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Se o terramoto do Banco Espírito Santo serviu de mula de carga para todos os fretes político-partidários, o descalabro do Banif, por analogia, também irá servir para embrulhar muita matéria pendente. Para já referem a possibilidade de reciclagem dos CoCos (sim, cocós - dívida convertível) em capital, mas deve haver mais dejectos na calha para arremessar. Será que alguém vai ter a cabeça a prémio por uma caução milionária? António Costa - o nacionalizador por excelência -, vai ter de TAPizar esta bela prenda. Ou seja, tornar-se adepto da solução privada alicerçada no negócio puro e duro. As convicções partidário-monetaristas devem seguir sem mais nem menos pelo cano. Ou então paga o Estado. Ou então o governo salva o banco. Ou então, ou então, ou então. Daqui a nada teremos um Banido Mau e um Banif Bom, porque ideias faltam à congénere socialista. Devem imitar o guião. Embora os socialistas tenham preconizado a mudança do fuso horário político, em abono da verdade, estão a seguir as receitas do governo anterior. Mas o Jerónimo de Sousa está á coca e já avisou que se snifarem em excesso as linhas grossas do neo-liberalismo e do capitalismo porco, as luzes de Natal serão apagadas. Este banifado tem pano para mangas para ser cantado no ano que vem por tordos primaveris.
Depois não digam que eu não avisei. No desfecho dos resultados das eleições presidenciais, Sampaio da Nóvoa, Maria de Belém e Marisa Matias podem chegar a "acordo" para derrubar Marcelo Rebelo de Sousa. Qual primeira qual segunda volta. Ao homem que apenas dorme quatro horas por dia (dizem que de noite), basta uma meia-volta para levar de vencida a competição. Nenhum dos "participantes" pode aspirar a Belém. Faz-me lembrar aqueles atletas de alta competição que trabalham no duro, mas que não perdem o tino. Aquele lançador de peso(s) ou o ginasta acrobático, que à luz da sua auto-percepção, afirma sempre, e de um modo humilde: "já é um privilégio participar nos jogos olímpicos" (ou), "vim para ganhar experiência" (ou então), "sou realista, não posso aspirar a ganhar medalhas". Mas aqui observamos algo diverso. Um candidato que cultivou a proximidade com o cidadão comum, que é capaz de estar à conversa com a Ofémia lá da praça, ou que é capaz de desafiar um proto-intelectual para um tira-teimas de retórica. Quem quer ir à bola com a Maria de Belém? Quem quer receber a taça de Portugal de Sampaio da Nóvoa? Quem quer levar com as tretas psico-ideológicas da Marisa? A resposta nem precisa de ser dada. Marcelo Rebelo de Sousa é o homem que não é de ocasião. O professor foi aos treinos. Entrou na casa (e na cabeça) dos portugueses sem ser calculista, porque ao longo dos anos alimentou mais dúvidas do que certezas em relação a uma tirada presidencial. Os outros candidatos simplesmente não reúnem os requisitos necessários - nem se conseguem olhar ao espelho. A excentricidade saudável, com uns temperos maníacos, não é para todos. Nem que se somem todos chegam aos calcanhares de Marcelo. Quanto mais a Belém.
E prontos, por hoje é tudo. Espero que tenham gostado do programa. Não se esqueçam que a seguir ao estado de graça, segue já a emissão do estado de Schäuble apresentado por Mário Centeno...
Hollande 23% - 32% Costa. Serão almas génias?Já viram isto? Ok. Estou a brincar, mas isto não é caso para gargalhadas (já vamos à Venezuela e aos Magalhães). Por ora tratemos dos gauleses. Já sabemos que irá haver uma tentação clara para justificar a perigosa vitória de Le Pen, nas eleições regionais em França, invocando o clausulado securitário. Os Je suis Charlie e os Bataclans podem até servir para sustentar as "causas próximas", e até no plano cultural, no húmus da mentalidade, nas correntes filosóficas, poderíamos decifrar a profundidade conceptual que define o nacionalismo francês. Mas não vamos chamar o alemão Fichte nem Rousseau, e exigir explicações. Será no relógio contemporâneo que o fenómeno de ascensão da extrema-direita se move. Lembro-me do que disse o pai (octagenário) de um ex-amigo francês: "a selecção nacional de futebol de França está a ficar muito escura". Pois bem, é nesse plano da exclusão do legado histórico (e colonial) que se operam as modalidades de francês de primeira e marselhês de segunda. Hollande também tem a sua quota de responsabilidade. Em nome da justiça socialista cometeu excessos - por exemplo, e muito convenientemente, foi atrás do património alheio, radicalizou-se na sua falsa imodéstia ideológica, e demonstrou que não soube estar ao centro e se balançar no frágil palco da sociedade francesa. O que aconteceu em França nem carece de mais um empurrão de um terrorista islâmico. França está a viver o resultado de um investimento ideológico lançado pela geração Le Pen precedente. Tempos perigosos assolam a Europa, mas outro género de revoluções também denunciam a falência de uma outra Esquerda demagógica, de decepção. A Venezuela é a outra face da mesma aresta ideológica. A divisa do socialismo-extremo hiperinflacionou-se e rebentou a escala do bem comum, profundamente anti-capitalista, e destruidora de liberdades e garantias. O legado de Chávez de nada vale no mercado secundário de inspiração ideológica. Cuba também já está a dar o berro. Resta saber que fonte de inspiração ainda se mantém de pé para visionários locais. António Costa deve pensar nas sucessivas legislaturas e na efectiva possibilidade de estar a preparar o terreno para incursões radicais da Direita em Portugal. A ideologia é uma espécie de boomerang e balão de ar quente em simultâneo. Vai e volta com ainda maior pujança, ou simplesmente cai por terra. As decisões do comité-central do PCP e da coordenadora do BE podem produzir um efeito de ricochete ainda mais violento do que se possa imaginar. Basta não acertarem o passo. E tudo indica, já nesta antecâmara, que Jerónimo de Sousa não quer acertar a sua passada à música de António Costa. O que está acontecer em França é um exemplo-vivo das consternações que afligem a Europa. Não julguem por um instante que isso é lá com eles. Não é disso que se trata. Nem precisamos de ir a Munique e regressar com o troféu das garantias dadas. Lamento muito. É agora.
Sobre os resultados de ontem em França, têm sido avançadas duas soluções para o problema do avanço da Frente Nacional. A primeira é "mais Europa contra os nacionalismos". A segunda é a organização de frentes pós-eleitorais que, mesmo perdendo eleições, assegurem que Marine Le Pen não chega ao poder. A primeira solução vai precisamente no sentido contrário à vontade popular. Se os partidos democráticos, sobretudo os do centro-direita, não perceberem que a recuperação possível de soberania e o nacionalismo moderado é fundamental para a Europa - e que não se faz com mais burocracia e mais instituições - perderão todo o seu espaço para a Frente Nacional. A segunda solução é, mais que a primeira, escandalosamente anti-democrática - é a escola de António Costa. Uma alternativa dessas não é mais que contrariar a vontade popular. Se as soluções são estas, uma coisa é certa: estão a tentar curar uma constipação com uma corrente de ar.
Não existe dilema algum que possa afligir o governo de António Costa. Para poder ser um mãos largas, o homem de carteira farta, terá, inevitavelmente, de encontrar um modo de angariar fundos. A não ser que readmita a impressão de divisa própria, o cunhar de moeda, os socialistas vão ser obrigados a seguir o guião grego. A Austeridade não foi nem será exterminada pela máquina ideológica de Esquerda. De nada serve vir com essa conversa da almofada financeira. Para cumprir com as promessas de aumento de salário mínimo, reposição de pensões, fim da sobretaxa ou cancelamento de programas de privatizações, a balança terá de pender negativamente para o lado do défice e da dívida pública. Durante meses a fio, ao longo da campanha do PS, não se eximiram de apontar defeitos e acusar o governo anterior de falsear dados. Se essa era a situação "a lamentar", então o exercício da governação de António Costa deveria ser business as usual. Não se deveriam apresentar como damas ofendidas pela palavra dada e não honrada. Os testas socialistas, coadjuvados pelos bloquistas e comunistas, têm a faca e queijo na mão. Não precisam de governar em virtude de consensos parlamentares. São a tal maioria de que tanto se orgulham. O PSD e o CDS até nem precisariam de pôr os pés na freguesia da república.
foto Jornal Lamego
Não me recordo, eram talvez 20,30 quando a emissão da RTP foi interrompida. Julgo que anunciaram um acidente com uma pequena aeronave no aeroporto de Lisboa, na zona de Camarate. Pouco depois apareceu Freitas do Amaral. Em tom combalido,anunciou a morte de todos os que viajavam a bordo do Cessna. Terminou pedindo para todos os que assistiam rezassem com ele um Pai Nosso.
Francisco Sá Carneiro tinha 46 anos , era um jovem político, tinha fundado o PPD.
Eu tinha 18 anos estudava num ano novo a que chamaram propedêutico, tinha menos 28 anos que ele.
Hoje tenho mais 8 anos.
Com ele morreu a esperança da minha geração. Independentemente de nunca ter militado no PPD ,Francisco Sá Carneiro era o homem em quem depositávamos a esperança de enterrar o PREC de uma vez por todas, (a ele devemos a extinção do Conselho da Revolução).
Sei que muita gente, por ter nascido depois, não sente com a mesma intensidade, o que ele representava para um jovem de 18 anos.
Ao longo da vida, vivi envergonhado com a postura de muita gente no PPD,PS e CDS . Nenhuma comissão de inquérito provou o assassinato.
Deixo algumas questões:
Cada um o recordará com entender.
Para mim a sua morte foi o fim da esperança na recuperação do meus país.
Qual a relação de parentesco entre Mario Draghi e António Costa? Provavelmente, best friends forever. Embora não exista uma correlação linear entre as decisões tomadas no âmbito do Banco Central Europeu (BCE) e a gestão do novo governo de Portugal, poderemos genericamente estabelecer as afinidades no quadro de uma visão macro-económica. O BCE prometeu ontem continuar a sua política de injecção de liquidez nas economias da zona euro, mas isso não é necessariamente um bom indicador. Significa que as economias de alguns estados-membro da União Europeia não se aguentam em pé sem a ajuda de uma bengala. Os mercados reflectiram esse facto de diversos modos. O Euro valorizou-se face ao USD - o que em última instância afecta as exportações da zona euro -, e os principais índices bolsistas da Europa registaram algum mal-estar com quedas acentuadas em todas as praças bolsistas. Quando o governo de António Costa afirma que está a virar a página da política nacional, deve estar a pensar num pequeno caderno de notas, num livro com um título questionável: programa de governo de um governo sem membros de governo provenientes do Partido Comunista (PCP) ou do Bloco de Esquerda (BE). Mas faz algum sentido que assim seja, embora paradoxalmente. A aversão aos mercados, dos partidos radicais de Esquerda, é notória. Contudo, é precisamente nessa arena de alta finança, especulativa ou não, de financiamento público ou de emissão de títulos de dívida que o jogo se faz. Não entendo e não aceito, em nome da democracia genuinamente representativa, e depois de tanto frenesim em torno da legitimidade parlamentar, que o governo de Portugal não integre ministros do PCP e do BE. Esta solução colide com a natureza conceptual dos partidos políticos - a ascensão ao poder e o seu pleno exercício. Por outras palavras, estes factos corroboram o seguinte. O PCP e o BE sabem, embora não o admitam, que qualquer governo em funções fica efectivamente refém dos mercados. Nessa medida, se o PCP e o BE tivessem ministros em funções, esses partidos ficariam definitivamente marcados pela contradição, pela colisão das práticas com a sua disciplina ideológica. Embora António Costa queira soprar a ideia de um tempo novo, sabemos que isso não passa de palavras de ocasião, do lirismo que acompanha o entusiasmo da decepção. Quem governa Portugal efectivamente não é nenhum dos elencados, ou aqueles deixados na bancada a rejeitar moções de rejeição. São forças maiores que ditarão o rumo de Portugal. A amizade tem limites. E os governos de conveniência também.
A Relação de Lisboa, entende que não ficou provada em julgamento, qualquer afinidade politico- partidária, entre Maria Lurdes Rodrigues e João Pedroso, porque Maria Lurdes Rodrigues não é militante do PS e foi nomeada ministra da Educação como independente.
João Pedroso nem é irmão do protegido de Ferro Rodrigues, conhecido como o Paulinho do caso Casa Pia, nem Morgado é do PS.
Nem Costa tinha nada a ver com Sampaio , nem João Soares tinha nada a ver com Savimbi, nem nada é o que parece.
Mas provavelmente eles têm razão, porque António Costa também não foi eleito e é Primeiro ministro.
No PS nada é o que parece, tudo são coincidências.
Será que continuam a pensar que somos todos parvos ?
Já percebemos que a apresentação do alegado programa de governo não está a acontecer na Assembleia da República. Esse tempo de antena, que pertence aos portugueses, está a ser roubado para a negociação dos acordos que faltam ao PS, o BE e o PCP. Em suma, não existe nada. Nem acordos, nem programa de governo. Discutem o passado e lançam as bases para justificar o falhanço da legislatura - quer esta dure 6 meses quer esta sobreviva ano e meio. Portugal fica para depois. Enfim, estamos a assistir a uma aula de história política contemporânea. Dispensável.
"Maria de Lurdes Rodrigues foi hoje absolvida pelo Tribunal da Relação de Lisboa, após ter sido condenada pelo crime de prevaricação com pena suspensa de três anos e meio. Quem foi o juiz desembargador que absolveu a ex-ministra de Sócrates? Nada mais, nada menos que a juíza Maria José Machado, que andou a fazer campanha pelo PS em Albufeira em 2013. Mas, claro, não há qualquer relação nisto, é só uma coincidência daquelas que acontecem em Portugal."
Podemos concluir que o jornalista Alexandre Abreu é o mérito em pessoa. O imposto sucessório é o mais justo dos impostos? A época de caça aos bens dos outros está oficialmente aberta. Até parece que o jornalista em causa não é português. E ofende tanta gente que teve uma vida honrada e suada para juntar algo para os filhos. Insulta o Sr. Ermelindo que se fez à estrada e chegou a França nos anos sessenta com pouco mais do que a quarta classe, e que trabalhou décadas a fio para montar uma empresa de construção. Uma vez tornado a Portugal com o pé-de-meia de uma vida esforçada, constrói a sua vivenda, e cumpre uma promessa antiga - ter o melhor restaurante lá na Beira-Baixa. Os filhos, amparados pelas mãos calejadas do pai, não irão conhecer a dureza do betão. Em vez disso, dão expressão intelectual às suas existências. Um forma-se em medicina e o outro conclui um MBA e pega no caminho já traçado pelo pai e abre uma pequena empresa de aluguer de equipamento de construção. Ao todo, o património do pai vale um milhão e meio de euros, mas o Sr. Abreu, numa manhã de restauros e conservações, decide bater à porta e apontar uma pistola e dizer: passa para cá 40% do teu bolo, porque os teus filhos são uns mandriões, uns preguiçosos. É isto justiça económica? Não me parece. Façam como o Hollande. Apliquem a tabela dos 70% ao património alheio para ver o que acontece.


Foto: população feliz em pleno exercício do seu direito a sorrir
Gabriel Mithá Ribeiro, hoje no Observador:
Não obstante a doutrinação marxista-leninista que há décadas corre em rédea solta nas salas de aula formatando a maioria sociológica de esquerda – evidentes em programas e manuais de história do 9º e 12º anos que quase não permitem que os alunos percebam que negar a dignidade e o direito à existência aos judeus (no nazismo) ou aos burgueses (no comunismo) constitui um apelo equivalente ao genocídio, sendo que os alunos são treinados para não perceber que Estaline (primeiro) e Hitler (depois) são irmãos gémeos precisamente porque o primeiro tem sido protegido pelos ideólogos d’Abril, ainda que Estaline tenha sido decisivo no derrube de um regime moderado (o “menchevique”) e se tenha transformado em figura de proa do primeiro regime brutalmente totalitário da contemporaneidade (o “bolchevique” e depois comunista) –, há quem duvide que os problemas do ensino são essencialmente ideológicos. E gerados pela ideologia tipo Frente Popular que regressou estridente ao poder em 2015. Para nossa desgraça.

Quinta feira faz dois meses que Costa perdeu as eleições.
Alberto Gonçalves escreve um artigo chamado " a nova ordem" onde com uma lucidez extraordinária analisa a situação corrente.
Pelo meu lado, equaciono se António Costa é um homem de uma inteligência superior, ou se é apenas um cabula, que não estudando a lição vai esgrimindo a esquerda e a direita e tem tido a sorte de ter uma conjuntura que lhe tem sido favorável.
Penso que a segunda é mais real. António Costa limita-se a aproveitar as fraquezas do adversário, o medo que Passos Coelho teve sempre de por os dedos na ferida e fazer doer.
Sem projecto vai seguindo a corrente que Catarina lhe impõem.
As prioridades nacionais eram a adopção por casais gays e os exames da 4ª Classe.
A adopção foi aprovada e o tenebroso exame abolido, de acordo com Catarina nunca mais iremos ver as crianças com um semblante mais triste porque acabamos com o exame da 4ª Classe.
Sim, estou mais tranquilo, estas duas prioridades nacionais, foram cumpridas, todo o resto tem pouco interesse não conta.