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Uma nova ovelha junta-se ao rebanho

por Pedro Quartin Graça, em 04.12.13

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publicado às 10:20

Mesmo 33 anos depois a memória nunca esquece.

por Pedro Quartin Graça, em 04.12.13

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publicado às 09:50

Cristiano Ronaldo não é Mário Soares. Poderia escrevê-lo ao contrário; Mário Soares não é Cristiano Ronaldo, mas isso seria dar excessiva importância ao alegado pai solteiro da Democracia em Portugal. Cristiano Ronaldo vai fazer mais pela economia do país do que vários Mários juntos - sim, a Madeira ainda é Portugal, embora os nativos afirmem que o craque está a ajudar a terra e "mai nada!". Cristiano Ronaldo não está à espera para pendurar as botas, para que lhe dêem dinheiro suado dos contribuintes para inaugurar uma fundação com o seu nome. Ainda nem sequer completou dois terços da sua carreira e já está  a criar o seu próprio museu. Ou seja, irá atrair visitantes à região autónoma agora que os madeirenses reclamam uma parte dos dinheiros da privatização da CTT (Já me estou a esticar. Estou aqui para tratar das diferenças entre o Ronaldo e o Mário). Na minha opinião é uma grande jogada do avançado da selecção nacional. Ouviram bem? Selecção nacional. Houve tempos em que Mário Soares era um magriço da política, mas ainda não percebeu que cada vez que quer dar uns toques, lá para os lado do Rato e arredores, vai perdendo o pouco do estatuto que ainda lhe resta. Mas adiante. A Fundação Mário Soares será porventura a antitese do Museu Cristiano Ronaldo. Recebeu mundos e fundos, mas pouco dá em troca, a não ser umas conferências catitas em nome da "sua" democracia e umas quantas exposições disto e daquilo. O que Ronaldo inaugura na Madeira não deve a ninguém. Os troféus ganhos são seus e só seus, e não foram comprados com dinheiros públicos. Há aqui um mar de diferenças entre o comandante e o ex-presidente da república.

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publicado às 09:36

Parece que vai por aí um grande alvoroço porque o concurso Investigador FCT 2013, segundo um comunicado do Sindicato Nacional do Ensino Superior, "foi pautado pela ausência dos mais elementares direitos democráticos", reflectida num "processo de seleção interna, arbitrário, obscuro, onde se desconhecem os critérios científicos, e, cremos, passível de impugnação judicial."

 

Mais vale tarde que nunca. Sejam muito bem vindos à realidade.

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publicado às 23:15

Vamos lá a ver...

por Nuno Castelo-Branco, em 03.12.13

...se o futuro ex-ministro Aguiar Branco não irá um dia ser escolhido para fazer parte de uma board qualquer da Martifer. Antes de agir, deverá sempre ter em conta o péssimo exemplo do sr. Jorge Coelho. Não é que algo de gravoso tenha sucedido ao colaborador do sr. Sócrates - quem se mete com eles, leva! - , pois os portugueses estão habituados a este tipo de encaixes regimentais do conhecido esquema vigente. Mas que essa board parecerá mal, lá isso parecerá.

 

Este caso não pode ficar por aqui, não pode parecer "esquisito" e dada a actual volatilidade dos ânimos, poderá servir de rastilho para algo de imprevisível. Se o governo não consegue ver o problema, há então que endereçar a advertência a quem de direito.  Embora certa gente ande em oportunista berreiro e gulosamente procure preencher o horário noticioso, mantenhamos então uma certa calma e digamos com displicência, um bem sonoro olha quem fala!

Há que ter em boa nota aquilo que este regime - todo ele, desde o PC e intersindicais, até ao PS, PSD e CDS - fez à construção naval portuguesa, aliás, a toda a indústria pré-existente ao fatídico ano de 1986: os nomes Lisnave e Setenave são apenas dois entre muitas dezenas, sendo obrigatório não esquecermos todas as outras empresas subsidiárias que serviam este essencial sector da nossa indústria. Aos poucos, os portugueses têm dado conta do catastrófico sistema que nos foi imposto, descontando já o calamitoso bambúrrio pretensamente revolucionário dos anos setenta.

 

O que importa agora, é contabilizarmos as nossas perdas desde o início das "negociações de adesão" à então CEE, disto informando os nossos vinte e tal parceiros além Guadiana. Desta forma eles ficarão a saber que nós sabemos que eles sabem. Em Portugal conhecem-se os irresponsabilizados responsáveis pelo desastre. 

 

Não se iludam, por cá ficará tudo na mesma. Isto é tão certo como a soma de um mais um, perfazer dois.

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publicado às 22:16

Convidado do Estado Sentido - Frederico Pimentel

por Estado Sentido, em 03.12.13

Não apreciando o estilo e discordando, na esmagadora maioria dos casos, do conteúdo das intervenções de Daniel Oliveira, acredito que neste artigo ele tem, num ponto, razão.

 

Após os lamentáveis e relativamente infantis ataques que faz aos assessores de Pedro Passos Coelho, fruto, antes de mais, da sua natural intolerância relativamente a posições ideológicas divergentes daquela que defende (característica partilhada pela larga maioria das luminárias de esquerda), levanta uma questão de extraordinária pertinência.

 

É absurdo que o Governo Português ande a defender os interesses Alemães ao invés dos interesses Portugueses.

 

É inaceitável que um Secretário de Estado dos Assuntos Europeus venha, na Grécia, de todos os sítios, recusar "... a ideia de uma união de esforços a sul - nomeadamente entre os países intervencionados, mas contando também com a Itália ou a França.", dando sinais graves de "... falta de "solidariedade" com os países da União que defendem um caminho diferente do da Alemanha."

 

Já estava na altura de entendermos de uma vez por todas que na cena internacional não há, salvo raríssimas excepções, "amigos", e mesmo estes não sacrificam os seus interesses próprios pelos nossos.

 

A Alemanha está, como é normal e razoável a um Estado soberano, a zelar pelos seus próprios interesses, não pelos interesses de um projecto politico indefinido, de futuro incerto, que padece de inúmeros problemas para os quais ainda não se advinha solução satisfatória (apesar de já ter tido mais que tempo suficiente para perceber que os seus interesses próprios estão intimamente ligados com a sobrevivência do referido projecto), e muito menos pelos interesses de países terceiros.

 

Ora nós, se alguma coisa devíamos estar a promover activamente é uma alternativa à "Solução Germânica" para a crise do Euro.

 

Devíamos aliar-nos, não apenas aos países intervencionados de forma declarada (Grécia e Irlanda), aos países intervencionados de forma "discreta" (Espanha), e aqueles em sérios riscos de virem a ser intervencionados no relativamente curto prazo (Itália e França), mas também a outros que, não estando necessariamente com défices insustentáveis ou com as finanças públicas à beira da hecatombe, têm outros motivos para querer ver enfraquecida a posição Alemã e retirar-lhe das mãos as rédeas da condução europeia, processo que tem conduzido de forma calamitosa (Reino Unido, Polónia, República Checa e Luxemburgo, por motivos diferentes, vêm-me à mente).

 

Ao invés, alienamos aqueles que seriam os nossos naturais aliados nesta situação, que defendem interesses convergentes com os nossos, e vamos professando, de forma acéfala, abjecta, contrária aos nossos interesses e ao mais elementar bom senso, a nossa adesão à "Solução Germânica" para os problemas económicos, financeiros e políticos Europeus.

 

Qualquer dia o Parlamento Europeu muda-se para Berlim...

 

Frederico Pimentel

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publicado às 22:00

A pobreza intelectual de Daniel Oliveira

por Samuel de Paiva Pires, em 03.12.13

Hoje, Daniel Oliveira acusa Bruno Maçães e Miguel Morgado de fanatismo ideológico. Quanto ao primeiro, nada posso dizer. Mas quanto ao segundo, talvez fosse boa ideia Daniel Oliveira olhar-se ao espelho antes de dar largas à ignorância atrevida, e, já agora, ler qualquer coisa do que Miguel Morgado tem escrito, especialmente em sede académica, como por exemplo a introdução da sua lavra a Do Espírito das Leis, obra de Montesquieu traduzida também pelo Miguel Morgado e editada pelas Edições 70, que termina assim:


"O «Estado-Providência» carrega consigo a missão global de integrar num mundo comum os que tendem a ficar nas suas margens, de salvar a sociedade comerciante da revolta daqueles que nela só conseguem ver uma batalha eternamente perdida, e, finalmente, cumprir os dois primeiros propósitos sem destruir o espírito que a anima."


Quem diria que isto foi escrito por um fanático ideólogo neoliberal. Enfim, Daniel Oliveira é só um dos muitos espécimes representativos da esquerda muito democrática e civilizada que temos - a mesma que, quando a direita riposta, logo replica que esta é trauliteira -, que ao mesmo tempo que acusa os outros de fanatismo ideológico, continua a abusar da reserva mental que tão bem a caracteriza. Ou será que alguém duvida do que Daniel Oliveira e os seus compagnons de route gostariam de fazer ao país? Isso já não é fanatismo ideológico, pois não?

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publicado às 17:04

Ciência oculta de Zorrinho

por John Wolf, em 03.12.13

O decano da tecnologia em Portugal Carlos Zorrinho já está a apresentar resultados. A equipa de investigadores do Laboratório de Ideias e Propostas para Portugal provavelmente irá reinvindicar a mais recente descoberta bombástica: a situação de corrupção é dramática em Portugal e está ligada à política. Começamos a entender a missão do laboratório de análises. Foi criado para sublinhar evidências e verdades de La Palisse. A corrupção está ligada à política? Não me digam? Pensava que estava ligada à rede de gás natural ou aos escoteiros de Portugal. É por esta e por outras que o gabinete científico de Zorrinho faz mesmo falta. Havia a necessidade de existir um organismo para certificar a redundância, o óbvio. Zorrinho pode começar a marcar a letra sobre as evidências flagrantes (como esta da corrupção), mas o laboratório que dirige tem outras intenções - é mais perverso e oportunista do que se possa imaginar. Em nome das "belas ideias e propostas para Portugal", os socialistas, caídos na penúria de soluções e alternativas para o país, querem coleccionar respostas alheias que não há maneira de aparecer no partido socialista. É uma espécie de outsourcing com um nome que lembra a ciência exacta, sem ser precisa nos seus métodos. Seguro teve esta ideia porque já havia virado o casaco ao avesso para ver se encontrava algo realmente valioso para acrescentar à argumentação política, mas têm tido pouca sorte. Primeiro Soares atraiu as atenções quase todas (mesmo tendo um cartão de membro do partido já comido pelo bicho), e agora Zorrinho, ciente da ofuscação de Mário Soares, rapidamente delineou uma estratégia de verdades inquestionáveis que deixam os adversários internos e os rivais externos boquiabertos com as suas mensagens pseudo-pessoanas. Zeguro ainda não percebeu que se trata de um golpe palaciano. Zeguro ainda não entendeu que está a ser levado pelo Zorrinho. Zeguro que já tinha de se preocupar com o regresso de Sócrates e o jogo de António Costa, agora tem de lidar com os afazeres dos homens de bata branca. Os homens que se batem pela verdade, pela definição do ser português. Mas não devemos esquecer que foi Zeguro que convidou Zorrinho para ser o cientista-mor do laboratório. E já se sabe que quando há cozinheiros a mais a confeccionar a sopa de letras e números, regra geral dá asneira. Tudo isto em nome da ciência, perdão, em nome de Portugal.

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publicado às 10:50

O Crato descartado

por João Pinto Bastos, em 02.12.13

Crato perdeu a pouca confiança política de que ainda era tributário, não obstante os disparates já cometidos. Não há ses nem mas, isto é uma autêntica vergonha. Ponto final.

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publicado às 23:53

Finis Patriae

por João Pinto Bastos, em 02.12.13

 Aclamação de D. João IV, Veloso Salgado

 

Dia 1 de Dezembro do ano de 2013, um dia que ficará indelevelmente marcado com o ferrete da ignomínia, pois foi nesta precisa data que, pela primeira vez na história da querelante III República, um dos feriados mais relevantes da nossa pátria deixou, aviltantemente, de ser celebrado. Os adjectivos são poucos para descrever com exactidão a crueldade infligida às gentes portuguesas pela ignorância excruciante de uma elite rancorosa e desmemoriada. Dói ainda mais saber que o fim desta celebração foi chancelado por um Governo composto, dizem muitos, pela direita saudosista dos tempos da outra senhora. No fundo, o que ontem sucedeu representa, pelo menos para aqueles que amam, sincera e denodadamente, Portugal, a confirmação oficial de que a memória histórica da Nação foi, em definitivo, esventrada. Foi esse, em grande medida, o desiderato de sempre do jacobinismo republicano. 100 anos de aventureirismos atrabiliários na política e na cultura tiveram, e teriam forçosamente de ter, como desenlace a corrosão insidiosa da comunidade e a ruína dolorosa do memorialismo respeitante aos feitos mais notáveis da grei portuguesa. Hoje, para o grosso do povo português, o 1 de Dezembro de 1640 é uma data como outra qualquer num país que, colectivamente, só enxerga a mísera brutalidade do presente, encarando a lembrança dos apertos pretéritos como um espectáculo entediante e descartável. São poucos, demasiado poucos, os que resistem ao rolo compressor do presentismo desmemoriado, mas, parafraseando Pessoa, tudo vale a pena se o amor à pátria não é pequeno. E, afortunadamente, ainda há quem ame o espírito do Portugal antigo, e deseje, fidelissimamente, recobrar a essência da alma portuguesa. Num futuro que não promete ser radioso, esse resquício  de bom senso é e será, em todo o tempo, uma bênção.

 

Publicado aqui.

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publicado às 23:34

A divida crescente da população minguante

por John Wolf, em 02.12.13

Se Portugal é o único país a sair do ajustamento com menos população, significa que não saiu do ajustamento. Quer dizer que os poucos que ainda cá permanecem devem suportar um maior nível de dívida, mesmo que esta venha a diminuir. Ou seja, a dívida per capita acaba por ser maior. Em cima dos ombros de cada cidadão estará um encargo maior. Portanto, os números da alegada melhoria das condições económico-financeiras devem levar em conta todos os factores e não apenas os mais convenientes. Não é apenas a diminuição do número populacional que está em causa, mas o esforço que será exigido aos "sobreviventes"; àqueles que permanecem na realidade nacional e que não decidiram emigrar para outro país. Embora se refiram à fuga de mão de obra qualificada para o exterior, o drama reside com aqueles que permanecem em Portugal e que não sendo os "cérebros" que partiram, terão paradoxalmente de ser ainda melhores do que os bons que se foram. Como podemos observar a equação não é linear, embora os políticos de Bruxelas a São Bento nos queiram impingir um axioma simples, uma redução confeccionada a partir de uma complexidade muito maior. O grau de suspeição que acompanha a população é, no meu entender, uma coisa positiva. Vai obrigar cada um de nós a puxar pela cabeça para interpretar os factos que nos apresentam. Um processo de selecção pouco natural está em curso, através do qual somos obrigados a separar o trigo do joio - a má notícia da péssima. A dada altura do desenrolar dos acontecimentos, a sociedade fica mais habilitada para realizar aquilo que os ingleses designam por "number crunching" - numa péssima tradução; espremer a contagem para ver se sai alguma coisa de jeito - falta de jeito, na pior das hipóteses a terminação errada.

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publicado às 21:24

Lisboa Arruinada: o ex- mono CTT

por Nuno Castelo-Branco, em 02.12.13

Monos e negócios esquisitos.

Este mono vazio situa-se em plena Rua do Conde de Redondo. Até há uns dois anos e meio, aqui funcionaram os serviços do CTT. Ficou vazio e os trabalhadores foram transferidos para um imóvel "vey expensive indeed" que se ergue lá para as bandas da Expo. O negócio deu brado, pois pelo que se diz, este prédio devoluto continua a pagar a renda até ao fim do contrato estabelecido. Nem sequer valerá a pena voltarmos ao assunto da despesa do novo prédio onde se concentraram os serviços dos CTT. 

Mais um entre dúzias e dúzias de outros. Só nesta zona compreendida entre o Sheraton e os Mártires da Pátria, existe uma indecente quantidade de prédios do terciário vazios. A CML continua a prodigalizar licenças de construção para este sector. O que tem acontecido aos edifícios destinados à habitação? A resposta é óbvia, mas se têm dúvidas, esclareçam-nas com a vereação do urbanismo. Se ainda mais dúvidas tiverem, consultem a lista de investidores, de fundos imobiliários/banca do regime. É tudo por "mero acaso do mercado", claro...

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publicado às 15:01

Karma de idoso emigrante

por John Wolf, em 02.12.13

Algo de muito perverso se está a passar em Portugal. Os emigrantes idosos pobres vão deixar de receber apoios do Estado. Quando há décadas embarcaram para França e Alemanha eram emigrantes pobres. Agora, voltam a encontrar-se numa espécie de Karma de aposentados. Os anos parece que não passaram pelas suas vidas. Trabalharam muito mas foi tudo em vão. Vergaram a mola em unidades fabris perto de Dusseldorf e partilharam aposentos com idênticos proletários num qualquer banlieu francês, mas foi tudo em vão. Caíram numa terra de ninguém - não estão bem em parte alguma. Lá não os sustentam e cá são um fardo para os governantes. A pergunta, que pode ser colocada agora, mas que não foi posta à época; será que os jovens emigrantes de hoje irão passar pelo mesmo engano? Ou será que nunca regressarão à pátria? Esta notícia deve funcionar de alerta para aqueles que se lançam à aventura sem as devidas protecções. Os países de acolhimento, a seu termo, irão começar a sentir o desgaste do peso extra nos seus sistemas de segurança social e, sem misericórdia, implementarão medidas para afastar trabalhadores estrangeiros. É assim que eu vejo as coisas - de um modo cínico, lamentavelmente. Uma nova figura de dependente está a nascer no seio da Europa da protecção social e valores civilizacionais superiores. Os idosos ex-emigrantes caídos em miséria são apenas a ponta de algo negativamente colossal. O passado não apenas mordeu os calcanhares do presente destas pessoas - tomou o seu lugar, o seu espírito, o seu corpo.

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publicado às 09:30

No dia 14 de Agosto de 1638, num ambiente de amargura, mandava em Lisboa a estrangeira duquesa de Mântua, em nome do rei castelhano, lembrava-se em Guimarães, com saudade, as glórias de D. João I, de Nun'Álvares e de Aljubarrota: apontando o pelote por aquele usado nesta vitoriosa batalha, um padre franciscano, Frei Luís da Natividade, foi porta voz do sentir de quase todo um povo humilhado a quem tinham despojado da sua soberania: "  - Pelote roto, pobre, esfarrapado e alanceado, hoje é mais próprio chorar mágoas presentes do que celebrar vitórias passadas"; por essa mesma altura, porém, em Trancoso, um sapateiro, o Bandarra, profetizava o fim dessa vexação, concretizando a esperança da libertação nacional na pessoa do então duque de Bragança, D. João, futuro IV de nome:
                      " Já o tempo desejado
é chegado,
segundo o firmal assenta.
Já se cerram os quarenta,
que se ementa
por um Doutor já passado.
O Rei novo é alevantado, "

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publicado às 21:21

O dia mais importante da nossa história

por Nuno Castelo-Branco, em 01.12.13

Naquele 1º de Dezembro de 1910, o novo regime imposto pela força demolidora da subversão, fazia arderem em crepitoso auto-da-fé em plena Praça dos Restauradores, montões de bandeiras que sintetizavam uma história oito séculos de independência portuguesa. Todas aquelas que até ao 5 de Outubro flutuaram nos mastros de navios, ministérios, quartéis e outros departamentos do Estado, foram destruídas em público. Nem sequer escaparam centos de outras, à força retiradas dos domicílios  dos patriotas. Os republicanos deliberadamente queimaram a bandeira portuguesa.

 

Esta tarde, no mesmo local, não foi com surpresa que todos pudemos deparar com a quase exclusiva presença daquela Bandeira Nacional que hoje é sem sombra de dúvida, o símbolo da independência do país. Adriano Moreira e Loureiro dos Santo disseram o que deles se esperaria. António Costa, já  assoberbado pelo o seu projecto pessoal de promoção, desfez-se em considerações acerca da independência nacional e vontade de "reencontrar a Pátria como casa comum". Como os tempos mudam! Os mesmos que rotineiramente nos garantem ser o estribilho "mais Europa" como uma coisa de salvífica exclusividade, aparentemente afligem-se com uma situação para a qual decisivamente contribuíram. Disse ainda o edil que em 2014 pretende transformar o centro da cidade "numa grande sala de aula colectiva, espaço de História ao vivo, recriando 374 anos depois, nos diversos locais onde a História se fez, os acontecimentos que conduziram à libertação de Portugal". Compreendendo o essencial das palavras de A. Costa, esperemos então que dentro de um ano o país possa já estar livre de tudo aquilo que o actual regime tem significado para a destruição da nossa identidade e soberania. 


Em 1995, uma sucinta afirmação de Mário Soares, demoliu um mito propagandístico velho de mais de um século. Para grande desespero ou despeito dos sátrapas e escribas do pensamento oficialista, Soares justificava a sua participação como P.R., na cerimónia de Estado em que consistiu o casamento dos actuais Duques de Bragança. Acompanhando naquele importante momento um amigo de décadas, M. S. declarava também estar Portugal a prestar uma homenagem à Casa de Bragança pelos relevantes serviços prestados à Pátria, à sua liberdade e independência. Aquilo que era válido em 1995, é hoje muito mais relevante. 

 

Ficaram assim soterradas as grandes tiradas retóricas das Conferências do Casino, os Finis Patriae que culminaram com o Crime no Terreiro do Paço e as justificações fastidiosas, incipientes e vazias de conteúdo histórico escritas por um Oliveira Martins que sendo um impenitente idealista, vergastou a dinastia para acabar por nela reconhecer, sob o turvo prisma do cesarismo, a redenção de Portugal.

 

Todas as velhas nações possuem as  datas que calendarizam glórias passageiras, aquelas que ingratamente  o tempo condena ao posterior olvido pelas gerações que não as viveram. Os desastres das batalhas perdidas são frequentemente compensados pela gesta de uns poucos  - o Decepado, o Soldado Milhões ou um D. Sebastião -  que souberam bem morrer ou resgatar a periclitante honra dos outros, que ausentes do campo onde de pé se morria, nem por isso se sentiam menos atingidos por uma tragédia ainda não percebida, mas que inexoravelmente sobre as suas cabeças faria tombar a vingativa espada do inimigo.  Os grilhões apostos aos conquistados, seriam então exemplar justificativo e testemunho do espírito de sacrifício. Santificava-se desta forma aos olhos de um misericordioso Deus que do alto velava pelo seu povo e lhe forjava no ânimo, esse querer de libertação e do retorno a um perdido mas não esquecido tempo, onde a Lei dos naturais conformava a espontaneidade de um sentido de pertença à comunidade, a Grei.

 

A Monarquia Portuguesa criou a nação que somos e essa identidade tem sido ao longo das centúrias, plenamente justificada através de nebulosos e por vezes lendários indícios da especificidade das populações que foram consecutivamente ocupando o território que ainda hoje se chama Portugal. Os lusitanos, os conventos romanos e a criação do primeiro mas efémero Império Ibérico, erguido pela força guerreira visigótica, enraizaram nas mentes daqueles que lhes sucederam, essa certeza do direito à constituição de uma entidade territorial distinta daquelas outras com quem ainda partilhava o idioma e mais importante ainda, a Fé.

 

14 de Agosto de 1385 consistiu talvez, a data a partir da qual este país deixou para sempre a contraditória e incerta condição estatutária  de uma parte independente de uma grande Galiza. Essa confusão decorrente do próprio processo de criação do reino no século XII, ditava uma aparente edição localizada e muito particular do feudalismo que imperava além Pirenéus e que das suas faldas se estendia até à foz do Niémen.  Um qualquer acaso sucessório derivado da morte de um monarca sem descendentes, ou um negociado matrimónio que forjava uma outra realidade política na Respublica Christiana, modificava então as sempre frágeis fronteiras e no tempo fidelizava os povos à nova dinastia. Aljubarrota foi importante, servindo de marco ao reconhecimento do interesse específico  das ..."muitas e desvairadas gentes"... que viviam  naquele espaço criado jurídica e perpetuamente pelo tratado de Alcanizes. Os portugueses tinham como cumprida a sua parte na Reconquista da terra outrora cristã, há séculos avassalada e subjugada pelo invasor que viera do outro lado do mar, com desconhecidas línguas, estranhos costumes e exótica divindade.

 

Pela primeira vez uma vitória militar colocava em definitivo, a realidade territorial Portugal, no palco de uma Europa que perdidas as ilusões de uma reunificação que fizesse ressurgir o cristão império romano, levava os seus reis, príncipes ou republicanos condottieris, a gizar alianças, garantindo a sua supremacia sobre rivais e vizinhos. No entanto, Aljubarrota consistiu no culminar de um curto e turbulento período de realinhamento interno de forças políticas, económicas que confluíram no interesse pela preservação da independência que surgia como a essencial condição da prosperidade e realização pessoal de quem mais podia e o repúdio por todos os demais, de um poder estranho e até então considerado inimigo.  O 14 de Agosto escancarou as portas  daquele sentido de urgência de acrescentamento do domínio, cumprindo-se assim simultaneamente, o brado "Deus o Quer" de uma cristandade que tudo podia justificar.

 

A chegada de Gama à Índia, a descoberta do Brasil - uma das grandes e actuais razões do nosso direito a existir como Estado  e inegável símbolo da grandeza histórica de Portugal - e aquela ininterrupta série de espantosas, mas hoje infelizmente esquecidas vitórias nas quentes águas do Índico e do Pacífico ocidental,  podiam almejar ao título da mais importante data da História de Portugal. Contudo, se nos tornaram para sempre visíveis perante um mundo que até então nos ignorava, não foram suficientemente prenhes de consequências que garantissem aquela certeza de pertença e de necessária preservação de um legado já antigo de quase meio milénio.

 

A morte do vate nacional, Camões, num hipotético 10 de Junho de 1580, quando os tercios de Alba implacavelmente escreviam uma nova página possibilitada pelo desastre de Alcácer Quibir, surgiu para as mentes dos românticos oitocentistas, como única e diamantina oportunidade de distanciamento de uma outra data, que para a totalidade do corpo nacional, servia de pendão de honra ao espírito de resistência que esmagara invasores, rasgara tratados iníquos e galvanizara o ânimo consagrador da liberdade desta nação que há muito era uma Pátria.

 

O dia 10 de Julho será então imaginado pelos seus promotores como a unanimemente aceitável efeméride que divorciaria os portugueses daquela clara manhã de 1640, em que o escudo de armas português para sempre se retirava da simbólica da União Dualista. Esta União - afinal sempre desejada pelos promotores republicanos do 10 de Junho de 1880 - baseara a sua legitimidade na força da espada e no ouro das moedas corruptoras e enlouquecedoras do espírito de discernimento de alguns. O fim último desta tentativa do radicar de um novo marco que seria assim considerado como o mais importante da História de Portugal, era o rebaixamento da dinastia que surgia como um mero e fortuito acaso ou recurso de um grupo de abnegados e bravos redentores a ela alheios.  Fantasiaram-se episódios de resistência do duque D. João e justificou-se a aceitação do Levantamento por parte dos Braganças, pelo "varonil ânimo" da castelhana duquesa D. Luísa de Gusmão.  Construiu-se habilidosamente o mito da indecisão e do espírito timorato daquele, que afinal pela sua prudência, sageza de pensamento e resolução na acção de estadista, garantiu o sucesso da Revolução. Arruinou materialmente a sua Casa, mas ganhou a coroa e a liberdade de Portugal como reino independente que pela força das armas e astúcia dos políticos, conservou o legado ultramarino que ao tempo interessava. É também a definitiva confirmação de um novo vector da nossa presença no mundo, que da Ásia transita para o espaço Atlântico onde ergueria um novo império, o Brasil, ainda hoje um grande entre os maiores.

 

Não cabe aqui o desfiar das desditas que para este país significou o seu achincalhar à condição de província de uma Grande Ibéria que estendia os seus braços à Europa Central, Flandres, Reno, Milão, ao sul da Itália e que transformava vastas regiões católicas do Sacro-Império, em simples dependências ou inevitáveis e subalternas aliadas.

 

1580 reduziu e inferiorizou um Portugal já imperial, com domínios que se estendiam das plagas norte-africanas às costas do Japão. Porto de abrigo e de comércio para todas as nações cristãs, Lisboa habituara-se à presença das alvas gentes do Norte e à colorida presença daqueles que oriundos da África, Índia, China, América ou zona malaia, provavam o senhorio reclamado pelos monarcas que ostentavam orgulhosamente o título de Senhores do Comércio e da Navegação na Guiné, Etiópia, Índia, etc. 

 

A permanente e férrea política de alheamento dos conflitos continentais que esmagavam populações, devastavam campos e semeavam a perniciosa semente da inimizade histórica entre vizinhos, fortificou a consciência da identidade nacional, a necessidade de com todos dialogar e comerciar e o direccionar dos esforços para a preservação e dilatar do património territorial conseguido com tantos e custosos sacrifícios.

 

Existem algumas efemérides que embora sejam importantes marcos  e signifiquem o início de novas experiências políticas que uma mudança de regime implica - o 24 de Julho, o 5 de Outubro, o 28 de Maio ou o 25 de Abril -, não se revestem daquele transcendente significado que a palavra Liberdade no seu sentido mais lato - o da gente e o da Pátria como entidade política autónoma e internacionalmente reconhecida pelas outras - só é conseguido por aquele dia em que se restaurou a independência portuguesa.

 

O 1º de Dezembro de 1640 é a data mais importante da nossa História, pois se internamente consagra o desejo da totalidade de uma Nação que animicamente já o era há muito, internacionalmente consistiu na confirmação de uma necessidade desejada  por todos aqueles que combatiam uma prepotente e implacável hegemonia, cega ao direito das terras e das gentes. A Restauração foi saudada com efusão em boa parte da Europa e se para alguns consistiu numa oportunidade para o abatimento do Leviatã que há mais de um século ditava a lei nas relações entre Estados, para outros oportunamente surgia como ocasião para a consolidação do esbulho do património luso espalhado pelo mundo. A vontade e o sacrifício abnegado dos portugueses de então, desiludiu aqueles que apenas esperavam um passageiro e apetecido  contratempo  à imperial Espanha de Filipe IV e de Olivares.

 

O dia 1 de Dezembro de 1640, foi o mais longo da nossa História e prolongou-se por vinte e oito anos de terríveis sacrifícios. Os portugueses bateram-se praticamente sós contra as duas grandes potências de então - a Espanha e a Holanda -, vencendo uma nos campos de batalha da raia e a outra, a belicosa Batávia, nos mares, no sertão brasileiro, em Angola e nas longínquas paragens asiáticas.  A Guerra da Restauração foi um conflito em múltiplas frentes, onde o ferro da espada e a pluma dos diplomatas e dos grandes homens que juridicamente justificaram perante o mundo a libertação, se irmanaram num indissolúvel elo que garantiu o sucesso final. Se na Europa os terços lusos conseguiram rechaçar a coligação de futuras nações que era o exército dos Habsburgos espanhóis, no além-mar Portugal defrontou e acabou por vencer o mais implacável, fero e traiçoeiro inimigo de que há memória. De facto, a luta contra a talassocracia e o poder financeiro da hostil e exterminadora Holanda, criou tantas e aprioristicamente inultrapassáveis dificuldades, que o resultado da emancipação foi por muito tempo incerto e geralmente considerado como condenado pelas chancelarias europeias, desde o Vaticano às monarquias do Norte. A França surge como transitória protectora interessada em tolher o movimento à sua rival continental que via desprender-se o mais precioso florão da sua coroa e a Inglaterra baqueava na guerra civil, impotente para o pleno  cumprimento do papel que o velho Tratado de Aliança lhe ditava como obrigação.  Os portugueses - Portugal, um todo - para sempre tornou presente a sua condição de Estado, numa Europa que via nascer e desaparecer entidades políticas, conforme  a vontade dos grandes do momento e desta ou daquela guerra perdida. A memória de 1640 reavivou-se naquela outra Restauração em 1808, quando pela primeira vez derrotado o invasor francês, a legitimidade erguida como bandeira pelo povo, fez saber ao soberano no distante Brasil, o apego da nação à sua liberdade entre as demais. 

 

Portugal inteiro o quis e assim o fez. Lutou, negociou, transigiu por vezes. Contra todos os prognósticos, restaurou a legitimidade do seu Direito e no trono colocou quem dele tinha sido pela força esbulhado em 1580. Venceu o irredutível ânimo de todos, irmanados no resgate de uma liberdade que justificava assim, a própria existência das gentes que alçando  o pendão da nossa terra, tornou seu o brado Liberdade! Liberdade! Viva El-Rei D. João IV!

 

É esta a lição dos nossos maiores e hoje, decorridos trezentos e setenta e três anos e num momento grave que compromete os ideais de 1640, voltemos então toda a nossa esperança para quem poderá ser o símbolo daquela essencial unidade que hoje tanto nos falta.

 

 

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publicado às 20:36

António Costa pode invocar as razões de peito que entender, afirmar que se enganou há dois anos quando prescindiu das decorações, mas é verdadeiramente escandaloso que o Presidente da Câmara de Lisboa e seus compinchas de autarquia tenham decidido esbanjar 300.000 euros em luzes de Natal. Um país falido não se pode dar a este luxo. Ponto final. A árvore de Natal da praça do Comércio, assim como as luzinhas que decoram a baixa, são um atentado à dignidade de centenas de milhar de cidadãos que não têm meios para mandar cantar um ceguinho. Dizem algumas mentes espirituosas que a esperança deve ser a última a morrer, a derradeira a apagar as luzes, mas este espectáculo serve apenas para prolongar a dor. Faz com que o povo pense que afinal está tudo bem. Mas meus senhores, talvez estas velas de aniversário sejam o último fôlego antes do estoiro final. A seguir ao fogo de artifício e ao espumante de fim de ano, veremos o estado da ressaca nacional. A situação que atravessamos nunca será ultrapassada se nos sujeitarmos à sorte de políticos que não entendem a gravidade destes tempos históricos. Trezentos mil euros serviriam para deixar obra por mais pequena que seja - a remodelação de um centro de acolhimento para sem-abrigo, a construção de um centro de saúde onde mais falta faz, a distribuição de rações de sobrevivência a quem mais fome tem. Enfim, não é preciso ser um génio para perceber o que quero dizer. Deste modo não se vai a parte alguma. Em vez das luzes high-tech penduradas entre os edifícios da cidade, uma iniciativa de contenção seria mais que bem-vinda. Por exemplo, uma noite de vigília à moda dos Nazarenos - uma corrente humana em que cada um acende a mecha da sua pequena vela - o pequeno isqueiro de empatia, de solidariedade silenciosa. Ainda ontem houve alguém que me disse que a decoração natalícia tem a importante função de atrair turistas, de trazer à capital forasteiros que deixam uma gratificação ao desgraçado, ao que eu respondi; qualquer dia esses mesmos turistas virão fazer a ronda dos cemitérios nacionais, prestar homenagem aos tombados em tempos de paz. Em dia de restauração o que necessita de ser refundado é o sentido ético e humano das nossas sociedades. Venha de lá esse pinheiro manso e o fósforo para atear a pira decorada por almas penadas, enforcadas pela miséria, enterradas pelos nossos olhos que ainda acreditam no pai Natal.

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publicado às 17:58

Falso como Judas

por Pedro Quartin Graça, em 01.12.13

Pedro Passos Coelho teve o supremo descaramento de evocar hoje o 1º de Dezembro, isto apenas 50 metros do local onde (com)patriotas comemoravam a data. Não estivessemos nós a falar do autor moral da "façanha" anti-patriótica de eliminação do feriado e até poderíamos pensar que Passos estava contra essa eliminação. Mas a verdade é que é mesmo preciso não ter vergonha na cara para aludir, num dia como o de hoje, ao facto de ser essencial não «comprometer negativamente o futuro das novas gerações», quando Passos é o primeiro a fazer esquecer os valores Pátrios! O que se esperaria, na verdade, do administrador-delegado da Troika em Portugal?

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publicado às 14:37

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