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A homossexualidade como revolta contra o niilismo moderno

por Samuel de Paiva Pires, em 10.04.12

Não costumo apreciar José António Saraiva, mas daquilo que me é dado observar do que me rodeia, acho que o ponto central do artigo merece ser explorado. Creio, como o autor, que a orientação homossexual é genética. Mas que se vê muita gente a enveredar por aí como se fosse uma escolha (a ideologia de género e a Escola de Frankfurt ajudam a perceber porque muita gente pensa que pode fazer essa escolha), e como forma de constestação/revolta, também me parece verdade. Que isso tenha efeitos nefastos na psique individual é apenas natural, e o caso Renato Seabra é só um exemplo do que pode acontecer ao tentarmos alterar a nossa natureza.

publicado às 00:20


11 comentários

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De José Maria Barcia a 10.04.2012 às 04:11

Até costumo concordar contigo. Mas hoje não dá não
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De Samuel de Paiva Pires a 10.04.2012 às 09:52

Não podemos concordar sempre. Mas podemos debater.
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De João a 10.04.2012 às 10:21

Debater o quê? O amor? Isso não é nada liberal e até me parece que está no Uganda.
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De Samuel de Paiva Pires a 10.04.2012 às 10:32

Se quiser debater o amor, encontra por aqui vários textos meus. Mas referia-me apenas ao ponto central que, parece-me, o politicamente correcto impede muita gente de perceber: o de que cada indivíduo, sendo um ser único e irrepetível, no contexto racionalista moderno e relativista pós-moderno pode sentir-se à deriva perante o niilismo e desta forma encontra uma via para se revoltar e/ou afirmar.

De salientar que não é um protesto geracional num sentido colectivista, isto é, organizado e com propósitos contestatários bem definidos (como o foram as lutas estudantis que o JAS refere) mas, num contexto de crescente isolamento individual, pode acabar por funcionar quase espontaneamente como forma de revolta não se sabe bem contra o quê, em virtude do niilismo, do vazio de significado e propósito, e alguns indivíduos acabam por se reconhecer nesse tipo de comportamento, tornando-o uma moda e atraindo mais gente. Conheço alguns casos que me parecem estar perfeitamente enquadrados nisto, daí dizer que o ponto central do artigo merece ser explorado. É interessante do ponto de vista sociológico, porque acaba por ser um fenómeno que vem a ter alguma visibilidade (no Chiado é mais do que evidente) mas talvez mais do ponto de vista da psique individual. É uma revolta pessoal, mais do que social ou política.


E note-se que, sendo a nossa personalidade, da qual faz parte a orientação sexual, fruto da combinação de factores genéticos, que nos são transmitidos pelos pais, e de factores sociais/ambientais, o que acho (até porque também tenho amigos gays que acham isso) é que há uma predisposição genética, e há vários estudos que apontam nesse sentido, sendo este um debate já bem velhinho. Não estou a fazer nenhum juízo de valor ou a criticar. Pelo contrario, estou a dizer que é natural e que não é uma doença, uma fase ou uma escolha. Por outro lado, a ideologia de género é que inventou as muy politicamente correctas possibilidades de escolha do género e orientação sexual, que acabam, essas sim, muitas vezes por originar perturbações mentais. Não há contra-senso porque, tal como o JAS, o que digo é que há gays que o são realmente, e depois há estes que não sabem bem o que são e que vão pela moda/imitação, podendo na origem destes comportamentos estar uma necessidade de afirmação ou revolta individual. Mais, coloco até uma terceira hipótese, a da combinação dos dois factores. Isto apenas também para ilustrar que, sem fazer juízos de valor sobre o que é uma verdadeira orientação sexual, mas sim sobre processos sociais e individuais que advêm de teorias falsas que se desenvolvem e propagam num contexto niilista e relativista, é saudável sairmos dos redis do politicamente correcto e questionarmos aquilo sobre o que nem a ciência ainda nos deu respostas muito esclarecedoras.
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De Anónimo a 10.04.2012 às 16:13

Uma exposição clara como água. Completamente d'acordo com tudo quanto escreveu.
Maria
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De Manuel da Silva a 10.04.2012 às 21:09

O artigo do José António Saraiva sobre o tema da homossexualidade é provavelmente o texto mais idiota que li em tempos recentes. 


Em verdade, todo o seu "discurso" à volta deste tema, neste e noutros artigos, reflectem a sua ignorância e o mais estúpido preconceito. 

E antes que me peçam para discutir ideias não o faço porque o artigo é simplesmente estúpido. O tipo que se "eduque" e então depois podemos começar a discutir!
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De DARWIN junior a 13.04.2012 às 15:22

Diz-me com quem andas ...Há quem tenha muitos espelhos . Assim , com elevadas probabilidades de alguns reflectirem a "merda" que anda por este País ...
Há uma corrente doentia ( não confirmada  pela OMS , 
não obstante ser originariamente genética , tal como a sida , a sífilis  , etc. ...) a qual aboliu todos os preconceitos !...
Sem preconceitos , podem continuar " a levar no c. "
que em nada incomodam os meus preconceitos ...
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De João Goulão a 16.04.2012 às 15:46

Pessoalmente concordo plenamente com o texto do  José António Saraiva e creio que há muito tempo que faltava alguém com um minimo de inteligência e com o devido peso social que finalmente abrisse um debate como este na sociedade portuguesa.


Que me desculpem os gays, mas se pretendem tolerância para os seus pontos de vista, têm também que tolerar quem tem ESTE ponto de vista. (coisa que parece que não estão a conseguir ter, pois se tivessem uma cruz já estariam a crucificar o José António Saraiva, estariam sim...)
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De Einar César a 16.04.2013 às 00:09

O que faz homossexualidade ser genética e pedofilia não?! Por acaso o interesse sexual do homossexual é denotado pelos genes enquanto o do pedófilo é denotado pelo comportamento?! O que faz o homossexualismo ser melhor do que a pedofilia? Por acaso não é o seu relativismo moral?!

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