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A vida é bela - I

por Pedro Quartin Graça, em 04.10.13

Nós é que, muitas vezes, damos cabo dela. A minha nova rubrica, sob forma de video ou foto, todas as sextas-feiras no seu ESTADO SENTIDO.

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publicado às 09:19

Quem me dera ouvir de alguém a voz humana

por João Quaresma, em 03.10.13

Disto já não se faz.

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publicado às 23:48

Nova definição de masoquismo

por João Pinto Bastos, em 03.10.13

Repitam comigo: a dívida é insustentável, a dívida é insustentável, a dívida é insustentável, a dívida é insustentável, a dívida é insustentável, a dívida é insustentável, a dívida é insustentável, a dívida é insustentável, a dívida é insustentável, a dívida é insustentável, a dívida é insustentável, a dívida é insustentável, a dívida é insustentável, a dívida é insustentável, a dívida é insustentável, a dívida é insustentável.

 

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publicado às 22:36

Ontem como hoje

por Samuel de Paiva Pires, em 03.10.13

José Adelino Maltez, Princípios de Ciência Política:

 

«Mas se, em termos de participação criativa, como protagonistas ou actores secundários, não estivemos no centro das modernidades da Europa, eis que os efeitos expansivos das mesmas sempre se fizeram sentir cá dentro, tanto no plano das coisas materiais, desde a tutela económica à invasão militar, como no plano das realidades espirituais, com os estrangeirados, progressistas ou contra-revolucionários, maçónicos ou anti-maçónicos, todos eles prenhes de um maniqueísmo decretador do bem e do mal, conforme as luzes exógenas provenientes dos sítios considerados polidos, civilizados, desenvolvidos, modernizados ou progressistas.»

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publicado às 22:26

O melhor escritor português da actualidade

por João Pinto Bastos, em 03.10.13

Finalmente compreendi o porquê dos nossos literatos alcandorarem o senhor Mãe ao topo da "literatura" nacional. É tudo uma questão de cama e sexo com o objecto físico a que nós, seres humanos normais, designamos por livro. 

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publicado às 22:24

Desculpa lá...?

por Nuno Castelo-Branco, em 03.10.13

Devo mesmo, mesmo, mesmo ser muito burro e por isso mesmo nada entendo. O BE sofreu um apagão geral nas autárquicas e a conclusão que o sr. Semedo tira do acto são as seguintes:

 

1. A direcção do berloque político não tem culpa dos risíveis resultados obtidos.

 

2. Não tendo culpa, ninguém se demite. Além do mais, os autarcas eram "excelentes"

 

3. Como ao PSD a urneirice também correu mal, Passos Coelho deve demitir-se.

 

4. "Acha" que a mensagem está a ser mediaticamente mal passada e que não disse aquilo que "ouvimos dizer". Pelos vistos, parece que as fosquinhas Efeito Balsemão não estarão a passar devidamente. 


Em suma, além das deserções "fisga PS" de Louçã, Joaninha Dias e do Oliveira, o facto de ter desaparecido a única folhinha que resta ao bloco de notas, não deverá querer dizer absolutamente nada. Já sem Salvaterra, bem precisam de uns tantos Magos. 

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publicado às 22:04

Perdão da dúvida

por John Wolf, em 03.10.13

Temos de admitir que existe uma certa ironia no derradeiro anúncio da Autoridade Tributária (AT). O aparelho fiscal quer dar o exemplo à FMI, e demonstrar que é possível perdoar a dívida para recuperar uma parte daquilo que era considerado totalmente perdido. Ao perdoar a dívida dos contribuintes portugueses ao fisco, os responsáveis pelas finanças nacionais piscam o olho aos credores internacionais. Como se utilizassem linguagem gestual para sugerir um perdão de dívida a Portugal. Talvez a troika e os cobradores do FMI estejam a ver e aprendam como se faz. A derradeira oportunidade fiscal, que funciona como um indulto antecipado (já é Natal?), é uma forma de escapar aos insultos das vítimas da austeridade e à perda total das quantias em causa. A Autoridade Tributária que tem sido o alvo de grande parte da ira colectiva, quer mostrar o seu lado samaritano, o seu espírito Quaker, e alterar a sua péssima imagem. Essencialmente, deseja matar dois coelhos com uma cajadada. Ou seja, recuperar algum do carcanhol e afastar a terrível fama de monstro papão. O problema desta solução, na minha taxativa opinião, é validar a tése do Isaltino - o crime compensa. Aqueles que fugiram ao fisco anos a fio, de um modo sistemático e não por questões de sobrevivência, acabam por ser premiados. E dirão: "estás a ver, afinal safei-me". A administração tributária, cheia de falsas intenções monetárias, cria um dilema moral. Divide o país entre cumpridores e prevaricadores. Valida uma matriz moral duvidosa pouco ou muito católica, conforme a missa. Confessai a sua dívida, que tereis lugar no céu dos pagadores. Quanto àqueles que durante toda a sua vida laboral foram correctos, e pagaram pela sua Segurança Social e a dos outros, que forma de justiça poderá ser concedida? Ou será que por terem sido cidadãos exemplares se encontram além da possibilidade de salvação? A única coisa que parece interessar ao governo é a receita fiscal - sacada a bem ou a mal. Não existe nada de grandiloquente nem de extraordinário neste gesto fiscal. O que está em causa é o crédito junto de certas instituições da União Europeia. Se algumas das metas não forem cumpridas, dinheiro fresco não entrará tão facilmente em Portugal e nas quantidades requeridas. A cada dia que passa, e à medida que o círculo dos compromissos orçamentais aperta, a administração central fará uso de todo o tipo de engodos para apanhar o mexilhão. O problema é que o polvo continua à solta (o de Oeiras? esse é peixe miúdo e já está dentro - queima jornais) como se nada tivesse a ver com os rombos e os assaltos aos cofres do Estado. Falo da rede que não foi lançada para apanhar os grandalhões; as divídas do BPN, do Banco Privado, de Oliveira e Costa e outros que tais. Esses e os demais que integram uma extensa lista de convidados de honra já foram perdoados. Se eu fosse devedor teria algum cuidado com estes cavalos de Tróia. Eu bem sei que a cavalo dado não se olha ao dente, mas essa parece ser a máxima lá para os lados das finanças. O que interessa é entrar. O resto são detalhes de carácter, corredores inúteis - que se lixem os valores que ainda sustentam algumas casas portuguesas, alguns indivíduos honrados. 

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publicado às 21:17

Da coerência

por Samuel de Paiva Pires, em 03.10.13

 

Uma nota de rodapé que se encontra na pág. 39 do livro Portugal: Dívida Pública e Défice Democrático, da autoria de Paulo Trigo Pereira, editado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos:

 

«Este Novo Sistema Retributivo (NSR) foi aprovado pelo Decreto-Lei 353-A/89, de 16 de Outubro, e concretizado na Portaria 904-B/89 desse mesmo dia. Era primeiro-ministro Aníbal Cavaco Silva e ministro das Finanças Miguel Cadilhe. Esta medida encaixa na perfeição na gestão política do ciclo eleitoral. Para ganhar eleições, as medidas populistas tomam-se antes das eleições e as duras depois, caso sejam ganhas. Foi o caso. As eleições legislativas foram em Outubro de 1991 e Cavaco Silva ganhou a sua segunda maioria absoluta. Em apenas dois anos (1989-1991), o peso do «Estado» aumentou 7,8% do PIB, algo inédito desde a década de 1980.»

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publicado às 00:46

António José Seguro vive dias atribulados. O secretário-geral não sabe como deve gerir tantas terminações de taluda política. Sem mexer uma palha (não é que fizesse diferença) o "seu" PS arrasa nas autárquicas (dizem eles) e redesenha o mapa do poder local em Portugal. Ao mesmo tempo assiste, na qualidade de espectador, à consolidação da autoridade capital de António Costa e cruza os dedos para que o uber-político se mantenha firme na tutela municipal. Não convém nada que Costa tenha ideias mais engenhosas, como por exemplo, interromper o seu mandato para destronar Seguro e a sua promessa a São Bento. Acresce a estes factos, que lhe passam ao lado, ter de gramar o vigor de Sócrates aos Domingos à noite. Mas não é nada disto que justifica estas linhas gratuitas. Há algo ainda mais irreverente que mina a disciplina partidária do PS. Seguro tinha acabado de reafirmar que entendimentos com o PSD jamais e, catrapum, Basílio Horta anuncia o modelo de governação que pretende para Sintra. Se Seguro havia bloqueado o sonho de uma noite de Verão de Cavaco, quando abalroou o projecto de consenso partidário para salvar Portugal, Basílio Horta, à escala do Palácio da Pena e dos dissabores do líder supremo socialista, avança com uma cooperativa de pelouros para viabilizar o seu projecto para o município de Sintra. O primor de Basílio consiste na vontade de "enriquecer esse exercício" com a participação da CDU e do PSD na gestão autárquica. O que está a acontecer demonstra que independentemente da filiação partidária, os políticos sabem que a sua sobrevivência e o sucesso das suas missões, depende, cada vez mais, de um consenso estrutural, de um DNA que contenha na sua matriz os catalisadores e os anticorpos duma dinâmica de fissão política constante. Basílio, embora não tenha o crachá, está a portar-se com um independente, como alguém com capacidade para ver para além do sectarismo e do fundamentalismo doutrinário da sua casa de origem. Os dogmáticos, cães de guarda de um filão intocável, já gritam cruzes-canhoto pela blasfémia ideológica. Basta dar uma volta pelas ruelas, pedir ao balcão meia dúzia de queijadas, para perceber que paira no ar social-democrata e nas camaratas comunistas algum mal-estar com o entendimento sintrense.  Essas náuseas, sentidas a cores distintas, decerto que servem de pequeno consolo para Seguro, que parece cada vez mais exilado, sem ter culpa por ser o elo fraco da companhia. É o que eu digo - o homem parece que irá acabar os seus dias sozinho, quiçá a deambular perdidamente na floresta, lá para os lados de Monserrate. O consenso político que falhou em Belém, parece ter encontrado um albergue em Sintra. E para isso acontecer não foi necessário convocar um presidente da república, o lider da oposição e o governo de Portugal. Foi muito mais simples.

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publicado às 21:42

Bafienta, a Tradição???!!!

por Cristina Ribeiro, em 02.10.13

É contra essa ideia, tão propagada, porque bem sucedidos os que, sempre com interesseiros motivos, se votaram a impingi-la, se revolta, a dado passo do opúsculo « A Nação », Henrique Martins de Carvalho.

                        " Não é o Passado, e muito menos um campo de ruínas e saudades: é o elemento permanente na mutabilidade da Vida Nacional, é aquilo que faz com que um país, através dos séculos, dos graus de civilização, nunca deixe de ser o mesmo país. Conjunto de caracteres, é evidente que os seus modos de adaptação às realidades variam, mas, em todos os casos, de harmonia com uma linha-de-força que lhes assegura um substracto constante, que a inteligência abraça quando conjuga intuição e raciocínio. ( ... )

E não se julgue que ela age por natureza como simples força conservadora: grande parte dos seus caracteres constitutivos têm conteúdo activo ou até revolucionário, como sucede, por exemplo, com o culto da liberdade. "

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publicado às 20:54

 

Quase nem dávamos por isso, mas a verdade é que este blog celebra hoje o seu 6.º aniversário. Parabéns a nós e a todos os leitores, comentadores e amigos que continuam a incluir-nos nas suas preferências.

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publicado às 19:38

No seguimento do meu último post a este respeito, efectuada a matrícula no ISCSP, e apenas a dois dias do início das aulas, quero, mais uma vez, agradecer a todos os que têm contribuído para o sucesso desta iniciativa, quer financeiramente quer através da sua divulgação.

 

Informo também que, para evitar que continuem a ser cobradas taxas de manutenção na conta do Santander que até agora serviu os propósitos desta angariação de fundos, decidi encerrar a mesma e transferir os fundos (€300,37) para uma conta aberta na CGD com o fito específico de continuar a angariação de fundos sem que me sejam cobradas taxas de qualquer tipo. Desta forma, para aqueles que pretendam contribuir para esta campanha, informo que o NIB desta conta é 003501500006368057867, mas que também continua a ser possível contribuir através do PayPal, para samuelppires@gmail.com.

 

A todos aqueles que desejem contribuirmuito agradeço que me contactem para o e-mail acima referido, desde já garantindo que figurarão nos agradecimentos da dissertação os nomes de quem me auxiliar e contactar, a não ser que tenham algo a obstar a tal, e que terão total acesso ao extracto bancário e aos recibos que comprovem a correcta aplicação dos fundos. 


Por último, deixo ainda os referidos extractos:


Santander:


CGD:




Leitura complementar: Denúncia Pública – Dinheiros públicos, favorecimentos e discriminação: a Fundação para a Ciência e TecnologiaAssociação Portuguesa de Sociologia perplexa com a Fundação para a Ciência e TecnologiaEntrevista a Samuel de Paiva Pires (não editada)"O presente roubado por um futuro prometido"Denúncia Pública sobre a Fundação para a Ciência e Tecnologia será relatada na Assembleia da RepúblicaÉ já esta Terça-feiraÀ procura de justiçaExposição proferida hoje na Comissão de Educação, Ciência e Cultura da Assembleia da RepúblicaPSD e CDS questionam a Secretária de Estado da Ciência sobre o funcionamento da Fundação para a Ciência e TecnologiaDa série "Um país de coincidências"Registo áudio da audiência parlamentar sobre a denúncia quanto ao funcionamento da Fundação para a Ciência e TecnologiaAinda a kafkiana e corrupta Fundação para a Ciência e TecnologiaAngariação de fundos para financiamento de doutoramentoAngariação de fundos para financiamento de doutoramento (2)Angariação de fundos para financiamento de doutoramento (3);Crowdfunding for PhD studiesAngariação de fundos para financiamento de doutoramento (4) / Crowdfunding for PhD studies (2)Angariação de fundos para financiamento de doutoramento (5) / Crowdfunding for PhD studies (3); Angariação de fundos para financiamento de doutoramento (6).

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publicado às 19:07

Acabaram as autárquicas...

por José Maria Barcia, em 02.10.13

...Quando começam as europeias?

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publicado às 13:46

In memoriam - Silvino Silvério Marques

por Pedro Quartin Graça, em 02.10.13

Silvino Silvério Marques, general, Comendador da Ordem Militar de Aviz,  Grande-Oficial da Ordem do Império e Comendador da Ordem do Mérito Militar do Brasil, antigo Governador de Cabo Verde de 1958­ a 1962, Governador de Angola de 1962 a 1966, administrador da Siderurgia Nacional de 1967 a 1970, director interino da Arma de Engenharia, 2° Comandante da Região Militar de Moçambique, vogal do Conselho Su­perior Ultramarino e, ainda, autor de numerosas publicações, deixou-nos. Portugal fica mais pobre.

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publicado às 11:53

Poço sem fundo

por John Wolf, em 02.10.13

Água é vida? - perguntou Adão. Sim - confirmou Eva. E desde então não deixou de chover no molhado. Fomos levados na corrente de uma sagração da Primavera, na arca de Noé, directamente para um promontório de vistas largas, e eis que nos encontramos aqui - orfãos da torneira, escravos da liquidez bancária, algo tributário segundo alguns, parca homenagem. A austeridade é uma palavra que soa a deserto, dita boca sêca, admoestada por um outro silêncio. É uma nova religião, a conversão à doutrina de um novo baptismo. A torneira fecha-se no mesmo instante de uma porta entreaberta. São seiscentas e cinquenta mil lágrimas que correm no volte-face de um remorso. É o início de uma noite áspera, diáspora duradoura certamente, inaugurada no desligamento húmido para bolorar, fossilizar os elementos naturais que ainda restam, como o rasto da água que deixou de escorrer. A terra não se mexe - assiste impávida e serena. O ar consumado na chama de uma labareda vizinha. O ar que respiramos pisado por palmas, sete palmos abaixo da dignidade. Um dia o litro será readmitido na barragem de mágoas límpidas. 

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publicado às 11:32

?Quieres un café con leche en la Plaza Mayor?

por Pedro Quartin Graça, em 01.10.13

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publicado às 20:29

Apagão do Estado em Portugal

por John Wolf, em 01.10.13

Enquanto Cavaco Silva viaja para o reino da Suécia com uma comitiva de empresários para promover a excelência dos produtos nacionais e o pó assenta após a vitória da abstenção nas eleições autárquicas, um acontecimento dramático acaba de acontecer nos EUA - o shutdown do governo federal americano. Provavelmente, os políticos europeus, incluindo os portugueses, pensarão que "isso é lá com eles", mas não é bem assim. O fecho de serviços da administração federal americana é um exemplo vivo do que acontece quando o dinheiro não chega. Uma coisa são os despedimentos colectivos na função pública, decididos politicamente e de acordo com uma agenda condicionada por um programa externo de ajuda, outra coisa é um fenómeno de falência com efeitos imediatos e incalculáveis. De um dia para o seguinte pelo menos 800.000 funcionários federais simplesmente não se devem apresentar ao serviço. Este tira-teimas americano está a ter o pior desfecho possível e demonstra que o Obamacare é uma unha encravada nas negociações entre republicanos e democratas desde a primeira hora dessa proposta, e cujo peso agora fez tombar a viabilidade de um orçamento federal. Este evento, cujos efeitos far-se-ão sentir imediatamente nos mercados internacionais, irá atrasar ainda mais a retoma americana, e obrigará à continuação dos programas de estímulo da economia. Não é uma boa notícia para a Europa, para os portugueses e para o Euro. Portugal que também anda na corda bamba de um segundo resgate para garantir o funcionamento dos serviços mínimos do Estado, deve por essa razão aproveitar a situação que decorre nos EUA para contemplar um evento análogo. Em caso de falência dos dinheiros do Estado, que serviços públicos de Portugal serão os primeiros a ser cancelados mesmo que temporariamente? Ficam-se pelo Museu dos Coches ou começam a eliminar carreiras da Carris? Será que o governo de Portugal tem preparado um dossier para essa possibilidade? Ou será que Cavaco ainda pensa que vive numa ilha de contentamento ao celebrar tão efusivamente a retoma da economia portuguesa? Ao assistirmos à festa de encerramento das autárquicas, com alguns foguetes partidários ainda a serem lançados em regime de after-hours, parece-me que grassa por aí uma grande inconsciência política. O que está a acontecer na América deve ser seguido com muita atenção. Os EUA são os campeões da dívida e os mãos largas do dinheiro fácil - um cocktail perigoso, muito perigoso. Portugal, à sua escala de "aperitivo", não deixa de agregar alguns dos mesmos ingredientes explosivos. O rebentamento das guarnições do Estado pode ser mais pequeno do que o americano, mas não deixará de causar vítimas. Vítimas-surpresa que se juntam aos outros milhões de portugueses já derreados pelos efeitos crónicos da austeridade. Agora pensem no seguinte: se isto está acontecer num país como os EUA que tem vindo a estimular a sua economia, imaginem o estrondo que causará num país vergado pelos termos da austeridade. E andam eles a passear com alegados "empregosários" nas terras da sauna, quando Portugal já ardeu e tornará a arder se não tomarem cuidado. Não faz diferença alguma que Portugal seja agora um mapa cor de rosa - as dores de cabeça são as mesmas e as soluções tardam em aparecer.

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publicado às 09:05

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