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Ministra demitida, animal à solta...

por John Wolf, em 18.10.17

 

A demissão da ministra da administração interna Constança Urbano de Sousa soltou o animal de perguntas e questões que estavam dentro de mim. À laia de caos instalado, vou atirar as interrogações ao ar, sem que as mesmas tenham nexo entre si ou sejam justificadas. Aliás, são totalmente despropositadas;

 

1. Quem preenche o lugar deixado vago pela ministra? Simples. Alguém do PCP ou do BE.

2. Porquê? Porque nunca governaram o que quer que fosse e fazia-lhes bem ao currículo provar esse veneno chamado poder político. Afinal, garganta e mais garganta não pode ser.

3. Marcelo Rebelo de Sousa demitiu a ministra? Sim. Respondeu ao pedido que havia sido formulado pela própria há quatro meses e que foi indeferido por António Costa.

4. Significa que as relações entre o presidente e o primeiro-ministro foram afectadas? Sim. O presidente terá um mandato que extravasa os limites temporais da legislatura e convém ir afagando o pêlo de uma alternativa ideológica de governo.

5. O facto da ministra ser uma mulher facilitou a pressão exercida por António Costa? Sim e não. Por um lado, a senhora é um osso duro de roer, e por outro, não deixa de ser uma mulher e António Costa não deixa de ser António Costa.

6. A descoberta das armas roubadas em Tancos foi uma coincidência ou não? Não foi. Aquele trunfo político estava no armazém de oportunismos. Mas saiu o tiro pela culatra. Não serve para grande coisa. O povo topa logo.

7. António Costa já pediu desculpa à ministra da administração interna? Não, mas ainda vai a tempo. E para além de isso, o ministro Vieira da Silva já lhe endereçou um abraço de solidariedade.

8. Por que é que os Verdes ou o PAN não tomam a iniciativa da reforma da floresta? Porque não é a sua especialidade. Não têm competência para tal acção e estão a ser muito sensatos.

9. Um pedido de desculpa não resolve nada? Não. Nada mesmo. O deputado do PCP João Oliveira pediu perdão por esta mesma explicação.

10. E por último; a Protecção Civil é uma designação bem atribuida? Sim, senhor. É adequada e corresponde à realidade. Foram os civis que se defenderam das chamas o melhor que souberam. Se tivesse sido o Estado, chamar-se-ia Protecção Estatal.

publicado às 13:56

Ontem à tarde

por Nuno Castelo-Branco, em 18.10.17

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Riiiiiing! Riiiiing! Riiiiiiing!

- Sim?

- Sou eu, pá...

- F-se!, a coisa tornou-se pior do que pensávamos!

- Pois é e agora a comunicação social anda histérica pelos fogachos e audiências e está a entalar-me...

- O que queres que faça?
- Se não te for muito incómodo, fala hoje ao país, mostra o ar mais compungido que possas, faz uns gestos de indignação e diz umas coisas que sejam dúbias e contentem os gajos, pá...

- Deixa comigo, afinal de contas sabes bem que fui teu professor.

- Claro, é por isso mesmo que estou a ligar-te, se disseres qualquer coisa que muito vagamente soe a ultimato, aposto que a gaja depois demite-se e farei o ar mais sério e triste deste e do outro mundo agradecendo-lhe os brilhantes serviços prestados.

- Isso, isso, já agora, avisa-a!

- Para quê?

- F-se!, é o mínimo, pá...

- Achas?
- Vai por mim, tens é de safar-te amanhã em S. Bento.

- Ahahahahahahahaha, não te rales, sei bem o que dizer e os gajos à minha esquerda devem estar a borrar-se de medo com a ameaça de eleições!

- Isso era mesmo o que convinha...

- Pois é, mas daqui a umas semanas já terei virado o rumo das coisas e encherei arruadas umas atrás d'outras, ahahahahahahahahahah, uma chuva dourada de boas notícias apaga qualquer fogo!
- Ehehehehehehe, espero bem que sim, disso não tenho a menor dúvida, esta gentinha vive minuto a minuto e bom, bom, bom seria acontecer qualquer coisa trágica em Espanha de modo a distrair as atenções.

- Queres que ligue ao Rajoy?
- Bolas, ó pá, faz melhor e vai directo ao assunto, manda um mensageiro especial ao Puigdemont a acicatá-lo a provocar um incêndio político até amanhã, quinta-feira, mas sobretudo nada de telefonemas ou mails, hoje em dia é perigoso. O boca a boca é melhor, não compromete e sempre poderás negar, não existirão provas.

- E achas mesmo que eu me preocupo com provas?!

- Não.

Clang!

publicado às 09:37

O vazio de António Costa

por John Wolf, em 17.10.17

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A política tem o condão de revelar a ausência de humanidade dos proponentes. O que mais chocou na intervenção do primeiro-ministro António Costa não foram os enunciados sobre políticas florestais nem a ausência de um pedido formal de perdão às famílias das vítimas. Para além da racionalidade intransigente existe algo que é captado instantaneamente pelos destinatários de mensagens. É uma frequência de onda que não se detecta nas frases. É uma vibração que não passa na lógica. Refiro-me ao olhar empático que transcende a política, a ideologia, o poder, os partidos e as convicções - trata-se de humanidade, mais nada. Se prestarmos atenção ao perfil de António Costa não sentimos na sua alocução o estado embargado da alma, a sinceridade no olhar que alcança onde mais nada chega. E Portugal regista em simultâneo o exercício de duas figuras de proa que se encontram nos antípodas desse espectro afectivo-racional. Numa extremidade da régua temos o presidente da república Marcelo Rebelo de Sousa que se manifesta nessa toada de emoções e sentimentos que o traiem no excesso - uma forma de estar que oblitera a capacidade crítica objectiva, obrigatória. No extremo oposto do espectro encontramos António Costa que é incapaz de manifestar o sentimento que vive fora da casa política. Assistimos ontem, incrédulos, ao debitar de axiomas de indução lógica. Faltou-lhe a intuição. Faltaram-lhe os instintos. Nem por um momento sequer sentimos a vulnerabilidade que deveria resultar dos eventos trágicos que devastaram Portugal. Foi essa frieza, comparticipada pela ministra da administração interna Constança Urbano de Sousa, que colidiu com a natureza solidária e sofrida dos portugueses. Os portugueses sentiram o terror dessa ausência. Viram o vazio do olhar. O lider que deveria guiar a nação é incapaz de se conectar para além da sua condição política. António Costa demonstrou os limites funcionais do seu perfil. Provou a sua tecnocracia quando o que o povo de Portugal necessitava era de algo à escala de alguém que também deve saber assumir a sua fragilidade, a sua insuficiência. Se essa aura existisse e fosse sentida, dispensaríamos o conceito de demissão, a perseguição seria de outra natureza. A responsabilidade política passaria a ter contornos distintos, próxima da agregação emocional, da tribe de inválidos, da comunidade de humildes que se remete ao silêncio, à prece das cinzas. António Costa deveria ter sido pequeno nessa hora fugaz que perdura e viverá na eternidade, na memória colectiva.

publicado às 11:05

Vergonhoso

por Samuel de Paiva Pires, em 16.10.17

O discurso proferido há pouco por António Costa é absolutamente vergonhoso. A total falta de empatia, a incapacidade para a assunção de responsabilidades, a ausência de um pedido de desculpas aos portugueses por, em larga medida, terem sido deixados à sua sorte nestes últimos dias e pelos disparates ontem proferidos por membros do seu governo e por ele próprio, a repetitiva remissão para o relatório da comissão técnica independente sobre a tragédia de Junho deste ano, tudo isto é absolutamente deplorável. António Costa mostrou não ter qualquer sentido de Estado e que a reputação de politiqueiro lhe assenta como uma luva. Se dúvidas houvesse a este respeito, bastaria atentar no resumo de Gabriel Silva dos erros e responsabilidades directas que o Primeiro-Ministro teima em não assumir. Tudo isto vindo de um Primeiro-Ministro que afirma agora que "Depois deste ano nada ficará como dantes", quando a sua proposta de Orçamento do Estado para 2018 não deixa adivinhar qualquer mudança estrutural no dispositivo de prevenção e combate aos incêndios. Como acontece há já cerca de 40 anos e como o próprio António Costa afiançava ontem, para o ano há mais, infelizmente. 

 

(também publicado aqui.)

publicado às 22:02

O autoclismo

por Nuno Castelo-Branco, em 16.10.17

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 ...."Ir-me embora seria o caminho mais fácil, ia ter as férias que não tive".

Foi  isto o que o agarradinho e nauseabundo dejecto disse hoje. Haja quem urgentemente prima o autoclismo.

publicado às 20:47

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Os políticos que não respeitam a vida e desonram a morte não têm condições para ser lideres. António Costa e Constança Urbano de Sousa ainda não realizaram o diálogo filosófico e ético a que estão obrigados. Independentemente de critérios técnicos, logísticos e operacionais, o primeiro-ministro e a ministra da administração interna esquecem que respondem perante Deus e imperativos de ordem moral. A comunidade de crentes não aceita a missa que reitera que "as comunidades têm de se tornar mais resilientes". Este discurso  lembra modelos de selecção natural aplicados por regimes fascistas ou nacional-socialistas. De acordo com a Constança Urbano de Sousa, a tragédia e as mortes tornarão as sucessivas gerações melhor preparadas para o apocalipse final. O determinismo patente nestas afirmações, desprovidas de empatia e religiosidade, remete as vítimas e familiares para a odisseia trágica, para a anulação existencial. A entidade sagrada foi totalmente obliterada em nome de considerações políticas. A ministra da administração tem o desplante de agradecer os profissionais de saúde por terem anulado a greve prevista, mas pode colocar debaixo do travesseiro as quase cem mortes e dormir descansadinha - Tancinha.

publicado às 12:34

Até quando abusarão da nossa paciência?

por Samuel de Paiva Pires, em 16.10.17

À hora a que escrevo este texto, registam-se 31 mortos nos incêndios de ontem, número que deverá continuar a aumentar. Quatro meses depois da tragédia de Pedrógão Grande, poucos dias após a publicação do relatório que evidencia as falhas graves que originaram esta tragédia - em resposta ao qual, a Ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, diz que não se demite - e no dia em que o Secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, afirmou que "Têm de ser as próprias comunidades a ser proativas e não ficarmos todos à espera que apareçam os nossos bombeiros e aviões para nos resolver os problemas. Temos de nos autoproteger, isso é fundamental”.

 

Já nem falo nas consequências políticas que deveriam ser retiradas de tudo isto, da liderança da Protecção Civil por boys incompetentes, da gestão política com o objectivo de manter a popularidade de António Costa e de segurar a Ministra no cargo, da total ausência de conhecimento por parte da Ministra e do Secretário de Estado em relação à forma como vivem as populações no interior rural do país e como combatem os incêndios com os meios escassos que têm à disposição, da redução de meios de combate aos incêndios em resultado da compartimentação deste combate em várias fases, da desorientação e falta de coordenação dos meios existentes, do escandâlo que é o SIRESP, enfim, de tudo o que contribui para o que estamos a viver. 

 

Apenas questiono, considerando que ano após ano se repete este flagelo, que as condições atmosféricas propícias a estes incêndios se registam ao longo de metade do ano, que ao Estado compete garantir a segurança dos seus cidadãos, até quando continuarão os políticos a ignorar a necessidade de estabelecer um dispositivo integrado de prevenção e combate aos incêndios florestais altamente profissional, especializado e em funcionamento durante todo o ano e a tempo inteiro? O que é que ainda terá de acontecer para que isto constitua uma prioridade nacional?

 

(também publicado aqui.)

publicado às 12:12

Orçamento-drone do Estado

por John Wolf, em 15.10.17

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O raio do contribuinte quer lá saber de cativações, escalões de IRS ou descongelamentos na carreira de funcionários públicos. Todo este jargão do ministério das finanças apenas serve de manobra de diversão. A pergunta simples que deve ser respondida é a seguinte: o contribuinte vai pagar mais ou vai pagar menos impostos em 2018? A resposta é: pagará mais. Estes esquemas de sais e açucares, sistemas de bike sharing e vales para educação geram esquizofrenia fiscal - atiram areia para os olhos do contribuinte. Enquanto o espectáculo decorre com a apresentação de fotocópias sobre drones,  o fogo que arde e que se vê, a geringonça baralha e torna a dar. Todas as benesses prometidas aos que elegeram os partidos que formam o marco de governação serão entregues, mas com efeitos secundários que serão sentidos por todos. Em 2019 chega a factura da festa - mais de 1000 milhões de euros. Mas por essa altura pouca diferença fará. Se a geringonça continuar no poder será mais do mesmo, como se nada fosse. No entanto, se uma alternativa de governo se materializar com as legislativas, o descalabro financeiro das contas públicas já terá dono - a culpa é sempre dos outros. O governo prevê um crescimento económico de 2,6% para alimentar as suas fantasias e a sua alegada generosidade fiscal, mas está a ser irresponsável porque vem aí muita coisa. O acentuar da crise do Brexit com todas as ramificações no nível de exportações da Zona Euro. A subida de taxas de juro do Banco Central Europeu que terá impacto nos intervalos e respectivos juros da emissão de títulos do tesouro. Uma provável valorização do dólar americano à luz de indicações da Reserva Federal que calendariza a subida das taxas de juro de referência. Enfim, um conjunto de temas que não se pode ignorar como o Partido Socialista faz em relação ao autor-acusado José Sócrates. No Largo do Rato sofrem de memória e realismo selectivos. No seu campo de visão apenas entram os amigos socialistas e as belas histórias que têm para contar. Uma plateia cheia de socratinos. Só cretinos.

publicado às 14:40

PCP patrocina carolino

por John Wolf, em 14.10.17

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O Partido Comunista Português, no próprio dia em que o cão já pode entrar na brasserie, patrocina carolino. Melhor dizendo, patrocina o arroz Carolino (não confundir com Carolina Patrocínio que gasta pouco de isso). O camarada Jerónimo coloca os cotovelos em cima da mesa e chafurda a açorda toda - então e o Bacalhau? Aquele da Noruega, já não conta? Ou será que o seu nacionalismo de Seara Verde apenas se restringe ao arroz Basmati? Pois. Mas há mais na rede. O carapau e o pescado, pescados em águas livres, são de onde? De onde vêm? Quantas léguas marítimas terão feito e será que viram Moby´s Dick? Como podemos ver pela ementa marxista, o gourmand português agora terá de seguir um regime alimentar de índole ideológica. Se a produção agrícola e os custos alimentares é o que está em causa, proponho a bolota e uns bifes de seitan. Mas há mais disparates decorrentes da seca extrema que tomou conta do território continental. Que eu saiba, seja qual for o tipo de arroz, trata-se uma cultura que requer quantidades avassaladoras de água. Enfim. Na sua bandeira de teimosia ostentam a foice e o martelo, mas não percebem nem de uma coisa nem de outra. São comunistas de salão, apreciadores do cante, e quiçá de Kant, mas não pescam nada do cajado. Ou algo quejando.

publicado às 16:36

Regionalismos

por Nuno Castelo-Branco, em 14.10.17

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 Quem diria que a idade Média acabou  com a chegada de Vasco da Gama a Calecute? Ou terá sido com a Queda de Constantinopla? Para o caso pouco importa, é mesmo uma questão de perspectiva, de região.

Lendo o que se verte copiosamente nas redes sociais, dir-se-ia que o mapa de antanho ainda está bem presente na mente de muito boa gente. Boa? Isso é outra história, perdão, estória.

publicado às 08:31

Psicose socrática

por John Wolf, em 13.10.17

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Nos dias que correm Portugal sofre de psicose socrática colectiva. E não é caso para menos. Nos próximos tempos o país irá levar com doses cavalares de substância gravosa sem que haja um antídoto eficaz. A cura para o estado patológico existe e encontra-se nos tribunais, mas o quadro aponta para uma processo paliativo longo. Para erradicar de vez todos os vestígios de corrupção vai ser necessária uma empreitada monstra. Na lavagem de roupa suja que se avizinha, seremos provavelmente contemplados com mais enfeites de delito. Teremos resmas de opiniões para passar a ferro e veremos na fila ex-titulares de pastas ministeriais a debitar dados para o jogo de verdade ou consequência. Em abstracto, e sem nada que possa por enquanto apontar nesse sentido, penso nas seguintes ligações afectivas e de parentesco; será que José Sócrates cometeu o pecadilho adicional de subvencionar a casa que o viu nascer politicamente?. Quando António Costa afirma que se deve separar aquilo que pertence à política daquilo que pertence aos tribunais, comete uma imprudência, é insensato - deve esperar para ver. Os barões Pedro Silva Pereira e Jorge Coelho, em aparente estado chill-out, de relaxe e descontração, já sacaram das respectivas cartolas uns fait-divers de ocasião. Eram tão íntimos com o grande chefe que nem sequer poderiam supor que a vida "à grande e à francesa" de José Sócrates trazia Carlos Santos Silva no bico. Quando já não subsistem dúvidas em relação aos factos (existem cofres, havia dinheiro) seria ajuizado que os demais correligionários servissem Portugal e reconhecessem o maior escândalo político do pós 25 de Abril. Mas não, continuam a praticar a mesma política de eufemismos e descontos, retirando a importância que este processo merece. Falta vergonha na cara e ética a tantos que desfilam e irão desfilar. E isso não tem remédio. Sei que existem temas tão importantes para tratar, como o Orçamento do Estado 2018, a continuação da Austeridade ou o relatório sobre Pedrógão Grande, mas eles também sabem. E vêm mesmo a calhar. O que será que o cofre ainda tem para oferecer?

publicado às 17:19

PeBLOGão Grande

por John Wolf, em 13.10.17

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publicado às 13:13

Centeno, o arguido da dívida

por John Wolf, em 12.10.17

 

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Acusam o camarada Sócrates, e logo no dia seguinte Centeno anuncia que a dívida vai baixar. Existe relação entre os dois factos? Talvez. Mas o ministro das finanças está a ser muito optimista. A haver condenação e compensação financeira, o dinheiro ainda demorará a ser cobrado, a chegar aos cofres do Estado - faltam os recursos, os julgamentos, as sentenças e as execuções. Eu entendo a excitação monetária da geringonça - os milhões do desfalque são muitos -, mas calma, aguentem os cavalos. Para além dessas fantasias, existem incontornavelmente outros factores a ter em conta. Como é que este economista ousa apontar uma melhoria no serviço de dívida, se sabemos sem margem para dúvida, que o Banco Central Europeu irá subir as taxas de juro de referência nos próximos tempos? Como dizia o acusado-mor 44 - "a dívida é para ir gerindo". Até parece que Centeno nunca ouviu falar em ceteris paribus, como se fosse possível congelar a realidade financeira do resto do mundo e analisar Portugal como se esta fosse uma entidade independente, uma Catalunha da dívida pública. Para atenuar de um modo irrisório a tendência fatal de crescimento da dívida o governo de Portugal teria de cortar o investimento público de um modo ainda mais significativo. Ou seja, fingir a ficção dos cofres abundantes, de tesouraria saudável. Mas há mais lições de economia para totós a ter em conta. Sem poupança não há investimento, e a máquina de propaganda da geringonça pura e simplesmente não consegue escamotear a ausência de poupança pública e privada. Diria mais; cada vez que os níveis de confiança dos consumidores se elevam, o governo e o ministério das finanças festejam o facto, brindando-se vezes sem conta pelo comportamento material dos portugueses. E isso é grave. Significa que os trabalhadores gastam a quase totalidade do salário auferido - chapa ganha, chapa gasta. Para além dessa fraude, servem-se de um indicador caduco para se congratularem antecipadamente por vitórias que não controlam. A saber, e a título de exemplo; a Inflação (core inflation) exclui do seu processo de cálculo a Energia e os Bens Alimentares, o que falsifica ainda mais a realidade financeira dos factos. Por outras palavras, o "acordão" de diminuição da dívida pública nem precisa de ter 4000 páginas para ser uma ficção de bolso, de levar por casa. A dívida está encravada e é uma unha sem fim.

 

foto: Jornal Económico

publicado às 17:57

Curiosidades independentistas

por Nuno Castelo-Branco, em 12.10.17

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 Já todos ouvimos falar desde há muito acerca daquilo que o homem comum catalão julga pensar acerca de todos os outros que o rodeiam. É mesmo um daqueles fait-divers que a insuspeita Dª Clara Ferreira Alves, fazendo a cara o mais desagradável que lhe foi possível, apontou há duas semanas na sua charla semanal. Tem razão. Dois minutos bastaram para encontrar o que subrepticiamente também está em causa e não são apenas lendas urbanas ou desabafos de hooligans do Barça.


Deixemos então as caves do independentismo e subamos os degraus em direcção ao terraço deste prédio que certamente não foi desenhado por Gaudi e muito menos ainda decorado pelo surrealismo do Dali de Figueres.

 

Estamos prestes a transformar certa gente em ícones da pausa para o café, apenas sendo um facto permanecermos garantidamente livres de um dia, dada as imagens que nos entram diariamente sala adentro, vermos aqueles semblantes estilizadamente  reproduzidos em camisetas ao estilo Che. Korda não se interessaria por imortalizá-los, especialmente o tal Puigdemont, demasiadamente confundível com uma esfregona em saldo no Mini Preço.

 

O que dizem ou disseram eles para além do auto-proclamadamente correcto que as televisões mostram?

 

Entre outros ditos públicos, segundo Oriol Jonqueras ...“Hay 3 Estados (¡sólo 3!) donde ha sido imposible agrupar toda la población en un único grupo genético. (…) En el Estado español, entre ‘espanyols’ y catalanes. En concreto, los catalanes tenemos más proximidad genética con los franceses que con los ‘espanyols’; más con los italianos que con los portugueses; y un poco con los suizos. Mientras que los ‘espanyols’ presentan más proximidad con los portugueses que con los catalanes y muy poca con los franceses”.

Ne cherchez plus,
sabemos bem onde ele quer chegar, aliás estamos todos historicamente a isso habituados.

 

A ERC - Esquerra Republicana de Catalunya - não se fica por aqui, foi e ainda vai mais longe, muito mais longe. Heribert Barrera, o já falecido e histórico líder da agremiação, para além dos considerandos acerca da diferente inteligência entre brancos e negros, também dizia há uns tempos que (seria necessário) ...“esterilizar a los débiles mentales a causa de un factor genético (...) si continúan las corrientes migratorias, Cataluña desaparecerá; hay que evitar la inmigración no catalana”.
Evidentemente estava a referir-se aos que chegaram desde há décadas de outras partes de Espanha.

Deixando o cada vez mais ancho de ventos Jonqueras e o seu alter ego Barreras, em duas penadas passemos ao putativo pai do independentismo actual, o fugidio Pujol. Eis o que ele não só disse, como escreveu ...“El hombre andaluz es un hombre anárquico. Es un hombre destruido, un hombre poco hecho, un hombre que hace cientos de años que pasa hambre y vive en estado de ignorancia y de miseria cultural, mental y espiritual. Es un hombre desarraigado, incapaz de tener un sentido un poco amplio de comunidad”.

O que puderá ele ainda mais resmungar dentro de portas ?

 

O resto surge neste texto e não é aqui publicado para não ofender os leitores mais sensíveis. Não é o que se costuma ler antes de certos programas televisivos? Pois estamos na mesma situação.

 

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publicado às 07:23

Somos acusados de Blog do Ano

por John Wolf, em 11.10.17

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publicado às 21:20

A acusação de Sócrates e associados

por John Wolf, em 11.10.17

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Este post é dedicado a todos aqueles eticamente questionáveis que alimentaram a noção da inocência de José Sócrates e associados. Muitos dos defensores dos visados, presentes com prosápia e arrogância nas redes sociais, em partidos políticos, em orgãos de soberania, nas diversas agremiações de tolerância inaceitável, no meu entender, partilham a falência moral dos acusados. As acusações que acabam de ser deduzidas são o resultado de uma obra jurídica e processual de vulto. Todos aqueles detractores que acusavam o ministério público de ser letárgico e persecutório terão agora de engolir os factos incontornáveis. Os sete magníficos, os sete procuradores que assinam o despacho, galvanizam as acusações a José Sócrates e restantes, e servem a causa pública da justiça em Portugal. As ramificações da associação criminosa exigiram este tempo todo de investigação e corroboração por alguma razão: a dimensão do desfalque, para não usar um termo ainda mais degradante. Um polvo inédito num país com a dimensão económica de Portugal afinal existia. A ideia de enriquecimento ilícito leva assim uma machadada e deve servir de aviso para uma sociedade excessivamente tolerante para com os seus traidores. O que esta corja fez fere a dignidade de tantos portugueses honrados, vilipendia o conceito de mérito, fere de morte a ideia de qualidade e de recompensa de toda uma classe trabalhadora, os homens e mulheres que contribuem honestamente para acrescentar valor a si mesmos, às suas famílias e ao país. Temos a prova de que servir-se de ligações perigosas e abusar da posição dominante produz consequências nefastas. Agora, todos eles, devem pagar. Condenações, prisão, multas, coimas e compensações por danos causados devem ser distribuídas na justa proporção dos crimes cometidos. Portugal não é isto. Portugal é honrado. Portugal é um país repleto de gente digna. Portugal merece melhor. Que sirva de lição.

publicado às 12:03

Fajer uma nachão

por Nuno Castelo-Branco, em 10.10.17

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Inventar uma nação será uma brincadeira de recreio de crianças, após caírem na asneira de repetir até ao ansiado sim!, o famoso referendo que há uma vintena de anos esmagou a criação de regiões e respectivos sátrapas sedentos de mordomias. Podem seguir o processo que abaixo se lê:

1. Criar uma língua é fácil, bastará para isso procederem a algumas alterações da corriqueira consagrada em sucessivas reformas vindas de cima, vulgo acordos que ninguém acordou e uma ínfima minoria aceita, conhece ou dá-se ao frete de estudar, pois não vale a pena perder o tempo com onanismos alheios.

2. Depoije dicho, podem pachar a ejecutar as cheguinteje achões, dejetinadaje a eboluir durante duaje gerachõeje:

 

- criachão de uma entidade que controle o achecho de profechoreje ao enchino rechional. Pode mesmo chamar-che Òmnium Cultural - tem chempre de ter uma conotachão cultural, poije fica achente chobre bajes de retinto progrechjesmo de vernichages de banguarda - ou  qualquer coija bagamente latina, dejede que em chimultâneo dechida quanto aos conteúdoje a enchinar naje checolaje, enchino checundário e uniberchidadejes incluídaje.

 

- Depoije de chubliminarmente numa primeira faje, comechar a difundir a ideia que abaixo do Douro comecha a Mouraria, habitada por um bando de parajitas inferioreje e quaje pretoje que bibe à conta das formiguinhaje jemifradaje há chéculos chem apelo e há que tempoje chedentaje de libertachão. Afinal de contaje, o Afoncho Henriqueje melhor teria feito em manter-che interechado na Galija e apenaje em nada maije do que no Condado Portucalenche.

 

- Trancheformar o clube local numa jepéchie de mater patriae onde todos che unem numa cauja comum.

 

- Obrigar aje emprejas locaije a preferirem trabalhadoreje locaije, preterindo outroje que churjam nos concurchos abertoje e ofichiaije.

 

- Naje checretariaje, gabineteje, departamentoje regionaije e outraje entidadeje ofichiais, chó che tolerarão trabalhadoreje indicadoje pelo próprio goberno local, com conchulta prébia à Omnium C.

 

- Dijecretamente numa faje inichial, inchtilar o ódio e o desprejo relatibamente a todoje aqueleje que tendo o mejemo pachaporte, não chejam nadoje na rechião e chobretudoje, humilháloje ao máchimo nos locaije de trabalho. Che for nechechário, prometer a nachionalidade a pechoas chegadaje de fora do território portuguèje, dejede que botem pela independênchia.

 

- Fajer imediatamente parcheriaje com a rechiõeje bijinhajes echtra-fronteirichas do Jetado portuguêje, chepechialmentej a Galija e arredoreje.

 

- Reibindicar aquilo que Portugal tebe de bão na chua Chetória nachional e a Portugal tudo o que de péchimo acontecheu ao longo de quaje nobechentos anoje de conbibênchia forchada.

 

- Atinchido binte por chento do PIB nachional, recujar a entrega doje impostoje que o mau e boraz poder chentral dejetina aos parajitas do chul, bulgo mouros, ou cheja, os alentechanoje, os beirõeje e algarbios, achorianoje e madeirenches.

 

- Controlar e  criar uma rede de informachão que bá apenaje no chentido de monopolijar a opinião local, dejede chornais periódicos até rebistas, telebijões e rádios locaije.

 

- Ao fim de umaje quatro décadeje, a chopa jetá pronta a chervir:

 

- Provocamje todoje oje tipoje de bagunchas, fajeche um referendo que enbie às malbas a Conjetituichão de chetenta e cheije, referendo eche chem cadernoje eleitoraije e onde até as pechoas podem chaltitar de chequechão em chequechão, botando as bejes que quijerem ou puderem. Chobretudo, é nechechário inchultar chem fim o poder chentral, o maujão oprechor e chupista. Che por felichidade o Chefe de Chetado portuguêje che atreber a fajer um dijecurcho, chamar-lhe todoje os nomeje, maje nechete cajo, o problema é que Portugal infelijemente não é uma monarquia - daria muito mais cheito que foche, não é berdade? -, logo a coija terá de cher maije rebujecada e de preferênchia, mojetrando o flanco partidário que a república tem como chua princhipal fraqueja injetituchional.

 

* É mais ou menos este o programa e como primeiro líder, até poderia sugerir o Ruirio se não fosse, perdão, foche um sexagenário. Na berdade já não bai a tempo. 

publicado às 18:50

Declaração de independência do PSD

por John Wolf, em 10.10.17

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A crise de liderança do Partido Social Democrata (PSD) tem provocado mais alergias e urticárias no seio de outros partidos do que na própria casa da Rua de São Caetano à Lapa. Parece quase certo que o Derby social-democrata será disputado entre Santana Lopes e Rui Rio. Convém sublinhar o seguinte fenómeno separatista; Os mais contundentes sucessos de governação dos candidatos aconteceram na região norte - nas cidades da Figueira da Foz e do Porto. Numa lógica de bastiões e reservas estratégicas do PSD, faz algum sentido que assim seja, e tendo em conta o track-record de cada um dos adversários, se puxarem dos galões autárquicos para promoverem as suas causas, farão a vontade dos socialistas. Ainda recentemente, embora embriagado pelo oportunismo das eleições autárquicas, António Costa reforçou a sua dose ideológica de regionalismo e  "autonomia" política dos concelhos desde que estes sejam do Partido Socialista (PS). Numa interpretação mais ampla, e à luz dos acontecimentos que decorrem na Catalunha, a bandeira do poder local pode ser um argumento subtil a ter em conta na gestão de um país. Quer Santana Lopes quer Rui Rio devem saber integrar as movimentações ideológicas excêntricas. Dirão muitos que o que acontece na Catalunha não interessa ao menino Jesus, mas não é bem assim. Quaisquer derrames não previstos, decorrentes da garraiada que opõe Madrid a Barcelona, terão impacto nos discursos políticos pan-europeus e nas contas europeias. A geringonça ficará indelevelmente colada ao ciclo económico favorável do turismo e ao dinheiro fácil do Banco Central Europeu. Numa lógica de modelos económicos que se esgotam e de alternância de vocalistas, o mais provável é o PSD agarrar o poder em Portugal quando este estiver na mó de baixo, a andar às voltas da nora de uma nova crise de excessos e devaneios orçamentais. Seja qual for o chefe da casa política do PSD, este deve alinhar ideias de um modo realista, mas desapaixonado. O PSD, não sendo governo, deve ter um papel de auditor interno, de agência de rating. Por outras palavras, deve fazer uso do capital de que dispõe. E o legado de que dispõe diz respeito à experiência na gestão de crises. Os outros, para serem coerentes com o seu currículo, continuarão a pintar um cenário cor-de-rosa, perfeito. O PSD deve levar em conta que as marés psicológicas são de duração limitada e que as escorregadelas financeiras dos governos marcam o início do seu fim. O PSD apenas deve ser paciente. A realidade falará por si. A ideologia acaba sempre por se trair e deixar ficar mal os crentes mais ferverosos. O PSD deve declarar a sua independência política das querelas típicas que polvilham o quadro governativo de Portugal. Se quiser sair por cima.

publicado às 14:26

Dia de Selecção e ainda por cima, Nacional

por Nuno Castelo-Branco, em 10.10.17

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Lá para o fim da tarde ficaremos todos elucidados acerca do assunto do momento, aliás, dos dois assuntos da semana. Um deles aconselha o fazer de conta passar despercebido, pois não parece e não é uma boa ideia infestarmos a casa vizinha com ratazanas que mais cedo do que imaginaríamos, invadirão a nossa despensa. O outro é um daqueles inevitáveis temas que bem sabemos depender totalmente "de nós". É o único que por paradoxal que possa parecer, deveria mobilizar todas as nossas línguas, comentadoreirismo e entusiasmos.

Bem faz o governo em manter-se a milhas da Santa Bárbara que alguns incendiários querem fazer rebentar. A existência de Portugal nos últimos negligenciáveis e pouco significativos 800 e tal anos, prova que somos capazes de mais ou menos satisfatoriamente resolvermos alguns assuntos eternamente pendentes. Assim continuará a suceder se mantivermos a mesma política que já vem desde os tempos do pai, do avô e bisavô do actual regime. Não acreditam? Olhem para o mapa, está lá tudo, aquele "é o que há" que nos garante algumas certezas.

Quanto aos atingidos pelos entusiasmos da "Deputação a Baiona", um prudente conselho: vão buscar os aventais, coloquem-nos à cintura, dirijam-se à vossa cozinha e aproveitem para o fritar de umas dúzias de deliciosos e estaladiços croquetes. Acompanhados por copos de vinho tinto ou a mais típica cervejola, são o acepipe ideal para verem o jogo de logo à noite. Como sempre, estamos naquele ponto de tudo depender "de nós". Bom proveito.

publicado às 07:01

Falharam, não é verdade?

por Nuno Castelo-Branco, em 09.10.17

 

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 Bem sei, se aqui postasse aqui o retrato de um qualquer magnicida popularucho que pelos polliticamente auto-proclamados correctos é entendido como um benfazejo líder que apenas "falhou nos detalhes porque não sabia e não controlava tudo", quase todos ou a maioria acharia coisa normal. Pois não é.

Ontem fui vendo em directo a transmissão da TVE e fiquei elucidado acerca da manif barcelonesa, fazendo ocasionalmenmte o zapping para as homólogas nacionais, todas elas muito excitadas e sublinhando o inegável facto de terem vindo muitos espanhóis "de toda a Espanha" e ainda por cima dando-lhes a total preferência nas entrevistas. Vamos então ao dedilhar no ábaco electrónico que o materialismo dialético impõe, como a contabilidade de sacas de trigo, pepinos, batatas ou arroz.

Por aqui os mais exaltados partisans do "quanto pior, melhor" - praticamente os mesmos que até há pouco diziam Espanha, Espanha, Espanha como ultra prioridade do nosso regime - , diziam nas tv que foram 100 autocarros de toda a Espanha para engrossar-se assim o número de "manifestantes falangistas". Vá lá que cada autocarro seja um mega-machimbombo que leve umas 100 pessoas apinhadas e em vias de sufoco. Ora, agora multipliquemos 100 por 100. Quantos "penetras falangistas" foram à manif? Sim, isso mesmo, seriam uma ridiculíssima minoria, mesmo contando e dando de barato que mais uns dez mil "cótchês" - como eles chamam aos carros - terão vindo de Madrid e arredores com 4 pessoas cada um ou, outra vez o sempiterno vá lá, cometendo a illegalidade a que a "falangista Guardia Civil" faria vista grossa, claro, de transportarem 5 "falangistas". 50 mil + 10 mil são 60.000. Ora a manif foi "muito pífia", oscilando estranhamente entre os 350.000 alegadamente contados pelos dedinhos dos "mossos d'esquadra" e o milhão dos organizadores. Fiquemos então por muito baixo, pelos 500.000, pois as avenidas de Barcelona são deveras mais compridas e largas do que aquelas que (ainda) temos em Lisboa.

Ontem perderam moralmente a hipótese da golpada, não é verdade? Arranjem lá outro focozinho que mereça uma libertação, talvez no Curdistão - sempre desestabilizam 4 países de uma assentada -, num qualquer Estado do sul dos EUA ou até no oprimido Cachemira. Nas vizinhanças do nosso país, no irmão siamês a que estamos irremediavelmente ligados, é coisa que não nos convém mesmo nada.

 

*Uma boa ideia seria aliviarem as pulsões aqui mesmo, internamente, focando os seus interesses sobre a imperiosa necessidade democrática de libertar a Constituição de 1976 dos Limites Materiais que foram impostos por homens comuns e não por entes que por muito discretos que fossem, não eram divinais.

publicado às 13:17







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