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Cabrita vs. Cão

por John Wolf, em 10.11.17

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Um simples leitor, como eu, olha para esta notícia e tenta perceber qual o ângulo que merece ser agarrado. Se é o cão que se opõe ao Cabrita? Ou se o Cabrita é mais amigo dos cães do que dos homens? Ou se a Guarda Nacional Republicana merece ser tratada abaixo de cão? No meio destas dúvidas existenciais podemos concluir o seguinte: o Ministro da Administração Interna de Portugal, ouviram bem - de PORTUGAL! -, nem sequer é capaz de administrar convenientemente o seu quintal. Mas muito mais grave do que o latir canino será a falência ética que equipa este ministro. Os guardas, pelos vistos, nem têm onde urinar ou almoçar em condições. O Cabrita quer lá saber. Mas há mais. O ministro vai e vem todos os dias de Almerim? Quem paga essas viagens? Recebe ajudas de custo para as deslocações, e será que partilha o transporte com o resto da família que nos governa? E quanto irá custar ao Estado o recrutamento de guardas nacionais adicionais para defender a sua barraca no meio de cascos de rolha? O Eduardo Cabrita não quer comentar? Por acaso gostava de saber se o cão é perigoso ou se tem as vacinas em dia. Não vá o Bóbi morder um dos guardas e infectá-lo com idiotice.

publicado às 08:03

Venham de lá os millennials - ou que é

por Nuno Gonçalo Poças, em 08.11.17

Quando se começou a falar desta coisa da Geração Millennials - que não se sabe bem quando começa nem onde acaba - uma das principais características que se lhe apontava era a preguiça. Não sei de onde vem isto, se tem alguma base científica ou não, mas a verdade é que também há inúmeros artigos em revistas estrangeiras que dizem que, afinal, os millennials são workaholics como a geração que os antecede. Como digo, não consigo sustentar com grande convicção uma ou outra teoria. Eu próprio não sei se sou passível de enquadramento nisso dos millennials ou não - talvez a minha idade diga que sim, provavelmente a minha cabeça dirá que não. Não sei.
Mas é certo que se tem formado a convicção, pelo que tenho ouvido de muita gente, de que esta nova geração de miúdos que está a entrar no mercado de trabalho não está para aturar tretas. Talvez seja isso que os mais velhos - alguns tão velhos como eu - vejam como preguiça. Mas se é para não aturar tretas, então devíamos todos aprender mais com esta nova geração de trabalhadores do que com os yuppies frustrados que para aí andam, entre grandes empresas, grandes consultoras ou grandes escritórios de advogados.
Na verdade, não me interessa tanto esta discussão geracional. O que eu estou é cansado de ouvir sempre as mesmas histórias, sempre vindas dos mesmos meios, do mesmo género de trabalhador. Se é para mudar alguma coisa, então que sejamos todos millennials ou lá como se chama isso.
Do que eu estou farto é de gente em estado de burnout - ou síndrome de esgotamento profissional ou que é. De gente que vive presa no trabalho e que não consegue ver mais nada para além disso. De gente que se suicida porque chegou ao fim da linha, porque não aguentava mais. De gente que chora compulsivamente no escritório às tantas da noite porque não vê os filhos há semanas. De gente mal paga, sem vínculos de trabalho, ou precários, como se diz, que vive na aparência do sucesso profissional, do fato e da gravata, de um salário milionário que não existe, de uma carreira que nunca sairá do mesmo sítio, de um estatuto social que é uma ilusão. Estou muito farto de gente que se queixa do manager, do sócio, do partner ou do raio, que entra pelo escritório a apontar para a própria gravata e a dizer "esta merda custou o seu salário". De secretárias destes novos-ricos que são tratadas de "puta" para baixo a toda a hora, todos os dias. De mulheres que não podem gozar férias porque lhes deram o imenso privilégio de ir para casa depois de terem um filho. De mulheres que abortam espontaneamente ou que acabam a gravidez no limite do risco porque continuam, ao quarto, quinto, sexto ou sétimo mês de gravidez, a trabalhar 14 horas por dia. De homens sem direito a licença de paternidade.
E, sobretudo, de gente que diz que isto é mesmo assim, que é a trabalhar que a gente se entende, que é nas quatro paredes e no chão alcatifado, todos os dias aspirado por uma imigrante qualquer que tem outra vida ainda mais miserável, que um gajo se sente feliz e realizado.
Se é verdade que os millennials não estão para aturar isto, então venham de lá os millennials - ou outros quaisquer, alguém que diga que não, que não está para isto. Que não há donos nesta vida, muito menos por um salário de merda.

publicado às 16:23

WebSummit e uns quantos penetras

por John Wolf, em 07.11.17

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É claro que a Uber é um espectáculo, que a Airbnb é de génio ou que a Amazon é uma plataforma avassaladora; "mas são o produto daqueles selvagens capitalistas americanos, e não deveria ser um governo de inspiração marxista a ser o anfitrião desta festa de consagração, do certame chamado WebSummit." - são mais ou menos estas as palavras que foram enunciadas ontem, numa outra plataforma igualmente medíocre, o Facebook, por um feroz crítico da ideologia tecnológica, mas acima de tudo por um anti-americano convicto, um xenófobo selectivo auto-proclamado politicamente correcto e pelos vistos fã do 44 das fotocópias. No entanto, não obstante a sua alegada intelectualidade, embirrou e bateu na porta errada. Se imperasse a racionalidade analítica, poderia questionar algumas dimensões fundamentais da missão das start-ups e fazer malabarismo ou troça de algumas apps. Para quem não tenha entendido do que trata o WebSummit, passarei a explicar de um modo deficitário; trata-se de um mercado: de um lado apresentam-se vendedores de soluções digitais e do outro lado venture capitalists na expectativa de encontrar o tal filão de negócio que conceda ganhos avultados num mercado global que não conhece fronteiras. Entre uma coisa e outra metem-se os políticos, que aproveitando a gala, mandam umas postas de pescada, em inglês de praia ou não, sobre a ética que deve imperar no mundo -  bla bla bla, socialmente e ambientalmente correctos. Ou seja, querem aproveitar a boleia da iniciativa alheia e geralmente fazem figura de urso. Veja-se como António Costa imitou o inglês técnico do outro ou como António Guterres teve de fazer show-off e partilhar que "por acaso também é engenheiro", mas menos bom a matemática. Mas voltando ao início desta dissertação, e ao tal dissidente-residente do Facebook, que é avesso à doença da legionella tech, existe um ângulo que poderia ter sido lançado por si no debate. Por mais soluções tecnológicas que proponham, start-ups e apps que brotem, ainda não temos filosofia digital. Poderemos já ter a expressão limitada de inteligência artificial, mas ainda não existe substituto eficaz para a inteligência emocional. Por mais algoritmos que existam para atender à complexidade de sistemas, seremos sempre meros mortais e artesanais na grande contradição existencial que nos enferma. O nosso estado de alma não é passível de ser domesticado. Devemos temer o fascínio trendy das panaceias. Não existe cura para todos os males. Nem existem soluções óptimas, totais. Dentro de alguém pode estar um ninguém.

 

foto: RTP

publicado às 15:54

A bandeira de Porto Rico, plagiada pelos independentistas catalães.

 

Para se ser bom português, há que odiar espanhóis. Não vem ao mundo em Portugal quem não saiba que de Espanha, nem bom vento nem bom casamento.
De facto, nas últimas semanas o lusito exaltou com a intentona independentista catalã, pois crê piamente que inimigos dos inimigos seus amigos são.
Antes, porém, se um português visse um catalão, não o distinguiria de um basco, galego ou de um andaluz, mas as redes sociais dos últimos meses mostram-nos um lusitano culto, com conhecimentos acima da média. Deixou a bola por alguns dias e estudou a História da Catalunha concluindo que desde a Pré-História aquela região reclama pela liberdade subjugada por esses malditos espanhóis.
Desconhece as tentativas de D. Manuel I para reinar na Península Ibérica (Catalunha incluída) ou que a coroa espanhola foi no séc. XIX ofertada a D. Fernando, consorte de D. Maria II, mas garante que Afonso Henriques foi uma espécie de Puigdemont que também realizou um referendo, rasgando à frente da sua mãe, D. Teresa de Leão, a Constituição Espanhola!
Até Miguel Esteves Cardoso embarcou nesta lide romântica, primeiro com um clikbait, usando a ironia para rebaixar o maligno império espanhol, depois para (ainda que monárquico confesso, diz) insultar o rei de Espanha e apoiar o arrimo catalão.
Do português que milita nas redes sociais não espero muito, pois a sua má gramática representa-o. Mas de MEC esperava bom senso, pelo menos no tempo em que era escritor sério e não o actual mau crítico de gastronomia pago por restaurantes de duvidosa confiança. 
MEC tem todo o direito a apoiar qualquer grupo terrorista, em qualquer parte do mundo. Mas convenhamos, basta estudar a sério (e não vale recorrer à Wikipédia) para que perceber que o movimento independentista catalão não é nem nunca foi espontâneo, consensual e orgânico. Um eleitorado urbano de Esquerda, Republicano e Revolucionário constrói, desde o século XIX, a ideia de uma consciência barcelonesa, com que valencianos, habitantes de Navarra, Aragão e franceses não se identificam.
É claro que estamos perante a primeira revolução separatista feita pelas redes sociais. Sem as estratégias violentas da ETA ou do IRA, os separatistas catalães utilizam a manipulação social e mediática. Não há maior arma do que a palavra. Basta analisar o perfil social e político desta gente, como o fez Jorge Almeida Fernandes: «[o independentismo catalão] tem também mais êxito entre pessoas com estudos universitários ou pós-graduações, que é um indicador de classe e indicia rendimentos altos».
Não existem, porém, hoje, Simões Bolivares ou Garibaldis, montados a cavalo e lutando por ideais oitocentistas. O melhor representante da Catalunha é um ex-jornalista, que foge num avião, encena um exílio, transforma-se em mártir de um velho medo imperialista e acena com o odioso franquismo, tão útil às Esquerdas espanholas para justificar toda e qualquer oposição.

Numa coisa MEC tem razão. A apropriação da Península Ibéria pela Hispânia que sempre absorveu o velho reino, hoje república portuguesa, diluiu-nos numa geografia fatal. Mas se pensarmos na ideia da jangada de pedra inventada por Saramago, aquele bocado do calhau que quer separar-se é sinal de naufrágio.
E depois não teremos só espanhóis para odiar. Odiaremos nós os galegos e os andaluzes? Os catalães e os bascos? 
É que orgulhosamente sós nesta jangada estamos nós há mais de 800 anos.
#catalunha #catalonya #puigdemont

publicado às 12:18

Rita passa a Ferro Rodrigues

por John Wolf, em 05.11.17

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Não me recordo bem para qual revista, mas há muitos muitos anos, a Rita Ferro Rodrigues afirmava categoricamente em entrevista que se havia candidatado a um emprego na RTP, "omitindo sempre o nome do seu pai para que o processo fosse imaculadamente imparcial", para que fosse avaliada pelos seus dotes, pelo seu inegável talento - treta, bullshit. Será expectável, à medida que for perdendo o seu brilho televisivo impoluto, que procure servir-se do seu património de exposição mediática e da tradição familiar para alavancar uma putativa carreira política. A plataforma Capazes é um belo trampolim. Não teria sido mais adequado que Marcelo Rebelo de Sousa tivesse convocado a Bárbara Guimarães para se inteirar da temática da violência doméstica? Enfim. Adiante. Daqui a escassas épocas, quiçá quando o presidente da assembleia da república se reformar e for para uma construtora ou empresa de telecomunicações, teremos a Rita Ferro Rodrigues, e não a anónima Rita Rodrigues, a subir a escadaria do parlamento para poisar o traseiro na bancada da casa, na tribuna socialista. São  falsas representações deste calibre e provas de incesto deste tipo que arruinam o país. A menina tem de escolher. Ou é a carreira das TVs ou quer ser a filhinha política do papá. Mas reparem bem - Marcelo é um belo exemplo. Soube comentar livros aos Domingos. E veja-se onde chegou.

publicado às 13:49

Uns mais Grândola do que outros

por John Wolf, em 03.11.17

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Quem semeia cravos, colhe Catalunhas. Foi preciso uma causa oriunda de Espanha, da casa dos "nem bons ventos nem bons casamentos" para o Partido Socialista (PS) elencar aqueles que são mais grandoleiros e distinguí-los daqueles que são um pouquito menos. Sabemos que a discussão em torno de Puigdemont e amigos assenta na aliteração: serão prisioneiros políticos ou políticos presos? Como seria se estivesse cá Mário Soares? Que regime imporia ao PS sem tolerar desvios? Em suma, a experiência recente da Geringonça, da vivência a trois, quiçá terá tornado o partido mais maleável, menos disciplinado, e sim, mais democrático. Porém, não nos iludamos. A causa é simbólica, fica bem no resposteiro, no tabliê do carro e pouco mais. Como é um assunto que acontece nos arredores de França, não aquece nem arrefece o assento parlamentar. Portanto, estes arrufos e esta ficção de discordância não servem para grande coisa. Os cinco deputados do PS, que batem o pé catalão, são refugo de gerações distintas. São parecidos com a Catalunha. Andam para ali apregoar independência, mas não largam a saia da mãezinha. Gostava de ver estes heróis vestir a camisola de um limiano derretido pela teimosia das convicções. Assim, a aproveitar as novelas dos outros, demonstram que nem para actores servem. Grândola deveria ser declarada uma república reincidente.

publicado às 20:07

Medina deita fora o PCP

por John Wolf, em 02.11.17

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Fernando Medina fechou acordo com o Bloco de Esquerda (BE), mas nem por isso com o Partido Comunista Português (PCP). Ou seja, o que se passa na autarquia não é uma réplica do todo governativo, mas apenas a reciclagem de uma parte do artefacto, da geringonça. Em abono da maquineta, trata-se de uma "gonça" (como em amigo da gonça). No entanto o facto de Medina ter fechado acordo com o BE, não significa que tenha um compromisso com as efectivas necessidades dos lisboetas (precisa do BE para governar, baixou as calcinhas) e que consiga explicar como vão financiar a brincadeira. Estão apenas no lado do haver, com nenhuma menção do dever, de quem fica a arder. Não vale a pena entrar em detalhes críticos sobre a lista de supermercado de Medina e Martins, porque está lá tudo de um modo relativamente consensual, politicamente simpático para eles. Podemos concordar quase na íntegra com o enxoval dos noivos, mas devemos temer o copo de água. Serão necessárias mais taxas e impostos municipalizados para angariar meios financeiros para o orçamento da Câmara Municipal de Lisboa. A única coisa que parece ter sido omitida no programa de festas do casal camarário é um gabinete para análise e tratamento de assédio político ou de outra natureza. Seria interessante, á laia de sociólogo explorador, estudar o ecosistema camarário. Não me venham com estórias de que palmadinhas nas costas e no rabinho não acontecem todos os dias, à má-fila, à comuna - your ass is mine.

publicado às 14:33

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