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Pensamento mágico

por Fernando Melro dos Santos, em 09.06.15

Câmara assume que o investimento público causa degradação de espaços milionários, promete mais investimento público para a recuperação desses espaços.

publicado às 15:02

Estou farto do calor

por Fernando Melro dos Santos, em 09.06.15

"No estado de admiração não aguentamos muito tempo e acabamos por soçobrar se não lhe pusermos termo no momento oportuno, disse ele. Toda a vida estive sempre muito longe de ser um admirador, a admiração é uma coisa desconhecida para mim, como não há milagres para admirar, também nunca conheci a admiração e nada me repugna tanto como observar pessoas que admiram, que adoeceram de uma admiração qualquer. Vai ‑se a uma igreja e as pessoas admiram, vai ‑se a um museu e as pessoas admiram. Vai ‑se a um concerto e as pessoas admiram, tudo isso é repugnante. A verdadeira inteligência não conhece a admiração, toma conhecimento, respeita, considera e é tudo, disse ele."

- Antigos Mestres: Comédia (Alte Meister: Komödie, 1985), de Thomas Bernhard

publicado às 09:52

Υπουργός μαλακίες

por Fernando Melro dos Santos, em 08.06.15

E se fosses mas era esculpir um busto de Rousseau em saponária?

publicado às 16:38

O PS e a anilha calibre 44

por John Wolf, em 08.06.15

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O Partido Socialista(PS) decididamente não deseja enfrentar a realidade. Teria sido uma bela oportunidade para fundar uma (nova?) matriz ética no seio do partido. O caso de José Sócrates deveria servir para declarações inequívocas da parte de António Costa. Não se trata de "despoluir" debates políticos, porque o que estão a realizar é outra forma de "saneamento" - o PS está a "despolitizar" o processo. A cada dia que passa o enredo adensa-se. Parece que encontraram mais impressões digitais de Sócrates para os lados de Vale de Lobo, uma das rivieras portuguesas de glamour e dinheiro fresco. Joga com o baralho, é ao estilo novo-rico de Sócrates. Compete à defesa socialista apresentar "versão da história"? O que é isto? A União Soviética onde as histórias são reescritas? O Largo do Rato, à luz das evidências e da matéria que consta em processo (sim, eles sabem), deveria emitir uma nota de perdão, um mea culpa, mas não. Pretendem reabilitar um dos "seus". E José Sócrates faz muito bem em rejeitar a anilha e passar a prisão domiciliária. Cá fora a tentação para mexer uns cordelinhos poderia jogar contra a sua imaculada inocência. Mas existem outras considerações de sustento, cama e roupa-lavada que devem ser tidas em conta. Somos nós contribuintes que pagamos a estadia do ex-primeiro ministro em Évora. Somos nós que iremos financiar uma eventual mudança de residência do autor de teses. E essas contas são políticas. O Partido Socialista terá de realizar um enorme esforço para limpar o que pouco resta da falta de vergonha na cara. Contudo, não faz sentido naquele partido se deixarem levar por precipitações. Em caso de derrota nas legislativas, José Sócrates poderá vir a demonstrar a sua utilidade. Será a desculpa perfeita para resultados menos positivos. O perigo de contágio existe mesmo. A história de Portugal saberá como lidar com José Sócrates. Saberá qual a estante em que deve ser colocado.

publicado às 14:03

Helena Roseta, intelectualmente coxa

por John Wolf, em 06.06.15

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Portugal não consegue casar a política com a inteligência. Existe um défice cognitivo que aflige o sector partidário. Devemos ficar muito preocupados com o lastro que é colocado sobre os ombros dos portugueses - a invalidez intelectual daqueles que prometem salvar o país. Em minuto e meio apenas de tempo de antena, Helena Roseta não diz rigorosamente nada. Não é capaz de estruturar um axioma que sirva o que quer que seja. Usa frases-feitas que se bengalam em actos de fé, na religião cega - os socialistas são melhores por causa da sua genética superior, da sua grandeza ética, blá, blá, blá. Em escassas palavras, escorridas de um palanque de inutilidades, a independente do Partido Socialista confirma os nossos piores receios. Nada mudará. Se a cidadã Roseta tivesse o calibre e a credibilidade da madrileña Manuela Carmena, a Helena poderia até aspirar a ser uma "Carmona". Mas não é o caso. Preenche apenas os mesmos requisítos que definem António Capucho - é uma jobless. Precisa de se colocar a jeito a ver se cai uma pasta, um part-time ou coisa que o valha. Uma vitória socialista nas legislativas é como ganhar o (tótó)loto. Há sempre dinheiro a rodos para distribuir sob o camuflado de justiça social, equidade. O que vale é que a senhora é independente. Imaginem se não fosse, se devesse favores.

publicado às 17:47

Santa ignorância

por Samuel de Paiva Pires, em 05.06.15

A plasmada neste artigo de Vírgilio Castelo. Assim ao correr da pena, permitam-me citar uma pessoa de esquerda, Viriato Soromenho Marques, para relembrar que Otto von Bismarck, conservador e anti-socialista, "foi o pioneiro do Estado social moderno com as suas leis de 1883 (seguros de saúde), de 1884 (seguro de acidentes de trabalho) e de 1889 (seguro de velhice e invalidez)", e salientar ainda que as ideias de Bismarck foram consolidadas no plano elaborado por Lord Beveridge enquanto servia no governo de Churchill durante a II Guerra Mundial, plano esse que agradou tanto a conservadores como a trabalhistas e serviu de base à implementação do moderno Estado Social pelo governo trabalhista de Clement Attlee. Relembremos ainda que, entre nós, encontramos em Marcelo Caetano as raízes do Estado Social. E se isto é o suficiente para refutar a maioria do que foi plasmado no artigo de Virgílio Castelo, não posso também deixar de fazer notar que, embora o autor não o clarifique, parece referir-se apenas ao liberalismo quando fala de direita, esboçando um ataque ao primado do individualismo que falha redondamente se tentar alargá-lo às restantes correntes filosóficas e ideológicas que subjazem a partidos geralmente à direita do espectro político, nomeadamente o conservadorismo e a democracia cristã.

publicado às 23:08

Imitação barata do PS

por John Wolf, em 05.06.15

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Imitação barata: Jorge Jesus está para o Sporting como António Capucho está para o Partido Socialista. O primeiro também pôs um capucho vermelho a um certo clube.

 

 

publicado às 21:32

Da ureia que sobe por capilaridade

por Fernando Melro dos Santos, em 05.06.15

Acho estranho um país, ou território, que se abespinha por fetiches neolíticos como quem segue a sombra, ou espectro, de um vulto heroificado por nada mais do que a paródia pública de falar pelos pés ou encabeçar uma falange de cepos pagos a soldos régios pelo adiar efémero da Bastilha à moda do Intendente.

 

Custa-me a urina quando a verto tolhido pelos ecos do almoço degustado, meio deglutido, ora empurrado sob a égide de um sol cão que sobretudo nutre e acalenta essa mesma estranheza, a maralha que sufraga a desgraça constante.

 

Não acho nada bizarro nem muito menos alarmante içar uma bandeira de pernas para o ar; ou queimá-la, sobre carvões biológicos, daqueles que até cães biológicos vestidos com pullovers biológicos e calçados com havaianas biológicas , ou sobre carvonas biológicas, daquelas que até cadelas biológicas vestidas com pulloveras biológicas e calçadas com havaianos biológicos, poderiam usufruir pelo amor à atmosfera que Obama redimiu das mãos do capitalismo neo-aquecedor.

 

O que eu queria mesmo ver, e que isso sim, seria heterodoxo e garboso, era um político, daqueles da classe política, um pulha dos que pagam aos fedelhos de cueiros mal coçados e a cheirar a sabão made in junta de freguesia, erguido de maneira apensa a uma estaca de pinho, bem rectificado na ortogonal da superfície iso-normalizada conforme publicação nos diários da indústria porcina que mantém esta merda a rolar, aos gritos, aos uivos, para servir de exemplo aos demais.

 

Isso sim, valer-me-ia o dia, a semana e o mês. Quem sabe não ocorre quando menos se espera. Os psicopatas até já formam movimentos partidarizados com assinaturas quantas bastem para ir a concurso. Mais cedo andaria um porco de bicicleta. Jesus falou disto.

 

A malta é que entretanto subverteu o significado.

publicado às 16:12

Descubra as diferenças

por Fernando Melro dos Santos, em 05.06.15

Colhões no sítio.

publicado às 02:57

Prioridades (2)

por Fernando Melro dos Santos, em 04.06.15

João Pereira da Silva no Facebook:

 

Salazar estaria contente com toda esta celeuma nacional em torno de um treinador (esqueci-me do nome) que se transfere para um clube (também me esqueci). Hábitos velhos demoram a perder-se.

publicado às 15:36

Prioridades

por Fernando Melro dos Santos, em 04.06.15

A bola está para a vida real assim como os caracóis estão para o aborto.

 

 

publicado às 14:59

Porta rotativa redux

por Fernando Melro dos Santos, em 04.06.15

 

Van Rompuy nomeado Comissário Europeu para o Onanismo em versão haiku.

 

 

 

publicado às 13:00

Os caracóis do turismo português

por John Wolf, em 04.06.15

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Portugal é um país contraditório. Preso por ter e não ter cão. Há escassos anos lamentava-se que o sector do Turismo não estivesse a ser aproveitado em todo o seu esplendor. Faz-me espécie que alguns departamentos de uma Esquerda iluminada demonstrem o seu desagrado pelo facto dos encantos de Lisboa terem sido descobertos por essas hordas de turistas delapidadores da identidade nacional. Já havíamos tido a ocasião de escutar Catarina Portas dissertar sobre o arrastão de expressão brejeira da oferta turística na Baixa. Pois é. Nem todos os comerciantes tiveram acesso a certos privilégios de concessão, entre outros favores de difícil qualificação. As vozes que referem a perda da virgindade da identidade nacional, ecoam de palanques esquerdinos que roçam o nacional-proteccionismo. Em época de vagas magras, o Turismo tem sido o farol de vigor económico. É natural que estejamos a assistir a um processo de ajustamento. Existem sempre dimensões na oferta que têm de ser afinadas, mas isso faz parte da passagem a um outro patamar de desenvolvimento. A mentalidade tem, desse modo, de acompanhar os novos tempos. Ninguém disse que a procura acrescida que se regista seria desprovida da evidência das limitações que se apresentam. O quadro maior é que interessa. Portugal é um destino de eleição para milhões de turistas. Mas deixem-me vos contar uma pequena história. Em 1979, quando chegámos a Portugal, mais concretamente ao interior do Algarve, o meu pai, um homem que já havia vivido nos quatro cantos do mundo, ficou rendido a um néctar da região. Sem meias-palavras o meu progenitor reconheceu as virtudes excepcionais de um produto local. Na sua opinão essa pomada era muito melhor que a Grappa italiana ou a Aquavit escandinava. Sim, falo de Medronho. Sem contemplações e ainda com o bafo quente no palato, o meu pai escreveu ao Embaixador de Portugal em Washington a exultar as qualidades daquele licor. E perguntou: por que razão o Medronho ainda não era um produto com expressão mundial, ao que respondeu o Sr. Embaixador - a quantidade produzida artesanalmente não era suficiente para conquistar mercados, ao que o meu pai retorquiu: melhor ainda. O preço do litro terá de ser proporcional - ou seja - alto, muito alto. Não sei se me faço entender, mas esta imagem serve para ilustrar o manancial excepcional de que Portugal dispõe. Veremos que impacto os turistas terão na economia num sentido estruturante e profundo. Mas mais importante do que passageiros de ocasião, serão os nativos que terão de interpretar de um modo assertivo o quadro que se lhes apresenta. A meu ver, está cá tudo. Falta apenas aproveitar estes tempos de sufrágio. Os turistas votaram. E Portugal foi eleito. Bravo.

publicado às 08:20

Da reforma da Segurança Social

por Samuel de Paiva Pires, em 03.06.15

José Meireles Graça, Pensões e casas de passe:

A reforma não poderá consistir, como querem os liberais livrescos e ingénuos, num sistema de capitalização puro, porque há o peso da tradição e a mole imensa dos pensionistas actuais; e nem para os recém-chegados ao trabalho, a meu ver, seria desejável confiar no imenso bordel da Finança, porque os que hoje reclamam liberdade seriam os mesmos a reclamar auxílio no futuro longínquo, se a corja de ineptos, parasitas e sanguessugas que constituem a ilustre corporação dos banqueiros, supervisores incluídos, desse a prazo com os burros na água, como fatalmente, tarde ou cedo, aconteceria. Isto, claro, dentro dos limites de uma pensão pequena ou média; porque deveria haver uma pensão pública máxima, e por conseguinte uma contribuição máxima, que cada um poderia alargar, em complemento, correndo os riscos que entendesse.
A reforma far-se-á, pois, assim ou assado, com consenso ou sem ele, porque a demografia, a emigração, a imigração, o crescimento económico, a esperança de vida, o impõem. E quem tiver juízo e ainda contar trabalhar mais de uma dúzia de anos sabe que, provavelmente, só se reformará aos setenta e que quanto mais tempo passar menor será a percentagem do seu último vencimento que lhe será atribuída como pensão.

publicado às 17:28

Levítico 13:46

por Fernando Melro dos Santos, em 02.06.15

 

publicado às 17:10

Romanos 1:22

por Fernando Melro dos Santos, em 02.06.15

Associação lança campanha em defesa dos caracóis

A comunidade Acção Directa quer alertar que estes animais sentem e por tal sofrem nas circunstâncias em que são instrumentalizados.

 

 

publicado às 17:05

Bom demais para não partilhar

por Fernando Melro dos Santos, em 02.06.15

Las camellas de Arabia no ofenden a nadie

XLSemanal - 25/5/2015

Hace unos días hubo una noticia que pasó tristemente inadvertida, o casi, para la prensa española. Y eso es malo, pues se trataba de una noticia importante; de las que tienen que ver con nuestro presente y, sobre todo, con nuestro futuro. La cosa era que un cartel con la imagen de una modelo publicitaria ligera de ropa, denunciado por miembros de la comunidad musulmana de Brick Lane, en Londres, seguirá en su sitio después de que el organismo regulador de la publicidad británica desestimara las protestas de un sector del vecindario, que consideraba el anuncio ofensivo para quienes frecuentan las mezquitas de esa zona, donde vive una amplia comunidad que profesa la religión islámica. Aunque la imagen de la modelo es «sensual y sexualmente sugestiva», admite la resolución, tampoco va más allá de eso, ni tiene por qué ofender a nadie, pues «encarna la clásica belleza y femineidad» que ha venido siendo representada por el arte occidental hace siglos. Así que, quien no quiera, que no mire. Y punto.

Me pregunto, con una sonrisa esquinada y veterana, fruto de los años y la mucha mili, qué habría ocurrido en España, en caso parecido. O qué es lo que va a ocurrir en cuanto se dé la ocasión. Me lo pregunto y me lo respondo, claro; y más en un país donde incluso hay oportunistas y tontos del ciruelo -sin que una cosa excluya la otra- capaces de ponerse a considerar muy serios, con debates y tal, las protestas de ciertos colectivos musulmanes porque las procesiones de Semana Santa, puestos a citar un ejemplo fácil, recorran las calles españolas ofendiendo la sensibilidad religiosa islámica. Etcétera. Aquí, no les quepa duda, siempre habrá un organismo regulador de la publicidad, o una televisión, o una asociación de derechos y deberes, o un juez sensible a la delicadeza de sentimientos mahometana, que llegado el caso decida que, en efecto, la libertad en lo que llamamos Europa -aunque a algunos nos dé la risa llamarla así todavía- acaba allí donde empiezan los derechos, el fanatismo o la gilipollez de cuatro gatos a los que, de este modo, nuestra propia cobardía e imbecilidad acaban multiplicando de cuatro en cuatro, hasta irnos todos al carajo. 

Y claro. Resulta inevitable preguntarse, también con respuesta incluida, dónde se meten en esta clase de debates las ultrafeminatas radicales que tanto las pían con otras chorradas de género y génera: las de las asociaciones de padres y madres de alumnos y alumnas, por ejemplo y por ejempla. Qué opinan ellas, o sea, de escotes en anuncios o no escotes, y hasta qué punto coinciden con la censura islámica, o no. Con lo de usar hiyabs, niqabs, antifaces y trapitos así. Sería útil saberlo más pronto que deprisa, como dicen las chonis. Y los humos del tren, que los suelten en Despeñaperros. Porque tiene su guasa esto del anuncio que ofende porque muestra las tetas o las nalgas de una señora, mientras que, por lo visto, no ofende a nadie que otra señora pueda meterse en España en un autobús, en una comisaría de policía o en un hospital enmascarada de pies a cabeza, como un guerrero ninja, mientras el marido va a su lado con bermudas, chanclas y gorra de béisbol. El hijoputa.

Y es que en Europa olvidamos, a menudo, que más importante que respetar tradiciones absurdas o infames es defender a quienes acudieron a nosotros huyendo, precisamente, de la miseria y el horror que esas tradiciones imponen en sus lugares de origen. Y que eso se logra con educación escolar y con firmeza institucional frente a quienes pretenden esclavizarlos, incluso aquí, usando el manoseado y dañino nombre de Dios. Quien se ofende por un anuncio en un cartel publicitario se ofenderá también cuando por su calle, por su barrio, se cruce con un escote, una falda corta, un cabello sin velo o un rostro sin tapar. Y actuará en peligrosa consecuencia. Quien pretende aplicar maneras medievales de entender la vida, mientras se beneficia de un sistema de derechos y libertades que a otros costó siglos de dura lucha conseguir, no tiene derecho a imponer su voz ni a reclamar respeto. La Europa moderna tragó dolor y sangre para librarse de púlpitos, velos, gentes de un solo y sagrado libro, pasos de la oca y fanatismos de todas clases. Somos demasiado mayores, ya, para que vengan otra vez a taparnos el escote o las ideas. Así que la solución es muy simple, Manolo, Mohamed o como te llames. Si no estás dispuesto a asumir nuestras reglas, chaval, si esto te ofende, coges un avión y te vas al desierto de Arabia, o del Sáhara, donde las tetas de las camellas no ofenden a nadie. Y allí te pones ciego de dátiles.

publicado às 14:41

Tsipras, o incendiário da Europa

por John Wolf, em 01.06.15

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Amanhã é o primeiro dia do resto das nossas vidas - bem que podia ser o título da canção para acompanhar o filme de Tsipras e a lenda da Grécia no Euro. Mas antes de continuar a insistir no lirismo desta saga, convém sublinhar o seguinte respeitante a uma eventual saída grega do Euro. Em primeiro lugar, a mesma já está a decorrer. Há largos meses que milhares de milhões de euros têm vindo a fugir daquele país. As quantias detidas em depósitos bancários têm vindo a diminuir a um ritmo assinalável, mas não significa que tenham sido apagadas do balancete da economia europeia. Bem pelo contrário. Esses dinheiros foram transferidos para outros destinos onde o Euro é a divisa oficial. Por outras palavas, os outros países da Zona Euro têm beneficiado com este processo de letargia política e monetária. A máxima tempo é dinheiro serve na perfeição para diagnosticar metade do problema - a saída de capitais da Grécia e não o inverso. Segundo as últimas confissões de fontes oficiais, a haver uma saída grega, Tsipras e o que restar do seu governo, terá todo o interesse em infligir os maiores danos possíveis aos países da zona Euro - os únicos responsáveis por todos os males e aflições da nação helénica. De fonte de inspiração para revoluções ibéricas e não só, Tsipras passará a ser o arguido principal de algo mais gravoso - o semear de caos e dissensão na Europa. Nem vou arrastar outras nuances de vendetta, como o abraço fraterno a Putin e a clara demarcação em relação ao projecto de construção da União Europeia. Poderemos afirmar, com pouca margem de reserva, que um desfecho dissidente da Grécia, servirá em última instância para o início de algo negativo - o redesenhar de fronteiras ideológicas acentuadas. A traição da Esquerda será o mote para o avanço de propostas ultra-conservadoras um pouco por toda a Europa. Nessa medida, Tsipras pode ser chamado à liça como obreiro da ascensão de regimes deploráveis, nacional-facciosos. A Esquerda revolucionária que invoca a libertação esclavagista poderá bem ser a responsável pela morte do consenso, as facadas dadas na Europa que ostenta os falos maiores da Democracia. Não esqueçamos por um instante sequer que estes lideres foram eleitos. Emanam da opção terrena, da escolha livre e iluminada de quem acredita em ilusões, mas que encontrará no seu caminho um destino mais penoso. Legítimo, dirão alguns, mas pesaroso.

publicado às 19:13

O dia das Crianças

por João Almeida Amaral, em 01.06.15

Ser criança é ser puro e acreditar no Pai Natal.

Ter sonhos lindos e pesadelos terríveis.

Brincar aos piratas, aos índios e cowboys, ter medo de palhaços e sonhar ser astronauta e se não puder ser bombeiro e se não puder ser canalizador." Posso não posso pai? Pai diga-lá." "então posso ir trabalhar para o MacDonas?" 

Ser criança é acordar a meio da noite, com um trovão e ter medo. " ...não tenhas medo meu querido é só uma trovoada. " ser criança é responder "...não estava com medo disso, eu tenho é medo que a avó caia lá do céu e não acerte na nossa casa. "

Ser criança é ter dentro de nós todas as capacidades, misturadas com todos os medos e reinventadas por uma esperança sem fim.

Independentemente de ter sido informado que os homens se mantêm crianças até aos 54 anos, eu , acho que vou ser eternamente criança.

Obrigado Francisca,Duarte,Manuel e António por me terem ensinado o que é ser criança.

 

publicado às 13:07

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