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Ele sabe como baralhar e distribuir as cartas. Embora o regime de Putin seja algo que não desejaríamos ter nesta zona do mundo, há que reconhecer ser um dirigente incomparavelmente mais hábil do que os governantes do ocidente, EUA incluídos. Estamos entregues a uma irmandade de palradores diletantes e como tal, irresponsáveis.
Geopolítica à parte, Putin é um mau exemplo. Em Portugal já existe quem queira imitar o judoca russo. A Crimeia pode ficar nos confins do mundo, a milhares de quilómetros da Lusitânia, mas Zeca Mendonça foi lesto a aplicar um golpe à canela do foto-jornalista, como se fosse um Putin de cinturão amarelo, à cobarde. Sim, existe uma relação entre uma coisa e outra. A agressão, estudada à exaustão por Konrad Lorenz, emerge onde menos se espera e de modos deveras excêntricos. O golpe baixo aplicado no tripé do repórter de imagem é difícil de definir. Não sei se existe uma designação para aquele movimento raso, ou se faz parte da disciplina de full-contact. Numa primeira análise, realizada a quente, Zeca quer desferir um ataque invisível. Reparem bem na isenção da parte superior do corpo. Quase que não mexe. Como se as pernas não estivessem ligadas ao tronco do assessor, à cabeça. E é esse o perigo. Quando membros inferiores se autonomizam do corpo ético, do magistério da razão. E sem darmos conta, passamos à animalidade efectiva. Uma coisa é certa, o diminutivo Zeca ou Zequinha assenta que nem uma luva de boxe ao evento registado pelas câmaras de televisão. Mas já apareceram uns quantos a bradar aos céus e a afirmar que o Mendonça é bom rapaz. São todos bons rapazes até levantarem a voz e depois os pés. Serão esses advogados os mesmos que defendem o outro que emergiu no Brasil? Não sei. Mas existe uma relação também do lado dos não-agressores. Uma espécie de perdão conveniente. Uma reserva para a prevaricação dos próprios. Aos fotógrafos recomendo uma grande angular e um certo nível de protecção. Mais ou menos pela altura das canelas.
"Satisfying as that may be to Western diplomats, economic sanctions will be extremely difficult to impose on Russia and are, for all their symbolism, likely to be counterproductive. For one thing, as is clear to anyone who knows Russia’s commercial landscape, many large and powerful Western companies have invested heavily in this vast, resource-rich country and won’t want their interests harmed.
Post-Soviet Russia has attracted huge foreign direct investment, going way beyond oil and gas. Western car-makers, retailers and household product companies have piled in, keen to tap into Europe’s second most valuable retail market and Russia’s highly educated and relatively cheap workforce. The likes of VW, Ford, Renault and German engineering giant Liebherr have invested billions in production facilities. Other thoroughbred Western corporates such as Pepsi, Unilever, Procter & Gamble and Boeing are also heavily committed – all of which will seriously complicate any attempt to impose economic sanctions on Russia.
Western energy security also looms large, of course. Russia is the world’s third-largest oil producer. Any hint that the flow of Russian crude might be interrupted would cause havoc on global markets. In recent days, as the sanctions rhetoric has cranked up, oil prices have spiked at $2-$3 a barrel. This can only harm Western crude importers such as the UK."
Leitura complementar: Brincadeiras perigosas; A "península" do Texas; Breves notas sobre a situação na Crimeia; A NATO na Crimeia?; Dmitri Trenin sobre a crise na Crimeia; Leitura recomendada; A crise da Crimeia e a ascensão da Rússia na arena internacional; Começou a escalada do disparate.
Tal como há quase cem anos, há quem queira pôr as rodas da mortífera engrenagem em movimento. Agora, os polacos sentem-se ameaçados pela Rússia, país com o qual nem sequer fazem fronteira que se veja. À Polónia, decerto somar-se-ão lituamos, estónios e letões, todos eles desesperadamente ansiosos por ajustes de contas mais próprios da época anterior a Hiroxima. A propósito, os polacos deveriam cair de joelhos, e de braços em direcção aos céus, agradecerem o status quo das suas fronteiras.
Nenhuma destas preocupações será coisa séria, a menos que por detrás de todo este carnaval, estejam uns alvitres vindos além-Atlântico. Por outro lado, chovem as "garantias" prodigamente oferecidas por ingleses, americanos e franceses. Esse tipo de garantias, são hoje tão sólidas e válidas como aquelas dadas aos checoslovacos em 1938: não valem o preço do papel em que foram "printadas" após o recebimento do respectivo mail.
Fiquemos então com boa, excelente música.
Espera, espera, espera, vamos lá ver se eu estou a ver isto bem: primeiro, leva-se milhares de empresas à falência enquanto se procura, durante 3 anos, arranjar um enquadramento legal que permita despedir funcionários públicos, posto que a função pública estará, segundo o governo, sobredimensionada, e a seguir propõe-se a atribuição de fundos comunitários a programas de integração de desempregados na função pública a título definitivo, com o pretexto de renovar quadros do Estado e diminuir a taxa de desemprego. É isto, não é? Diz que é o governo mais liberal de sempre.
Enquanto membro da Associação da Juventude Portuguesa do Atlântico e da Youth Atlantic Treaty Association entre 2006 e 2013, tive oportunidade de participar em dezenas de conferências sobre segurança e defesa, em vários países, inclusivamente na Ucrânia. Sabendo-se da história da NATO no que ao burden sharing concerne, com os EUA a assumirem a fatia de leão das despesas militares, uma ideia que esteve sempre subjacente em várias conferências, sublinhada frequentemente por norte-americanos, foi a da ausência de pensamento estratégico por parte dos europeus, que acabam sempre por se escudar nas capacidades civis e no soft power.
Ora, perante o que está a acontecer na Crimeia, é caso para perguntar onde é que anda o tão célebre pensamento estratégico norte-americano, quando não só previram que Putin não iria invadir a Ucrânia, mostrando claramente que não aprenderam nada com a invasão da Geórgia em 2008 e que continuam sem conseguir entender minamente o mindset de Putin, como também parecem não conseguir esboçar uma resposta minimamente séria no devido tempo?
Não me interpretem mal. Sou atlantista e pró-americano, mas assim como os norte-americanos gostam de falar no seu quintal, ou seja, na sua esfera de influência, também deveriam entender - sob pena de colocar em causa o equilíbrio geopolítico na Europa - que a Rússia, goste-se ou não, também tem a sua esfera de influência. Mais, quando se começa a procurar atrair países da órbita russa para a integração euro-atlântica e a subverter regimes com base numa política externa alicerçada num idealismo fundamentado nas teorias do desenvolvimento democrático, tem de se estar preparado para responder a todo o tipo de eventualidades quando se dão as famosas transições democráticas por via da ruptura. A impreparação que, novamente, fica exposta, evidencia o perigo que este tipo de idealismo pode consubstanciar, estando na origem de um problema que a Europa dispensava perfeitamente. Idealismo este que casou perfeitamente com a vontade de vingança de vários povos em relação aos russos, que, naturalmente, se compreende, mas que acaba por toldar a visão de muitos dos seus governantes. Estes, ao invés de procurarem um equilíbrio entre as aspirações ocidentais e russas, acabaram, em muitos casos, a alinhar declaradamente com os norte-americanos e a acirrar o ódio contra os russos, e se alguns estão já protegidos pela NATO, outros, como a Ucrânia e a Geórgia, aprenderam e estão a aprender da pior maneira que não se pode simplesmente acordar o urso e dizer que a culpa é do urso e ainda esperar que terceiros os defendam do urso.
O facto de, até agora, a maior parte das possíveis respostas se centrar apenas em eventuais sanções económicas e no isolamento diplomático da Rússia - sendo altamente duvidoso que existam condições para o conseguir -, permite concluir que o Ocidente já saiu derrotado. A verdade é que, como este artigo evidencia, a Europa está economicamente vergada aos oligarcas russos e Putin sabe perfeitamente que os Estados Unidos não irão responder militarmente. De onde se conclui que sem hard power e a vontade de o utilizar não há soft power nem idealismo que resista. Tal como aconteceu na Geórgia, a Ucrânia ficará, provavelmente, abandonada à sua sorte, para mal dos ucranianos, e a Rússia sairá reforçada na arena internacional. Se Bush terá sido, para muitos, um desastre em termos de política externa, Obama poderá ficar para a História como o Presidente americano que facilitou a ascensão da Rússia no século XXI.
Leitura complementar: Brincadeiras perigosas; A "península" do Texas; Breves notas sobre a situação na Crimeia; A NATO na Crimeia?; Dmitri Trenin sobre a crise na Crimeia; Leitura recomendada.
Ben Judah, Why Russia No Longer Fears the West:
"Vladimir Putin knows this. He knows that millions of Russians will cheer him as a hero if he returns them Crimea. He knows that European bureaucrats will issue shrill statements and then get back to business helping Russian elites buy London town houses and French chateaux. He knows full well that the United States can no longer force Europe to trade in a different way. He knows full well that the United States can do nothing beyond theatrical military maneuvers at most.
This is why Vladimir Putin just invaded Crimea.
He thinks he has nothing to lose."
Leitura complementar: Brincadeiras perigosas; A "península" do Texas; Breves notas sobre a situação na Crimeia; A NATO na Crimeia?; Dmitri Trenin sobre a crise na Crimeia.
No twitter, agora:

The crisis in Crimea could lead the world into a second cold war:
"In Moscow, there is a growing fatigue with the west, with the EU and the United States. Their role in Ukraine is believed to be particularly obnoxious: imposing on Ukraine a choice between the EU and Russia that it could not afford; supporting the opposition against an elected government; turning a blind eye to right-wing radical descendants of wartime Nazi collaborators; siding with the opposition to pressure the government into submission; finally, condoning an unconstitutional regime change. The Kremlin is yet again convinced of the truth of the famous maxim of Alexander III, that Russia has only two friends in the world, its army and its navy. Both now defend its interests in Crimea.
The Crimea crisis will not pass soon. Kiev is unlikely to agree to Crimea's secession, even if backed by clear popular will: this would be discounted because of the "foreign occupation" of the peninsula. The crisis is also expanding to include other players, notably the United States. So far, there has been no military confrontation between Russian and Ukrainian forces, but if they clash, this will not be a repeat of the five-day war in the South Caucasus, as in 2008. The conflict will be longer and bloodier, with security in Europe put at its highest risk in a quarter century.
Even if there is no war, the Crimea crisis is likely to alter fundamentally relations between Russia and the west and lead to changes in the global power balance, with Russia now in open competition with the United States and the European Union in the new eastern Europe. If this happens, a second round of the cold war may ensue as a punishment for leaving many issues unsolved – such as Ukraine's internal cohesion, the special position of Crimea, or the situation of Russian ethnics in the newly independent states; but, above all, leaving unresolved Russia's integration within the Euro-Atlantic community. Russia will no doubt pay a high price for its apparent decision to "defend its own" and "put things right", but others will have to pay their share, too."
Leitura complementar: Brincadeiras perigosas; A "península" do Texas; Breves notas sobre a situação na Crimeia; A NATO na Crimeia?
Não vale a pena investigarmos o que Octávio Teixeira terá ou não apoiado nos cruciais anos de 1974-76, esse triénio da desarticulação do país, da destruição económica e do radical cercear da independência nacional. Importa, isso sim, ler esta oportuna entrevista. O Euro, as mentiras recorrentes do esquema vigente - ou melhor, as não-verdades do dito cujo - e a desastrosa política euro-americana no leste europeu. Vale a pena dar alguma atenção ao único discurso razoável do PC.
Um artigo do ex-SACEUR da NATO que termina com uma série de sugestões interessantes. Mas a principal questão a colocar é por que razão deveremos entrar numa guerra com a Rússia por causa da Crimeia, uma região onde a esmagadora maioria da população é russa e onde se encontra a esquadra russa do Mar Negro? Argumentos a respeito da ingerência nos assuntos internos de terceiros, da inviolabilidade das fronteiras e da manutenção da integridade territorial dificilmente colhem, na medida em que o Ocidente também tem vindo a ingerir nos assuntos internos da Ucrânia e quando lhe é conveniente também promove a violação de fronteiras e da integridade territorial, como no caso do Kosovo. Também não é despiciendo salientar que a maioria da população da Crimeia é pró-russa e pró-Yanukovych, pelo que mais depressa prefere fazer parte da Rússia ou tornar-se independente do que integrar uma Ucrânia cujo futuro é uma incógnita. Mais, se durante a Guerra Fria a doutrina da Mutual Assured Destruction permitiu assegurar o equilíbrio geopolítico entre os dois bloco, tendo apenas ocorrido proxy wars, como é que alguém pode sequer equacionar seriamente a possibilidade suicida de entrar agora numa guerra directamente com a Rússia?
Leitura complementar: Brincadeiras perigosas; A "península" do Texas; Breves notas sobre a situação na Crimeia;
Como não há duas sem três, é com muito gosto que anuncio mais um reforço do Estado Sentido, o Manuel Sousa Dias. Nascido em Lisboa em 1968, é licenciado em Marketing pela Universidade de Greenwich e gosta de trabalhar em comunicação empresarial no sector farmacêutico, embora não seja nada esquisito nos tempos que correm. Politicamente é de direita liberal, acredita numa economia com regras, que premeia a iniciativa, o trabalho, o mérito e a rectidão, valores que não são tão populares como gostaria. Revolta-se com a cultura de esquemas, privilégios, prebendas e sinecuras que por aí abunda e afirma-se de direita porque não acredita que em Portugal haverá alguma vez condições financeiras para um dia cada português ter direito a 15 minutos de tacho. Adora o humor dos Monthy Python e de Little Britain. Aliás, gostava de um dia fazer um programa de humor na mesma linha, um Little Portugal, a roçar o mau gosto e a fazer moer o juízo da gentalha pseudo-bem-pensante-politicamente-correcta-vegetariana-liofilizada-pasteurizada-e-moralmente-superior. Nos tempos livres gosta de tirar fotografias, ouvir música, com particular preferência por Pink Floyd e Miles Davis em altos berros, tocar guitarra, cantar num coro, dar uns valentes passeios de mota e de misturar tudo isto. Acredita em coisas invisíveis, como Deus e o Reiki, embora o primeiro esteja injustamente fora de moda e o segundo ainda não tenha sido possível provar a sua existência. Bem-vindo, caro Manuel!
1 - O Ocidente não aprendeu nada com a intervenção russa na Geórgia em 2008.
2 - Os ucranianos não aprenderam nada com a cobardia de europeus e norte-americanos que, na Geórgia e nos países varridos pela Primavera Árabe, depois de passarem anos a fazer promessas, a despejar dinheiro e a "promover a democracia" por via da subversão ideológica nas respectivas sociedades civis - com a melhor das intenções, note-se, sem quaisquer interesses geopolíticos e geoestratégicos subjacentes, claro, que isso é coisa que só os malvados russos e chineses têm -, quando, como se diz em estrangeiro, shit happens, ficam paralisados e/ou não sabem o que fazer e pura e simplesmente perdem o controlo da situação.
3 - Ainda assim, há, do lado de lá do Oceano Atlântico, quem queira responder militarmente à Rússia, coisa de que, como assinalou o Nuno Castelo-Branco, não se ouvia falar desde a crise dos mísseis de Cuba, e a NATO comprometeu-se com a Ucrânia, em 1997, a assegurar a independência, a soberania, a integridade territorial e a inviolabilidade das fronteiras do país. É mesmo disto que estamos a precisar, outra guerra na Europa.
Esta história dos ajustes directos, das contratações de artistas no panorama cultural nacional, faz parte da mesma patologia de prevaricação e promiscuidade que minou o sector da banca e a política. Deixemo-nos de ilusões. O tráfico de influências, os favores prestados enquanto divisa para futuras transacções, faz tanto parte da política como das artes e letras. A novela do Tordo deve servir para abrir a caixa de Pandora. Uma vez que o país está obrigado a pôr tudo em pratos limpos, uma auditoria total e irredutível é o que o cidadão português deve exigir. O contribuinte que anos a fio contribuiu para as extravagâncias decididas por autarcas, presidentes de institutos e ministros da cultura merece saber toda a verdade. O dinheiro dos contribuintes foi gerido de um modo equilibrado ou não? Houve favorecimentos? E foram prestadas contas? Os mesmos doutos e iluminados que agora se queixam do atraso cultural do país, acabam por morder a sua própria cauda. Ao declararem o seu estatuto de alegada elite confirmam que foram incapazes de servir a massa amorfa e inculta. Foram incompetentes na sua missão de partilha de cultura. Ou seja, o círculo iluminado de intelectuais é a cidade e o resto é paisagem. Que se avance com uma auditoria das contas da cultura nos últimos quarenta anos. Seria simpático saber que critérios intelectuais ou culturais foram usados. Que artistas beneficiaram do encosto de ombros ideológicos ou partidários. Parece pairar em Portugal uma certa noção de que os criadores artísticos devem ser poupadas porque é tudo tão subjectivo, é tudo tão volátil e relativo - é arte. Como se fossem intocáveis. Passemos então de Tordos a Represas, de Instituto Camões a Planos Nacionais de Leitura, de fundações disto e aquilo, de grémios a teatros, de criadores a marionetas, e, em nome da transparência, que afinal uma Democracia exige, façamos as contas dos dinheiros gastos e tiremos as devidas ilações. Não vejo razão para que o sector das artes e letras beneficie de um estatuto de imunidade ou impunidade. Já se sente no ar algum desconforto dos principais agentes culturais deste país. Começam a ripostar, a se tornar hostis à luz de um conceito de averiguação que lentamente começa a emergir e a implicá-los. Se é tudo tão límpido quanto aparentam, então que se apresentem sem medo - quem não deve não teme. Não é assim?
É conhecida a longa lista de chanfrados que têm passado pelos corredores do poder em Washington, Casa Branca incluída. Alguns deles foram quem mais entusiasmadamente arrastou os tanques de Estaline até às capitais de toda a Europa central. Desta vez, um tal ex major Adam Kinzinger declara que "os EUA deveriam considerar uma resposta militar como opção". Refere-se à situação na península da Crimeia, território ficticiamente oferecido pelo ucraniano Kruschev, à não menos fictícia "república" socialista soviética da Ucrânia. Estórias coloniais, portanto.
Resposta militar à Rússia? Não se ouvia tal coisa desde a crise dos mísseis de Cuba.
Após a queda do regime comunista, os norte-americanos logo aproveitaram todas as oportunidades que lhes eram oferecidas, estabelecendo-se na Ásia central e manobrando para a pulverização do Cáucaso em novos países muito belicosos entre si. Não lhes interessa minimamente a atracção da Rússia à comunidade ocidental e pior ainda, ao longo dos últimos dez anos, tudo têm feito para uma reconstituição de blocos à imagem dos existentes durante a Guerra Fria. Do Afeganistão à Líbia, do Iraque à Síria, a intervenção dos EUA é patente, por vezes sem qualquer tipo de caução internacional garantida pela instrumental ONU. Na Europa, não se escuta qualquer voz que tente persuadir os nossos aliados quanto a uma melhor compreensão das realidades políticas, económicas e culturais na vasta região para além do Prut. Talvez alguém lhes possa exemplificar com o Texas, o Arizona ou a Califórnia.
Esperemos que a fatuidade política de Obama não chegue longe demais.