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Esta semana podem encontrar um artigo da minha autoria no Prisma, nova plataforma de slow journalism do Jornal Económico, em que viso contribuir para o debate sobre a política externa portuguesa na era de turbulência em que vamos vivendo, marcada pela crise do euro, crise dos refugiados, Brexit, Trump, Putin, Merkel, populismo, eurocepticismo, fundamentalismo islâmico e uma União Europeia à procura de perceber o seu futuro.

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publicado às 22:31

Os manos Robles e a mania da riqueza

por John Wolf, em 29.07.18

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Mesmo que o tanso metesse ao bolso €2M (dois milhões de euros após pagamento de imposto de mais-valias e demais taxas) e a irmã outros €2M, aposto que estoiravam o guito em pouco tempo na senda daquilo que é habitual acontecer a quem ganha o Euromilhões. Que eu saiba, o Robles e irmã não estão habituados a esse tipo de dinheiro, não passando de uns deslumbrados. Ou seja, nem seriam capazes de montar um portefólio de veículos de investimentos saudável (um cabaz com ETF´s, Government Bonds, REITS, Fixed Income Investment Funds, Dividend Yield Funds ou Mutual Funds) porque um não passa de um reles vereador e a irmã aposto uns trocos que é artista. Por outras palavras, seriam (ou são) dois burros a olhar para um museu. O museu do Bloco de Esquerda. O mesmo se aplica a um Barroso que está na Goldman Sachs apenas a vender ligações políticas. De gráficos e mercados percebem pouco. Ou nada.

 

créditos fotográficos: Jornal de Notícias

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publicado às 19:03

O neo-liberal Ricardo Robles

por John Wolf, em 28.07.18

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Catarina Martins não pode decidir o que quer que seja e muito menos que o assunto Robles esteja encerrado. Catarina Martins não pode determinar o fim do cinismo. Catarina Martins não tem autoridade moral para discorrer sobre hipocrisia. A lider do Bloco de Esquerda enfrenta uma enorme contradição conceptual, ideológica. Ricardo Robles é uma toupeira, um agente-duplo plantado naquele partido por Passos Coelho para corroer os fundamentos e princípios que apregoam de viva-voz e a toda a hora. O neo-liberal especulador e capitalista feroz Robles, à laia do imobiliário Trump ou do quebrador do Banco de Inglaterra Soros, está para ficar - o BE ficou refém da sua natureza multi-cultural de acampamento integrativo de verão: há lugar para todos - the boy must stay. Expulsar Robles do Bloco seria equivalente a impedir a entrada a refugiados ou a mudar de opinião em relação à eutanásia. Em nome da grande tolerância que grassa naquele partido, Robles terá cama e roupa lavada enquanto quiser. No entanto, o operador do mercado imobiliário Ricardo Robles enfrenta os seus próprios dilemas. Resta saber se no momento da compra do imóvel o mesmo foi sub-avaliado para favorecer certas partes. Agora aparece a dizer que afinal não venderá o prédio, que essa não era a sua intenção. Mas pelos meus cálculos, e de tantos analistas de mercados financeiros muito mais avisados do que eu, a sua janela de oportunidade para ganhar milhões é curta. Na melhor das hipóteses a bolha imobiliária ainda tem hélio para flutuar um pouco mais. Depois teremos o estoiro à laia de 2008 e o menino Robles verá os seus encargos crescer. A saber; as taxas de juro sobre empréstimos, uma hipotética subida do Imposto Municipal sobre Imóveis, sem contar com seguros obrigatórios, despesas correntes de manutenção e aquelas contas-surpresa que não excluem vereadores. Por exemplo, uma infiltração de água resultante de uma secção de telhado reconstruída de um modo deficiente. Ou seja, por outras palavras, não obstante eventuais averiguações sobre processos questionáveis de licenciamento de obras, será o Karma a resolver o assunto. O destino encarregar-se-á de entregar a sentença a quem praticou o pecado da contradição ideológica e moral. A ver se nos entendemos: se Robles fosse um ás de Wall Street, tudo isto não passaria de um não-assunto, mas sendo membro da irmandade da justiça social anti-capitalista a coisa não cai bem no goto dos portugueses. E estão a ver com os seus lindos olhos.

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publicado às 20:06

Do processo de corrupção moral do Bloco de Esquerda

por Samuel de Paiva Pires, em 28.07.18

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Sobre Ricardo Robles, certamente, e é o mais escandaloso no caso em apreço, podemos falar na distância que vai daquilo que se proclama àquilo que se pratica, no sentimento de impunidade de quem se assume defensor de certas virtudes públicas, mas que na vida privada faz o mesmo que condena em terceiros, numa variante do provérbio “bem prega frei Tomás, faz o que ele diz e não o que ele faz”, apetecendo até invocar Lord Acton, para quem o poder corrompe, ou ainda Montesquieu, que nos ensinou que “todo o homem que tem poder é levado a abusar dele; vai até encontrar limites”.

 

Mas mais interessante até que os negócios de Robles, é assistir às tergiversações bloquistas a seu respeito, particularmente ilustrativas do que é uma certa esquerda que se auto-proclama detentora de uma qualquer superioridade moral que, alegadamente, a diferencia não só dos restantes posicionamentos políticos como de outros partidos e actores políticos individualmente considerados, mas que, na realidade, se tiver oportunidade, toma atitudes idênticas às daqueles que critica recorrentemente. Não é novidade que os parceiros geringonceiros do PS talvez tenham alcançado a maioridade política ao, finalmente, perceberem que a política não pode ser só pregar a suposta superioridade moral e pensar de forma absolutista, sendo muito mais a arte do possível, em que o exercício do poder requer a capacidade de negociar e encontrar compromissos. Os silêncios, nos últimos anos, dos geringonceiros BE e PCP sobre diversas matérias denotam isto mesmo. Mas coisa bem diferente é a tentativa de spin a respeito de factos que, além de reflectirem uma gritante hipocrisia (as posições políticas de Robles sobre o alojamento local e os negócios que realiza neste âmbito), objectivamente considerados, são censuráveis em qualquer pessoa, independentemente do partido em que milite, e que, obviamente, diminuem - e muito - a legitimidade política do político em causa.

 

Sabemos há muito que, como dizia Sir Humphrey Appleby, “where one stands depends upon where one sits”. Só não estávamos habituados a ver esta atitude no BE de forma tão explícita. Está, assim, concluído o processo de corrupção moral do BE, mais uma grande vitória de António Costa e do PS, mas que aproveita especialmente à direita portuguesa. Talvez os bloquistas ainda não o tenham percebido, mas este episódio coloca em causa todo o edifício da sua praxis política e terá notórias consequências no futuro do partido. Mas compreende-se que estejam ocupados com o debate, a decorrer enquanto escrevo este texto, subordinado à temática “propriedade é roubo”.

 

(também publicado aqui.)

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publicado às 15:56

Quem Robles a ladrão...

por John Wolf, em 27.07.18

 

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Triste visão de negócios em Portugal. Apenas sabem vender Gins a 12 euros ou especular com casas. O país que descobriu o mundo não tem ideias. Tem fome de ganhar tudo de uma assentada. O Robles & companhia representam algo de mais profundo e transversal. A ambição de ser como o Gordon Gekko e conduzir um Ferrari vermelho PC ou negro BE. Arrivistas mal amanhados. Mas o que causa mais comichão ao cidadão nacional não é o ganho, ou o lucro oportunista. É a hipocrisia de quem afirma categoricamente não praticar a religião capitalista, mas depois é apanhado a arrombar a caixa de esmolas. Quem Robles a ladrão tem cem blocos de perdão...

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publicado às 08:07

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Imaginem que Marcelo Rebelo de Sousa acordava alegre e contente, cheio de genica selfie, e decidia entregar a ilha da Madeira a Espanha. Seria interessante, para dizer o mínimo. O que Trump acaba de fazer não anda longe disso. O presidente dos EUA entregou o Uncle Sam a Putin. A loucura a que assistimos é inédita na história dos EUA. A negação categórica do envolvimento russo no processo eleitoral americano (não obstante a reunião de provas realizada pelo special counsel Robert Mueller), o ataque aos serviços de inteligência dos EUA, ao próprio sistema de justiça, e às demais instituições de credibilização democrática dos EUA deve ser interpretado sem reservas como um acto de traição. Servindo-nos de uma lógica relativamente simples, tudo isto significa que Putin dispõe de meios para eleger presidentes norte-americanos, mas também para deselegê-los. Será esse facto que terá sustentado a linha de defesa que Trump montou em relação a Putin. Os russos, segundo Trump, estão pejados de belas intenções e não desenvolvem as diversas frentes da sua guerra híbrida. The russians aren´t coming. Já lá está o Trump.

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publicado às 14:55

João Semedo (1951-2018)

por Samuel de Paiva Pires, em 17.07.18

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 (fotografia daqui.)

 

Morreu um homem bom, um cavalheiro, um servidor da causa pública e um dos poucos cultores do diálogo civilizado que passaram pela política portuguesa nas últimas décadas. Que descanse em paz.

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publicado às 10:17

O futebol em abraço armilar

por Samuel de Paiva Pires, em 15.07.18

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 (fotografia daqui.)

 

Parece que muita gente terá descoberto, com um espanto inusitado, após a final do Mundial de futebol, que em tempos a França foi um império colonial. Ora, boa parte do país da “liberdade, igualdade e fraternidade” cultiva a concepção subjectiva de nação, que tem raízes em Ernest Renan, para quem a nação não assentava em critérios como a raça, o território, a língua ou a religião, sendo, na realidade, “uma alma, um princípio espiritual,” no qual os indivíduos concretizam “o desejo de viver em conjunto, a vontade de continuar a fazer valer a herança que se recebeu indivisa.” Mas um certo nacionalismo assente na concepção objectiva, tributária de diversos autores franceses, alemães e britânicos e com especial relevo na cultura germânica, ignorando que a história humana difere da zoologia, parece assistir a uns quantos que se esquecem do que foi e do que ainda hoje é Portugal, cuja Selecção nacional de futebol tem jogadores originários de vários países da CPLP. Por mim, subscrevendo aquele Fernando Pessoa para quem a pátria era a língua portuguesa, preferia cumprir o abraço armilar no futebol e ter num Mundial uma equipa da lusofonia. Já que noutros domínios o triângulo estratégico Lisboa-Luanda-Brasília parece funcionar mal, talvez ajudasse a causa da lusofonia ter na mesma equipa Ronaldo e Neymar, Casemiro e William, Marcelo e Pepe, Gelson e Philippe Coutinho, Danilo e Fernandinho.

 

(também publicado aqui.)

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publicado às 22:45

Make America Weak Again

por Samuel de Paiva Pires, em 14.07.18

Amy Zegart:

Trump has a foreign-policy doctrine, all right. He’s been advancing it with remarkable speed, skill, and consistency. Its effect can be summed up in one neat slogan: Make America Weak Again.

America’s preeminence on the world stage rests on five essential sources of power: neighbors, allies, markets, values, and military might. The Trump Doctrine is weakening all of them except the military."

(...).

International-relations scholars have long found that great powers typically fall for two reasons: imperial overstretch or rivalry with other great powers. Never in world history has a country declined because of so many self-inflicted attacks on the sources of its own power.

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publicado às 14:01

Populismo à Portuguesa

por John Wolf, em 01.07.18

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Não existe uma estirpe de Populismo que possa ser considerada benigna. O hino "a minha alegre casinha" adjudicado pelos Xutos & Pontapés ao coro da Santa Geringonça não pode escapar à doutrina que postula a apropriação de símbolos avulso para fins propagandistas, políticos. A subida ao palco do Rock in Rio de diversas representações soberanas não é um populismo melhor do que o nacionalismo de Orbán ou o Trumpismo da Casa Branca. Com a aparente candura e inocência da bochecha rosadinha, Marcelo, Costa, Ferro e Martins (entre outros bivalves da comitiva mandante, consortes ou nem por isso) lá entoaram a versão pimba da melodia, já de si questionável em termos ideológicos, por ser uma faixa remanescente do Antigo Regime. É nessa pequena e alegre casinha onde deve pernoitar o cidadão português - quietinho e sem causar alarido - é essa a mensagem apaziguadora que passa em rodapé. Fernando Santos também lá podia estar a rufar versos da mesma melodia com a sua noção de desígnio-maior, assente no endeusamento intocável de Cristiano Ronaldo. Essa fé, repelente da objectividade analítica, é uma praga que tem vindo a atraiçoar a falsa-brandura dos costumes de Portugal. Sob a pretensa aura-suave da chefia das migrações ou da Organização das Nações Unidas, o país recruta e confirma o serviço de limpa-vidros tão útil para aliterar percepções e paixões. A graxa interna é semelhante à pomada esfregada no exterior. Com a ingenuidade da decoração atribuída, Portugal coloca-se a jeito da sua auto-valoração. A agência de rating política suprema passou a ser o Rock in Rio. Os tronos "branco-bronco" assentes sobre rodinhas, amestrados no palanque da realeza-selfie, atestam sem margem para dúvida o grau de sordidez que traja o poder em Portugal. O que o povo precisa é de circo. Um grande circo volante que dê guinadas para encobrir a falência do Serviço Nacional de Saúde, assim como a crónica e paliativa doença da Educação em Portugal e a nova crise financeira que não tardará a eclodir à luz da feroz guerra de tarifas entre a União Europeia e os Estados Unidos. Portugal não é os Estados Unidos. Mas aposto que Cristiano Ronaldo ainda se torna Presidente do Governo Regional da Madeira deixando os demais daquele coro com dor de corno. E sim, Cristiano, já o sendo, seria ainda mais populista do que é, e do que aquela cambada que diz que não sabe de nada sobre aventurismos políticos e perfis extremados. A pergunta colocada por Donald Trump é pertinente.

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publicado às 15:10






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