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Helena Cidade Moura - In memoriam

por Pedro Quartin Graça, em 21.07.12

Tive o gosto de com ela confraternizar na CIVITAS - Associação para a Defesa e Promoção dos Direitos do Cidadão, organização de que foi Presidente durante anos. Helena Cidade Moura era uma idealista como já poucos existem em Portugal. Gostava de fazer o bem. Helena Cidade Moura acompanhou mais de 400 cursos de alfabetização e foi deputada à Assembleia da República na I, II e III legislaturas. Foi dirigente do Movimento Democrático Português - Comissão Democrática Eleitoral (MDP/CDE), uma das mais importantes organizações políticas da oposição democrática ao regime do Estado Novo e que depois do 25 de Abril se constituiu como partido político. Publicou ainda várias obras, entre as quais o "Manual de Alfabetização", em 1979.

Deixou-nos hoje mais pobres com a sua partida. Até sempre Helena!

publicado às 20:35

Andava no primeiro ano do Ciclo Preparatório,

por Cristina Ribeiro, em 21.07.12
e não perdi nenhum programa...
" É no ano de 1971 que uma grande figura "histórica" entra para a história da RTP: José Hermano Saraiva. E a entrada não podia ser mais fulgurante: "O Tempo e a Alma", um programa cultural de sua autoria, estabelece-se logo como n.º1 nas audiências. Nas palavras de J.H.Saraiva: "O povo queria cultura..."

Arquivo RTP
Não consigo imaginar hoje esse querer...

publicado às 18:55

A justiça que se vai fazendo ( 2 )

por Cristina Ribeiro, em 21.07.12
" Em algumas das cartas dirigidas por El-Rei ao sr. João Franco, revela-se o pouco amor do Senhor D.Carlos ao parlamento. ( ... ) a sua visão clara descobria no parlamento os vicios que levaram essa instituição politica á decadencia, ao rebaixamento e ao absoluto descredito. « Nós queixamo-nos -escrevia El-Rei na quinta carta -, e n'isso não somos senão o echo da opinião geral, de que as Camaras teem gasto imenso tempo e pouco teem produzido. E' preciso obras e não palavras. De palavras, bem o sabemos, está o Paiz farto. Não é d'hai que podera vir o restabelecimento da disciplina social, nem o renascimento do nosso Paiz »

Antonio Cabral, « As Cartas d'El-Rei D. Carlos ao Sr. João Franco »

publicado às 16:37

A justiça que se vai fazendo...

por Cristina Ribeiro, em 21.07.12
" Largamente instruido, exprimindo-se com facilidade e elegancia, e tambem com naturalidade e singeleza, não era facil dar-lhe novidades em qualquer materia de que se tratasse. De inteligencia agudissima e solida illustração, apprehendia de prompto qualquer qiuestão e versava-a com agudeza e perspicácia ( ... ) 
No animo imperioso de El-Rei, havia, a par da sua natural delicadeza e do respeito á lei, o desejo e a vontade de mandar. Difficilmente e a custo se subordinava á estupida formula, inventada por Thiers e prégada para proveito dos que a defendiam de que o Rei reina, mas não governa. O Senhor D. Carlos muitas vezes governava, e pena foi que não tivésse governado sempre, pois para isso tinha envergadura. 
Numa epocha em que Oliveira Martins foi na imprensa o arauto do engrandecimento do poder real, D. Carlos investiu decididamente na posse de poderes mais amplos e começou a exercital-os. Com notavel comprehensão de que um Rei não é, nem póde ser, um manequim, um boneco de engonços, que se move ao sabor dos partidos, das rastreiras conveniencias dos politicos, mas deve ocupar sempre o seu logar de Chefe, de Governante, sem despegar os olhos dos superiores interesses do seu paiz, percebendo que na nossa tradição estava a base e o fundamento da nacionalidade - o Senhor D. Carlos quiz ir regressando, pouco a pouco, á pratica do governo como elle se exercia no passado, sem esquecer as modificações que a incessante mudança das realidades aconselhava. "
Antonio Cabral, « « As Cartas d'El-Rei D.Carlos ao Sr. João Franco »

Por não se limitar a ser esse " manequim " - figurante das revistas cor-de-rosa, como bem frisou o historiador Rui Ramos, mataram-no, e a Quem Ele educava nessa senda, na Rua do Arsenal; porque quis refundar uma Nação que se esvaía a olhos vistos, não lhe perdoaram.

publicado às 16:29

Regionalização

por Nuno Castelo-Branco, em 21.07.12

 

 

Resgaste após resgate, o resultado de festarolas, rotundas, "centros culturais", autopistismo em barda e multiplicação de pequeninas instituições estatais, é este. Pedindo socorro ao governo central que ainda há pouco odiavavam, lá se foram os berreiros independentistas, os insultos ao Rei, a Madrid. Agora, imaginem Portugal retalhado em "autonomias" e concluam acerca do que seria multiplicarmos a Madeira e os Açores por três ou quatro.

publicado às 09:06

Isto é desporto

por Pedro Quartin Graça, em 21.07.12

publicado às 00:30

José Hermano Saraiva

por Nuno Castelo-Branco, em 20.07.12

Ninguém como ele conseguiu prender o povo à pantalha, passeando pela pequena e pela grande História daquilo que para muitos ainda é Portugal. De JHS jamais se escutou algo que não fosse a exaltação, mesmo que revestida de crítica, do passado de um país que ele acreditava ser eterno. Comunicador como não existe hoje algum que se lhe possa comparar, JHS explicou acontecimentos, desfiou nomes, datas, locais e obras. Conhecia o país como ninguém e sabia o que havia a fazer para manter a chama daquilo que consubstancia a própria existência da nação e do Estado. Um gigante entre ignotos pigmeus invejosos, foi caluniado, inutilmente diminuído numa vã tentativa de o ostracizar. E quem o critica? Precisamente quem reescreveu a História ao sabor da iconoclastia que pretedia legitimar uma ínfima minoria de assaltantes do poder a soldo de uma hoje extinta potência do Leste, precisamente aquela trupe de sapiências que inventou os "cónios", o proto-sovietismo na Crise de 1383-85, ou as mirambolantes teorias de "contradições" entre tudo e mais alguma coisa. Não o conseguiram, pois o calor irradiado pela palavra de JHS, era por si capaz de aglomerar as mais díspares gentes cansadas de resmas de papelada em branco, das contas de ábaco de arrobas ou alqueires do nada, de desconhecidas lutas e ainda menos visíveis supostos heróis. Não, o Infante não era um fascista, nem o Albuquerque um pérfido negreiro e pasmem alguns, D. Afonso Henriques, o Mestre de Aviz, Nun'Álvares, D. João IV, os homens da Restauração e D. Carlos fizeram Portugal, existiram e partilharam grandezas e dificuldades, corporizando a nação. Sempre o soubemos e JHS disse-o a muitos milhões - o tal povo a que certas luminárias jamais tiveram acesso -, reafirmando as certezas que todos conhecem e alguns teimam em ignorar para o agrado de tudo o que é estranho ao país. 

 

José Hermano Saraiva por vezes intencionalmente exagerava? Decerto. O Professor imaginava para além de uma realidade talvez menos brilhante? Sim, fê-lo decididamente e tendo como único e exclusivo fim, o alijar do esmagador peso de uma culpa sem culpa, atirada para os ombros de uma população despoticamente submetida a excelsas nulidades com dono e que ainda contam com alguns privilegiados de repimpada classe, imbecis e irrisórios sequazes.

 

Portugal perdeu quem o defendia.

publicado às 20:40

Perdemos hoje uma das nossas últimas figuras que se podem considerar referências nacionais. José Hermano Saraiva há muito que tinha adquirido o estatuto de autêntica instituição nacional. Daquelas pessoas grandes demais para poderem ser reclamadas ou rejeitadas por este ou aquele grupo. Era de todos nós, porque se dedicou a todos nós, Portugueses. Porque nos ajudou a descobrir-nos a nós próprios como Nação e como Povo, através do que fomos e do que somos. Um gigante da consciência nacional e um bastião contra o negativismo anti-português vigente. Era também uma daquelas figuras com que algumas gerações de portugueses cresceram no tempo em que havia apenas uma estação de televisão, e em que esta verdadeiramente prestava um serviço ao país. Fica a obra e a memória de um homem digno como poucos.

Recordo um momento de grandeza. Em 2003, o país assistia chocado às revelações do caso Casa Pia. No mesmo dia, Herman José teve, pela manhã, de prestar declarações ao DIAP e, à noite, apresentar a gala dos Globos de Ouro da SIC. Para Herman, terá sido um dos piores dias da sua vida, de manhã numa atmosfera de linchamento mediático, à noite num ambiente pesado e tenso em que se percebia que toda a gente mantinha-se à distância do humorista, como se de repente tivesse lepra. José Hermano Saraiva recebeu nessa noite o galardão em reconhecimento da sua carreira mas, ao receber a estatueta, em vez falar de si pediu ao público uma salva de palmas para Herman José, por «há anos fazer o melhor que se pode fazer por um país: fazê-lo rir».  A sala do Coliseu correspondeu de forma apoteótica. Atitudes que só os homens grandes tomam.

Descanse em Paz, Professor José Hermano Saraiva, e muito obrigado por tudo quanto nos transmitiu.

publicado às 20:00

Descolonização exemplar

por Nuno Castelo-Branco, em 19.07.12

 

A RTP muito ganharia em ousar, existindo material para fazer mais de mil filmes deste tipo. Um tema que profundamente desagrada aos donos do poder em Portugal, sejam eles a meia centena de parlapatões que pessoalmente enriqueceram com os acontecimentos de há três décadas, ou aqueles que agora recambiados em comissionistas, preferem enterrar o passado sob uma montanha de "investimentos estrangeiros" feitos com o recurso aos cofres da CGD. 

 

Este filme mostra a terra e a gente que a ama, tornando-a produtiva. Fala-se de um crápula estranhamente semelhante a certos fulanos que falando a nossa língua, foram igualmente tão expeditos nos métodos, mas calculistamente mais discretos no discurso, beneficiando da cumplicidade daqueles que na antiga Metrópole assentaram o seu poder no sacrifício dos demais.

 

Não se trata de rancor ou do ensimesmar saudosista de um passado que não voltará. É uma questão de justiça pelo conhecimento da verdade. O caso português dos africanos brancos - a minha família estabeleceu-se em Moçambique em 1885 e de lá regressou noventa anos e cinco gerações depois - torna-se ainda mais flagrante e tão ou mais chocante que aquele apresentado nestas imagens. Em português falamos de traição de Estado, total desprezo pelos concidadãos, perjúrio, roubo e limpeza étnica. 

 

Estamos vivos e perdoamos, mas jamais esqueceremos.

 

publicado às 09:54

FMI aconselha prudência a Rajoy

por João Quaresma, em 18.07.12

«El Fondo Monetario Internacional (FMI) recomienda a España que lleve a cabo un proceso de consolidación fiscal "menos inmediato", en el que se debe dar más peso a las medidas relacionadas con los ingresos. El Fondo, cuyas recomendaciones son anteriores a los últimos recortes anunciados por Moncloa, pide que las medidas se lleven a cabo en un marco macroeconómico "más prudente".

En el informe correspondiente al Artículo IV sobre la eurozona, el FMI incluye una tabla con recomendaciones para cinco países concretos de la unión monetaria(Grecia, Irlanda, Portugal, Italia y España) en materia de políticas y reformas fiscales, reformas del sector financiero y reformas estructurales.

En lo que respecta a la política fiscal en España, el Fondo defiende un ajuste "menos inmediato" y que se integre en un marco macroeconómico "más prudente". Además, apuesta por aumentar el papel de las medidas relativas a los ingresos, especialmente en torno a los impuestos indirectos.

El FMI también alude en sus recomendaciones a la situación de las comunidades autónomas españolas y propone que se apliquen sanciones en las finanzas de los gobiernos regionales y se mejore su transparencia.»

publicado às 22:15

1 - Como agnóstico, ou seja, não sendo católico, avalio D. Januário como cidadão, não como membro da Igreja - tal como salientou José Adelino Maltez

 

2 - Quanto à forma, discordo e critico o tom incendiário das afirmações de D. Januário. Quanto ao conteúdo, acho que o erro capital foi ter generalizado, em vez de dirigir a crítica. Há quem diga que tem que apresentar provas do que diz. Há um problema que não sei se será exclusivo de Portugal, que é o de toda a gente saber um pouco da vida de toda a gente, mais precisamente, de cunhas, negociatas e afins. Por não se ter provas (num sentido jurídico), não se pode falar nisso? Queremos mesmo enveredar por uma judicialização da política e desatar a entupir tribunais com processos por difamação? Eu prefiro jogar no campo da sociedade e do combate político, crendo que, quando determinadas opiniões são manifestamente exageradas e até patéticas, quem se descredibiliza na opinião pública é o próprio opinador, o que já é castigo suficiente. Por outras palavras, é a ordem espontânea e a selecção natural aplicada à credibilidade dos opinion makers.

 

3 - Há quem aponte a hipocrisia de D. Januário, ao não se ter manifestado em relação ao anterior governo da mesma forma. Claro que é uma barbaridade dizer que os socráticos eram anjinhos se comparados com os actuais, e claro que há uma certa hipocrisia. E também há uma certa hipocrisia em certa esquerda anticlerical, que quando lhe dá jeito já gosta dos homens da Igreja.

 

4 - Há quem exija moderação e até silêncio a D. Januário, em virtude da posição que ocupa de Bispo das Forças Armadas. Ora, como o mesmo apontou e bem, "Aguiar-Branco não é meu superior nem meu ministro." Mais, também não é militar, mas mesmo que fosse, importa salientar que as Forças Armadas devem lealdade ao Estado e à Pátria, não necessariamente ao governo. E mesmo quem seja militar, o que obviamente implica constrangimentos em relação a opiniões políticas, não deixa de ser um ser pensante, que naturalmente observa o descalabro a que vários governos nos trouxeram. As sociedades livres funcionam como panelas de pressão, e quiçá D. Januário serve como válvula de escape daquilo que muitos militares gostariam de dizer e não podem.

 

5 - Prefiro homens de convicções, ainda que discorde deles, ao cinzentismo que tanto nos tolhe. Subscrevo estes dois posts do Professor Maltez:

 

«D. Januário, visto por Aristóteles: a voz do homem não se reduz a um conjunto de sons. Não é apenas simples voz (phone), não lhe serve apenas para indicar a alegria e a dor, como acontece, aliás, nos outros animais, dado que é também uma forma de poder comunicar um discurso (logos). Graças a ela o homem exprime não só o útil e o prejudicial, como também o justo e o injusto. Como dizia Fénelon, "em Atenas tudo dependia do povo e o povo dependia da palavra". Nesta democracia também. Obrigado D. Januário, pela palavra, a que apenas se pode responder com outra palavra. Para podermos continuar a ser animais políticos, isto é, animais de discurso, que, muito siomplesmente, significa razão.»

 

«Mais dialéctica. Porque D. Januário não é propriamente a caricatura do peixinho vermelho em água benta. É um ortodoxo que fala politicamente, da mesma maneira que o Padre Américo escrevia com obras, denunciando com clamor e indignação dizendo em voz alta o que muitos outros apenas vão passando, de ouvido em ouvido.»

 

Leitura complementar: D. Januário, a Relvas School of Political Science e os tiques salazarentos que teimam em não desaparecerSobre D. Januário escreverei mais logo

publicado às 13:33

Privilégios de um padreca comunista

por João Quaresma, em 18.07.12

 

Imagine-se o que seria se qualquer outro elemento das Forças Armadas dissesse um décimo do que disse o bispo Januário sobre o Governo.

Quem defende a liberdade de expressão e o direito de opinião do bispo das Forças Armadas, esquece-se - ou não sabe - que os militares estão formalmente impedidos de tomarem posições políticas: não têm esse direito, não têm essa liberdade de expressão. O ministro Aguiar-Branco colocou a questão nos devidos termos: deve esclarecer se é bispo das FA ou se é comentador político. Se é major-general para receber os famosos 4400€ de pensão e carro com motorista, então também o é para obedecer ao Regulamento de Disciplina Militar e sofrer as sanções por a ele desobedecer.

 

Escusado será dizer que não estou a ver este ou outro governo a querer mandar um bispo cumprir pena num presídio militar, mas o mínimo que a situação exige é que a hierarquia católica que se defina sobre este político de batina. E já não falo do que se pode interpretar da passividade e do silêncio do Cardeal Patriarca sobre as declarações do camarada Januário sobre o Governo. Se não se demarca, significa que subscreve-as?

 

Adenda: hoje, a Conferência Episcopal Portuguesa demarcou-se das acusações, afirmando que foram feitas a nível individual e não exprimindo o entendimento da CEP.

publicado às 13:30

Sobre D. Januário escreverei mais logo

por Samuel de Paiva Pires, em 18.07.12

Camus: «A liberdade é poder defender o que não penso, mesmo num regime ou num mundo que aprovo. É poder dar razão ao adversário.»

 

Voltaire: «Discordo daquilo que dizes, mas defenderei até à morte o teu direito de o dizeres.»

 

Chomsky: «Se não acreditamos na liberdade de expressão para pessoas que desprezamos, não acreditamos nela de todo.»

publicado às 10:53

Coisas que aprendemos hoje (ontem) com pessoas da Relvas School of Political Science que detêm opiniões sobre os dois assuntos que se seguem: um bispo das Forças Armadas, ainda que desbocado, não pode exercer a liberdade de expressão, parecendo as suas afirmações, ainda que descabidas, um crime de opinião passível de punição exemplar. Já um Ministro pode fazer ameaças a jornalistas e ser um trapaceiro no que diz respeito ao currículo académico que não há problema algum - vai na volta e isso até é revelador de nobres traços de carácter. Como eu gostava de conseguir sondar os misteriosos critérios que presidem aos juízos de valor de certas cabecinhas...

 

Entretanto, Manuel António Pina é simplesmente certeiro:

 

«A reacção do ministro Aguiar-Branco, tomando as dores dos "alguns" a quem D. Januário insistentemente se reporta, traiu-o: mandou o bispo escolher entre "ser bispo (...) e ser comentador político". O mesmo que Salazar queria que D. António Ferreira Gomes fizesse.»

publicado às 01:17

Sugiro apenas que se reze

por Carlos Santos, em 17.07.12

Luis Naves devia evitar falar do que não sabe. A ignorância e a cegueira política ficam-lhe mal. As intenções preversas que atribui à Igreja, nas palavras de D. Januário Torgal Ferreira, merecem o mais vivo repúdio, pela ignorância que revela.

Para que conste, nenhum católico sério, que se recorde estar enxertado no Corpo Místico de Cristo, se poderá rever no tom, nas palavras, e no conteúdo, da entrevista de D. Januário. O mal praticado pelo anterior governo contra a Vida e a Família não são esquecidos. Mas a obediência dos católicos é devida ao Papa. E a Igreja terrena, infelizmente, contrariamente ao que pensa Luís Naves, tem alguns franco-atiradores. Em menor consonância momentânea com o Vaticano. Por D. Januário, oferecemos as nossas orações esperando a sua maior abertura à verdadeira caridade, que inclui o repúdio pelo rancor com que vociferou. Rezamos pela união de D. Januário com o seu, e nosso, Pontífice. E, também, rezamos pela abertura do coração do Luís Naves, ao Espírito Santo.

O mundo seria seguramente melhor se rezássemos todos um pouco mais!

publicado às 15:54

Desta feita vindos da pena do João Miranda, que se revela mais um aprendiz de Maquiavel. Enquanto há tempos, por aqui, íamos debatendo a fonte da moralidade, numa perspectiva de transcendência vs. imanência, o João Miranda, de uma só assentada, resolve um dos principais problemas filosóficos, com uma leitura desactualizada e simplista da separação entre a política e a moral de Maquiavel, e encarando como fonte de legitimidade das normas morais e, no caso, das trapaças relvistas, o facto de Sócrates ter sido reeleito após ser conhecido o caso da licenciatura na Independente. Ou seja, é como dizer que se outro rouba e não é apanhado, eu também posso roubar e não há nada de errado com isso. Isto até não seria surpreendente, se viesse de um socialista, mas é verdadeiramente admirável para um liberal. Tocqueville, Acton, Stuart Mill, Hayek e outros devem estar a rebolar-se de riso nas respectivas tumbas.

 

Leitura complementar: Vários posts sobre a Relvas School of Political Science

publicado às 13:07

A quem possa interessar

por Samuel de Paiva Pires, em 17.07.12

Aqui e agora, neste cantinho à beira-mar plantado, para ser liberal tenho que subscrever John Gray quando diz que um conservador moderno tem também que ser um radical moral e intelectual, ainda que o ser radical implique apenas viver como penso em vez de pensar como vivo, isto é, rejeitando o consequencialismo dos situacionistas aprendizes de Maquiavel que nos pretendem enrodilhar nas falinhas mansas que outrora eram dos agora oposicionistas. A nobreza de carácter não se herda nem se reflecte naquilo que se diz que se faz; é apenas e só produto das nossas atitudes obedecendo a uma ideia de verticalidade moral que nos responsabiliza perante a nossa própria consciência, o que não pode nunca depender de caninas fidelidades partidárias ou afins. Por isso não estou disponível para me calar, pois ao contrário de certas ervas daninhas, não só aprecio como faço questão de ter a consciência tranquila, o que depende apenas e só de exercer as liberdades de pensamento e expressão. Porque como diria Herculano, "Há uma cousa em que supponho que ate os meus mais entranhaveis inimigos me fazem justiça; e é que não costumo calar nem attenuar as proprias opiniões onde e quando, por dever moral ou juridico, tenho de manifestá-las".

publicado às 00:24

Como é difícil ser liberal em Portugal

por Samuel de Paiva Pires, em 17.07.12

João Távora, Coisas básicas:

 

«Claro que Carlos Abreu Amorim, que em Março de 2009 escreveu isto sobre o caracter o então 1º Ministro, hoje ao defender desta maneira Miguel Relvas aparenta ter perdido a sua já precária noção de ridículo. É o que dá quando a qualidade do político é medida pelo seu grau de narcisismo e facilidade em ditar chavões em voz grossa.»

publicado às 00:08

Cada povo tem o que merece...

por Pedro Quartin Graça, em 16.07.12

Presidentes...

“Que um fraco Rei faz fraca a forte gente”
Os Lusíadas (Canto III, 138)

publicado às 16:18

Crónicas do "não assunto"

por Pedro Quartin Graça, em 16.07.12

publicado às 14:10







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