de protesto que se ouviram repetidamente esta tarde na capital espanhola. Cerca de 600 mil manifestantes saíram à rua para mostrar o seu descontentamento em relação à nova lei do aborto, aprovada a 24 de Fevereiro. ... Para além de permitir a interrupção da gravidez até às 14 semanas, a nova lei prolonga até às 22 semanas o prazo limite para aborto em caso de a gravidez pôr em risco a vida ou a saúde da mulher. Foi ainda decidido que menores a partir dos 16 anos poderão decidir sozinhas se querem ou não interromper a gravidez, tendo apenas que informar um dos pais ou o tutor.
 
Há coisas nas quais a "União Ibérica" está estabelecida: na luta contra vida, nas políticas despesistas e irresponsáveis e no estatismo controleiro e manipulador da economia e das mentalidades. As consequências demográficas, morais e sociais fazem-se sentir num ápice.
Não parece, assim, nada à toa, e os 'especialistas' corroboram-no, que em Espanha - que é dizer na Península...- está situado, actualmente, o núcleo principal da crise económica mundial. Aquilo que é da economia afecta tudo o resto e o inverso não é menos verdade. Os efeitos estão à vista de todos e as causas apenas ocultas na cegueira do socialismo e nos seus pressupostos (i)morais e (in)éticos.

publicado às 19:09

O Porto em homenagem ao Maestro Gunther Arglebe

por Nuno Castelo-Branco, em 07.03.10

O apelo de José Manuel Barbosa

 

 

 Morreu o Maestro Gunther Arglebe,  director e primeiro Maestro da Sinfónica do Porto. Hoje, domingo 7, às 15 horas a orquestra sinfónica do Porto vai reunir à porta do Maestro e sua esposa a Annerose Gilek. Gostávamos de lá ver toda a gente a prestar homenagem a este grande Homem que fez muito pela cultura em Portugal e muito pelo Porto. Morreu convenientemente esquecido por esta Situação.

A casa dele é  na Praia da Granja, freguesia de São Félix da Marinha. Pedimos a comparência dos portuenses. Para que venha toda a gente de bem. 

 

"Morreu o maestro Arglebe, um nome mais na velha relação de amor que tem trazido ao extremo-ocidental da Europa os alemães. O Porto esqueceu-se do quanto esse homem lhe deu: o Círculo Portuense da Ópera, Orquestra de Câmara Pró-Música e a Orquestra Sinfónica. É triste, mas é assim ! Se Portugal fosse um pouco mais alemão - sem o pedantismo palavroso do francês, sem a avidez quase chinesa do inglês, sem a mania das grandezas do espanhol - talvez fosse um país mais respeitador do sacrifício, do trabalho, da honestidade e da criatividade. Fui, sou e serei sempre um admirador incondicional da Alemanha e dos alemães."

publicado às 14:21

Um milenar conselho a Sócrates e à oposição

por Nuno Castelo-Branco, em 07.03.10

 

Muito a propósito da actual discussão do PEC, aqui deixamos os princípios basilares para boas finanças, economia e decência do Estado. 

publicado às 14:20

Pensamento do dia - Oblívio

por Samuel de Paiva Pires, em 06.03.10

A escrita ajuda a aliviar a alma. A racionalização e sistematização no "papel", são o mais eficaz exercício de arquivo de pensamentos, sensações e emoções. A mais pura arma contra o oblívio dos actos e omissões por nós empreendidos e que deve ser regularmente praticada. Porque esse oblívio disfarça o carácter desprezível de que estas se podem revestir, ajudando a que não nos apercebamos sequer dos nossos erros, em especial em relação aos outros, fazendo com que a todo o momento o nosso egoísmo se torne permanentemente a nota dominante do carácter de quem se julga muito correcto. Porque esse oblívio é ainda uma forma de esquecimento do que por vezes não conseguimos controlar e de que nos arrependemos simplesmente porque preferimos contrariar aquilo que é verdadeiro mas que não entendemos, quando a mais das vezes não é nada passível de ser entendido de forma racional. Pior, contrariando aquilo que mais sentido alguma vez fez na nossa vida, obtusamente opomo-nos a tal rejeitando-o com a simples assumpção de que não faz sentido, apenas porque não é o protótipo do que supostamente queremos. E quando o que queremos é apenas fruto de uma presunção de estatuto artificial, de uma convenção socialmente construída e de uma mera superficialidade com o objectivo de "parecer bem", nada pode ser classificado de mais provinciano, mesquinho, nojento e desprezível. 

publicado às 13:21

« O Meu Pé Esquerdo »

por Cristina Ribeiro, em 06.03.10

 

Na Irlanda, no início dos anos trinta, e no seio de uma família humilde, nasce um menino com paralisia cerebral. Cedo se dá conta de que a única parte do corpo que podia utilizar era o pé esquerdo. Muita discriminação, muito sofrimento, inclusive a não aceitação do pai, amenizadas pelo carinho da mãe e dos muitos irmãos, não impediram, não obstante, Christy Brown de se tornar num pintor e escritor.

É a autobiografia deste homem, escrita com o pé esquerdo, que Jim  Sheridan filmou ,num testemunho em que Daniel Day Lewis brilhou no papel de Christy, de uma forma absolutamente convincente, fazendo-o merecedor de um Oscar.

 

 

 

 

 

 

 

publicado às 00:05

Povo meu, que de ti sais,
A ti voltas, sem parança,
E fazes — uma vez mais —
De cada braço uma lança!
 
 Povo meu — meu povo-arrais —,
Que ao aceno azul de um cais
E a sinais de magna herança,
Vais e vens e uma vez mais,
Nos quatro pontos cardiais,
Crias espaços de esperança!...
 
Povo meu, que reconstróis
Escombros de sangue e brados
À custa de heróis e heróis,
De soldados e soldados!
 
Ao peso do teu mistério,
Rompes a eito e a direito —
e anda o mapa de um Império
Tatuado em cada peito!...
 
Rodrigo Emílio - Canto de parada e desfile

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publicado às 22:58

 

O meu bilhete de avião - sem volta - do dia 30 de Agosto de 1974

 

"Há 35 anos inventámos a palavra retornado. Mas eles não retornavam. Eles fugiam. Retornados foi a palavra possível para que outros – os militares, os políticos e Portugal  – pudessem salvaguardar a sua face perante a História. Contudo a eles o nome colou-se-lhes. Ficaram retornados para sempre. Como se estivessem sempre a voltar.

 

Este post da Helena Matos, surge como quase resposta à campanha de promoção de um conjunto de textos coligidos em livre de saison politique que ultimamente tem sido promovido nos santuários do costume. Os dislates do politicamente correcto de alguns, conjugam perfeitamente os interesses que hoje servem os seus mais lídimos herdeiros directos, exactamente os mesmos que hoje acorrem a Moçambique à cata de desinteressados negócios. Há coisas que não mudam.

 

Tudo começou há uns meses, quando uma bastante efémera "ex-residente em Lourenço Marques", decidiu editar a sua experiência pessoal, sendo sem surpresa apoiada pelo carpidismo militante que sempre arranja um espaço reactivo para as suas ilusórias verdades de convenção. Essa também ex-menina e autora, jamais viveu em Lourenço Marques, a Maputo cujas avenidas  o Sr. primeiro-ministro ontem entusiasmadamente percorreu  em mini-maratona de salutar  oxigenação pulmonar.  A dita ficcionista, Isabela de seu nome, limitou-se a vegetalizar-se num buraco-negro de paranóia circunscrito a pouco mais de 400m2. Filha de um tipo de homem a quem local e depreciativamente se designava de maguérre (1), diz ter assistido a um infindo rol de iniquidades caseiras. Por isso mesmo, sendo branca, aparentemente loura e confortavelmente alvenarizada em residência na Matola - uma espécie de melhorado Cacém local - , sentiu como absoluta missão agigantar a pequenina, grotesca e marginal figura paterna, fazendo-a subdividir-se tal como uma amiba, a todo o corpo colonial estabelecido em Moçambique. As lamentáveis aldrabices grasnadas pela ignorância de uma totalmente desconhecida realidade, tornam-se em factos que se compõem uma perfeita ficção de cordel mais própria das sebentas "revolucionárias" e justificativas de outros tempos, estão, no entanto, muito longe da verdade do período final da presença portuguesa em Moçambique. Afinal, tudo se resume a uma questão de facturação, à procura de um suburbano êxito à Harry Potter. A ficção vende bem e se for sob patrocínio alinhado, melhor ainda.

 

Segundo a autora e os seus apressados promotores, os brancos de Moçambique eram todos uns malvados torcionários, sequiosos de divertimentos tão exóticos, como o intencional e impune atropelamento dos negros que cruzavam as ruas da capital. O branco dedicava-se ao espancamento, violação de qualquer tipo de "logicamente negados" direitos e claro está, "vivia enclausurado nas festas sociais, colégios chiques, Clube Naval, de Pesca, no Grémio" e pouco mais.  Enfim, eram uns tantos milhares de ociosos parasitas semi-negreiros.

 

A ignorância intencional dos escribas que se prestaram a corroborar  na ignomínia, chega ao ponto de manifestar o mais risível desconhecimento acerca da própria cidade, designando vagamente o todo extra-Isabela, como Polana. Ou jamais lá estiveram, ou a memória é curta e susceptível de habilidosos esquecimentos. Não tendo a parvoeira limites aceitáveis, imagina-se a Polana como uma espécie de alargada Avenida do Restelo ou uma Quinta da Marinha dos grandes do actual regime, mas transplantada na meseta sobranceira à Baía do Espírito Santo. Numa confusão inextricável, o leitor que jamais caminhou nos largos passeios da Maputo de hoje, ficará para sempre sem saber que a dita Polana não consistia num bairro em sentido restrito. Na verdade, a progressiva extensão da cidade acabou por designar genericamente a parte alta que se situava entre a Ponta Vermelha - a zona do Governo Geral de Moçambique - e toda a vasta área que chegava aos limites do Prédio Buccelatto, como Polana. Aliás, os limites com a Sommerschield - a zona dos muito abastados como os Mascarenhas Gaivão, Carregal Ferreira, os Donato ou os Almeida Santos -- jamais foram explicitamente definidos tal como em Lisboa entendemos as Telheiras e o Campo Grande, por exemplo. Não existia uma zona demarcada.

 

No que diz respeito aos delirados country-clubs e selectos colégios privados evocados pelo oportuno  esquecimento do sr. Pitta, gostaríamos que este nos indicasse mais concretamente o que quer dizer, porque a distorção parece fazer norma: jogos de polo a cavalo - a terem alguma vez existido, talvez fossem bastante esporádicos e sem qualquer tipo de continuidade ou culto enraizado  (2) -, mahjongs que nos remetem para os filmes africanistas dos anos da Segunda Guerra Mundial e os apontados colégios privados, por exemplo. A Pittada vertida em prosa, bem poderia ser mais clara acerca do que quer descrever, pois que se saiba, o único Colégio privado digno desse nome, era o Barroso, destinado a meninas e apenas frequentado por uma camada muitíssimo restrita da comunidade branca. 

 

Esta gente fala daquilo que jamais conheceu porque simplesmente não podia ter vivido uma realidade que deve ser dissecada pela evolução de umas tantas décadas que percorrem gerações!  Estabelecidos em Lourenço Marques desde 1890, os meus trisavós paternos ali fizeram nascer a minha bisavó, tal como esta traria a este mundo a minha avó e as suas irmãs e irmãos. Naturais de Lourenço Marques são o meu pai e o seu irmão, assim como na Zambézia (Ile) nasceria a minha mãe e o meu tio. Gente nascida, criada e conhecedora da terra ao longo de várias gerações, pertenceram sempre a um extracto médio que jamais permitiu o acesso a núcleos muito restritos como aqueles que o sr. Pitta menciona e que se porventura alguma vez os terá frequentado, saberá do diminuto ou quase irrisório micro-cosmos que era indiferente à esmagadora maioria dos laurentinos. Gente esclarecida na melhor tradição monárquico-liberal oitocentista, era avessa a todo o tipo de arrivismo que a autoridade de uma Metrópole bastante despótica, condenava os naturais de Moçambique ao pouco invejável estatuto "de segunda classe". 

 

O tal Grémio e as imaginativas piscinas dos country-clubs (!) - deve unicamente querer aludir ao Clube de Pesca - eram locais tão alheios à maioria dos naturais de Moçambique, como algumas das curibecas regimenteiras da Lisboa ou dos Estoris/Cascais de hoje. Quantas centenas de licenciados, chefes de serviços, directores de organismos do Estado ou pequenos empresários, jamais colocaram os pés - ou quiseram colocá-los -  no dito Grémio? Por regra, os seus frequentadores eram gente olhada com um certo - ou despeitado -  desdém pelos hegemónicos remediados e amplamente considerados como os patetas, parvalhões, pedantes ou páchiças-pretensiosos. Há sempre que contar com a clássica pontinha de inveja. De facto, a maioria destes privilegiados pela Situação - Almeidas Santos e adjacentes incluídos -, foi sempre gente que pouco mais de uma vintena de anos residiu no território, enriquecendo depressa e juntando cabedais calculadamente entesourados na Metrópole. Com  eles convivia um punhado de velhos colonos, mas eram a excepção que confirmava a regra. Existiam alguns nomes que os avatares da fortuna tornaram mais sonantes, como por exemplo, os Santos Gil, entre outros. Deixaram obra que chegou aos nossos dias. A cidade foi vendo o erguer de casarões na sua parte alta, ainda hoje testemunhos de uma garantida grandeza e em muitos casos, do poder do bom gosto. 


Foram  novíssimos colonos, quem aconselhou os demais a ficar para a construção de um novo país, embora tivessem sido os  primeiros a tudo empacotar á pressa e em segredo, retirando-se logo nos meses transactos ao 25 de Abril. Bem pouco lhes interessou a posição da gente do velho reviralho oposicionista à 2ª República, onde o Dr. Neves Anacleto - avô de Francisco Louçã - se indignava contra a caudalosa, vergonhosa e catastrófica debandada teleguiada de Lisboa. Mas isso é outra história.

 

O que se torna insuportável é a escabrosa intencionalidade de enlamear a memória de uma imensa maioria que jamais conheceu o círculo de restritos horrores alegadamente vividos por uma garotinha que abandonou aos 11 anos uma terra que infelizmente jamais pôde conhecer. O ajuste de contas pessoais com um pai ao qual se juntaria facilmente no divã de um qualquer psicanalista, é um acto perfeitamente legítimo de catarse dentro de quatro paredes, ou no tal universo dos 400m2 matoleiros a que assumidamente se limitou. Mas isso não lhe confere qualquer direito em arrastar para inexistentes e impossíveis "pactos de silêncio", aqueles que ainda conhecem de cor os bairros, ruas, avenidas, becos, jardins, escolas públicas, lojas, mercados e bazares, cafés, praias, grupos desportivos populares. Aqueles que saíram com amigos, foram à praia, brincaram no Parque José Cabral e foram por 5$00 ao cinema, ao sábado á tarde, na Sociedade de Estudos.  Nem a menina Isabela e muito menos a Sra. Dª Fernanda Câncio poderão alguma vez ter percorrido á tarde a Praça 7 de Março. Não fazem a mínima ideia da distância que separa a avenida D. Luís,  da Massano de Amorim. Nunca poderão dizer ter perdido as havaianas no derretido asfalto do cruzamento da rua de Nevala com a rua da Cadeia. Jamais poderão ter comprado uma revista Pisca-Pisca na Spanos, passado uma tarde de leitura na livraria da Coop,  na Minerva Central ou na Biblioteca de LM (antigo edifício da Fazenda). Nunca trincaram um prego no Djambo, uma arrufada na Princesa, um rissol de camarão nos Irmãos Unidos, uma sanduíche de carne assada na Fábrica da Cerveja. Não frequentaram as quase gratuitas aulas no Núcleo de Arte ou poderão adivinhar a localização da Associação dos Naturais de Moçambique. Nunca poderão ter lido o velho  Guardian - inicialmente redigido em inglês -, passado a vista pelas crónicas de Manuel Luís Pombal ou de Guilherme de Melo no Notícias.  Sabem por acaso o que foi o jornal O Brado Africano? Folhearam alguma vez as revistas Actualidade ou Tempo? Conhecerão porventura a existência da fabulosa revista Monumenta, ou a Moçambique (história e sociedade moçambicana)? Escutaram a Maria Adalgisa no Rádio Clube de Moçambique, ou A Palavra é de Prata do Manuel Luís Pombal (RCM), a Estação C ou a emissão em landim do RCM? Nunca, nem sabem ou poderão jamais saber do que falo.  Terão tido à mesa de casa homens como Malangatana Valente, os escultores Chissano e Pfumo, os angolanos visitantes  Duo Ouro Negro, ou jornalistas abertamente frelimistas como Areosa Pena?  Foram alguma vez ao velho Varietá - onde no início do século XX actuaram companhias de ópera -, às matinées do  Scala, Gil Vicente e Infante? Claro que não, nem sequer lhes conhecem os nomes, nem um pouco lhes importa.

 

Esta era uma boa parte da vida colonial nos últimos trinta anos da administração portuguesa em Moçambique. Não está em causa qualquer tipo de anacrónica comparação com a actualidade. Estamos já a falar de História.

 

Muito ficará por dizer num outro post, embora tal não tenha qualquer interesse para gente apenas assoberbada pela sua própria agenda político-remuneratória. De Moçambique, talvez conheçam  - pela presença numa qualquer comitiva - o Polana Hotel, o buffet dominical do Hotel da Inhaca ou o resort do Bazaruto. Degustaram uns camarões na Costa do Sol e frango à cafreal no Piri-Piri e terão contemplativamente perorado diante da caída estátua de Mouzinho. Ou bem vistas as coisas, talvez não. Nem sabem onde actualmente se encontra depositada.

 

 

(1) Maguérre:  em dialecto local, um tipo bimbo, rasca, grosseiro, ordinário e brutal. Atribuído pela generalidade dos negros e brancos naturais, a certa gente que nos anos 60 - algum oficialato incluído -, começou a desembarcar na Província.  Fazia o pleno do pequeno racista recém-chegado de uma Metrópole onde fora copiosamente calcado pelo imobilismo social vigente. Em Moçambique julgava-se transportado para o limbo reservado aos entes superiores, menosprezando os pretos e a "maricagem" (como considerava serem os  brancos naturais daquela terra). Sempre de camiseta interior e de transistor junto da orelha aos domingos, lá se deliciava com os relatos do futebol metropolitano, coçando-se enquanto emborcava Laurentina atrás de Laurentina, submissamente servidas pela mulher, eternamente de bata. Isto não o impedia minimamente de proceder a rotineiras surtidas à zona das Lagoas e da Rua Araújo, no sempre prazenteiro momento de barato gozo nos braços de uma rechonchuda mulata ou de uma negrinha tombazana com a mesma idade das filhas. Nisto, assemelhavam-se bastante aos desprezados boers que em tempo de férias chegavam da terra do Apartheid. Típico.

 

(2) De 1959 a 1974, jamais ouvi falar de qualquer actividade semelhante. Confundirá Moçambique com a Índia do Raj britânico? 

publicado às 17:20

...se não tivessem assassinado o Rei!

por Cristina Ribeiro, em 04.03.10

" Mas o regabofe foi fruto da monarquia e da sua falência... só encontrou, na República, uma oportunidade para se expandir! ", comentário do Manuel ao post anterior.

        É claro que tal fruto estava podre, mas quando D. Carlos, em sintonia com o seu Primeiro Ministro, tentou arrepiar caminho, impondo ordem no pântano de então, a Carbonária e a Maçonaria travaram-lhe o passo, no fatídico 1º de Fevereiro de 1908, porque a anarquia é que lhes convinha para continuarem sempre em direcção ao lamaçal que foi - e é - a República.

publicado às 19:58

 

« Meu Senhor

 

Quando Vossa Alteza chegou á idade em que a superintendencia da sua educação tinha que ser entregue a um homem houve por bem El-Rei nomear-me ayo do Principe Real. Foi Sua Magestade buscar-me às fileiras do exército. ( ... )

Escolhendo um soldado para vosso ayo que fez El- Rei? Subordinou a educação de Vossa Alteza ao estado em que se acha o paíz. N'esta epocha de dissolução, em que tão afrouxados estão os laços da disciplina, entendeu Sua Magestade que Portugal precisava mais que de tudo de quem tivesse vontade firme para mandar, força para se fazer obedecer ( ... )

Tão bom Rei, tão bom soldado foi D. Pedro V nos hospitaes como outros no campo de batalha, porque a coragem e abgnação são sempre grandes e nobres seja onde fôr que se exerçam e tudo que é grande e nobre è proprio de Rei e de soldado.

Não faltará ensejo a Vossa Alteza de revelar aquellas qualidades.  Não lhe escassearão por certo provações e cuidados, revezes que trazem o desconforto ao espírito. Para todos eles carece Vossa Alteza de estar preparado temperado pela educação, pelo estudo dos bons exemplos pela firme vontade de vir a ser um Principipe digno d'esse nome e do da sua Caza. E para ser Principe é preciso primeiro que tudo ser homem (... )

                 

                                       Do seu ayo muito dedicado »

 

Este excerto duma carta, dirigida por Mouzinho de Albuquerque a D. Luíz Filipe de Bragança, realça a importância da educação num futuro Chefe de Estado, relevando o crucial da autoridade ( que não autoritarismo ) que advém do exemplo.

Numa época em tudo semelhante à que então carecia desmedidamente de um homem de pulso, espera-se que esta carta não caia em saco roto...

 

 

 

    * " Infelizmente os partidocratas foram mais fortes.( e os regicidas mais ainda ).", acrescenta Ega, na caixa de comentários: o mesmo tipo de regabofe que vivemos hoje, imagino que agora mais refinado ainda - será que estamos condenados a não aprender com a História, tendo, depois, que vir um homem pôr as coisas no seu devido lugar, à custa da liberdade, porque não sabemos conviver com ela ordeiramente? Em primeira instância, a culpa é do sistema partidário que temos, mas, ao votarmos, podemos, e devemos, colocar as coisas nos eixos.

publicado às 20:19

Apelo a Cavaco Silva

por Nuno Castelo-Branco, em 02.03.10

 

  

                       A infanta Dª Adelaide                                    A rainha Dª Amélia

 

 

Nas anuais celebrações da data nacional, os portugueses escutam sempre infindáveis listas de nomes galardoados com as mais diversas condecorações. Se alguns as devem aos serviços prestados a quem as outorga, outros, mais raros e relevantes, merecem-nas pelo mérito. Ao serviço do seu semelhante, porfiaram na labuta, encontrando soluções aparentemente impossíveis e resolvendo problemas, aos quais uma comunidade desinteressada jamais quis emprestar o mínimo esforço, fosse ele a mão amiga que ajuda a construir  vidas, ou a voz que admoesta e abala as consciências.

 

Dª Maria Adelaide de Bragança, a Infanta Dª Adelaide, é uma figura notável do século XX português. Nascida no exílio e nele tendo vivido três décadas, consiste num daqueles típicos casos de incúria a que as instituições nacionais votam os nossos maiores. Fosse ela inglesa, americana ou alemã, seria um símbolo vivo e orgulho da sua nação.

 

Durante a II Guerra Mundial, quando ardiam cidades inteiras sob tapetes de bombas de fósforo, a enfermeira e assistente social Dª Adelaide de Bragança,  acorria em auxílio dos feridos e moribundos. Não temendo os grandes perigos, abnegadamente salvou vidas, tratou os atingidos e consolou as mágoas de tantos outros que num ápice viram volatilizar-se as vidas de entes queridos.  Como era tão frequente entre a aristocracia residente no Reich alemão, envolveu-se nos grupos de oposição interna e por isso foi condenada à morte, acusada pela Gestapo de conspiração. Salva in extremis por intervenção do governo português, foi rapidamente deportada, iniciando um novo capítulo da sua vida e estabelecendo-se em Portugal, a pátria que  até então lhe fora interditada.

 

Em Portugal, país solidamente agarrado a preconceitos vários e a um imobilismo social que faz invejar civilizações antigas, interessou-se pela protecção à infância, no momento em que nos países mais desenvolvidos, há muito tinham desaparecido os velhos conceitos que a consideravam como coisa de escasso interesse ou estado meramente evolutivo dos homens e mulheres do porvir.  Mães desvalidas, crianças abandonadas ou sem recursos, foram recolhidas, vestidas, alimentadas e educadas, num espantoso exercício de cidadania que envergonharia os mais histriónicos oradores de uma república que nunca o foi. Jamais pediu para si qualquer benesse ou reconhecimento oficial e entre os mais simples, sempre encontrou os mais fortes esteios da sua obra. Dª Adelaide não é uma mulher de chás, tômbolas, espectáculos ou rifas de sorteios que contentam as consciências de muitos alegados beneméritos.  Pegou na massa suja, esfarrapada e incómoda, dando-lhe aquela dignidade que é atributo inseparável da condição humana.

 

Não duvidamos do distanciamento que o actual Presidente da República decerto sentirá perante muitos dos aspectos comemorativos oficialistas do Centenário da República. Quando do 1º de Fevereiro de 2008, a atitude do prof. Cavaco Silva resgatou, embora parcialmente, a honra de um Estado aviltado por uma decisão tomada por uma Assembleia da República cega e surda, mas como sempre prolixa em considerações anacrónicas acerca de um acto que antes de tudo, seria de reparação e reconciliação entre os portugueses.

 

Cavaco Silva está bem a tempo de uma vez mais, manifestar uma atitude que enobreça o seu mandato, enfrentando as pequenas misérias de certas vaidades pessoais de muitos e a defesa de interesses particulares de outros tantos.

 

Grande precursora da Assistência Social no nosso país, a rainha Dª Amélia foi a impulsionadora de valiosas instituições que hoje abnegadamente trabalham na protecção da sociedade. A Infanta Dª Adelaide seguiu sempre o exemplo da sua madrinha de baptismo, a rainha que de França chegou a Portugal, desejosa de entre nós estabelecer aquelas novidades próprias de uma modernidade que tardava.  Insurgiu-se contra  a inaceitável inevitabilidade da pobreza num pais que apenas dela toma conhecimento e se interessa em momentos de sobressalto. 

 

Dª Adelaide de Bragança é afinal a história de um século, onde também as mulheres portuguesas tiveram de se impor pelo valor, coragem e dedicação a uma outra república que afinal sempre fomos. 

 

Em qualquer país da Europa, a Infanta Dª Adelaide seria uma heroína nacional, capaz de ombrear com a velha rainha-mãe que na varanda de Buckingham abria os braços a um povo reconhecido.

 

Chegou o tempo da reparação. Reparação aos vilipendiados por décadas de calúnias que conduziram ao Crime de 1908.  Reparação a quem chegou a Portugal para servir um povo que adoptou como seu e de quem foi estrénua defensora durante toda a vida, esquecendo ofensas e perdoando os verdugos dos seus entes queridos. Reparação aos proscritos de 1910 e aos milhares que nas prisões sofreram sevícias às mãos da brutalidade prepotente dos transitórios senhores de um momento funesto. Reparação a tantos homens e mulheres que viveram fazendo o bem aos seus semelhantes e que desceram ao túmulo sem que deles se conheça o nome.

 

A Infanta Dª Adelaide tem hoje 98 anos e é uma Grande de Portugal. Pouco lhe importam as grandezas dos luxos que deleitam os simples de espírito ou aquelas outras que provêem de uma história familiar milenar. Pouco lhe importaram os vestidos, as festas ou os diamantes. A Infanta está imbuída daquela grandeza que só o materialmente desinteressado sentido do servir pode atribuir.

 

Os monárquicos de Portugal - sem qualquer dúvida os derradeiros patriotas -, receberiam como um sinal de reconciliação, o reconhecimento oficial desta senhora que foi - ela sim -, uma verdadeira Princesa do Povo. Neste país, não existe republicana que se compare a Dª Adelaide.

Têm ultimamente surgido artigos e reportagens que procuram dar a conhecer a Portugal,  uma vida plena de trabalho e dedicação á coisa pública. Mas agora, as palavras devem ser seguidas por actos que só podem enobrecer quem os praticar.

 

No próximo 10 de Junho contamos ver a Senhora Infanta receber em nome do povo português, uma manifestação inequívoca de reconhecimento. O tempo urge.

 

publicado às 11:33

O bom combate ... literário.

por Cristina Ribeiro, em 01.03.10

 

« Quando o coração me falha neste dialecto de escrever livros, volto-me para Camilo, que é sempre rei mesmo em terra de ciclopes. Volto a folhear O  Romance de Camilo, de Aquilino Ribeiro, obra de muita substância e conhecimento ».

 

                   Como Agustina volto a ele, e seguidores da escola de bem escrever, como a própria, Aquilino também, porque se não gosto da figura, o génio, esse, impôs-se com todo o valimento. Um regresso que não obedece às mesmas razões da "  maior escritora do nosso tempo ", mas por precisão de ver a língua portuguesa bem tratada, depois dos desmandos a que tantas vezes é sujeita.

 

Acrescenta não ter chegado ainda " a vez de darmos a Aquilino o que lhe é devido: uma grande admiração ". Admiração que nos merece o autor desse livro enorme que é A Casa Grande de Romarigães, esquecendo, enquanto o lemos, os também enormes aleijões daquele que o escreveu...

publicado às 20:54

Uma oportunidade única

por Nuno Castelo-Branco, em 01.03.10

 

Os embaixadores de Portugal na Tailândia

 

Na opinião do ministro dos Negócios Estrangeiros,  "...em todas as partes do mundo em que ando existe um grandes respeito pela importância histórica de Portugal e pelo que a nossa História representa, quer em África quer na Ásia, por que há consciência do que foi o papel extraordinário da diáspora portuguesa de séculos em todas as regiões do mundo (...) é muito gratificante testemunhar a importância crescente da língua portuguesa no mundo (...) e a aproximação que um número crescente de países empreende em relação a Portugal e à Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP)."

 

 

Finalmente, o Estado parece querer reconhecer aquilo que sempre foi uma evidência para os portugueses: a África Austral será "...o motor do desenvolvimento do continente nas próximas duas a três décadas".
"Esta região será, e disso não tenho quaisquer dúvidas, o foco dos nossos interesses estratégicos nas próximas duas a três décadas. Há muito que fazer nesta região e provavelmente nenhum Estado europeu está melhor equipado e tem tanta vantagem competitiva como Portugal para se relacionar com esta região".

 


Palavras que devem ser acompanhadas por  ofensivas  diplomáticas, comerciais e culturais noutras fundamentais áreas do mundo. No próximo ano, terão início as comemorações do estabelecimento das relações diplomáticas e da Aliança entre Portugal e o Sião (Tailândia). Um esforço mínimo mas bem coordenado e assistido, poderá muito fazer pela imagem do nosso país naquela região de grande crescimento económico e que é um dos grandes polos de atracção turística em toda a bacia do Pacífico. Uma excelente oportunidade para promover Portugal junto dos chineses, japoneses, singapurenses, taiwaneses, coreanos, australianos, americanos e dos milhões de europeus que anualmente visitam a Tailândia.


Há oportunidades que não podem ser perdidas.

publicado às 15:31

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