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Afinal já consegui perceber o problema

por Samuel de Paiva Pires, em 11.04.12

O problema, para a Leonor Barros, a Ana Vidigal  e outros é, afinal, o facto de José António Saraiva ser capaz de utilizar os seus olhos e o seu cérebro para operar duas acções humanas: observar e classificar. Passam ao lado do argumento central e que realmente importa no texto de JAS. Se o problema é a classificação derivada da observação e descrição, deixem-me então contar-lhes uma observação que me fizeram no início da primeira noite que fui a um bar gay. Dois gays olharam-me de alto a baixo, viraram-se para mim e afirmaram categoricamente: "Você é hetero, não é gay." Sorri e pronto. Qual é o problema? Todos os dias passo algum tempo no Chiado e, sentando-me numa qualquer esplanada ou nos Armazéns a jantar, consigo dizer quem é gay com um alto grau de probabilidade de acertar. E quem disser que o não consegue, ou está a mentir ou deve andar de olhos fechados e sem utilizar o cérebro. Todos classificamos os outros, mesmo que o façamos inconscientemente e sem o exteriorizar. Aliás, se há pessoas que refinam apuradamente esta capacidade são precisamente os gays. Não há mal nenhum nisso, é uma característica humana e que nos distingue dos animais.

 

Entretanto, recomenda-se especialmente aos que andam sempre com a tolerância na ponta da língua que leiam um artigo que José António Saraiva escreveu há uns meses e que é mais do que apropriado: Uma polícia do pensamento?

 

Adenda: Quando escrevi "é uma característica humana e que nos distingue dos animais", estava a pensar em classificação em termos do que comummente se chama tribos urbanas, mesmo pertencendo às mesmas espécie e comunidade. Alertado pelo Filipe Faria, rectifico salientando que a capacidade para definir grupos instintivamente está também presente nos animais.

 

Leitura complementar: O falhanço mental da brigada do politicamente correcto ou ainda o artigo de José António Saraiva sobre a homossexualidade contestatária; A homossexualidade como revolta contra o niilismo modernoEu, retrógrado, curvo-me perante os adiantados mentaisTodas as diferenças de opinião são também epistemológicas e metodológicas

publicado às 14:00


9 comentários

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De Afonso Miguel a 11.04.2012 às 15:11


Samuel,


No final do artigo "Uma polícia do pensamento?", JAS pergunta:

"Ora, se os gays tiveram o direito de defender o seu ponto de vista, eu não terei o direito de discordar? Ou a lei que legalizou os casamentos gay ilegalizou simultaneamente as opiniões contrárias?"


Ora, a verdade é que a consagração legal de um direito implica, inevitavelmente, a desqualificação automática e, no mínimo, a perseguição intelectual do argumento contrário. É esta a questão. E no futuro, como será?
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De Samuel de Paiva Pires a 11.04.2012 às 15:43

Meu caro Afonso,

É um problema que deriva do positivismo legalista e desta época em que tudo se discute no jargão dos direitos. E é difícil resistir às torrentes de histerismo de quem não tenta sequer questionar-se se aquilo que defende, mesmo que consagrado legalmente, está certo ou errado. Julgo que a tendência é para piorar, infelizmente. E quanto mais alegam a sua tolerância, mais perseguem quem pensa de forma diferente.
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De Afonso Miguel a 11.04.2012 às 19:54

Tolerância para os tolerantes...
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De Anónimo a 11.04.2012 às 19:54

Estamos a caminhar a passos de gigante para uma nova Sodoma e Gomorra. E não só em Portugal . As consequências serão as mesmas, senão piores. Quando se contraria a Natureza tal como foi concebida e as normas por que se rege, passando dos limites aceitáveis, mais tarde ou mais cedo Ela encarregar-se-á de as repor, quer queiramos ou não. Nós, humanos, não temos qualquer poder sobre a Natureza. Ou, para quem for crente, sobre o poder Divino.

Parabéns pelos seus escritos e pelas  ligações a excelentes artigos que aqui vem deixando. Parabéns ainda a JAS pelo seu inteligente (e nada ofensivo) artigo.
Maria
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De Samuel de Paiva Pires a 11.04.2012 às 19:58

Eu é que agradeço as sempre mais do que simpáticas palavras, Maria. Enfim, como dizia o outro, a essência do homem livre é ser do contra - e acrescento eu, especialmente contra as engenharias sociais e o politicamente correcto que se recusam a confrontar-se com a realidade da natureza humana.
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De josé a 12.04.2012 às 21:28

É isso minha senhora... agora os jovens estão todos a virar gays parase revoltarem, e qualquer dia levamos com um terramoto e morremos todos. Santa paciência. Não se esqueça de tomar os remédios.
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De Mario não é Mário é Mario a 11.04.2012 às 20:58

"Estamos a caminhar a passos de gigante para uma nova Sodoma e Gomorra." Ka ganda nóia tás muita malikinha
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De makarana a 13.04.2012 às 01:36

não consigo compreender como é que voce samuel supostamente liberal pode ter essa opinião.Estou a ver que o liberalismo de hayek e mises só serve mesmo para a economia, porque para a moral já voce enveredan pelo marxismo mais ortodoxo que existe
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De Samuel de Paiva Pires a 13.04.2012 às 10:00

1 - Que opinião?
2 - Marxismo?!?!

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